sexta-feira, 11 de setembro de 2020

FELLINI NO PORTO E EM AVEIRO


 “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” é um livro de Anabela Branco de Oliveira que participa na comemora do centenário de nascimento do cineasta, um autor genial e inesquecível.

Numa edição da editora “debatEvolution”, esta obra terá apresentação pública este sábado no Porto e posteriormente em Aveiro na terça-feira seguinte.

Promovido pelo Cineclube do Porto, na Casa das Artes, dia 12 de setembro pelas 16h30 o realizador e professor universitário Adriano Nazareth Jr. irá apresentar o livro na presença da autora, antecedendo a exibição do filme “Julieta dos Espíritos” que Fellini realizou em 1965.

Na terça-feira dia 15 de setembro, no Teatro Aveirense e numa organização conjunta com a Plano Obrigatório, será Eugénia Pereira, investigadora e professora da Universidade de Aveiro a fazer a apresentação do livro pelas 21h30. Na altura será exibido o filme “Fellini 8 ½” (1963). A autora estará igualmente presente.

Segundo Anabela Branco de Oliveira “Em Fellini a arte torna-se espaço, tempo e personagem. Através de planos e enquadramentos, torna-se a alavanca de um percurso narrativo. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso fílmico, definem um percurso identitário e são inevitáveis na sua essência artística. No percurso cinematográfico de Federico Fellini, conquistam-se diálogos e fronteiras identitárias entre cinema e arquitetura: os espaços arquitetónicos são projetos e protagonistas, ao mesmo tempo, espaços de reflexão cinematográfica e de análise arquitetónica. Na inevitabilidade da arte, projeta-se a inexorabilidade da transgressão, um percurso inconsciente com e sem limites, sonhos acabados e por acabar, passagens sucessivas entre caos e cosmos. As criações de Fellini projetam a flexibilidade do objeto estético e a omnipotência da criação cinematográfica. Nele, a arte é espontânea, vital, carnal e intrínseca. E inevitável”.

Sendo Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, Anabela Branco de Oliveira étambém  investigadora no Labcom. Doutorada em Literatura Comparada, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema, literatura e arquitetura e igualmente na cinematografia de Manoel de Oliveira, Jacques Tati, para além de Federico Fellini. Leciona vários seminários no âmbito da análise do discurso fílmico e das relações dialógicas entre o cinema e outras artes. Tem comunicações apresentadas em múltiplos colóquios, publicações em revistas nacionais e internacionais e conferências como convidada nas universidades de Paris III, Paris Ouest Nanterre La Défense, Utrecht, Varsóvia, Lublin e Gdansk. Tendo participado nos júris de diversos festivais de cinema, tem sido também júri dos concursos nacionais de apoio à cinematografia portuguesa do ICA (2014-2020). Em Vila Real tem dirigido o “RIOS – Festival Internacional de Cinema Documental e Transmedia”.

A editora “debatEvolution”, tendo-se especializado na edição de obras sobre artes e humanidades, com uma particular atenção ao cinema, editando várias obras de autores portugueses que abordam esta área.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

AVANCA 2020 MOSTRA O “CINEMA PORTUGUÊS ANOS 70 – DA RESISTÊNCIA À LIBERDADE” EM HOMENAGEM A HENRIQUE ESPÍRITO SANTO

Uma exposição de cartazes originais do cinema português dos anos 60 e 70, que o produtor Henrique Espírito Santo foi colecionando ao longo da sua vida, está patente ao público na Galeria da Casa Municipal da Cultura de Estarreja durante todo o mês de agosto.

Numa homenagem prestada pelo “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, a um dos mais emblemáticos produtores do cinema português, desaparecido já este ano e que anteriormente tinha passado pelo festival a ensinar o que melhor sabia fazer – produzir filmes.

“Esta mostra retrata sobretudo a década de 70 em que se solidificou a viragem para um novo tipo de cinema. Foi todo um período de resistência, de agitação cineclubista, profissional, sindical e política que sensibilizou a Fundação Calouste Gulbenkian a subsidiar o Centro Português de Cinema (cooperativa legalmente constituída em 1970). 

Foi neste tempo de contestação intelectual, apoiada por jovens críticos e alguma imprensa descomprometida que surge a Escola de Cinema em 1972 e a Cinemateca inicia uma ação mais profícua na divulgação cinematográfica.”

Henrique Espírito Santo esteve nesta linha da frente do cinema nacional. Foi professor de produção na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e mais tarde na Universidade Moderna, participou continuamente em jornadas de divulgação do cinema nacional e sobretudo produziu filmes de Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles, António de Macedo, João Mário Grilo, Jorge Silva Melo, José Álvaro Morais, José Fonseca e Costa, José de Sá Caetano, Luís Filipe Rocha, Manoel de Oliveira e Solveig Nordlund entre outros.

Vindo do cineclubismo, cuja importância sempre fez questão de afirmar nas suas múltiplas intervenções no espaço da cultura e do cinema nacional, foi à guarda da FPCC – Federação Portuguesa de Cineclubes que a família deixou esta coleção única e significativa.

Na mostra estão cartazes dos seus filmes, alguns são exemplares dos primeiros cartazes impressos, mas outros são ainda o primeiro saído do labor do seu autor gráfico. Obras que Henrique Espírito Santo classificou e organizou, procurando dar visibilidade a um tempo onde os filmes marcaram um contexto cultural, social e político da nossa história.

Henrique Espírito Santo nascido em 1931, antifascista militante por convicção, tendo estado preso no Aljube e em Caxias, foi homenageado em 2014 nos Prémios Sophia, pela Academia Portuguesa de Cinema.

A mostra ficará aberta ao público no horário diário deste espaço que integra um histórico e marcante edifício sobranceiro à praça central da cidade de Estarreja.

A mostra e o Festival de Cinema, são resultado da parceria organizativa do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O FILME IRANIANO “DIAPASÃO” VENCE O “AVANCA 2020”, UM DOS PRIMEIROS FESTIVAIS DE CINEMA NA EUROPA EM TEMPO DE PANDEMIA

“Diapasão” é o grande vencedor do “24º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2020”, encerrando os 10 dias de um dos primeiros festivais de cinema a acontecer na Europa em tempo de pandemia.

Realizado pelo iraniano Hamed Tehrani, este filme ganhou o Prémio Cinema para a Melhor Longa Metragem, Prémio Melhor Argumento e o Prémio D. Quixote da FICC - Federação Internacional de Cineclubes.

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “The Barefoot Emperor” (Bélgica) de Peter Brosens e Jessica Woodwoth e “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko, que também recebeu o prémio de melhor ator para Danylo Kamenskyi.

O Prémio Curta Metragem foi para o filme da Sérvia “Moon Drops” de Yoram Ever-Hadani, tendo “Qui Vive” (Bélgica) de Anais Debus, recebido uma Menção Especial e o Prémio Melhor Fotografia (atribuído a Benoît Delfosse).

A atriz Efthalia Papacosta, do filme grego “Mila” de Andreas Vakalios, ganhou o Prémio de Melhor Atriz.

O Prémio de animação foi atribuído a “Hello my Dears” de Sasha Vasiliev da Rússia, tendo os filmes “028” (França) de Otalia Caussé, Geoffroy Collin, Louise Grardel, Antoine Marchand, Robin Merle, Fabien Meyran e “The Wings” de Riho Unt, sido distinguidos com Menções Especiais.

A curta metragem portuguesa em mirandês “La Tierra de l Passado” de Rui Falcão, foi distinguida com uma menção especial de argumento.

O júri cinema foi presidido por João Paulo Macedo (Presidente da Federação Internacional de Cineclubes), pela investigadora Anabela Oliveira e pelos cineastas Luís Diogo, Hamilton Trindade (São Tomé e Príncipe) e Robert Rombout (Holanda).

A FICC atribuiu igualmente uma Menção Especial ao filme “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko. O Júri da FICC foi constituído por Syam Gopal Kosuri (India), Anxo Santomil (Espanha) e Carlos Coelho (Portugal).







“Sonhos” a longa-metragem de estreia de Joaquim Pavão ganhou a Competição Avanca.

Entre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo obras produzidas ou coproduzidas na região, foi distinguida a longa-metragem de Joaquim Pavão “Sonhos”, e a curta metragem “murmuratorium - rumos e rumores” de Luís Margalhau.

O filme “Diadema” de Milana Majar recebeu uma Menção Especial.

O júri foi constituído pelo cineasta Cláudio Jordão e pelos investigadores Liliana Rosa, Manuel Freire, Clarissa Rodrigues e Joana Doignot (França).

O prémio vídeo foi atribuído a “tx-reverse” de Martin Reinhart e Virgil Widrich (Áustria) e “The heavy shadow of the crow” (Irão) de Behnam Asadolahi, recebeu uma Menção Honrosa. O júri deste prémio foi constituído pelos investigadores Aníbal Lemos e Liliana Rosa, o cineasta Rui Filipe Torres e pela artista plástica Lia Fernandes.

O documentário “Wild Portugal" (Alemanha) de Christian Baumeister venceu o Prémio Televisão e “Small Fish” (França) de Quentin Lestienne uma Menção Especial. O júri foi constituído pela docente Idalinda Terra, pela investigadora Mariana Bento Lopes, pelo jornalista Fernando Pinho, pelo ator Carlos Rico e pela artista multimédia Érika Souza.

A competição de cinema VR 360º premiou “Lost in a forgotten place” de Mona Kasra (EUA) e atribuiu uma Menção Honrosa a “The rain that is falling now was also falling back then” de Christian Zipfel (Roménia). O júri foi constituído pelo crítico de cinema Nuno Reis e pelo produtor Nelson Martins.

O Júri foi constituído pelos cineastas David Rebordão, Luís Margalhau, Rui Filipe Torres e Passos Zamith, atribuiu o Prémio Sénior à longa-metragem de ficção “The Prague Orgy” de Irena Pavlásková (República Checa), e o prémio para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “A Máscara de Cortiça” de Tiago Cerveira.

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “OTOS” de Kevin Moussaoui (Austrália) e o videoclipe “Dolphin - J2000.0” de Ivan Sosnin (Rússia). O júri, constituído pela programadora cultural Raquel Camacho e pelo cineasta Alfonso Palazón (Espanha), atribuiu ainda Menções Especiais ao trailer “A Escritora” de Hugo Pinto e ao videoclipe “EVOLS” de Hugo Amaral.

No AVANCA 2020 tiveram estreia mundial 24 filmes que assim se candidatam ao Prémio Estreia Mundial, que este ano conta com um apoio financeiro de 5.000 euros.

Do trabalho dos júris do festival, saíram já os primeiros nomeados para este prémio. São eles os filmes “Sobre Sonhos e Liberdade” de Francisco Colombo e Marcia Paraiso (Portugal, Brasil), “All the Donna” de Zefrey Throwell (EUA) e “O legado do artífice” de Alice Fátima Martins (Brasil).

Ao júri Estreia Mundial caberá escolher os restantes finalistas e em setembro anunciar o grande vencedor.

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu as investigadoras Hemily Nascimento e Mônica Stein da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil).

O júri deste prémio foi constituído pelos académicos José da Silva Ribeiro, Gloria Gómez-Escalonilla Moreno (Espanha), Javier Venturi (EUA), Alice Fátima Martins (Brasil), João Victor Gomide (Brasil), Helena Santana e Maria do Rosário Santana, que atribuíram ainda uma Menção Especial ao investigado Francisco-Julián Martinez-Cano da Universidad Miguel Hernández de Espanha.

No total, 8 júris constituídos por 37 individualidades de 8 países atribuíram 18 prémios e 14 menções especiais.

O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, CIRA, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.

sábado, 25 de julho de 2020

VERA CASACA VENCE O AVANCA PITCH SESSIONS COM UM PROJETO DE LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

O Prémio de curta metragem vai para o realizador cubano Yasser Socarrás


Terminou o “Avanca Pitch Sessions 2020” e o júri internacional decidiu premiar a cineasta algarvia  Vera Casaca com o Prémio Longa Metragem e o realizador cubano Yasser Socarrás nos projetos de  curta metragem.

“Cimento e Betão” é o título do novo projeto que Vera Casaca procura realizar. Formada em análises clínicas pela Universidade do Algarve, mestrado em medicina nuclear na Cranfield University, doutoramento na Ludwig Maximilian University de Munique, posteriormente enveredou por estudar cinema em Nova Iorque na NYFA e na School do Visual Arts. Realizou “Ao Telefone com Deus” (2017) e “Se Poirot Estivesse Aqui” (2019), curtas metragens que marcam a sua clara preferência por comédias negras e excêntricas.
Na categoria de projetos de longa-metragem o júri atribuiu ainda Menções Honrosas a “Terra Vil” de Luis Campos (Portugal) e “Come Petito, Come Molière!” de Giuseppe Iacono (Itália)
Nos projetos de curta metragem o vencedor foi “Corolario” de Yasser Socarrás, um realizador cubano a viver atualmente no Brasil. Tendo estudado no Instituto Superior de Arte (Cuba) e possuindo um Master en Antropología Social no Brasil, Socarrás realizou a longa-metragem “Final de día” (Cuba, 2010) e as curtas “More coffee and…” (Cuba, 2012), “Bolo” (Brasil, 2017) e escreveu o argumento de “La mano de D10S” (Bolivia, 2015). 
Entre os projetos de curta metragem, “Pelo na Venta” de Margarida Madeira e “Kamikaze” de Rodrigo Tavares (Brasil), foram também distinguidos com Menções Honrosas.

O Júri, presidido por Nuno Gonçalves (COE da distribuidora “Cinemundo”), foi constituído pelos produtores Maria Pacheco (Portugal), Alfonso Palazón (Espanha), Simone G. Saibene (Itália / Espanha) e Ralf Cabral Tambke (Brasil).

O Avanca Pitch Sessions é uma nova iniciativa da 24ª edição do Festival de Cinema AVANCA 2020 que visa apresentar à indústria dos audiovisuais as melhores ideias para curtas e longas metragens em fase de desenvolvimento, num ambiente de colaboração e promoção do cinema e dos autores.
Os autores dos 15 projetos nomeados participaram previamente num workshop sobre pitch para cinema e sessões de mentoring exclusivas com o jornalista e crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e no decorrer do Festival de Cinema AVANCA 2020, fizeram a apresentação dos seus projetos em sessões coordenadas por André Leite Coelho e José Miguel Pinto.

O Avanca Pitch Sessions procurando responder ao contexto de pandemia, decorreu de forma online.
O AVANCA é uma organização do Município de Estarreja e do Cine Clube de Avanca e vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

HOMENAGEM A FELLINI NO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

O cineasta Federico Fellini faria este ano 100 anos e o 24º Festival de Cinema AVANCA 2020 presta-lhe homenagem, apresentando o livro “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” com a editora “debatEvolution”.
Será este sábado, no espaço exterior da Escola Egas Moniz de Avanca, pelas 18 horas, que o cineasta e realizador de televisão Rui Nunes irá apresentar esta obra da autoria de Anabela Branco de Oliveira.
Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, cinéfila, investigadora e especialista na relação da literatura com o cinema, nos últimos anos tem publicado vários trabalhos sobre a obra do mestre italiano.
Fellini poderia ser lembrado por ter sido o eterno nomeado da cerimónia dos Oscar, ou pela Palma de Ouro de Cannes com “La Dolce Vita”, mas os seus filmes são a memória intemporal de um autor genial e inesquecível.
Segundo Anabela Branco de Oliveira, “Para Fellini, corpos e rostos nunca são vazios porque ele sonha-os, constrói-os, destrói-os, desenha-os, transforma-os em guião. Corpos e rostos tornam-se incessantemente fellinianos. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso filmico, definem um percurso identitário”.
Na ocasião será exibido um vídeo com excertos da obra de Fellini, selecionados pela autora do livro e montados pelos alunos da Escola Val do Rio, que fazem no festival uma residência artística.
A editora “debatEvolution” apresentará também e na ocasião, um outro livro.
Trata-se de “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, uma obra que percorre as publicações do blog do festival e do Cine Clube de Avanca, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema, com o ineditismo e singularidade que o têm caracterizado. A obra presta igualmente homenagem a alguns dos cineastas e amigos do festival, que entretanto nos deixaram.
A apresentação dos livros antecede a noite de Drive In onde o último filme de Luís Moya será exibido no grande ecrã após um momento musical com Nuno Norte, um dos intervenientes do filme.
Numa organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja, o Festival AVANCA tem o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de empresas e instituições da região.

terça-feira, 21 de julho de 2020

DRIVE IN CHEGA AO FESTIVAL DE CINEMA “AVANCA 2020” COM MÚSICA E NOVOS FILMES

Os DRIVE IN chegam à 24ª edição do Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020 nesta quarta feira dia 22 com música e novos filmes, decorrendo até à noite de sábado dia 25.
Inaugurando um novo formato de ver cinema em festivais, e sendo o AVANCA o primeiro evento de cultura cinematográfica a acontecer no nosso país em tempo de pandemia, as noites em Avanca terão também música.

Na quarta feira dia 22, Luís Portugal sobe ao palco do Drive In pelas 21h30.
Antigo vocalista dos “Jafumega”, a sua voz inconfundível poderá fazer-nos ouvir temas como “Latin'América”, “Alta vai a lua”, “Dinis O Rei dos Botões” ou “Perto da Paixão”. Um legado dos mais importantes da música moderna portuguesa.
Uma noite que encerrará com a estreia da longa-metragem “The Forgotten” (O esquecido) da realizadora ucraniana revelação Daria Onyschenko.
Neste filme de combate, Nina de 30 anos, professora de língua ucraniana que não pode deixar a cidade de Luhansk, ocupada por separatistas no leste da Ucrânia, é forçada a participar de cursos de reciclagem para ensinar russo. Andrii, 17 anos, é um estudante que ficou órfão depois da guerra. Eles cruzam-se quando Nina testemunha Andrii ser preso pela polícia depois de pendurar a bandeira ucraniana no telhado da sua escola.
Andrii pode ficar na prisão por longo tempo, e ela decide arriscar a sua vida para o libertar. Enquanto gravitam um para o outro, eles tentam lembrar às pessoas nos territórios ocupados de que elas também merecem um futuro.
Daria Onyschenko venceu já o AVANCA em 2013 com o seu anterior filme “Eastalgia”.

Na quinta feira será tempo de ouvir Inês Homem de Melo e a música do mundo de uma cantora com raiz em Avanca, vencedora da Noite do Fado de Lisboa.
A quinta feira será ainda marcada pela estreia da inusitada comédia belga “The Barefoot Emperor” (O Imperador Descalço), onde o último Rei dos Belgas se torna o primeiro Imperador da Europa.
Realizado pelo casal Peter Brosens e Jessica Woodworth, em 2018 ganharam o AVANCA com o seu anterior filme e largamente premiado “O Rei dos Belgas”, de que o atual filme é a continuação.
Nos últimos anos, os novos filmes de Peter Brosens e Jessica Woodworth tem sido estreados e premiados no AVANCA, marcando a obra destes multi premiados cineastas do novo cinema europeu.

A sexta feira trará a guitarra de Joaquim Pavão e a voz de Isabel Fernandes Pinto para o palco do DRIVE IN. Joaquim Pavão, sendo um exímio guitarrista, é também cineasta e no AVANCA 2020 acaba de estrear a sua primeira longa-metragem de ficção “Sonhos”.
“Diapason” (Diapasão) do realizador iraniano Hamed Tehrani será a estreia da noite.
Rana Salehi é uma mãe solteira de 50 anos, que vive feliz com a sua filha Hoda. No aniversário dos seus 18 anos, Hoda morre num incidente inesperado. O mundo de Rana entra em colapso, mas as leis e costumes do Irão que ela
inesperadamente enfrenta, são igualmente severos.

O DRIVE IN termina no sábado com a atuação de Nuno Norte, o grande vencedor do “Ídolos” da SIC e um dos protagonistas do filme de Luís Moya.
“Por detrás da moeda” foi o filme que ganhou o Prémio do Público do Fantasporto deste ano, uma obra brilhante onde os músicos de rua da cidade do Porto são os protagonistas. Esta longa-metragem de Luís Moya, tendo sido coproduzida pelo Cine Clube de Avanca, promete uma noite plena de grande música.

Enfrentando os desafios da pandemia, o AVANCA aposta na segurança que cada carro, individualmente, parece melhor garantir em tempo de “ditadura de alguém só visível a microscópio eletrónico”, como diz Inês Homem de Melo.
O AVANCA é uma organização Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

“SONHOS” DE JOAQUIM PAVÃO ABRE A COMPETIÇÃO DO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

A longa-metragem SONHOS que Joaquim Pavão rodou entre Santo Tirso e o Festival Avanca do ano passado, abre mais cedo o espaço da competição do Festival Internacional de Cinema  AVANCA 2020.

Será já este domingo dia 19 pelas 21h30 que, no Cine Teatro de Estarreja, o filme será exibido após a inauguração da exposição de figurinos e desenhos do filme.
A mostra, patente no hall do teatro, inclui várias peças do guarda roupa usados no filme e da autoria de Tucha Martins, para além dos desenhos do storyboard da autoria de Gil Moreira.

Tradicionalmente as competições deveriam iniciar-se na quarta feira dia 22 e até lá todas as projeções seriam de retrospetivas do festival, mas a pandemia obriga este ano a estender por mais dias as exibições competitivas.

Com argumento de Isabel Fernandes Pinto, este filme integra o projeto de produção cinematográfica que Joaquim Pavão tem vindo a realizar conjuntamente com o MIEC -  Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso, o Município de Santo Tirso, a Fugir do Medo, a Filmógrafo, o Cine Clube de Avanca e o Festival de Cinema AVANCA.
Em SONHOS é construída uma narrativa distópica onde, num contexto de luta pela sobrevivência humana no planeta Terra, o livre arbítrio da maioria dos seres humanos é substituído pela “vontade correta” instituída por um pequeno grupo e comunicada a cada indivíduo por uma voz gerada num sistema algorítmico.
Entre as peças do Museu de Escultura de Santo Tirso, em ambientes noturnos exteriores e por entre os seus espaços museológicos, o filme conta com a intervenção dos atores Aleksandar Ćurčić, Anabela Aragão, Anders Skriver, Andreia Silva, Ângelo Castanheira, Bernardo Santo Tirso, Bruna Herculano, Carlos Loureiro, Catarina Gomes, Catarina Santos, Eduardo Queirós, Filipe Gaspar, Igor Daniel, Inês Neiva, Isabel Fernandes Pinto, Isilda Mesquita, Joana Ratola Soares, Joel Sines, José Silva, Maria Avelãs, Maria João Mata, Miguel Henriques, Patrícia Lima, Rebeca Cunha, Rui Oliveira, Rui Pena, Sara Gonçalves, Susie Filipe, Teresa Chaves e Victor Valente.
Com música do guitarrista Óscar Flecha e curadoria de Álvaro Moreira, esta obra é também um exercício gráfico de montagem onde todas as filmagens foram fortemente trabalhadas de um modo invulgar no cinema português.
Em 2019 Joaquim Pavão filmou parte do filme durante o Festival de Cinema de Avanca e o filme reflete um inesperado olhar sobre a Ria de Aveiro nas suas praias e canaviais de Pardilhó.

Este é um dos 111 filmes que serão exibidos este ano no 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020, a decorrer até dia 26 de julho próximo, com exibições em Avanca, Estarreja e Ovar, sempre no contexto das medidas de segurança que a presente pandemia obriga e com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo.

Adapta-se aos novos tempos, o AVANCA é uma organização Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.