sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2012 NO JAPÃO


Filmes e conferencistas de Avanca reencontram-se em Tóquio.

No ano em que o Festival AVANCA 2012 comemora 15 anos e realiza a sua 16ª edição, filmes e conferencistas que participaram no festival de 2011 reencontram-se em Tóquio no evento “Film and the Body in crisis”, a decorrer durante o próximo dia 14.

Sendo um festival de cinema e um simpósio, este evento é organizado pela Universidade Meiji de Tóquio, uma das maiores e prestigiadas universidades japonesas.

Procurando debater a imagem do corpo no cinema num mundo em crise, o simpósio relembra 11 de Março de 2011, quando um terramoto destruiu e provocou uma série de acontecimentos devastadores de pessoas, bens e tranquilidade.

Segundo Philip Zitowitz, Professor Catedrático da Universidade de Meiji e mentor do Simpósio, “Catástrofes colocam o corpo humano sob um stress extremo; de igual modo a imagem do corpo no cinema tem estado sob constante ataque, criando, segundo os teóricos do cinema, um corpo em crise, a viver em paralelo com um mundo em crise”.

A organização japonesa convidou 16 conferencistas e cineastas que estiveram no AVANCA 2011 e que oriundos dos 5 continentes, trarão contributos para o tema do simpósio.
Entre os convidados estão o director do AVANCA 2012 e o cineasta português Costa e Silva. Intervêm ainda vários cineastas e críticos de cinema do Japão.

O evento irá exibir e debater vários filmes portugueses que tiveram a sua estreia mundial nas edições anteriores do Festival de Avanca, nomeadamente: “Conto do vento” de Cláudio Jordão e Nelson Martins, “O voo da papoila” de Nuno Portugal, “1111” de Costa e Silva e “O bebé” de Mohammadreza Hajipour.

Serão ainda exibidos os filmes “Broken clouds” de Yuri Alves (USA), “The son” de Jan Wagner (Polónia), “voiceS” de Peter Bebjak (Eslováquia), “Don't be afraid of the dark room” de Kuba Czekaj (Polónia) e “360º” de Maja Djokic (Espanha). Todos estes filmes tiveram estreia no nosso país no decorrer do “AVANCA 2011 – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”.

O AVANCA acontece todos os anos no final de Julho, em Avanca (Concelho de Estarreja e Distrito de Aveiro). Sendo habitualmente uma organização do Cine-Clube de Avanca com a Câmara Municipal de Estarreja, conta com o apoio do ICA/Secretaria de Estado da Cultura, Instituto Português da Juventude, Região de Turismo do Centro, DeCA / Universidade de Aveiro, ESAP, ESAD, Junta de Freguesia, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

“CONTO DO VENTO” PREMIADO EM TIRANA


O filme foi já distinguido com 12 prémios em 5 países.

O filme “Conto do Vento”, de Cláudio Jordão e Nelson Martins, produzido pela Filmógrafo, Cine-Clube de Avanca e Kotostudios, acaba de ser distinguido com o Prémio Melhor Filme de Animação do “Tirana International Film Festival”, na capital da Albânia.

O Júri da nona edição deste festival, que é o mais importante do seu país, justificou a atribuição do prémio ao filme português, com as seguintes considerações: “Com uma fluidez quase cromática, o filme escava o espaço espiritual pleno de reflexões e harmonia, para o equilíbrio entre humanos e natureza”.

“Conto do Vento”, tinha ainda este mês recebido uma distinção em Odemira e em Novembro passado no TOTTI Film Festival da Eslovénia e no Bragacine.

"Conto do Vento", realizado com o recurso da animação 3D, retrata uma fábula sobre uma menina e a sua mãe numa sociedade preconceituosa, algures no interior norte de uma aldeia portuguesa.

Estreada no Festival AVANCA'10, onde foi distinguido, recebeu já 12 prémios em 5 países e foi seleccionado por vários festivais de cinema, nomeadamente os mais importantes da animação e do cinema de terror, como são os Festivais de Annecy (França) e Sitges (Espanha).

Esta obra foi Prémio Revelação no "Caminhos do Cinema Português", Prémio Animação no "Festival Porto 7", Prémio Nacional Multimédia da “APMP”, Prémio Melhor Curta de Terror Portuguesa no “MoteLX 2011”, Prémio Animação no “NIFF - Naoussa International Film Festival” (Grécia), Prémio Popular Ibero-Americano no Festival Visões Periféricas (Brasil), além dos anteriormente referidos.

Recriando personagens e ambientes da tradição portuguesa ancestral, este filme foi produzido com o apoio do ICA / Ministério da Cultura e da RTP.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

UM MILHAR DE ESPECTADORES NO TEATRO AVEIRENSE, NA ESTREIA DE “UM GATO SEM NOME E OUTROS FILMES”


Mais de um milhar de espectadores passaram no fim-de-semana passado pelo Teatro Aveirense para assistirem à estreia do filme português de desenhos animados para a infância “Um Gato Sem Nome e Outros Filmes”.

Com a presença de realizadores e animadores dos filmes que apresentaram cada sessão, as exibições decorreram em clima de boa disposição e foram registando números crescentes de espectadores, de sessão a sessão.

Entretanto, o Cinema da ETPZP, em Pedrogão Grande, foi a primeira sala a registar lotação esgotada na estreia deste filme.

“Um Gato Sem Nome e Outros Filmes” é uma aposta portuguesa para o cinema neste Natal, mas é também a primeira vez que o cinema de desenhos animados para a infância feito em Portugal chega às salas de cinema.

Nesta estreia inédita, os espectadores puderam ver uma hora de animação constituída por 7 curtas-metragens, da autoria de diferentes realizadores, na sua maioria produzidos pelo mais antigo estúdio de cinema português de animação em actividade, o Estúdio de Cinema de Animação do Cine-Clube de Avanca.

Com "Um Gato sem Nome e outros filmes", os espectadores poderão descobrir o que aconteceu à Menina Cláudia, que desejou ser mosca na véspera do seu aniversário, ao relógio do Tomás que mandava no tempo, viver com o Zé e seu amigo Pinguim as aventuras da Feira Popular, espreitar a luz, correr na pista mais louca até à hora de jantar e viajar pelas histórias encantadas, que se revelam um pouco diferentes do normal. Filmes em que é permitido rir e bater palmas, sobretudo porque, por vezes, não ter paciência para ouvir os outros é sinónimo de diversão...

Realizados por Carlos Cruz, Cláudio Jordão, Cláudio Sá, Francisco Lança, Sérgio Nogueira e Vítor Lopes, serão exibidas as curtas-metragens "Um Gato sem Nome", "Super Caricas", "O Relógio de Tomás", "Zé e o Pinguim", "Dá-me Luz", "Living in the Trees" e "Histórias desencantadas".
Estes filmes foram distinguidos na Austrália, China, Cuba, Grécia, Itália, Portugal e República Checa, num total de 17 prémios.

Entretanto, prosseguem as exibições em cinemas, teatros e auditórios de várias localidades por todo o país. Esta semana iniciam-se projecções em Espinho (Multimeios) e Pampilhosa da Serra, prosseguindo em Janeiro e Fevereiro, em múltiplas localidades de todo o país.

Algumas destas obras tiveram o apoio do ICA/Ministério da Cultura, IPJ e outras foram produzidas exclusivamente pelo realizador e pelo Cine-Clube de Avanca. Este estúdio de animação produziu, entre outros, a primeira longa-metragem da animação portuguesa "Até ao Tecto do Mundo", recentemente distinguida em Los Angeles.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

DESENHOS ANIMADOS PORTUGUESES EM ESTREIA INÉDITA NAS SALAS DE CINEMA


Uma hora de desenhos animados portugueses para toda a família estreia em cinemas de todo o país.
UM GATO SEM NOME E OUTROS FILMES é a aposta portuguesa para o cinema neste Natal.

Uma estreia inédita uma vez que é a primeira vez que filmes de animação portugueses para crianças têm exibição comercial em Portugal.
São 7 filmes de 6 realizadores, na sua maioria produzidos pelo Cine-Clube de Avanca que foram distinguidos na Austrália, China, Cuba, Grécia, Itália, Portugal e República Checa, num total de 17 prémios.

Com "Um Gato sem Nome e outros filmes" os espectadores poderão descobrir o que aconteceu à Menina Cláudia que desejou ser mosca na véspera do seu aniversário, o relógio do Tomás que mandava no tempo, viver com o Zé e seu amigo Pinguim as aventuras da Feira Popular, espreitar a luz, correr na pista mais louca até à hora de jantar e viajar pelas histórias encantadas que se revelam um pouco diferentes do normal. Filmes em que é permitido rir e bater palmas, sobretudo porque, por vezes não ter paciência para ouvir os outros, é sinónimo de diversão...

Realizados por Carlos Cruz, Cláudio Jordão, Cláudio Sá, Francisco Lança, Sérgio Nogueira e Vítor Lopes, serão exibidas as curtas-metragens "Um Gato sem Nome", "Super Caricas", "O Relógio de Tomás", "Zé e o Pinguim", "Dá-me Luz", "Living in the Trees" e "Histórias desencantadas".

As primeiras exibições irão acontecer a partir do dia 17 em Aveiro (Teatro Aveirense), Chaves (Cine-Teatro Bento Martins), Espinho (Multimeios), Évora (Soror Mariana), Faro (IPJ), Pampilhosa da Serra, Pedrógão Grande (ETPZP), Proença-a-Nova e Ponta Delgada (Solmar 2).

A distribuição que surge de forma original por blocos de cidades e salas irá continuar em Janeiro e Fevereiro próximos, com exibições em variadíssimas localidades de todo o país.

Em boa parte das sessões os filmes irão ser apresentados pelos realizadores e animadores dos filmes.

Algumas destas obras tiveram o apoio do ICA/Ministério da Cultura, IPJ e outras foram produzidas exclusivamente pelo realizador e pelo Cine-Clube de Avanca. Este estúdio de animação produziu entre outros, a primeira longa-metragem da animação portuguesa "Até ao Tecto do Mundo", recentemente distinguida em Los Angeles.

domingo, 11 de dezembro de 2011

“ATÉ AO TECTO DO MUNDO” DISTINGUIDO EM LOS ANGELES



LOS ANGELES ATRIBUÍ A SEXTA DISTINÇÃO DO FILME PORTUGUÊS “ATÉ AO TECTO DO MUNDO” NO TERRITÓRIO NORTE-AMERICANO.
Produzido pelo Cine-Clube de Avanca, o filme “Até ao tecto do Mundo” acaba de ser distinguido pela sexta vez no continente americano.
Depois dos prémios em Vancouver (Canadá), Asheville (Carolina do Norte), Anaheim (Califórnia),
Florence (Alabama), Honolulu (Havai), chegou a vez de Los Angeles distinguir esta que é a primeira longa-metragem do cinema de animação português.
Com uma Menção Especial na edição de inverno do “Los Angeles New Have International Film Festival 2011”, “Até ao Tecto do Mundo” transforma-se num dos filmes de longa-metragem portugueses mais premiados no território americano.
Neste continente, foi igualmente exibido em festivais de Nova Iorque, Nova Jersey, Flórida e no Hollywood Film Festival.
Sendo um filme para crianças, foi realizado por Vítor Lopes, Carlos Silva e António Costa Valente, e integralmente produzido em Portugal, num estúdio de animação de Avanca, no Distrito de Aveiro.
“Até ao Tecto do Mundo” conta a história de um Reino onde tudo é proibido, mas onde o Rei constrói no castelo uma infindável torre, enquanto a floresta, fornecedora de todos os materiais, vai sendo dizimada. O jovem protagonista do filme parece ser a última esperança para salvar a floresta, mas… entretanto... apaixona-se...
Com música do Maestro António Vitorino d’Almeida, tem vozes dos actores Isabel Queirós, Ângela Marques, Fernando Mendonça, Jorge Vasquez, Lucinda Afonso, Nuno Simões, Patrícia Franco, Pedro Mendonça, Rui Lopes, Rui Oliveira e Rute Pimenta. Esta obra foi animada por uma extensa lista de criativos que entretanto têm trabalhado em várias curtas-metragens igualmente produzidas em Avanca e também elas premiadas.
“Até ao Tecto do Mundo” tem sido exibido nos 5 continentes, nomeadamente em todo o território da Guiné-Bissau e de São Tomé e Príncipe. Alguns dos festivais por onde passou o filme são os de Havana (Cuba), São Paulo (Brasil), Hiroshima (Japão), Zlín (República Checa), Hamadan (Irão), Buenos Aires (Argentina), Istambul (Turquia), Nova Deli (Índia), Nicósia (Chipre), entre outros. Em Portugal foi exibido em sessões especiais nos festivais do Cinanima, Avanca, Animatu e Faial.
Este filme é também a primeira longa-metragem produzida em todo o mundo com uma nova tecnologia de animação vectorial 2D utilizando estruturas de animação, cujo contexto tecnológico de produção foi objecto de investigação no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
“Até ao Tecto do Mundo” foi produzido com o apoio financeiro do ICA / Ministério da Cultura, da RTP e com participações diversas, nomeadamente do Instituto da Juventude.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

HÀ 10 ANOS, MANUEL GERAZ RIBEIRO, UM ATOR NA SUA ÚLTIMA FUGA

Tinha no português a sua língua de quase única expressão, mas que expressão!
Era no teatro que potenciava a força dessa voz, do olhor, a presença do corpo.
No cinema, trouxe por arrasto esta força. Com João Cardoso construíu uma dupla de assaltantes para quem o bolo resultante é o óbvio despertar da ganância e de todos os pecados capitais.

Em permanente fuga, de um escritório saltou para os palcos de Viana do Castelo e dali para as tábuas de todas as posteriores digressões. Transportou os personagens que foi construíndo com a desmedida paixão de quem as empurra para o primeiro precipicio. Ali, depois do passo, não se volta a trás... Ali se pregavam

Geraz era um ator.
Obviamente, para quem o conheceu, só o poderia ter sido.

Formado em teatro pela ESAP, foi ator no TEP, Seiva Trupe e Teatro Noroeste. Encenou peças no Teatro Noroeste e Teatro Experimental Flaviense e foi docente de Expressão Dramática na Escola Superior de Educação de Viana do Castelo.

Em 2001, esteve no AVANCA um realizador que foi ator e também um saltimbanco da arte de construir personagens, histórias e ambientes. Geraz foi nos breves tempos do festival, o coordenador do workshop de Jaco Van Dormael que chegou ao AVANCA acompanhado de outro ator Harry Cleven. Um encontro de atores...
Por aqui, entre o festival, Geraz ensaiava em cada dia a sua fuga pessoal. Em cada dia passado, contava a vitória ao cerco que a saúde lhe tinha armado. O palco era agora expandido para cada segundo de vida,

O cerco apertou-se, a fuga terminou e aos palcos, só lhes restou a emoção do choro. Cerca de 10 anos passaram desde que o vimos ali sentado a sorver e a pensar este ambiente cinemático do projeto AVANCA.

Torrencialmente resta um filme e ali a sua personagem. O filme chama-se “Sócios” onde paradoxalmente ensaiou o que em 2001 acabou de lhe acontecer.

Com dolo nos obrigámos a ter de acrescentar uma data final ao escrever o seu nome:
Manuel Geraz Ribeiro, ator (03-06-1953, 09-12-2001).
A fuga terminou à 10 anos e aqui fica a memória de um ator que filmou no primeiro filme de ficção rodado em Avanca.