segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

ÍNDIA PREMEIA FILME DE BERNARDO CABRAL


O cineasta Bernardo Cabral acaba de ser distinguido com o 2º Prémio da Competição Internacional do "Script 2013 - International Short Film Festival", em cerimónia que decorreu na noite do passado sábado no "Fidelity Theatre", no centro da cidade indiana de Kochi, Kerala.

Produzido pela Cineact, Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca, o filme "50 pesos argentinos" foi integralmente rodado na Ilha de S. Miguel nos Açores, numa produção que reinventa o início do século XX marcado pela extrema pobreza e com a emigração como quase única alternativa para a população das aldeias açorianas.

Baseado num conto do escritor micaelense Ruy Guilherme Morais que o realizador adaptou, esta obra, protagonizada pelos actores Eduardo Almeida e Fátima Sousa, teve produção de Judite Barros, Fátima Cabral, A. Valente, Bernardo Cabral, música de Emanuel Paquete e Fernando Augusto Rocha, imagem de Paulo Medeiros, som de Tó Garcia e montagem de Paulo Medeiros e Carlos Silva.
Este filme foi anteriormente distinguido com os Prémios do Público e Melhor Filme Regional no Panazorean Festival de Cinema e no Festival de Cinema da Ribeira Grande.
Tendo sido exibido no AVANCA 2012, será projectado proximamente no Teatro Rivoli no Porto, integrando uma das sessões do Fantasporto. Na índia, este filme foi igualmente exibido noutro festival que decorreu nas cidades de Nova Deli e Mumbai.
Entretanto, o filme passou já pelos ecrãs de Buenos Aires, Argentina, cidade mítica para a narrativa do filme.

Bernardo Cabral, que na Índia recebeu pessoalmente o prémio, é também autor de outros filmes que abordam histórias açorianas. Tendo produzido e realizado a primeira longa-metragem de ficção dos Açores, os seus filmes têm alternado entre a ficção e o documentário.
Licenciado em História, estudou cinema no Canadá e tem dividido a sua actividade entre a produção de cinema e televisão, a docência de audiovisuais e a dinamização do cinema na ilha de São Miguel.

O "Script 2013 - International Short Film Festival" é uma organização do Rotary Club de Cochin Metropolis, que nesta sua terceira edição, reuniu um júri constituído por conceituados actores, realizadores e críticos da gigante indústria cinematográfica indiana.

O filme teve o apoio da Direcções Regionais da Cultura e da Juventude, das Câmaras Municipais de Ribeira Grande, Ponta Delgada e Povoação, Escolas Profissionais da Ribeira Grande e das Capelas, Polícia de Segurança Pública e diversas empresas e entidades da região.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

ÍNDIA EXIBE FILMES PRODUZIDOS POR AVANCA

Durante o mês de fevereiro, 2 filmes produzidos pela Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca vão estar em exibição em festivais de cinema na Índia.
“Fios de Tempo” de Joaquim Pavão é uma curta-metragem documental que será exibida no início do mês na cidade indiana de Ahmedabad e de seguida em Vadodara, integrando a selecção oficial da segunda edição do “Fanatika Theatre Documentary Festival”.
“Fios te tempo”, que terá neste festival a sua estreia mundial, nasce de um conjunto de peças de teatro portátil do Projeto Faunas baseadas em atividades tradicionais da cultura portuguesa. Cada estória guarda em si um espaço de transmissão de conhecimentos, fazendo a passagem de testemunho entre aqueles que recriam, pela memória, o seu passado, para aqueles que constroem, pelo sonho, o seu futuro.
O documentário, com argumento de Nuno F. Santos, foca o método de trabalho seguido pela companhia, na pesquisa, criação e produção dos espetáculos.
Entretanto, numa organização do Rotary Club indiano, nos dias 8 e 9 em Kochi, integrando a competição oficial do “SCRIPT International Short Film Festival”, será exibido o filme “50 pesos argentinos” de Bernardo Cabral.
Este filme, produzido nos Açores pela Cineact e pela Filmógrafo, foi já premiado nos festivais “Panazorean” e “Ribeira Grande”, tendo sido igualmente exibido em Buenos Aires (Argentina) e no Festival de Cinema AVANCA 2012.
Esta curta-metragem de Bernardo Cabral, está este fim de semana também em exibição na Índia, integrando a competição do “0110 International Digital Film Festival” que decorre em Nova Deli. Neste festival, estão também a concurso 4 outros filmes produzidos ou co-produzidos pela Filmógrafo / Cine-Clube de Avanca. Também na categoria de ficção, será exibido o filme “Prescrição” de Marco Miranda, em arte digital “Terram - Terra e mar” de C. Silva, A. Osório, A. Fonseca e finalmente na categoria de animação, foram seleccionados os filmes “15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus” de Cláudio Jordão e “O Milagre” de Francisco Lança.
Tenso sido, na sua quase totalidade, produzidas em 2012, estas obras cinematográficas serão proximamente visíveis na cidade do Porto, onde participam no “Fantasporto – Festival Internacional de Cinema Fantástico do Porto”.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012, UM ANO REPLETO DE PRÉMIOS PARA OS FILMES DE AVANCA

Inesperadamente, 2012 foi o ano em que os filmes produzidos em Avanca mais vezes foram exibidos e premiados em países dos 5 continentes.
Num ano em que os apoios ao cinema foram drasticamente reduzidos a zero, os filmes de Avanca foram exibidos 177 vezes em 30 países diferentes.
Ou seja, em cada dois dias do ano um filme produzido em Avanca foi exibido num ecrã de cinema de um qualquer país do mundo.

Outro recorde é também o número de prémios com que a cinematografia de Avanca foi este ano distinguida.
39 prémios distinguiram filmes produzidos ou coproduzidos pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, em festivais de cinema de 12 países.
Os prémios chegaram da Alemanha, Argentina, Arménia, Áustria, Brasil, Geórgia, Grécia, Índia, Itália, Liechtenstein, Portugal e República Checa, numa distribuição geográfica que abarca a Europa, a Ásia e a América do Sul.

O filme mais premiado foi a animação em 3D “Conto do Vento”, a que se juntaram 15 outros filmes de ficção, documentários, experimentais e outros igualmente de animação.

Os filmes foram realizados pelos cineastas António Costa Valente, António Fonseca, António Osório, Bernardo Cabral, Carlos Silva, Cláudio Sá, Cláudio Jordão, Joana Imaginário, José Miguel Moreira, Francisco Lança, Luís Diogo, Luís Margalhau, M.F.Costa e Silva, Manuel Matos Barbosa e Nelson Martins.
A estes, juntam-se os jovens cineastas da Escola Egas Moniz de Avanca, que viram o seu filme “O Circo” ser premiado diversas vezes.

Por 143 vezes os filmes produzidos por Avanca foram selecionados para as competições oficiais de festivais e nomeados para os prémios finais. A este número deve-se juntar os 34 convites que resultaram em outras tantas exibições, complementando as 177 vezes em que os filmes de Avanca foram exibidos em ecrãs de cinema dos mais diversos festivais.

Para além dos países onde foram premiados, os filmes de Avanca foram também exibidos na África do Sul, Albânia, Cabo Verde, Canadá, Chile, Cuba, Egipto, Eslovénia, Espanha, EUA, França, Finlândia, Holanda, Hungria, Japão, Lituânia, Reino Unido e Sérvia.

Produzidos na sua maioria num ano particularmente difícil, só 3 destes 16 filmes tiveram anteriormente apoio direto da Secretaria de Estado da Cultura e 6 dos filmes não tiveram mesmo qualquer apoio do estado. Na sua maioria, os filmes foram produzidos em coprodução com diversas entidades e contaram com a participação de alguns dos melhores atores e técnicos do cinema português.

Entretanto, durante 2012, o Cine-Clube de Avanca avançou na construção da sua sede no centro da freguesia e o festival de cinema AVANCA 2012 voltou a ser a janela primordial de toda esta produção cinematográfica, num evento que reuniu pessoas e filmes dos cinco continentes.

Toda a equipa que interveio neste projeto de produção cinematográfica que passa por Avanca agradece vivamente a todas as pessoas, entidades oficiais, instituições, associações, empresas e grupos informais que contribuíram decisivamente para o sucesso destes números inesperados e motivadores.

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

FILME "A PARIDEIRA" EM EXIBIÇÃO NA RTP


O filme "A Parideira" do cineasta José Miguel Moreira será exibido esta sexta-feira dia 28 de Dezembro na RTP 2 pelas 23.30h.
Produzido pela ESMAI, Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca, este filme, com produção de Vasco Josué, fotografia de António Morais, som e música de Diogo Manso, este filme foi maioritariamente rodado na região de Bragança, tendo contado com apoios locais.
A história acontece algures no topo de uma serra, numa gruta milagreira a que chamam PARIDEIRA. Conta a lenda que se uma mulher infértil lá entrar, já sai grávida da gruta. Mas para que isso aconteça é preciso que nessa noite morra lá dentro um adulto.
Protagonizado pelo casal Diogo Morgado e Ana Moreira, conta ainda com a participação de José Pinto na figura do velho guia.
Tendo sido estreado no Fantasporto e exibido na última edição do festival AVANCA, esta obra tem vindo a ser exibida em diversos festivais, nomeadamente no Canadá, Grécia, Eslovénia e Japão.
Distinguido como o prémio para o melhor filme nacional no PORTO7 – Festival Internacional de Cinema de Curtas-metragens do Porto, esta obra valeu ainda ao ator José Pinto duas distinções.
Nos festivais de Arouca e Bragacine, este ator do Porto recebeu os prémios destinados ao melhor ator de cada um destes festivais.
José Miguel Moreira, natural e residente em Ovar, terminou entretanto “Falha do Sistema”, uma curta-metragem de ficção, também ela estreada no Fantasporto e exibida no AVANCA.
Ambos os filmes deste cineasta tiveram apoio à produção do ICA / Secretaria de Estado da Cultura.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

FILME "MULHER SOMBRA" PREMIADO NA ARMÉNIA


Mulher sombra”, uma curta-metragem de animação de Joana Imaginário, produzida pela Animegas, Cine-Clube de Avanca, Imaginário e Filmógrafo, acaba de ser distinguida com diploma especial no "9th International Women's Film Festival KIN", um festival que se realiza anualmente na cidade de Yerevan, capital da Arménia.
Mulher sombra” é a história de uma mulher enfeitiçada pelo vento. No filme, uma voz diz: "a partir de hoje tudo te encantará (...) e do permanente movimento ficarás prisioneira." De tanto andar, a mulher começou a desaparecer e dela ficou apenas a sombra.

Sendo um filme de animação, esta obra integra imagem real e um conjunto de técnicas inesperadas de experimentação cinematográfica.

Tendo estreado no Festival de Cinema AVANCA, este filme foi já anteriormente distinguido, nomeadamente no Caminhos do Cinema Português onde ganhou o Prémio para o Melhor Filme de Animação.
Tendo sido produzido com o apoio do ICA/Ministério da Cultura e da RTP, “Mulher sombra” foi exibido recentemente em festivais na Áustria, Canada, Chile, Cuba, Espanha, França, Geórgia, Itália e Portugal.

Joana Imaginário é licenciada em escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tem um percurso paralelo entre a docência, a escultura, a ilustração e o cinema de animação. Com Francisco Lança tem participado em grande parte dos seus filmes e coordenou um workshop internacional de uma edição anterior do Festival de Cinema AVANCA.

UM OUTRO FILME EM EVIDÊNCIA

15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus” de Cláudio Jordão, acaba de ser exibido no “24h of Nuremberg International Film Festival”, nesta cidade da Alemanha. Ali integrou um conjunto de 24 filmes distinguidos com a menção “Best of 24h”, seleccionados de entre a última produção cinematográfica, envolvendo obras de onze países.
Este filme, produzido conjuntamente pela Filmógrafo, Kotostudios e Cine-Clube de Avanca, abriu em Julho último o Festival de Cinema AVANCA 2012.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LIECHTENSTEIN PREMEIA FILMES DE AVANCA



A 18ª edição do "Videogranprix 2012", um festival que se realiza anualmente no Principado do Liechtenstein, acaba de distinguir o filme “Estátua” de Carlos Silva e António Costa Valente com o prémio do melhor filme experimental e “Falha do Sistema” de José Miguel Moreira com o prémio do melhor filme profissional.

Os prémios agora atribuídos vão permitir a sua transmissão televisiva nos canais “TV Sendern” do Liechtenstein e da região austríaca do Vorarlberg.

Também o “RIOS – Festival internacional de Cinema Documental e Transmedia”
que decorreu em Vila Real na UTAD (Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro), atribuiu ao filme “A ria, a água, o homem...” o “Prémio Olhares e Enquadramentos”.

Co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca / Filmógrafo, todos estes filmes são curtas-metragens que, tendo sido exibidas no Festival de Cinema AVANCA, estão a percorrer festivais de cinema de todo o mundo.

Estátua” é um filme experimental que parte de uma escultura de Gracinda Leite para uma integração / confronto com um espaço da mesma matéria da obra de arte. Este filme tinha anteriormente sido distinguido com Menção Especial do “Prémio Nacional Multimédia” e distinções no Festival de Cinema de Arouca e na competição vídeo Sé/Algarve 2012.


Falha do Sistema” é uma ficção com os atores Gracinda Nave, Pedro Lamares e José Pinto, produzida por Vasco Josué no ESMAE/IPP e decorre numa sociedade controlada pelo SISTEMA (uma variante nazi do “Big Brother” que limita a privacidade dos cidadãos).


A UTAD, em Vila Real, volta a distinguir o filme “A ria, a água, o homem...”

A ria, a água, o homem...”, com textos de Raúl Brandão, música de Debussy, desenhos e realização de Matos Barbosa e a voz do ator Joaquim de Almeida, este filme reinventa a Ria de Aveiro num inesperado desenho animado a preto e branco. Tendo sido várias vezes premiado em festivais de cinema de diversos países, este filme foi alvo de homenagens do Museu da Cidade de Aveiro e Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

Os filmes foram produzidos com diversos apoios, nomeadamente do ICA / Ministério da Cultura.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O ADEUS A SYLVIA KRISTEL


No crepúsculo dos holofotes de uma presença e fama planetária, Sylvia Kristel esteve em Portugal a convite do festival de cinema AVANCA 2006.
O tempo de actriz dava nessa altura espaço à memória criativa no espaço do cinema de animação.
Nesse ano, o festival abriu com a exibição do filme “Topor e Moi”, um inesperado e surpreendente filme que marcava a estreia de Sylvia Kristel na realização e também no mundo dos desenhos animados. Ali se recria a memória da cena artística de Paris no início da sua carreira.
Hugo Claus, W.F.Hermans, Vadin e obviamente Roland Topor, que tinham já ganho vida nos quadros de Sylvia Kristel (Topor foi seu professor de pintura), são de novo recriados neste filme pleno de sensibilidades, memórias e reflexões que marcaram o seu olhar maduro.
A uma pintura plena de corpos, rostos e cores de quase meia estação, juntou-se o cinema como potenciador gráfico, impulsionador dos movimentos perceptíveis e narrador das histórias que lhe eram urgentes contar.
O cinema parecia ter mudado de estação para Sylvia Krystel.
Em Avanca, a actriz experimentou algo novo - orientar um workshop.
Dirigindo em Avanca “Cinema e pintura – um espaço criativo para protagonistas” Sylvia procurou, à semelhança do seu filme, contar histórias de protagonistas por entre as práticas do cinema, da pintura e da liberdade que juntas, estas artes potenciam.
Kristel, protagonista do papel da mais célebre personagem do cinema erótico europeu, viu o seu êxito rapidamente transposto para a escala global num dos raros momentos em que o cinema europeu ocupou o lugar cimeiro da exibição cinematográfica planetária, ultrapassando rapidamente a mítica fasquia dos 100 milhões de espectadores.
A personagem “Emmanuelle” deu origem a uma sequela de filmes. O primeiro, realizado por Just Jaekin, consolidou um género cinematográfico de que este filme é a sua maior expressão.
Por entre dezenas de personagens que Sylvia Kristel foi protagonizando ao longo de uma carreira com mais de meia centena de filmes, um destaque muito especial para “Alice” de Claude Chabrol, onde tem uma das suas melhores interpretações.
Nos últimos anos, participou sobretudo em produções holandesas, nomeadamente com Dorna van Rouveroy e Ruud Den Dryver, produtores das suas incursões na realização cinematográfica e sobretudo seus amigos.
Sylvia faleceu esta noite.
No apagar da luz, certamente que por entre o crepúsculo, uma nova estrela nos dirá que o eros não é palavra vã e participa na liberdade de voar com que se escreve cada uma das nossas vidas.
Do AVANCA, um adeus e palmas a Sylvia Kristel.