sexta-feira, 30 de maio de 2014

ANTE-ESTREIA DO FILME “LUZ CLARA” NO DIA MUNDIAL DA CRIANÇA

Será no Centro Cultural e Congressos de Aveiro que no domingo dia 1 de junho, pelas 17.30h, comemorando o Dia Mundial da Criança, acontecerá a ante-estreia do filme “Luz Clara” de Miguel Lima e Vasco Vieira.

“Luz Clara” é um documentário criativo de curta duração que dá a conhecer a história inspiradora do fotógrafo José Cruz e da sua arte.
Com 27 anos de experiência, decidiu mudar de vida e dedicar-se a tempo inteiro à fotografia de recém-nascidos. O sucesso das suas imagens deram-lhe o prémio “MQEP - Master Qualified European Photographer pela FEP - Federation of European Photographers (2012)”, entre outras distinções.
Um percurso que se traduz numa história envolvente de imagens que respiram amor.

Produzido com a participação do Cineclube de Avanca, esta curta metragem entre o documentário e o filme de livre criação, é a segunda obra dos cineastas Miguel Lima e Vasco Vieira.

A exibição do filme acompanha a inauguração da exposição “Primeiro Retrato”, uma coleção de 40 obras fotográficas de recém-nascidos captadas ao longo dos últimos 4 anos. Na altura, algumas das imagens irão ser leiloadas num ato de beneficência a favor de duas instituições de solidariedade infantil da cidade de Aveiro, o Centro de Acolhimento Infantil de Aveiro (Cáritas) e o Centro Social e Paroquial de Nossa Senhora de Fátima.

O filme “Luz Clara” terá a sua estreia no Festival AVANCA 2014 em julho próximo, integrando a “Competição Avanca”.  

terça-feira, 27 de maio de 2014

AÇORES ANTECIPA O FESTIVAL DE CINEMA “AVANCA 2014”

Açores antecipa o início das competições internacionais da décima oitava edição do “AVANCA 2014 - Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia” que irão decorrer no Concelho de Estarreja, região de Aveiro.

Na Ilha Terceira dos Açores, nos espaços da Academia de Juventude e das Artes da Ilha Terceira inicia-se a exibição de um conjunto de filmes de curta-metragem que integraram a competição oficial das últimas edições do Festival de Cinema AVANCA.

Numa organização conjunta com o CAH – Cine Angra do Heroísmo, serão exibidas obras de ficção, tanto de imagem real como de animação, provenientes de diversos países.

A mostra irá ainda ocupar o Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, onde nas quartas-feiras de 4 e 11 de junho, pelas 19h, passarão as películas seleccionadas.
Entre os filmes em exibição estão as obras nacionais “Prescrição” de Marco Miranda, “Ruga” de Miguel Serra e Sofia Barata, “Solitária” de José António Mendes e “A praia” de Paulo Couto.

Este evento é apoiado pela Direcção Regional da Cultura do Governo dos Açores, para além de outras entidades locais.

Entretanto, o festival AVANCA 2014, irá acontecer este ano entre 23 e 27 de Julho próximo, ocupando diversos espaços da freguesia de Avanca. Este evento exibe em competição internacional, longas e curtas-metragens, filmes de ficção, animação, documentários e experimentais, seleccionados de mais de dois mil filmes, chegados de cerca de 70 países.
Este evento, tem ainda sido marcado pela realização de um conjunto de workshops de duração alargada e orientados por personalidades do cinema mundial. Conferências, exposições e mesas-redondas completam o evento que em cada ano tem trazido a Avanca várias centenas de cineastas, e investigadores dos 5 continentes.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

ALFREDO TROPA NA ÚLTIMA SESSÃO DO FITAS NA RIA

Quarta-feira dia 21 pelas 21H30 no Teatro Aveirense, e encerrando o FITAS NA RIA, que decorreu em Aveiro desde 2013, será exibido o filme “Uma maré de moliço”, com a presença do realizador Alfredo Tropa.

Num debate que tem permitido olhar para a Ria de Aveiro através do cinema que a filmou, esta quarta sessão irá permitir um encontro com dos realizadores que melhor a conhece. Tendo já sido exibido em Novembro a sua longa-metragem “Bárbara”, é agora possível assistir a uma obra que nos transporta até aos nossos dias a memória do tempo em que o moliço era ainda importante e a base do trabalho de muitos dos habitantes das suas margens.

Alfredo Tropa, que é oriundo de uma família da Murtosa, tendo sido realizador da RTP durante grande parte da sua vida, é quem provavelmente mais vezes se debruçou sobre a Ria de Aveiro em, trabalhos fílmicos de maior profundidade. Nascido em 1939, é em Coimbra que conhece o movimento cineclubista, trocando a Faculdade de Ciências por um curso de realização cinematográfica no IDHEC em Paris. Tendo estagiado na televisão francesa, com quem viria a realizar várias obras ao longo da sua carreira, ingressou na RTP em 1968, tendo ali desenvolvido grande parte da sua filmografia e onde viria a ser Director dos Arquivos e Documentação. Sendo fundador do Centro Português de Cinema, fez parte do primeiro grupo de realizadores apoiados pela Fundação Calouste Gulbenkian e que veio a permitir o lançamento do chamado Cinema Novo. Na altura (1970-71), Alfredo Tropa realizou a longa-metragem de ficção “Pedro Só”. Não tendo nunca abandonado o documentário, é de sua autoria a série “Povo que canta”, produzida e exibida pela RTP entre 1970 e 1974 e onde ao longo de várias dezenas de episódios, Alfredo Tropa nos traz o conhecimento do nosso património musical.

Após a exibição do filme, Alfredo Tropa falará com o público presente na sala.
“Fitas na Ria” é promovido pelo grupouariadeaveiro em conjunto com o Cineclube de Avanca, o Teatro Aveirense e a Plano Obrigatório. Este evento tem promovido um olhar sobre a Ria através do cinema que desde o final dos anos 50 ali tem vindo a ser produzido.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

OVAR VOLTA A TER CINEMA

O cinema regressa a Ovar já no próximo dia 24 de abril.
A sala ESPAÇO DOLCE, no Centro Comercial Dolce Vita reinicia a exibição diária de grandes filmes, desta vez exibindo obras em estreia nacional.

Ovar volta a exibir cinema depois de em 2012 ter perdido o seu Cinema Paraíso, a sala de cinema localizada no centro comercial Dolce Vita, a única que à data exibia filmes na cidade. As mudanças tecnológicas que eram exigidas na altura impossibilitaram a continuidade desta oferta cultural para a população vareira.

ESPAÇO DOLCE é a sala de cinema que agora irá ser explorada pela produtora, distribuidora e exibidora Filmográfo, que em parceria com a administração do Dolce Vita e com o apoio do Município vai trazer de novo o cinema a Ovar, respondendo desta forma ao pedido da população que se tendo mobilizado em grupos, tinham pedido o seu regresso.

O cinema Espaço DOLCE tinha reaberto momentaneamente no inicio do ano para receber um ciclo de cinema de homenagem póstuma ao cineasta, nascido em Ovar, Paulo Rocha. Sendo um autor fundamental do cinema português,

Organizado pelo Município de Ovar, esta homenagem a um autor fundamental da nossa cinematografia, além de relembrar a ligação desta cidade com o cinema português, também reavivou as memórias da importância e do significado de ter um cinema na cidade.


Este regresso pretende colmatar a inexistência de uma programação de cinema em Ovar. A aposta será em construir uma oferta cinematográfica diversa, com estreias nacionais, procurando satisfazer o desejo de ver grandes filmes e o melhor da cinematografia mundial.

quinta-feira, 20 de março de 2014

CANNES EXIBE EM MAIO O FILME “15 BILHÕES DE FATIAS DE (-T)+DEUS”

É O PRIMEIRO FILME PORTUGUÊS SELECCIONADO PARA UMA DAS COMPETIÇÕES QUE ACONTECEM NESSA ALTURA EM CANNES.

“15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus”, uma curta-metragem de animação realizada por Cláudio Jordão e produzida pelo Cine-Clube de Avanca, Kotostudios e Filmógrafo, acaba de ser seleccionada para a competição oficial do “Art Film Festival”, uma organização que acontece paralela ao Festival Internacional de Cinema de Cannes.

“15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus” é o único filme originário da Península Ibérica que integra a selecção oficial do festival. Decorrendo durante os primeiros dias do Festival de Cannes, desde 2011 o “Art Film Festival” passou a ser o espaço que nesta cidade da Côte d'Azur selecciona e exibe no ambiente do maior evento do cinema mundial, filmes de arte.
Este ano, o convidado especial do festival e simultaneamente Presidente do Júri, é o criador chinês Yang Zhenzhong. “Art Film Festival” estabelece em Cannes um encontro entre o cinema experimental e o mercado mundial de galerias de arte.

Com a voz dos actores Teresa Chaves, Carlos Duarte e Nelson Martins, todo o filme se envolve numa inesperada conversa familiar, numa aparente brincadeira, onde a origem do Universo é a chave de todas as questões. 
Numa altura em que a investigação científica dá enormes passos no sentido de se perceber como tudo se iniciou, “15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus” inicia-se por onde reza a História, ou seja, parece que tudo começou com uma Grande Explosão. A questão é... porquê?

“15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus” é um filme que recorre, numa utilização invulgar à imagem de síntese, foi produzido por António C. Valente e conta com música do compositor Joaquim Pavão. 

Este filme, que abriu o Festival AVANCA'12, foi entretanto exibido na selecção oficial de festivais de cinema de Alemanha, Brasil, Chile, França, Grécia, Índia, Itália e Letónia. O festival “24h of Nuremberg International Film Festival (Alemanha), atribuiu-lhe ex-aequo a distinção “Award Best of 24h”. 

Cláudio Jordão é o autor do argumento, da animação, e da realização e este é o seu quarto filme de autor onde a imagem de síntese tem estado sempre presente.
Formado em Design pela Universidade do Algarve, onde leccionou uma unidade curricular de animação, realizou em 2003 o seu primeiro filme “Super Caricas”. Esta obra que foi exibida no festival AVANCA, iniciou um percurso de filmes únicos na cinematografia portuguesa onde a imagem 3D tem uma forte identidade. O  filme seguinte, “Esperância”, viria a ser muito premiado em vários países, antevendo-se o sucesso que marcou o filme posterior. “Conto do Vento”, que co-realizou com Nelson Martins, viria a participar em mais de 60 festivais internacionais de cinema e, com 22 prémios, é hoje o filme português de animação mais premiado de sempre.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

“PECADO FATAL” PREMIADO NO CANADA E EM COMPETIÇÃO NO FANTASPORTO

EM ABRIL, O FILME CHEGA ÀS SALAS DE CINEMA

PECADO FATAL, a longa-metragem de ficção que Luís Diogo realizou e produziu conjuntamente com a Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca, acaba de ser distinguido com o “2014 Award of Excellence Winner” do Canada International Film Festival.

PECADO FATAL relata uma belíssima história de amor que está comprometida por um Pecado Fatal cometido por Nuno na noite em que conheceu Liliana.
O filme tem como atores principais Sara Barros Leitão (uma das protagonistas da série televisiva I LOVE IT), e ainda Miguel Meira e João Guimarães.

O Canada International Film Festival que este ano reuniu filmes de 90 países, irá entregar o prémio a PECADO FATAL em cerimónia agendada para março na cidade de Vancouver. Este festival é um dos 11 eventos cinematográficos que integram a lista do directório “bestfilmfestivals.com”, dos melhores festivais de cinema independente do mundo, .

Tendo tido a sua estreia mundial no “XXX Festival de Cine de Bogotá” (Colômbia), este filme foi posteriormente seleccionado para os festivais de Bratislava (Eslováquia), Delhi (Índia), Huelva (Espanha) e Chennai (Índia).

Entretanto, PECADO FATAL vai ter a sua estreia em Portugal nas competições oficiais do Fantasporto, sendo exibido no Rivoli no próximo domingo e terça-feira.

Em abril o filme deverá chegar às salas de cinema de todo o país, com várias sessões onde o realizador e alguns atores irão marcar presença.

Luís Diogo, um argumentista cujas histórias têm envolvido realizadores como Leonel Vieira, Luís Galvão Teles e M. F. Costa e Silva, iniciou nos últimos anos uma carreira como realizador de curtas-metragens que foram premiadas e exibidas em festivais de vários países. PECADO FATAL é a sua primeira longa-metragem como realizador. Natural de Castelo Branco, vive em Paços de Ferreira, onde foi rodado o filme.

Luís Diogo assumiu a produção com António Costa Valente e o apoio de Hugo Diogo.
Pedro Fararte assina a imagem, Martine Prazeres a direcção de arte, Francisco Costa e Luís Diogo a montagem, Luís Diogo e Cláudio Jordão os “motion graphics”, enquanto Catarina Alexandre, Joana Nunes, Luís Azevedo e Ricardo Jorge completam a equipa de produção.

O elenco deste filme é complementado pelos actores Ana Saltão, Ângela Marques, António Borges, Carlos Moreira, Carolina Pavão, Daniela Galbin, Fernando Soares, José Eduardo, João Melo, João Pedro Jorge, Margarida Carvalho, Maria do Carmo, Marta Correia, Miguel Linares, Mónica Morato, Nídia Rocha, Paulo Ferreira, Paulo Renato, Sofia Príncipe e Teresa Chaves.

Com música de Daniela Galbin e Filipe Coutinho, o som foi trabalhado por Álvaro Melo, João Correia, António Osório e Fernando Augusto Rocha.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

UMA PRENDA NO SAPATINHO DO CINE-CLUBE DE AVANCA

Estando o Cine-Clube de Avanca a construir à longos anos a sua sede no centro da freguesia, acaba de ter uma boa notícia em tempo de Natal.
A DOW PORTUGAL ofereceu isolamento para o tecto da obra em construção. São cerca de 500 metros quadrados que assim irão proteger o edifício de quatro pisos que desde há cerca de duas décadas a associação vem paulatinamente construindo.

Sendo uma obra fundamental para apoiar o festival de cinema que em 2014 terá a sua 18ª edição, bem como toda a atividade da associação na produção e difusão de obras cinematográficas, este edifício conta com uma sala de cinema, uma mediateca e espaços diversos destinados às suas diversas atividades.
Prevista para ser um espaço privilegiado de encontro, formação, debate e investigação, este espaço prevê valências únicas que permitirão catapultar toda a operacionalidade cineclubista, mas também da crescente produção cinematográfica que vem acontecendo em Avanca.

O projecto de construção da sede do Cine-Clube de Avanca iniciou-se em 1992, com a atribuição de um lote de terreno no centro da freguesia pela Câmara Municipal de Estarreja, tendo-se iniciado a construção dois anos mais tarde, com a atribuição de um primeiro apoio financeiro do IPJ - Instituto Português da Juventude a que se veio juntar um apoio do ICA / Ministério da Cultura.

Um interregno forçado de vários anos fez perigar a conclusão da obra que finalmente veio a retomar o seu percurso construtivo no final de 2009.

Com o apoio da população de Avanca e do Concelho de Estarreja que aderiu à “Campanha do Tijolo”, as obras recomeçaram com os 15.000 tijolos entretanto oferecidos, juntando-se posteriormente várias centenas de sacos de cimento que permitiram terminar a construção das paredes exteriores do edifício.

Entre sócios, apoiantes e entidades locais, nomeadamente a Junta de Freguesia de Avanca e a Câmara Municipal de Estarreja, tem sido possível dar continuidade a uma obra de difícil conclusão, onde o principal apoio dos últimos anos tem vindo do IPDJ – Instituto Português do Desporto e da Juventude.

O recente apoio natalício é um estímulo para prosseguir um projecto de indiscutível empenho e tenacidade que pela sua longevidade parece ter-se constituído num marco de união de gerações de cinéfilos e cineastas de Avanca.