segunda-feira, 30 de março de 2026

Realizador Luís Campos apresenta “Terra Vil” no Teatro Aveirense

 O realizador Luís Campos estará presente amanhã, dia 31 de março, às 21h30, no Teatro Aveirense, para acompanhar a projeção do seu mais recente filme, Terra Vil, integrada no ciclo “Os Filmes das Nossas Terças”, uma iniciativa programada conjuntamente pela Plano Obrigatório e pelo Teatro Aveirense.

Recém estreado nas salas de cinema portuguesas, Terra Vil tem já um percurso de destaque, tendo sido distinguido com uma Menção Honrosa nas AVANCA Pitch Sessions, em 2020, numa fase em que o realizador se encontrava ainda a desenvolver o projeto.

O filme decorre no seio de uma comunidade profundamente marcada pela Tragédia de Entre-os-Rios. A narrativa acompanha João e o seu pai, que sobrevivem da pesca da lampreia. Entre a instabilidade económica, os traumas do passado e o comportamento imprevisível do pai, a relação entre ambos é colocada à prova, ameaçando a sua separação. É na proximidade com as vizinhas da casa ao lado que João encontra uma inesperada rede de afeto e a possibilidade de um futuro diferente.

Com interpretações de William Cesnek, Ruben Gomes, Lúcia Moniz, Francisca Sobrinho e Beatriz Relvas, Terra Vil é uma coprodução entre Portugal e Itália, destinada a maiores de 14 anos.

A presença do realizador na sessão constitui uma oportunidade única para o público conhecer mais de perto o processo criativo por detrás da obra e dialogar diretamente com o autor.


As próximas sessões de abril continuarão a oferecer ao público cinema de autor, experiências acessíveis e novos olhares sobre o mundo, sempre nas noites das terças-feiras, no Teatro Aveirense.

Como habitualmente, o preço do bilhete é de 4€, permitindo um  desconto de 50% com o Pack de novembro. O ciclo “Os Filmes das Nossas Terças” é uma programação da Plano Obrigatório, com o apoio do Teatro Aveirense, do Município de Aveiro e do ICA / Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.


sexta-feira, 27 de março de 2026

JOSÉ FIDALGO EM DOIS FESTIVAIS AMERICANOS COM “CRIADORES DE ÍDOLOS”

 O ator José Fidalgo apresentará o filme CRIADORES DE ÍDOLOS, de Luís Diogo, no CHICAGO LATINO FILM FESTIVAL, que decorre em Illinois, USA, de 16 a 27 de abril, e no JULIEN DUBUQUE INTERNATIONAL FILM FESTIVAL, que decorre em Dubuque, Iowa, entre 18 e 25 de abril.

CRIADORES DE ÍDOLOS é o representante português da 42ª edição do CHICAGO LATINO FILM FESTIVAL, onde marcam presença filmes de todos os países da américa latina, de Espanha e de Portugal. O filme será apresentado nos dias 18 e 26 de abril.

Este filme também estará na competição oficial do JULIEN DUBUQUE INT. FILM FESTIVAL que vai para a sua 15º edição e foi este ano considerado um dos 30 festivais do mundo com melhor Programa de Filmes de Género. Aqui, o filme é exibido nos dias 21 e 22 de abril.

CRIADORES DE ÍDOLOS conta a história de Sofia que descobre que o seu pai e o seu avô pertencem à Ordem dos Criadores de Ídolos, responsável pelas mortes de John F. Kennedy, John Lennon e Marilyn Monroe, entre outros.

Além de José Fidalgo, o filme conta com Rafaela Sá, Ricardo Carriço (já premiado nos Estados Unidos pelo seu papel neste filme), Vergílio Castelo e Oceana Basílio.

CRIADORES DE ÍDOLOS foi o filme de abertura do Fantasporto em 2025 e foi exibido nos cinemas portugueses ainda esse ano. O filme já arrecadou seis prémios em 22 festivais. Foi também o Prémio Longa Metragem no 29º AVANCA - Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia

De nove a doze de abril, CRIADORES DE ÍDOLOS estará ainda em competição no Covellite Internacional Film Festival, também nos USA, neste caso em Butte, Montana.

Rodado na Trofa, e em parte também em Castelo Branco, este filme para além de José Fidalgo conta com a jovem atriz Rafaela Sá e os prestigiados atores Ricardo Carriço, Oceana Basílio e Virgílio Castelo entre outros.

CRIADORES DE ÍDOLOS foi apoiado pelo Município da Trofa, mas também pelo Município de Castelo Branco e pelo ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto.


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

“VASCO DA GAMA, o mar infinito” distinguido com Prémio de Melhor Animação no 11.º FestMedallo, na Colômbia

O filme de animação português “VASCO DA GAMA, o mar infinito”, realizado por Cláudio Jordão, foi distinguido com o Prémio de Melhor Animação no 11.º FestMedallo – Festival Internacional de Cine de Medellín, que decorreu em Medellín, Colômbia.

Produzida pela Kotostudios, em coprodução com a Filmógrafo e o Cine Clube de Avanca, a obra confirma o reconhecimento internacional da animação portuguesa, somando mais um galardão ao seu percurso por festivais da Europa, da América e da Índia.

O filme acompanha “um homem à beira da grandeza que trará consigo uma nação para o topo do mundo”. Em 1497, Vasco da Gama foi encarregado pelo D. Manuel I de Portugal de chegar à Índia por mar, atravessando os oceanos Atlântico e Índico e enfrentando as tormentas dos mares, das terras e dos homens. Determinado a cumprir o impossível, sela o seu destino com uma promessa simbólica: “É tão certo eu chegar à Índia como esta aguilhada florir.” A esteva florescerá e Vasco da Gama chegará à Índia — mas a que custo? O que terá de sacrificar? O que ficará pelo caminho? Numa das viagens mais marcantes da História, o navegador de Sines mudou Portugal… e mudou o mundo.

Integrado nas comemorações dos 500 anos da memória de Vasco da Gama e apadrinhado pelo Município de Sines, o filme propõe uma recriação histórica em animação tridimensional, inspirada na azulejaria portuguesa, combinando rigor histórico com uma abordagem estética singular.

Cláudio Jordão, um dos mais premiados autores da animação nacional, volta a desafiar recursos narrativos e visuais num filme invulgar sobre uma personalidade maior da História de Portugal. O argumento é assinado por Bruno Martins Soares e a banda sonora original é da autoria do compositor farense João Paulo Nunes, interpretada pela Orquestra do Algarve.

Com curadoria de Diogo Vilhena e produção de António Costa Valente, o filme conta ainda com a participação de Nelson Martins e com as vozes de reconhecidos actores portugueses, entre os quais Ivo Canelas, Maria d'Aires e André Gago.

Recorde-se que “VASCO DA GAMA, o mar infinito” foi o filme de abertura do 29º AVANCA Festival de Cinema, reforçando o seu destaque no panorama cinematográfico nacional antes da sua projeção internacional.

No mesmo festival colombiano esteve igualmente em exibição a longa-metragem “Criadores de Ídolos”, de Luís Diogo, integrada na seleção oficial do certame, sublinhando a presença do cinema português no 11.º FestMedallo.

Com esta distinção em Medellín, “VASCO DA GAMA, o mar infinito” consolida o seu percurso internacional e reafirma a vitalidade e a qualidade da animação portuguesa no panorama cinematográfico mundial.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Desaparece Carlos Augusto, diretor de fotografia

É com profunda tristeza que recebemos a notícia do falecimento de Carlos Augusto, profissional de talento raro, cuja sensibilidade e olhar artístico deixam uma marca no audiovisual e no cinema documental.

Ao longo de sua carreira, Carlos trabalhou como diretor de fotografia em publicidade, viveu por mais de uma década no Catar, onde construiu uma sólida trajetória na área de televisão e broadcast, e, nos anos mais recentes, exercia a função de chefe técnico em live broadcast, atuando a nível nacional e internacional. Sua experiência, competência e dedicação tornaram-no uma referência para todos que com ele partilharam projetos e desafios.

Paralelamente a este percurso, manteve uma ligação criativa intensa com o realizador Luís Moya, colaborando de forma multifacetada no filme “Por Detrás da Moeda” e assinando a direção de fotografia da mais recente curta-metragem “Som da Alma”, trabalho que se destacou pela delicadeza estética, profundidade emocional e rigor artístico.

Mais do que um profissional exemplar, Carlos Augusto foi um ser humano generoso, sensível e profundamente comprometido com a arte e com as pessoas à sua volta. A sua partida deixa um vazio imenso na comunidade audiovisual e em todos os que tiveram o privilégio de trabalhar e conviver consigo.

Que a sua obra e a sua luz continuem a ecoar, como o próprio Som da Alma, lembrando-nos do seu talento, da sua dedicação e da sua paixão pela imagem.

Expressamos as nossas mais sinceras condolências à família, amigos e colegas.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Produções de Avanca em destaque no CURTA AÇORES 2025

O cinema português volta a ter presença forte no CURTA AÇORES 2025 – XVI Festival Internacional de Curtas-Metragens dos Açores, que decorre até 29 de novembro no Teatro Ribeiragrandense, na cidade da Ribeira Grande, ilha de São Miguel. Entre as 32 obras selecionadas para competição internacional, sete filmes foram produzidos em Avanca, reforçando a vitalidade criativa do polo de cinema ligado ao AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, diversos cineastas e estruturas de produção sediadas no concelho de Estarreja.

As produções apresentam uma diversidade artística, abrangendo ficção, documentário e animação. Entre os títulos selecionados encontram-se:

“Aqui, em Aveiro”, de Joaquim Pavão

“Experimenta Música”, de Costa Valente

“Para Lá da Porta”, de Carolina d’Antas

“Salto”, de Ana Castro

“Som da Alma”, de Luís Moya

“The Gold Bed Deviations”, de Regina Mourisca

“Vasco da Gama – O Mar Infinito”, de Cláudio Jordão


A presença conjunta destas obras não só evidencia o crescimento do cinema de curta-metragem no país, como volta a colocar Avanca como uma das regiões mais produtivas no panorama audiovisual nacional, reconhecida tanto pela experimentação estética como pela aposta em novas gerações de realizadores.

O CURTA AÇORES 2025 prossegue até sábado, com sessões abertas ao público às 20h30 e 21h40, além de exibições dedicadas a públicos escolares ao longo do dia. No encerramento serão conhecidos os filmes premiados deste ano, numa gala onde também serão homenageados o ator Ricardo Carriço e a realizadora açoriana Rosa Coutinho Cabral.

Com este conjunto de produções em competição, Avanca volta a afirmar-se como um dos polos mais dinâmicos do cinema português, e o arquipélago acolhe mais uma vez um encontro criativo que aproxima culturas, talentos e geografias através da linguagem universal do cinema.

sábado, 15 de novembro de 2025

FALECEU O CINEASTA MANUEL PAULA DIAS

 Faleceu o cineasta aveirense Manuel Paula Dias, que iria completar 91 anos no próximo dia de Natal. Figura ímpar da memória cultural de Aveiro, dividiu a sua longa vida entre a indústria de fundição — onde trabalhou desde muito cedo — e o cinema, que assumiu como paixão profunda e constante.

Filmou sobretudo nas décadas de 1960 e 1970, recorrendo aos formatos reduzidos característicos do cinema amador da época. Através da sua câmara, documentou como poucos a vida da cidade, da região e da ria de Aveiro, criando um vasto e valioso arquivo audiovisual que preserva tradições, paisagens e modos de vida hoje desaparecidos.

A sua obra mais conhecida, o documentário “Sal, Duro Sal”, capta com intensidade e autenticidade a dureza do trabalho nas marinhas de sal aveirenses. Este filme, juntamente com outros da sua autoria, integrou a retrospetiva que o 3º Mar Film Festival lhe dedicou em 2019, no Museu Marítimo de Ílhavo. Já em 2013, tinha também sido exibido no ciclo “Fitas da Ria”, organizado pelo grupo “uariadeaveiro” da Universidade de Aveiro e apresentado no Teatro Aveirense.

Nesse mesmo ano, o RIOS – 2º Festival Internacional de Cinema Documental e Transmedia, realizado em Vila Real por Anabela Branco de Oliveira, acolheu uma retrospetiva dedicada ao cinema de Aveiro, exibindo “Sal, Duro Sal” e “Um Olhar Diferente pela Ria de Aveiro”, contribuindo para dar nova visibilidade à sua obra.

Em 2009, Manuel Paula Dias realizou um remake de “Decomposição”, um filme originalmente rodado em 1972. Esta ficção experimental, no seu início, relembra as dificuldades que o cinema amador e independente enfrentava com a ação da censura. Em colaboração com Ernesto Barros, realizou ainda “Derrame”, filme rodado em 1975 e concluído em 1977, que inclui imagens únicas do funeral do soldado morto no assalto à sede de Aveiro do Partido Comunista Português, num momento particularmente tenso do pós-Revolução.

Manuel Paula Dias e Ernesto Barros integraram o chamado “Grupo de Aveiro”, núcleo que marcou o cinema não-profissional português dos anos 60 e 70, ao lado de nomes como Vasco Branco e Manuel Matos Barbosa. Este grupo deixou um importante legado fílmico profundamente ligado à identidade cultural de Aveiro e da sua região.

Em 2014, Manuel Paula Dias foi homenageado pelo “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, festival no qual participou várias vezes como membro de júris da competição internacional. Em 2018 foi igualmente júri do “Paisagens – Festival Internacional de Cinema de Sever do Vouga”, continuando a ser reconhecido pela sua experiência e contributo.

Nos últimos anos, dedicava-se à escrita de um livro sobre a história da sua família e o início da indústria de fundição em Aveiro — um relato marcado pelo episódio dramático de um avião que, saído da Base Aérea de São Jacinto, se despenhou nos terrenos pertencentes ao seu pai.

Manuel Paula Dias deixa um legado maior no cinema documental português e uma memória artística profundamente entrelaçada com a história de Aveiro e da sua gente.

O Cine Clube de Avanca e o 30º AVANCA – Festival de Cinema endereçam profundos pesares à família e a todos os amigos.



Manuel Paula Dias entrega prémio a Joaquim Pavão no Festival AVANCA 2025



domingo, 9 de novembro de 2025

CINEMA PRODUZIDO EM AVANCA CONQUISTA PRÉMIOS INTERNACIONAIS EM QUATRO PAÍSES

 Os filmes produzidos em Avanca continuam a afirmar-se no panorama cinematográfico internacional, tendo arrecadado recentemente distinções em festivais de cinema em Cabo Verde, Brasil, Itália e Espanha.

No 5.º DJÂRFOGO International Film Festival, realizado em Cabo Verde, o documentário “Som da Alma”, de Luís Moya, recebeu uma Menção Honrosa atribuída pelo júri internacional do festival. A obra, que mergulha nas raízes culturais e sonoras da alma lusófona, foi destacada pela sua sensibilidade estética e pela profundidade do olhar documental.

Já no 3.º MA Beach Film Festival, que decorreu na cidade de Tutóia, no Brasil, o filme “Experimenta Música”, de Costa Valente, foi distinguido com o Prémio Roteiro, Som e Produção. Este reconhecimento valoriza o trabalho coletivo da equipa do filme, que integra um conjunto de quatro curtas-metragens produzidas no âmbito de AVEIRO 2024 – Capital Portuguesa da Cultura.

Em Itália, a realizadora Ana Castro apresentou o seu filme de estreia, “Salto”, tendo sido distinguida com um reconhecimento especial no 76.º Montecatini International Short Film Festival – o festival de curtas-metragens mais antigo do mundo. Este foi também um ano em que dois filmes produzidos no contexto de AVEIRO 2024 foram exibidos no mesmo certame, reforçando a presença do cinema português naquele prestigiado palco internacional.

Por sua vez, em Espanha, no Animusic Festival, realizado na cidade de Girona, a animação “Aluado” foi igualmente distinguida com uma Menção Honrosa, destacando-se pela originalidade artística e pela qualidade técnica da produção.

Os quatro filmes agora premiados foram produzidos com apoios diversos, nomeadamente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), do Teatro Aveirense, do AVEIRO 2024 – Capital Portuguesa da Cultura, da Plano Obrigatório e do Avanca Film Fund, num esforço que tem contribuído para projetar Avanca e a região de Aveiro no mapa internacional da criação cinematográfica. Estas distinções ajudam a confirmar a vitalidade e o reconhecimento crescente do cinema produzido em Avanca, polo dinâmico da produção audiovisual portuguesa contemporânea.