domingo, 8 de março de 2020

PRÉMIO DO PÚBLICO DO FANTASPORTO 2020 PARA FILME “POR DETRÁS DA MOEDA”

O Prémio do Público do FANTASPORTO 2020 foi este ano atribuído a um filme português.

Depois de uma estrondosa salva de palmas no Rivoli, com o público todo de pé, o filme “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya, produzido pela Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, foi distinguido pelos espetadores na noite da entrega de prémios.

Para além do Prémio do Público, o documentário “Por Detrás da Moeda” recebeu ainda uma Menção Especial de Melhor Filme Português.

Rodado no Porto com alguns dos mais carismáticos músicos de rua da cidade, o filme acompanha, entre outros, Alexandre Amorim, um dos fundadores dos “Pippermint Twist”, grupo que nos anos 80 partilhou o top de vendas com os “Xutos & Pontapés”.

Com o cantor Nuno Norte e o baixista Miguel Cerqueira, fundador dos “Trabalhadores do Comércio”, esta longa metragem é também um tributo à cidade do Porto.

“Por Detrás da Moeda” é a primeira longa metragem de Luís Moya, que tendo estudado na ESAP - Escola Superior Artística do Porto, está a rodar um novo filme nas Bahamas.
Anteriormente filmou, entre outros, “Mia Mia Sudan Tamam Tamam”, rodado no Sudão e distinguido com o Prémio de Cinema Português no Fantasporto de 2013.



O filme japonês "Ghostmaster", de Paul Young, foi eleito o melhor filme do Fantasporto, que este ano comemorou a sua edição número 40.
O também japonês Sabu ganhou o prémio especial do júri com o filme “Dancing Mary” e o realizador filipino Roderick Cabrido, com “Clarita”, recebeu a distinção para a melhor realização.

Com a Ásia fortemente presente no palmarés final, as distinções repartiram-se pelo Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Rússia, Suécia, Taiwan e Turquia, para além do Japão e Filipinas.

A ficção de curta metragem "Bunker" de João Estrada ganhou o Prémio do Cinema Português e nos prémios de escola foram distinguidos a ETIC e "Leo", de Maria Eduarda Rodrigues.

O realizador macedónio Milcho Manchevski, com "Willow", ganhou o Prémio Manoel de Oliveira, da Semana dos Realizadores, numa edição em que o húngaro Béla Bagóti ganhou o Prémio de Melhor Realizador e Melhor Argumento com o seu filme "Valan – Valley of angels", com estreia prevista para breve em Portugal.

Também com estreia prevista nas salas de cinema, “Por Detrás da Moeda” voltará a ser exibido em julho próximo no “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

FILME “POR DETRÁS DA MOEDA” NA COMPETIÇÃO DO FANTASPORTO

O filme “Por Detrás da Moeda”, produzido pela Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, da autoria de Luís Moya, é uma das duas longas metragens portuguesas em exibição na competição do FANTASPORTO 2020.

Rodado no Porto com alguns dos mais carismáticos músicos de rua da cidade, o filme acompanha, entre outros, Alexandre Amorim, um dos fundadores dos “Pippermint Twist”, grupo que nos anos 80 partilhou o top de vendas com os “Xutos & Pontapés”.
No filme aparecem também Nuno Norte e Miguel Cerqueira, baixista fundador dos “Trabalhadores do Comércio”.

O filme tem exibição marcada para as 16h45 de sábado dia 29 de fevereiro no Teatro Rivoli, no Porto, integrando a competição oficial do Festival Fantasporto, que este ano comemora a sua edição nº40.

“Por Detrás da Moeda” é a primeira longa metragem de Luís Moya, que anteriormente filmou, entre outros,  o documentário “Mia Mia Sudan Tamam Tamam”, rodado no Sudão e distinguido com o Prémio de Cinema Português no Fantasporto de 2013.

Luís Moya estudou cinema na ESAP - Escola Superior Artística do Porto e na Escola de Artes Saint-Lukas em Bruxelas, tendo desenvolvido projetos de cinema independente de curta-metragem, para além de ter um já longo e internacional historial de televisão. Luís Moya, entretanto, está a rodar um novo filme nas Bahamas.

“Por Detrás da Moeda” deverá chegar às salas de cinema até ao final do ano e em julho próximo deverá voltar a ser exibido no “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

FILME DO CINE CLUBE DE AVANCA, RODADO NA SÍRIA E EM KIEV, PREMIADO NA UCRÂNIA

O filme DIADEMA de Milana Majar, produzido pela RTRS e coproduzido em parceria com o Cine Clube de Avanca, foi premiado com a “Emerald Diploma” no 11º International Orthodox Film Festival de Dnipro na Ucrânia.

O documentário DIADEMA explora o "mundo interior" da artista Youla Bnayat, primeira bailarina da companhia nacional de bailado da Síria antes do começo da guerra, cuja trajetória de vida sofreu uma reviravolta incomum.
Perante a tragédia em que mergulhou a Síria, Youla viaja em 2013, da Síria para Kiev, onde testemunhou os eventos no Maidan, a onda de manifestações nacionalistas e de agitação civil na Ucrânia, iniciada na noite de 21 de novembro.

Entretanto da Síria e da Guerra de 2013 - Caos, catástrofe e ausência de sentido, mas também beleza e poética – ficou uma experiência profundamente impressa no seu subconsciente. A última dança no anfiteatro medieval ainda faz cócegas no nariz... Ela reconhece as vozes e o ritmo dos passos numa explosão de emoção. Fora da tragédia da guerra que esmagou os seus sonhos, o mundo de Youla está entrando em colapso novamente, num espaço que é o seu único refúgio. Mas destas feridas, uma nova vida nasceu ...

Rodado entre Kiev e Damasco, falado em árabe e russo, produzido entre a Bósnia e Herzegovine (Esad Bajric e RTRS - Radio Television of Republika Srpska) e Portugal, este filme teve direção de fotografia de António Costa Valente e do fotografo sírio Dejan Racic, música de Mohammad Habbash, montagem de Dragana Mitric e montagem de som de Vladimir Vladetic.

Milana Majar, realizadora e argumentista é sobretudo conhecida pelos seus documentários
From the Edge of Sanity (2018) e In Manus Tuas (2019), ambos os filmes premiados em diversos festivais de cinema da Europa e Ásia.

O “Orthodox Film Festival de Dnipro”, realizado com o apoio da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, foi alvo de fortes protestos dos nacionalistas ucranianos, perante a forte presença de cinema russo.
As salas de cinema foram invadidas por nacionalistas e o festival foi interrompido por entre slogans radicais e manifestações de rua.
O festival viria a realizar-se à porta fechada no Centro de Cultura Ortodoxa de Dnipro, uma cidade com mais de um milhão de habitantes, considerada a quarta maior cidade da Ucrânia e localizada no sudeste do país, nas margens do rio que dá nome à cidade.

DIADEMA ainda não tem data de estreia em Portugal.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

MANUEL GERAZ. ATOR DO FILME “SÓCIOS” É CIDADÃO DE MÉRITO DE VIANA DO CASTELO (A TÍTULO PÓSTUMO)

Em cerimónia pública que decorreu no Teatro Sá da Bandeiro, cujo palco Manuel Geraz bem conhecia, a sua filha e também atriz Vânia Geraz, recebeu do Municipio Vianense a distinção de Cidadão de Mérito, a título postumo e 18 anos após o seu desaparecimento.

Tendo concluido em 1987 o Curso Superior de Teatro na ESAP, Manuel Geraz participou em  vários espetaculos das companhias portuenses Teatro Experimental do Porto e Seiva Trupe.

Em 1991 foi um dos fundadores do Teatro do Noroeste em Viana do Castelo, onde desenvolveu uma intensa atividade como ator e encenador. Na sua cidade foi ainda professor de Expresão Dramática na Escola Superior de Educação.

No cinema foi protagonista da curta metragem SÓCIOS, filme premiado internacionalmente e com a participação do Cine Clube de Avanca.

Sobre ele escreveu Angela C.
“Nascer e morrer sem prevalecer não é designio dos da condição de Manuel Geraz. Prevalecer discreta e intensamente, este era o paradoxo da sua vida, um social anónimo e um palco extremado pelo talento que se desgarra do nome: ATOR.”

Manuel Geraz Ribeiro, ator, encenador e um carismático amigo dos filmes e do festival AVANCA (1953 - 2001).


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

ANO NOVO COM MAIS DE UM MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES PARA PALAVRAS DE “UMA VIDA SUBLIME”

O filme “Uma Vida Sublime” que Luís Diogo realizou e produziu em conjunto com o Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, tem um inesperado parceiro no grupo de rap e hip hop “Wet Bed Gang”.

O seu novo e longo video clip “Head na Glock”, estreado no Youtube há pouco mais de 15 dias, chega ao novo ano ultrapassando um milhão de visualizações.

Neste video, assinado por André Caniços, para lá dos 4 minutos, surge, entre outros, Sara Tavares e Ângelo Torres com as palavras do filme “Uma Vida Sublime”, ditas pelo ator Paulo Calatré:

“As pessoas não ficam infelizes porque não têm o emprego que sonharam, a mulher ideal ou o homem ideal, ou porque lêem notícias depressivas na televisão...
...as pessoas ficam deprimidas porque há pessoas como tu que se estão constantemente a repetir que a vida é uma merda...
as notícias, por televisão, no cinema, no dia a dia, todo o santo dia nos dizem que a nossa vida é uma merda, para termos um emprego normal, para termos rotinas, porque vamos ao ginásio porque não vamos, porque somos gordos ou magros, ou porque compramos coisas que vocês acham fúteis,...
...e sabes o que é absurdo nisto tudo?”

Palavras que fazem parte do argumento original de Luís Diogo e que os Wet Bed Gang quiseram colocar no seu novo video clip.

Formados na Vialonga em 2014 por João Rossi "La Bella Mafia" e Pizzy, os Wet Bed Gang, o grupo é composto por quatro cantores e rappers portugueses, com os nomes de palco Gson, Zara G, Kroa e Zizzy Jr. Com uma enorme legião de seguidores no Facebook e várias vezes em primeiro lugar no Spotify, este grupo de hip-hop tuga tiveram em 2018 o seu ano de maior reconhecimento.

Foi precisamente em 2018 que o filme “Uma Vida Sublime” marcou história ao ganhar 34 prémios em festivais de todo o mundo e transformando-se no filme de longa metragem de ficção mais premiado de sempre no cinema português.

Rodado em parte durante o Festival de Cinema AVANCA 2016, percorrendo mais de 60 festivais internacionais dos 5 continentes, tendo estreado na Rússia e prevendo-se a sua próxima estreia no Brasil, este filme é a segunda longa metragem do argumentista e realizador Luís Diogo.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

CINECÔA 2019 EXIBE FILMES PREMIADOS PRODUZIDOS EM AVANCA


Num ano marcado pela homenagem ao ator Ricardo Pereira (personalidade marcante do cinema e da televisão de Portugal e Brasil) e pela presença da atriz Samal Yeslyamova (Palma de Ouro de Melhor Atriz no Festival de Cannes 2018), vários filmes produzidos em Avanca vão estar em exibição.

“Carnaval Sujo” de José Miguel Moreira, que acaba de ganhar o Prémio de Melhor Curta metragem do 17º Bragacine, vai estar em exibição com a presença do realizador. Este filme produzido por Vasco Josué e com música de Rui Massena, foi rodado em ovar com ao atores Pedro Rodil, Inês Costa, Rui Spranger e a jovem revelação avancanense Beatriz Bastos.

Igualmente produzido por Avanca, “A tua vez” de Cláudio Jordão, David Rebordão com o ator José Neto e a jovem atriz Madalena Aragão, será exibido e apresentado pelos realizadores. Esta é uma obra onde a magia marca o dia em que um homem prepara algo muito especial. Uma obra produzida entre a imagem real e animação 3D.

Três pequenos filmes de animação serão exibidos igualmente. São eles o filme “Intervalo” de Eduardo Maia, Mariana Vilhena, Pedro Gomes, Tiago Daniel Sá, produzido na Escola EB23 Egas Moniz de Avanca, onde o tempo de num tempo de intervalo acontece espaço para viajar num livro.

Rodado durante os workshops do festival de cinema AVANCA, o realizador Moisés Rodrigues filmou “Rodar”, usando papel com pontos, linhas e tridimensionalidade.

Também em Avanca, o realizador João Oliveira dirigiu uma equipa constituída por Manuel Wu Ye, Diogo Fontes, Cristina Silva, tendo em conjunto produzido a animação “MuMoon”. Esta é a história de uma vaca que decide realizar o seu sonho - projectar um filme na lua...

Por último o documentário “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Musoni será igualmente exibido. Sendo uma coprodução envolvendo para além de Portugal, também a Guiné-Bissau e a Bélgica, este filme é protagonizado por um artista plástico guineense.
Pretu Funguli é uma expressão do criolo utilizada com um sentido discriminatório. Um termo recuperado pelo artista Nú Barreto que o transformou num conceito plástico. Já com uma vasta produção e projecção internacional, o filme segue o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau, até Paris, onde vive e trabalha.

O CINECÔA comemora este ano a sua oitava edição com um programa diversificado e procurando ser “um festival do Cinema do Mundo, onde a Humanidade tem mais História”. Organizado pelo Município de Vila Nova de Foz Côa, no Auditório Municipal, este é o único festival de cinema que acontece numa região que a UNESCO assinalou com dois Patrimónios da Humanidade.

terça-feira, 26 de novembro de 2019

MARINA GERA, PREMIADA NO AVANCA 2019, ACABA DE VENCER O EMMY INTERNACIONAL PARA MELHOR ATRIZ

Em cerimónia que decorreu na noite de segunda feira passada, no Hilton de Nova Iorque, Marina Gera venceu o Emmy Internacional Melhor Atriz, pelo seu papel no filme “Eterno Inverno”.

A atriz esteve no AVANCA 2019 em julho passado, onde o júri internacional a distinguiu com o Prémio Melhor Atriz, pelo mesmo papel.
O filme “Eterno Inverno” de Attila Szász venceu na altura e também no AVANCA 2019, os prémios para Melhor Longa Metragem e Melhor Fotografia.
Na ocasião, igualmente o júri da FICC – Federação Internacional de Cineclubes, presente no festival, atribuiu a este filme o “Prémio D. Quixote”.

Numa marcante interpretação, Marina Gera dá forma a uma jovem arrastada para um campo de trabalho soviético no Natal de 1944. Ali, jovens de origem étnica alemã, são forçadas a trabalhar nas minas de carvão em condições desumanas.
“Eterno Inverno” é a primeira longa metragem produzida sobre as 700,000 vítimas Húngaras dos campos de trabalho Soviéticos, cujas histórias permaneceram por contar durante mais de 70 anos.

Nascida em 29 de junho de 1984, Marina Gerta formou-se na Academia Húngara de Teatro de Cinema (SZFE), em 2008. e desde aí tem trabalhado no teatro, televisão e cinema.

O Emmy Internacional é uma organização da Academia Internacional das Artes e Ciências Televisivas, premiando anualmente o melhor da televisão mundial.
Este ano, Portugal esteve presente na categoria de telenovela, onde a obra da SIC “Vidas Opostas” esteve nomeada.

Ao longo das 23 edições do Festival Internacional de Cinema AVANCA, várias vezes os filmes, realizadores e atores dos filmes que integram a seleção oficial do festival vieram a ser nomeados e inclusivamente a ganhar outros importantes prémios, como os Oscar.

Em julho passado, os prémios foram atribuídos por um júri internacional presidido pela académica Anabela Oliveira, pelos realizadores Alexander Gratovsky (Rússia, Espanha), Dinis Costa, Roman Zhigalov (Rússia) e pelos programadores Antonio Delgado (Espanha), Larysa Yefymenko (Ucrânia) e Marcello Zeppi (Itália).

O festival de cinema AVANCA é uma organização conjunta do Cine Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Junta de Avanca e diversas outras entidades da região.