sábado, 16 de novembro de 2019

BEBÉ DEIXADO NUM CAIXOTE DO LIXO É TEMA DO FILME PORTUGUÊS MAIS VISTO NO YOUTUBE

A longa metragem de ficção “Pecado fatal” que o realizador Luís Diogo estreou em 2013, parece ter sido premonitório da recente notícia de uma mãe que deixou um bebé num caixote do lixo.
O filme conta a história de uma jovem que volta vinte anos depois ao locar onde a sua mãe a abandonou. Tal como na notícia, também no filme o abandono foi num caixote do lixo.

Protagonizado por Sara Barros Leitão, Miguel Meira e João Guimarães, este filme conta uma história de equívocos e paixão que vive no limbo de um pecado irrevelável.
Sara Barros Leitão, protagonizando o filme, foi premiada no Brasil (FESTICINI - Festival Internacional de Cinema Independente), para além de ter sido nomeada para os Prémios Sophia e os Globos de Ouro.

“Pecado fatal” foi na altura distinguido com 11 Prémios no Brasil, Bulgaria, Cabo Verde, Canada, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.
“Pecado Fatal” foi entretanto adquirido por uma distribuidora norte americana e tem estado a ser exibido por todo o mundo. Tendo sido exibido na RTP2, o filme chegou ao Youtube e transformou-se num sucesso de visualizações e comentários.

Com mais de 2 milhões e 600 mil visualizações, esta é presentemente a longa metragem portuguesa mais vista no Youtube.
Para além deste número impressionante, outras versões do filme legendado ou dobrado noutras línguas estão espalhadas pela net, multiplicando este número de infoespetadores.

“Pecado Fatal”, que Luís Diogo produziu com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, foi rodado maioritariamente em Paços de Ferreira e Castelo Branco, tendo contado com vários apoios locais.

Luís Diogo é também o realizador da longa metragem “Uma Vida Sublime”, um filme que em 2018 recebeu 34 prémios, tendo-se transformado no filme mais premiado do cinema português.
Como argumentista, as suas histórias envolveram realizadores como Leonel Vieira, Luís e Gonçalo Galvão Teles e M. F. Costa e Silva.
Tendo nascido na Guiné-Bissau e sendo natural de Castelo Branco, formou-se em artes visuais pela ESE de Castelo Branco, estudou cinema na ESAP do Porto e tem orientado e coordenado ações de formação em escrita cinematográfica, nomeadamente no Festival de Cinema AVANCA.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

CURIA RECEBE ENCONTRO DE CINECLUBES E EXIBE FILMES PRODUZIDOS EM AVANCA

Entre 8 e 10 de novembro, no espaço das Termas da Curia os cineclubes portugueses reúnem-se no seu 24º Encontro Nacional, num evento marcado pela realização da Assembleia Geral da FICC – Federação Internacional de Cineclubes.
Reunindo cineclubistas de todo o continente e ilhas, mas também dirigentes de federações de cineclubes dos 5 continentes, este evento vai debater questões significativas para os próximos tempos do desenvolvimento do cinema português e mundial numa clara perspetiva cultural, de criação artística, de independência de produção e de abrangência e singularidade de exibição.
Contando com a presença de diversas personalidades do cinema contemporâneo, integrando painéis de debate como “O Centro no Cinema”, “Cinema na Bairrada - Experiências e Produções”, “Desafios da Exibição Sem Fins Comerciais”, “Ouvir Cinema” e “Cineclubes e Crítica de Filmes”.
Este encontro servirá para também dar a conhecer o cinema produzido na região centro do país.
Assim, na noite de sexta feira, serão exibidos no Cinema do Parque os filmes produzidos pelo Cine Clube de Avanca “Foi o fio” e “Antes que a Noite Venha - Falas de Antígona”.
“Foi o fio” é o filme de animação que Patrícia Figueiredo realizou em 2014 e que foi distinguido com 11 prémios na Alemanha, Lituânia, Peru, Uruguai e Portugal.
“Antes que a Noite Venha - Falas de Antígona” é uma ficção rodada durante um festival de cinema Avanca por Joaquim Pavão e com base num texto da escritora Eduarda Dionísio. Este filme foi entretanto distinguido com 20 prémios e várias nomeações.
No domingo de manhã, em Anadia e Cantanhede serão igualmente exibidas obras de animação produzidas em contexto de workshops com os jovens em idade escolar, pelos cineclubes a região centro. Do Cine Clube de Avanca serão exibidos os filmes “O Mistério do Quarto Escuro” e “O Circo”.
O “O Mistério do Quarto Escuro” foi um projeto educativo desenvolvido sob a orientação do Professor João Católico, com alunos do agrupamento Escolar Ovar Sul em Válega. Este filme tem por base o livro editado pelo Cine Clube de Avanca de igual nome, de Mariana Bento Lopes e Cibele Saque.
“O Circo”. Foi realizado por alunos da Escola EB2,3 Prof. Dr. Egas Moniz de Avanca, sob orientação de Vitor Lopes e com o apoio da Casa da Música. Este filme foi premiado na Argentina, Georgia, República Checa e Portugal.
Para estes Encontros, Eduardo Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República, escreveu: “Através da sua vasta implantação no território nacional os cineclubes têm um papel único no reforço da coesão territorial, enquanto lugares de encontro, de partilha de ideias e de projeção do futuro. Pela sua presença de Norte a Sul de Portugal os cineclubes são por essência espaços de descentralização cultural.”.
António Costa, Primeiro Ministro escreveu também “A legitimação e divulgação da cultura cinematográfica no nosso pais e indissociável do movimento cineclubista, quer pela sua já considerável história, que remonta aos anos 1940, quer pelo seu contributo continuo para a formação de novos públicos".

sábado, 26 de outubro de 2019

RETROSPECTIVA DO CINEMA DE ANIMAÇÃO DE AVANCA NA BÓSNIA

A convite do BANJALUKA 2019 - International Animated Film Festival, o cinema de animação produzido em Avanca está em exibição na Bósnia Herzegovina.
Numa retrospetiva do cinema português de animação, o festival exibe 9 filmes que marcam diferentes momentos da criação cinematográfica que tem acontecido em Avanca. Do desenho animado à animação 3D, os filmes foram realizados por 10 realizadores entre 2008 e 2016.
Acompanhando o evento e a convite de Goran Dujaković, diretor do festival, António Costa Valente fará uma contextualização do cinema português de animação e apresentará os filmes de que foi produtor.
O festival de BANJALUKA comemora este ano a sua 12ª edição enquanto evento deste país, mas dá continuidade a outro festival de cinema de animação da ex Jugoslávia. O cinema de animação sempre teve uma forte presença nos países dos Balcãs e esta mostra é a confirmação da grande qualidade do cinema que tem sido produzido em Avanca.

Premiado esta semana num novo festival do Faial, Açores, com o prémio de melhor animação, o filme realizado por Raquel Felgueiras “Sendas” é um dos filmes que será exibido.
Também de realizadoras, serão exibidos os filmes “A Minha Casinha” de  Maria Raquel Atalaia e “Foi o Fio” de  Patrícia Figueiredo. Ambas as realizadoras têm um percurso entre o cinema de animação e a ilustração.
De Cláudio Jordão será exibido o seu filme “15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus”, obra produzida em tempo de crise e sem qualquer apoio apesar de o seu filme anterior ter sido o mais premiado da animação produzida em Portugal. Esse filme, “Conto do Vento” que realizou com Nelson Martins, também irá ser exibido. Recorde-se que Nelson Martins escreveu o argumento desta obra como resultado de um workshop num dos festivais de cinema AVANCA.
“O Acidente” de André Marques e  Carlos Silva trás-nos uma comunicação de um singular acidente à companhia de seguros.  Um filme que afirma o desenho e a animação como se o filme não tivesse sido acabado.
“Lágrimas de um Palhaço” é o primeiro filme sem palavras de Cláudio Sá, um dos cineastas mais novo e mais prolifero da animação portuguesa
“Um Gato sem Nome” de Carlos Cruz (que assina como Charlie Blue), é uma adaptação de uma obra da escritora Natércia Rocha e conta com música de Nick Phelps.
Por último o filme “A Ria, a Água, o Homem” de Manuel Matos Barbosa, um cineasta com um longo e significativo percurso no cinema, sobretudo na animação e no documentário.
Este filme é uma adaptação de textos de Raul Brandão e conta com a voz do ator Joaquim de Almeida.

São 9 filmes que demonstram a diversidade e qualidade da animação portuguesa, permitindo abrir janelas e provocar um novo encontro com o cinema que se tem feito em Avanca e Portugal.


domingo, 20 de outubro de 2019

FILMES DE AVANCA NA COMEMORAÇÃO DA EDIÇÃO 70 DO FESTIVAL DE CINEMA DE CURTAS METRAGENS MAIS ANTIGO DO MUNDO

4 filmes produzidos pelo Cine Clube de Avanca e pela Filmógrafo participam nas comemorações da edição 70 do Festival Internacional de Cinema de Curta Metragem de Montecatini em Itália.
Este festival é o mais antigo de todos os eventos de curtas metragens em atividade no mundo.

Nascido nesta conhecida cidade termal da Toscana italiana, ao longo do seu historial foi sendo um ponto de encontro do cinema independente italiano com o cinema de todo o mundo. Presidido desde há alguns anos por Marcelo Zeppi, este festival tem a particularidade de ter sido criado pela Federação Italiana de Cineclubes (Fedic).

Os filmes de Avanca vão ser apresentados em Itália por Júlia Rocha, do Cine Clube de Avanca e que assim integra as comemorações transalpinas.

Entre as obras escolhidas, estará a curta metragem de José Miguel Moreira “Carnaval Sujo”, filme rodado em Ovar e cuja trama acontece num cenário onde se referência uma antiga tradição carnavalesca desta cidade.

“5 Cigarrilhas” é outro dos filmes seleccionados, da autoria de Passos Zamith que se encontra a rodar um novo filme, cujas filmagens na região serão alvo de apoio do novo AVANCA Film Fund.

Francisco Colombo é outro dos autores com filme presente em Itália. Trata-se da coprodução luso-brasileira “Avesso”, uma ficção que reúne vários bandidos. Francisco, conjuntamente com Marcia Paraiso, está a finalizar um novo filme com o Cine Clube de Avanca. Trata-se do documental de longa-metragem “Sobre Sonhos e Liberdade”. que também será uma coprodução luso-brasileira.

O último filme é um documentário de curta metragem realizado por Gustavo dos Santos e intitulado “Magister”. Neste filme é possível acompanhar o trabalho do encenador teatral do Porto, Júlio Cardoso.

A estes filmes juntam-se 2 curtas metragens realizadas por estudantes de cinema e que tiveram a sua estreia nas últimas edições do “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”. Este festival tem uma parceria de longa data com este festival italiano e este ano atribuiu um Prémio Amizade a Marcello Zeppi, assinalando assim este significativo aniversário.

As curtas metragens são “Passage” de Hugo Neves, Filipe Teixeira, Vasco Gonçalves, António Riboira e “20.06.2018” de Daniel Silva, Filipe Mendonça, Nelson Sousa, Tiago Faria.

Montecatini escolheu este ano Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia como países convidados nesta sua comemoração.

quarta-feira, 18 de setembro de 2019

CINEMA DE FICÇÃO DO CINE CLUBE DE AVANCA ENTRE OS AÇORES E O CAZAQUISTÃO

Estando o Festival CURTA AÇORES a comemorar a sua décima edição, dois filmes produzidos em parcerias pelo Cine Clube de Avanca vão estar em competição. Trata-se das curtas metragens de ficção “Carnaval sujo” de José Miguel Moreira e “A Tua Vez” de Cláudio Jordão.

Exibido fora de competição, a longa metragem de Luís Diogo “Pecado fatal” integra a programação de um novo festival que está a marcar a indústria cinematográfica da Ásia.
“Almaty Film Festival” está a decorrer na maior cidade do Cazaquistão, reunindo convidados e filmes de todo o mundo. António Costa Valente do Cine Clube de Avanca integra o júri internacional que é presidido pelo cineasta vencedor de vários oscares Hugh Hudson (“Chariots of Fire”), pela atriz Samal Yeslyamova (Palma de Ouro Melhor Atriz em Cannes 2018), Takeo Hisamatsu (Presidente do Festival de Tóquio) e pela produtora russa Natalya Ivanova.

Entretanto terminou o Festival Internacional de Cinema de Arouca onde a curta metragem de ficção “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith ganhou o Prémio de Melhor Argumento.

Também recentemente terminado, no Reino Unido o “Out of the Can Film Festival” viu a atriz Isabel Fernandes Pinto e o compositor Joaquim Pavão serem nomeados respetivamente para melhor atriz e melhor música pelos seus trabalhos no filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona”.
Este filme foi igualmente exibido no evento “Dos Modos Nascem Coisas 2019” de Albergaria-a-Velha.
Joaquim Pavão acaba de ser também nomeado para o prémio de melhor música, com este seu filme, no “5º Open World Toronto Film Festival”, que irá decorrer em novembro próximo no Canadá.

Os filmes “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith, “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” de Joaquim Pavão, “A Tua Vez” de Cláudio Jordão, “Carnaval sujo” de José Miguel Moreira e “Pecado fatal” de Luís Diogo, marcam uma recente aposta na coprodução de filmes de ficção.

Nestes filmes intervieram várias entidades, nomeadamente o ICA, o IPDJ, Junta de Avanca, Frazão, Paços de Ferreira e os municípios de Castelo Branco, Celorico de Basto, Estarreja, Ovar, Paços de Ferreira e Vila do Conde.


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

FILME “PRETU FUNGULI” DISTINGUIDO EM KIEV

O documentário “PRETU FUNGULI” com o artista plástico guineense Nú Barreto, de Costa Valente e Monica Musoni, acaba de ser distinguido com um “Diploma do Júri” no 16º Kinolitopys – Festival Internacional de Cinema Documental de Kiev na Ucrânia, "pela divulgação da vida de pessoas criativas na sociedade".
O festival Kinolitopys decorreu na Casa do Cinema, no centro da capital ucraniana.

PRETU FUNGULI é um filme sobre o encontro da criação artística com as descriminações sociais.
“Funguli” é uma expressão crioula usada de maneira discriminatória. Este termo foi revivido pelo artista visual guineense Nú Barreto, que o transformou num conceito visual.
Sendo de um dos países mais pobres do mundo, Nú Barreto tem hoje uma grande crescente projeção internacional no espaço das artes visuais. O filme acompanha o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau e Paris, onde vive e trabalha. Somos convidados a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive o artista.

Tendo tido a sua estreia no festival de cinema AVANCA 2018, o filme teve imagem de António Osório, A. Valente, Aminata Embalo, a montagem do filme é de Alex Cepile e Monica Musoni que assina igualmente a autoria do documentário.
Exibido recentemente em Cabo Verde e no México, este filme tem sido acompanhado por debates onde a arte e as questões sociais se cruzam fortemente. Com a intervenção dos realizadores, o filme tem sido exibido não só no âmbito de festivais, mas também em universidades e centros de cultura onde o tema do filme tem permitido amplas e preocupadas abordagens.

Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie AEO, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na Ecole Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos. Faz da condenação dos atos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo.Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América. Em 1998, participou na Exposição Universal de Lisboa; em 2013, participou pela segunda vez na exposição L’Art pour la Paix à l’Unesco, em Paris. Tem também integrado exposições coletivas: no Centro Cultural Franco-moçambicano, em Maputo; no Museu Nacional de Belas Artes no rio de Janeiro; na Bienal de Dakar; no Luxemburgo; em Berlim; no Museu Vieira da Silva, em Lisboa.

Este filme foi produzido pela Filmógrafo, Cine-Clube de Avanca, Água Triangular e TonTon Communication (Bélgica), tendo sido apoiado pelo ICA, Ministério da Cultura, entre várias entidades de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Macau.

domingo, 25 de agosto de 2019

CINEMA DE ANIMAÇÃO DE AVANCA NA CINEMATECA NACIONAL

Pela primeira vez a Cinemateca Portuguesa exibe um conjunto significativo de filmes de animação que foram produzidos pelo Cine Clube de Avanca,

Marcando a reabertura em setembro das atividades da Cinemateca Portuguesa, os filmes serão exibidos na segunda feira dia 2, pelas 18h30, numa sessão especial que contará com a presença de vários dos realizadores das obras a exibir.

Esta deslocação de filmes e pessoas a Lisboa, tem um particular significado para a produção cinematográfica de Avanca, onde o cinema de animação produzido tem uma marca forte na história do cinema de animação português.
Foi em Avanca que se produziu a primeira e até agora única longa metragem da animação portuguesa e também a curta metragem “Conto do Vento” de Cláudio Jordão e Nelson Martins, a mais premiada de entre os filmes da animação produzidos exclusivamente no nosso país.
Este será um dos filmes a exibir na Cinemateca, e também o filme de ficção científica “15 bilhões de fatias de (-) + Deus” que foi realizado em 2012, o ano em que o cinema português não teve qualquer apoio estatal. Este filme inscreve por isso um especial agradecimento à crise e também ao Nobel neurocirurgião Egas Moniz pelo seu sentido inspirador.

A paisagem à volta de Avanca estará representada no filme “A ria, a água, o homem...”, que no apurado desenho de Manuel Matos Barbosa, permite um mergulho na memória e nas ancestrais atividades da apanha do moliço e da pesca na ria.

Entre os filmes em exibição estará “Um gato sem nome”, uma surpreendente realização de Carlos Cruz e “Lágrimas de um palhaço” de um dos mais profícuos e independentes realizadores da animação portuguesa Cláudio Sá.

As realizadoras têm uma forte presença nesta seleção que inclui “A Minha Casinha” de Maria Raquel Atalaia, “Foi o fio...” de Patrícia Figueiredo, “Mulher sombra” de Joana Imaginário e “Sendas”, o mais recente filme de Raquel Felgueiras.
A mostra inclui ainda o video musical “Navegar” com Helena Caspurro e de Carlos Silva e Pedro Carvalho de Almeida e a animação produzida durante um dos festivais de cinema AVANCA, da autoria de Moisés Rodrigues, “Rodar”.

Refira-se que a totalidade dos filmes foram exibidos no festival “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, que este ano completou 23 edições, e no qual a maioria dos filmes tiveram a sua estreia mundial.

Produzidos no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, em colaboração e parceria com diversas entidades e produtoras (nomeadamente a Filmógrafo, Kotostudios, Animegas, Mulher Avestruz, Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, DeCA da Universidade de Aveiro), os filmes espelham uma diversidade autoral que sempre foi apanágio do cinema de AVANCA.

O  Cine-Clube de Avanca, conjuntamente com a Filmógrafo é uma das produtoras de cinema mais distinguidas na Península Ibérica, tendo os seus filmes recebido cerca de 400 prémios e menções.
Alguns dos filmes tiveram apoio do ICA, Ministério da Cultura, participação da RTP, do IPDJ, do Município de Estarreja e da Junta de Freguesia de Avanca.