quinta-feira, 1 de dezembro de 2022

BRASIL PREMEIA O SOM DO FILME “POR DETRÁS DA MOEDA” QUE ESTREIA NOS CINEMAS NO DIA 8

O filme “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya acaba de ser distinguido com o Prémio Melhor Som nos Prémios Tietê que acabam de ser anunciados em São Paulo no Brasil.

Esta distinção foi atribuída a Álvaro Melo, João Correia e Miguel Santos que tiveram o complexo trabalho de trabalhar o som de um filme onde a música é essencial.

Rodado no Porto com alguns dos mais carismáticos músicos de rua da cidade, o filme acompanha, entre outros, Alexandre Amorim, um dos fundadores dos “Pippermint Twist”, grupo que nos anos 80 partilhou o top de vendas com os “Xutos & Pontapés”.

Com o cantor Nuno Norte e o baixista Miguel Cerqueira, fundador dos “Trabalhadores do Comércio”, esta longa metragem é também um tributo à cidade do Porto.

O filme é anunciado como sendo “O primeiro documentário sobre músicos de rua da cidade do Porto e o projeto Pippermint Twist da década de 80! Dias acelerados ao som da música dos artistas de rua. Deixamos cair uma moeda, prosseguimos, mas que histórias se escondem POR DETRÁS DA MOEDA!? Das ruas para os palcos, da ribalta para as ruas. Almas que buscam alimento, corpos que procuram sustento, mas no final apenas a música sobrevive”.

“Por Detrás da Moeda” é a primeira longa metragem de Luís Moya, que tendo estudado na ESAP - Escola Superior Artística do Porto, está a rodar dois novos filmes nas Bahamas e no Peru.

Anteriormente filmou, entre outros, “Mia Mia Sudan Tamam Tamam”, rodado no Sudão e distinguido com o Prémio de Cinema Português no Fantasporto de 2013.

“Por Detrás da Moeda”, tendo sido Prémio do Público do FANTASPORTO 2020, a dias do país encerrar,  chega agora aos cinemas no primeiro ano em que a pandemia abranda.

Exibido pela primeira vez com uma estrondosa salva de palmas no Rivoli, com o público todo de pé, o filme “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya, produzido pela Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, foi igualmente premiado em festivais nos EUA, Reino Unido, Índia, Itália, México, Botão, para além de Portugal e Brasil.

A estreia do filme vai acontecer na próxima quinta-feira dia 8 de dezembro, em cinemas de Vila Nova de Gaia, Lisboa, Braga, Setúbal, São João da Madeira, Leiria, Penafiel, Castelo Branco, Estarreja e Ovar.

“Por Detrás da Moeda” teve apoio à produção do ICA, Ministério da Cultura.



terça-feira, 1 de novembro de 2022

EUA PREMEIAM “JÁ NADA SEI”, O NOVO FILME DE LUÍS DIOGO













Longa metragem, rodada em Oliveira de Azeméis, abriu recentemente o Festival de Cinema de AZEMÉIS.

O novo filme  JÁ NADA SEI de Luís Diogo, produzido pelo Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, venceu os prémios de “Melhor Filme Estrangeiro” e de “Melhor Fotografia” (atribuído a Pedro Farate) no 15º Treasure Coast International Film Festival que decorreu em Port St. Lucie, na Flórida, em outubro.

Protagonizado por Ana Aleixo Lopes, Susie Filipe e Duarte Miguel, JÁ NADA SEI é o novo filme de Luís Diogo que, em antestreia, abriu o Azeméis Film Festival.

Rodado em grande parte na cidade de Oliveira de Azeméis, pelo filme passam imagens de locais icónicos como o Jardim de La Salette ou o Centro Vidreiro, num filme que conta a história de Ricardo e Ana, um casal escolhido entre 277 candidatos para um documentário sobre casais felizes.

Segundo o realizador, “Já Nada Sei é um estudo sobre o processo pelo qual nos deixamos aprisionar nas relações, sem coragem de as terminar mesmo quando sabemos que não têm futuro. E também pelo processo em que nós mesmos aprisionamos, conscientemente ou inconscientemente, alguém que não queremos deixar partir”.

Pelo filme passam atores como Eric da Silva, Carolina Pavão, Rui Oliveira, Miguel Meira, Fábio A. Costa, Carlos Moreira, Valdemar Santos e Soraia Sousa. Com música de Fernando Augusto Rocha, fotografia de Pedro Farate, som de Álvaro Melo, o filme foi produzido por António Costa Valente e Luís Diogo que é também o autor da montagem e do argumento original.

Ainda segundo o realizador, “Já Nada Sei é também um ensaio sobre as diferenças entre a realidade e a reality TV, em que assistimos como a um documentário, ambiciosamente realista, retratando erroneamente um casal idílico em que na verdade um dos seus membros está insatisfeito”.

Entretanto, durante o mês de novembro, o filme JÁ NADA SEI estará em exibição em 7 festivais internacionais. É um dos 5 nomeados para o Prémio de Melhor Longa Metragem de Ficção entre as 16 longas metragens selecionadas para o 25º ARPA International Film Festival, um dos mais prestigiados festivais de cinema independente de Los Angeles, que decorrerá em novembro.

Está igualmente selecionado para o “East Lansing Film Festival”, o maior e o segundo mais antigo festival de cinema do estado americano de Michigan que celebra a sua 25ª edição entre 3 e 10 de novembro.

Entre 7 a 13 de novembro será o representante de Portugal no 13º Latino & Iberian Film Festival, organizado pela Universidade de Yale, uma das 10 melhores universidades do mundo.

De 8 a 12 terá a sua estreia africana no DjarFogo International Film Festival, que decorrerá na Ilha do Fogo em Cabo Verde.

Entre 10 e 13 irá até Alexandria, a 20 quilómetros de Washington DC, para competir no 16º Alexandria Film Festival, no estado da Virgínia.

De 12 a 20 estará no México, na seleção oficial do 6º Stuff MX Film Festival.

Finalmente, entre 24 e 27 de novembro, será exibido na África do Sul, participando no 4º Ekurhuleni International Film Festival.

JÁ NADA SEI é a terceira longa-metragem de Luís Diogo, tendo a sua produção contado com o apoio do Município de Oliveira de Azeméis, de Santo Tirso e do Avanca Film Fund.


quarta-feira, 26 de outubro de 2022

“A CAIXA” E A ATRIZ MARIE LEUENBERGER DISTINGUIDOS NO AZEMÉIS FILM FESTIVAL

Os filmes premiados nas últimas edições do Festival de Cinema LEEFEST e do Avanca venceram a segunda edição do Azeméis Film Festival, cuja competição envolve apenas obras já distinguidas nos principais certames portugueses.

Entre as cinco obras a concurso, destacaram-se assim duas: o Prémio do Festival foi para o filme mexicano 'A Caixa', com realização do cineasta venezuelano Lorenzo Vigas e anteriormente distinguido no LEFFEST - Lisbon & Sintra Film Festival, e o Prémio Especial coube à atriz Marie Leuenberger, protagonista do filme 'Pássaros Engaiolados' de Oliver Rihs, que já vencera no Festival de Cinema de Avanca.

'A Caixa' teve a sua estreia no festival de Veneza e foi premiado no LEFFEST 2021. Este filme sucede a outros dois filmes, sendo o último capítulo da trilogia dedicada à ausência da figura do pai, um traço indelével da identidade social latino-americana.

Marie Leuenberger protagoniza o filme suíço e alemão “Caged Birds”, onde Bárbara, uma jovem advogada radical se encontram e forma uma aliança improvável com Walter que, num tempo especialmente conturbado, entra e foge da prisão multiplas vezes. 

O júri internacional foi constituído pela atriz Marina Gera (Hungria) e pelos cineastas Manuel de Coco (Grécia), Masoud Soheili (Irão), Ganna Yarovenko (Ucrânia), Igor Martins (Portugal) e pelo crítico de cinema Rui Pedro Tendinha.

Com organização do Município de Oliveira de Azeméis, o AZEMÉIS Film Festival é “o festival dos festivais” ao reunir os filmes premiados nos principais festivais de cinema portugueses no último ano. 

Os vencedores dos festivais de Avanca, Doclisboa, Fantasporto, Indielisboa e Leffest passaram pelo ecrã de “O Cinema” neste final de outubro, numa competição internacional de longas metragens de ficção e documentário.

O festival surge com o propósito de devolver o cinema ao concelho, numa altura em que o município está em fase de conclusão da recuperação da maior sala de espetáculos da cidade, o  Cineteatro Caracas.

quinta-feira, 20 de outubro de 2022

ISABEL RUTH EM ESTARREJA COM O FILME “MUDAR DE VIDA” NO PROGRAMA A SEASON OF CLASSIC FILMS

Este domingo dia 23 de outubro, no Cine-Teatro de Estarreja, em sessão especial dedicada à população de toda a região onde a obra foi rodada, exibe-se o filme MUDAR DE VIDA, de Paulo Rocha, de 1966.

A sessão é organizada pela Cinemateca Portuguesa em colaboração com o Cine Clube de Avanca, que este ano comemora os seus 40 anos de existência, e é integrada no programa A Season of Classic Films, lançado pela Associação das Cinematecas Europeias com o objetivo de estimular um conhecimento alargado do património cinematográfico europeu.

Segundo filme de um grande realizador do Cinema Português e Europeu e um dos marcos principais do “Cinema Novo” da década de 60, “Mudar de Vida” é um dos mais extraordinários retratos do Portugal dessa década, encurralado entre um presente fechado e sem horizontes e um futuro que se anuncia nas transformações da sociedade, já pressentido mas ainda bloqueado.

Rodado na praia do Furadouro e regiões adjacentes, o filme conta o regresso de um ex-combatente da Guerra Colonial aos seus lugares de origem e da sua busca de identidade numa comunidade e num território em mudança, em tempo de derrocada da pesca artesanal e da emergência das primeiras unidades fabris.

Articulada ainda com o Plano Nacional de Cinema e o Projecto FILMar (EEA Grants), a sessão contará com a presença de Isabel Ruth, uma das grandes protagonistas deste filme e de outros títulos fundamentais de Paulo Rocha.

Estará também presente o diretor da Cinemateca Portuguesa José Manuel Costa.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

“JÁ NADA SEI” E “O ANTIQUÁRIO” NA ABERTURA DO AZEMÉIS FILM FESTIVAL

Longa metragem rodada em Oliveira de Azeméis abre o festival deste ano.

Numa noite de antestreias, a segunda edição do AZEMÉIS Film Festival irá exibir o novo filme de animação “O Antiquário” do realizador oliveirense e decano da animação portuguesa Manuel Matos Barbosa, seguindo-se a longa-metragem “Já Nada Sei”.

Protagonizado por Ana Aleixo Lopes, Susie Filipe e Duarte Miguel,  “Já Nada Sei” é o novo filme de Luís Diogo que, em antestreia, irá abrir o Azeméis Film Festival na noite de sexta-feira dia 21 de outubro próximo.

Rodado em grande parte na cidade de Oliveira de Azeméis, pelo filme passam imagens de locais icónicos como o Jardim de La Salette ou o Centro Vidreiro, num filme que conta a história de Ricardo e Ana, um casal escolhido entre 277 candidatos para um documentário sobre casais felizes.

Segundo o realizador, “Já Nada Sei é um estudo sobre o processo pelo qual nos deixamos aprisionar nas relações, sem coragem de as terminar mesmo quando sabemos que não têm futuro. E também pelo processo em que nós mesmos aprisionamos, conscientemente ou inconscientemente, alguém que não queremos deixar partir”.

Pelo filme passam atores como Eric da Silva, Carolina Pavão, Rui Oliveira, Miguel Meira, Fábio A. Costa, Carlos Moreira, Valdemar Santos e Soraia Sousa. Com música de Fernando Augusto Rocha, fotografia de Pedro Farate, som de Álvaro Melo, o filme foi produzido por António Costa Valente e Luís Diogo que é também o autor da montagem e do argumento original.

Ainda segundo o realizador, “Já Nada Sei é também um ensaio sobre as diferenças entre a realidade e a reality TV, em que assistimos como a um documentário, ambiciosamente realista, retratando erroneamente um casal idílico em que na verdade um dos seus membros está insatisfeito”.

A antestreia do filme será marcada também com um concerto dos MOONSHINERS, onde a atriz Susie Filipe do filme “Já Nada sei” é baterista.


“O Antiquário” é o mais recente filme de Manuel Matos Barbosa. Baseado num conto de Fialho de Almeida e com a voz inconfundível de Ruy de Carvalho, o filme tem em Vicente, um velho avarento, o seu protagonista. O filme tem música de Joaquim Pavão, animação de João Oliveira e montagem de António Osório. Manuel Matos Barbosa, para além da realização é autor do argumento, da criação gráfica e da direção de animação.

“O Festival dos festivais” é uma organização do Município de Oliveira de Azeméis que reúne os filmes premiados nos principais festivais internacionais de cinema portugueses do último ano, numa competição de longas metragens entre a ficção e o documentário.

Os vencedores dos festivais de Avanca, Doclisboa, Fantasporto, Indielisboa e Leffest vão passar pelo ecrã de “O Cinema” na Praça da Cidade entre 20 e 23 de outubro próximo.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

AZEMÉIS FILM FESTIVAL JUNTA NO ECRÃ O MELHOR DO CINEMA PREMIADO EM PORTUGAL

“O Festival dos festivais” é uma organização do Município de Oliveira de Azeméis que reúne os filmes premiados nos principais festivais de cinema portugueses no último ano, numa competição de longas metragens entre a ficção e o documentário.

Os vencedores dos festivais de Avanca, Doclisboa, Fantasporto, Indielisboa e Leffest vão passar pelo ecrã de “O Cinema” entre 20 e 23 de outubro próximo.

Por esta segunda edição do festival de cinema irão passar filmes como “Mato seco em chamas” de Adirley Queirós e Joana Pimenta (Brasil, Portugal), obra surpreendente que ganhou o “Indielisboa 2022”. Neste filme Léa, Chitara e Andreia têm um negócio muito particular: sacando petróleo a oleodutos da cidade, transformam-no depois em gasolina que vendem aos “motoboys”.

Também em competição estará “La caja", um filme produzido entre o México e os Estados Unidos do realizador Lorenzo Vigas. Tendo estreado em Veneza, foi premiado no LEFFEST 2021 e sucede a outros dois filmes como o último capítulo da trilogia dedicada à ausência da figura do pai, um traço indelével da identidade social latino-americana.

Tendo ganho o Prémio do Público do último “Fantasporto 2022”, o filme “Follow Her” de Sylvia Caminer também passará por esta edição do Azeméis Film Festival, um filme que conta a história de uma mulher, viciada nas redes sociais, que se deixa cair numa armadilha da qual não consegue fugir.

Do “Avanca 2021” será exibido o premiado “Caged Birds” do realizador e co-escritor suíço Oliver Rihs, onde Bárbara, uma jovem advogada radical, e Walter, que entra e foge da prisão muitas vezes, se encontram e formam uma aliança improvável.

“918 Nights” da realizadora espanhola Arantza Santesteban foi o vencedor do Grande Prémio Cidade de Lisboa do “DOCLisboa 2021”, uma obra que “reflete sobre a resistência a diferentes sistemas de controlo sobrepostos e fá-lo propondo dialéticas que questionam um entendimento redutor das formas de identidade.”

O AZEMÉIS Film Festival surge como reinício do caminho de trazer o cinema ao concelho, criando-se novos públicos e novas dinâmicas que levem ao envolvimento da comunidade nesta forte e dinâmica área cultural. Procura ainda criar condições mais estáveis e adequadas ao desenvolvimento de atividades de interesse municipal que salvaguardem e perpetuem a história e património cultural do município.

Em Oliveira de Azeméis o cinema tem uma marca histórica importante.

Pelo Cineteatro Caracas, que o município está a recuperar (em fase de conclusão), e também em duas outras salas de cinema, passaram décadas de programação do cinema de todo o mundo. A criação do Cineclube de Azeméis e os filmes dos cineastas oliveirenses deram uma forte dinâmica cinéfila à cidade, com vários filmes premiados em festivais nacionais e internacionais durante os anos 60 a 80 do século passado.

quarta-feira, 21 de setembro de 2022

“CINEMA À HORA CERTA” NA FORTALEZA DE SAGRES


CINEMA À HORA CERTA na Fortaleza de Sagres traz o “Best of Avanca International Film Festival” às sextas e sábados entre 23 de setembro e 15 de outubro para mais uma maré de cinema de animação sem diálogos.

Serão 6 sessões por dia às 11h, 12h, 13h, 14h, 15h e 16h num programa votado pelos alunos do Algarve que no final do passado ano letivo tiveram a oportunidade de ver curtas metragens de animação de todo o mundo.

Um projeto de Isa Catarina Mateus, Vice Presidente da Federação Portuguesa de Cineclubes, através do Departamento de Cinema e Educação da Federação Internacional de Cineclubes, numa co-organização do Festival com a associação PAFACUL (Património Artes Formação Ambiente Cultura) sediada no barlavento algarvio e que conta com o apoio da Federação Portuguesa de Cineclubes, Município de Vila do Bispo, Freguesias do Concelho, Direção Regional de Cultura do Algarve e do Promontório de Sagres. Esta iniciativa está integrada nas Jornadas Europeias do Património.

Assim, esta proposta proporciona à comunidade e aos visitantes o contacto com o melhor do cinema de animação premiado internacionalmente que traz à tona questões ambientais e sociais.

Porque o cinema de animação de autor é transversal e intergeracional.

A seleção de filmes inclui obras de Portugal, Argentina, Eslovénia, França, Itália e Turquia.

As projeções decorrem no espaço único do Auditório da Fortaleza de Sagres. A exibição de cinema de animação enquadra-se igualmente no ano em que se comemoram os 16 anos da projeção da primeira longa-metragem da animação portuguesa “Até ao Tecto do Mundo”.

O Festival de Cinema AVANCA, que comemorou recentemente 25 anos, reúne cinema do mundo numa organização conjunta do Cine Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA / MC, IPDJ, JFA, entre outras entidades. Acontece sempre na última semana de julho e tem, ao longo do ano, extensões em diversas localidades no país e no estrangeiro.