quarta-feira, 30 de setembro de 2020

AZEMÉIS FILM FESTIVAL JUNTA NO ECRÃ O MELHOR DO CINEMA PREMIADO EM PORTUGAL


“O Festival dos festivais” é uma organização inédita do Município de Oliveira de Azeméis que pela primeira vez vai reunir os filmes premiados nos principais festivais de cinema portugueses no último ano, numa competição de longas metragens entre a ficção e o documentário.

Os vencedores dos festivais de Avanca, Doclisboa, Fantasporto, Indielisboa e Leffest vão passar pelo ecrã de “O Cinema” entre 2 e 4 de outubro 2020.

O AZEMEIS Film Festival surge na cidade com uma marca histórica importante na área do cinema, impulsionada pela programação do Cine Teatro Caracas e mais tarde com a abertura de duas outras salas de cinema.

Resultado dessa marca foi constituído o Cineclube de Azeméis que teve um grande número de sócios e um forte desempenho nesta área. Entre a atividade desta coletividade, a produção de cinema de amadores teve uma fortíssima dinâmica e vários filmes foram premiados e exibidos em festivais nacionais e internacionais.

O AZEMÉIS Film Festival surge porque importa reiniciar o caminho que traga o cinema ao concelho, criando-se novos públicos e novas dinâmicas que levem ao envolvimento da comunidade nesta forte e dinâmica área cultural. Importa ainda assegurar a criação de condições mais estáveis e adequadas ao desenvolvimento de atividades de interesse municipal que salvaguardem e perpetuem a história e património cultural do município. 

Por esta primeira edição do festival de cinema irão passar filmes como “De los nombres de las cabras” de Silvia Navarro, Miguel G. Morales (Espanha), obra surpreendente que ganhou o “Indielisboa 2019”. Neste filme um arqueólogo viaja pelas cavernas das Ilhas Canárias procurando os restos mortais dos habitantes indígenas da ilha. Um filme ensaio sobre o complexo mapa de poder que constrói o discurso histórico.

Também em competição estará “Tommaso” um filme italiano do provocante e controverso realizador americano Abel Ferrara. Tendo estreado em Cannes, foi premiado no LEFFEST 2019. Este filme é protagonizado por Willem Dafoe, mas também pela esposa e filha do realizador.

Tendo ganho o Prémio do Público do último “Fantasporto 2020”, o filme “Por detrás da moeda” de Luís Moya foi brilhantemente rodado no Porto, com os músicos de rua da cidade, tendo emocionado a plateia do Rivoli. O filme foi aplaudido de pé e por largos momentos.

Do “Avanca 2019” será exibido o premiado “Eternal Winter” do realizador húngaro Attila Szász. 

Baseado em factos reais, este é o primeiro filme produzido sobre as 700.000 vítimas húngaras dos campos de trabalho soviéticos, em plena II Guerra Mundial. Marina Gera foi ainda distinguida com o International Emmy Award 2019 para melhor atriz.

“Santikhiri Sonata” do realizador tailandês Thunska Pansittivorakul foi o vencedor do “Doclisboa 2019”, uma obra sobre as memórias da governação do general Prem a partir dos anos 1980 na região do "Colina da Paz". Segundo o realizador “A ilusão e o orgulho inabalável no facto de o país nunca ter sido colonizado moldaram com sucesso o nosso nacionalismo cego”.

O AZEMÉIS Film Festival exibirá ainda em extra competição, outros filmes que foram exibidos e premiados noutros festivais de cinema portugueses, nomeadamente nas exibições para o público mais jovem.

O festival seguirá as recomendações da DGS - Direção Geral de Saúde.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

“VIAGENS PELO ÉTER” NO TEATRO AVEIRENSE, UM LIVRO DEPOIS DO FILME

O livro “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008” de António Costa Valente será apresentado esta terça feira dia 29 de setembro no Teatro Aveirense, conjuntamente com a exibição do filme “O Paraíso, Provavelmente” do realizador palestino Elia Suleiman, integrando o espaço “Os Filmes das Nossas Terças” 

“Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, é uma obra que percorre as publicações do blog do festival de  cinema de AVANCA, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema, com o ineditismo e singularidade que o têm caracterizado. 

Em três partes, pelo livro é possível espreitar os acontecimentos, mas também o que se foi passando nas vizinhanças do festival. Na última parte, a obra presta homenagem a alguns dos cineastas e amigos do evento, que, entretanto, nos deixaram.

No livro, lê-se “O cinema amplifica tudo nos retângulos das suas imagens e sons, mas é nos eventos que se amplificam ainda mais os rostos e mentes dos que escolheram viver os seus anos envoltos neste desígnio que o cinema tem reunido”.

A apresentação estará a cargo do Leonel Rosa, professor em Aveiro, especialista em cinema documental e que no passado foi diretor de várias edições do Festival de Cinema de Aveiro, que reunia as cinematografias dos países onde se fala a língua portuguesa.

Editado pela “debatEvolution”, este livro é da autoria de António Costa Valente, um dos fundadores do Cine Clube de Avanca. Tendo uma tese de doutoramento sobre cinema de animação cursada na Universidade de Aveiro, o seu percurso como académico tem passado pelas universidades públicas de Aveiro, Vila Real e Faro. No cinema, foi com Vítor Lopes e Carlos Silva, autor da primeira longa-metragem da animação portuguesa. Tendo produzido mais de uma centena de filmes, os mesmos ultrapassaram as três centenas de prémios em todos os continentes. Com uma presença constante nos movimentos associativos, atualmente é o responsável pelo espaço “Europa” na Federação Internacional de Cineclubes. 

Tem sido júri em diversos festivais de cinema, curiosamente em 2019 integrou o júri do Festival de Almati no Cazaquistão, que veio a distinguir o filme “O Paraíso, Provavelmente” com um Prémio Especial.

Este filme, a exibir conjuntamente com a apresentação do livro, tem a particularidade de ser uma abrangente coprodução, onde para além da Palestina, participam países como a França, o Qatar, a Alemanha, o Canadá e a Turquia. Elia Suleiman, enquanto realizador e protagonista do filme, explora nesta comédia de enganos a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”?  

A apresentação do livro e a exibição do filme são uma organização conjunta da Plano Obrigatório, do Teatro Aveirense e do Município de Aveiro, com o apoio do ICA, Ministério da Cultura.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

FELLINI NO PORTO E EM AVEIRO


 “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” é um livro de Anabela Branco de Oliveira que participa na comemora do centenário de nascimento do cineasta, um autor genial e inesquecível.

Numa edição da editora “debatEvolution”, esta obra terá apresentação pública este sábado no Porto e posteriormente em Aveiro na terça-feira seguinte.

Promovido pelo Cineclube do Porto, na Casa das Artes, dia 12 de setembro pelas 16h30 o realizador e professor universitário Adriano Nazareth Jr. irá apresentar o livro na presença da autora, antecedendo a exibição do filme “Julieta dos Espíritos” que Fellini realizou em 1965.

Na terça-feira dia 15 de setembro, no Teatro Aveirense e numa organização conjunta com a Plano Obrigatório, será Eugénia Pereira, investigadora e professora da Universidade de Aveiro a fazer a apresentação do livro pelas 21h30. Na altura será exibido o filme “Fellini 8 ½” (1963). A autora estará igualmente presente.

Segundo Anabela Branco de Oliveira “Em Fellini a arte torna-se espaço, tempo e personagem. Através de planos e enquadramentos, torna-se a alavanca de um percurso narrativo. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso fílmico, definem um percurso identitário e são inevitáveis na sua essência artística. No percurso cinematográfico de Federico Fellini, conquistam-se diálogos e fronteiras identitárias entre cinema e arquitetura: os espaços arquitetónicos são projetos e protagonistas, ao mesmo tempo, espaços de reflexão cinematográfica e de análise arquitetónica. Na inevitabilidade da arte, projeta-se a inexorabilidade da transgressão, um percurso inconsciente com e sem limites, sonhos acabados e por acabar, passagens sucessivas entre caos e cosmos. As criações de Fellini projetam a flexibilidade do objeto estético e a omnipotência da criação cinematográfica. Nele, a arte é espontânea, vital, carnal e intrínseca. E inevitável”.

Sendo Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, Anabela Branco de Oliveira étambém  investigadora no Labcom. Doutorada em Literatura Comparada, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema, literatura e arquitetura e igualmente na cinematografia de Manoel de Oliveira, Jacques Tati, para além de Federico Fellini. Leciona vários seminários no âmbito da análise do discurso fílmico e das relações dialógicas entre o cinema e outras artes. Tem comunicações apresentadas em múltiplos colóquios, publicações em revistas nacionais e internacionais e conferências como convidada nas universidades de Paris III, Paris Ouest Nanterre La Défense, Utrecht, Varsóvia, Lublin e Gdansk. Tendo participado nos júris de diversos festivais de cinema, tem sido também júri dos concursos nacionais de apoio à cinematografia portuguesa do ICA (2014-2020). Em Vila Real tem dirigido o “RIOS – Festival Internacional de Cinema Documental e Transmedia”.

A editora “debatEvolution”, tendo-se especializado na edição de obras sobre artes e humanidades, com uma particular atenção ao cinema, editando várias obras de autores portugueses que abordam esta área.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

AVANCA 2020 MOSTRA O “CINEMA PORTUGUÊS ANOS 70 – DA RESISTÊNCIA À LIBERDADE” EM HOMENAGEM A HENRIQUE ESPÍRITO SANTO

Uma exposição de cartazes originais do cinema português dos anos 60 e 70, que o produtor Henrique Espírito Santo foi colecionando ao longo da sua vida, está patente ao público na Galeria da Casa Municipal da Cultura de Estarreja durante todo o mês de agosto.

Numa homenagem prestada pelo “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, a um dos mais emblemáticos produtores do cinema português, desaparecido já este ano e que anteriormente tinha passado pelo festival a ensinar o que melhor sabia fazer – produzir filmes.

“Esta mostra retrata sobretudo a década de 70 em que se solidificou a viragem para um novo tipo de cinema. Foi todo um período de resistência, de agitação cineclubista, profissional, sindical e política que sensibilizou a Fundação Calouste Gulbenkian a subsidiar o Centro Português de Cinema (cooperativa legalmente constituída em 1970). 

Foi neste tempo de contestação intelectual, apoiada por jovens críticos e alguma imprensa descomprometida que surge a Escola de Cinema em 1972 e a Cinemateca inicia uma ação mais profícua na divulgação cinematográfica.”

Henrique Espírito Santo esteve nesta linha da frente do cinema nacional. Foi professor de produção na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e mais tarde na Universidade Moderna, participou continuamente em jornadas de divulgação do cinema nacional e sobretudo produziu filmes de Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles, António de Macedo, João Mário Grilo, Jorge Silva Melo, José Álvaro Morais, José Fonseca e Costa, José de Sá Caetano, Luís Filipe Rocha, Manoel de Oliveira e Solveig Nordlund entre outros.

Vindo do cineclubismo, cuja importância sempre fez questão de afirmar nas suas múltiplas intervenções no espaço da cultura e do cinema nacional, foi à guarda da FPCC – Federação Portuguesa de Cineclubes que a família deixou esta coleção única e significativa.

Na mostra estão cartazes dos seus filmes, alguns são exemplares dos primeiros cartazes impressos, mas outros são ainda o primeiro saído do labor do seu autor gráfico. Obras que Henrique Espírito Santo classificou e organizou, procurando dar visibilidade a um tempo onde os filmes marcaram um contexto cultural, social e político da nossa história.

Henrique Espírito Santo nascido em 1931, antifascista militante por convicção, tendo estado preso no Aljube e em Caxias, foi homenageado em 2014 nos Prémios Sophia, pela Academia Portuguesa de Cinema.

A mostra ficará aberta ao público no horário diário deste espaço que integra um histórico e marcante edifício sobranceiro à praça central da cidade de Estarreja.

A mostra e o Festival de Cinema, são resultado da parceria organizativa do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O FILME IRANIANO “DIAPASÃO” VENCE O “AVANCA 2020”, UM DOS PRIMEIROS FESTIVAIS DE CINEMA NA EUROPA EM TEMPO DE PANDEMIA

“Diapasão” é o grande vencedor do “24º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2020”, encerrando os 10 dias de um dos primeiros festivais de cinema a acontecer na Europa em tempo de pandemia.

Realizado pelo iraniano Hamed Tehrani, este filme ganhou o Prémio Cinema para a Melhor Longa Metragem, Prémio Melhor Argumento e o Prémio D. Quixote da FICC - Federação Internacional de Cineclubes.

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “The Barefoot Emperor” (Bélgica) de Peter Brosens e Jessica Woodwoth e “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko, que também recebeu o prémio de melhor ator para Danylo Kamenskyi.

O Prémio Curta Metragem foi para o filme da Sérvia “Moon Drops” de Yoram Ever-Hadani, tendo “Qui Vive” (Bélgica) de Anais Debus, recebido uma Menção Especial e o Prémio Melhor Fotografia (atribuído a Benoît Delfosse).

A atriz Efthalia Papacosta, do filme grego “Mila” de Andreas Vakalios, ganhou o Prémio de Melhor Atriz.

O Prémio de animação foi atribuído a “Hello my Dears” de Sasha Vasiliev da Rússia, tendo os filmes “028” (França) de Otalia Caussé, Geoffroy Collin, Louise Grardel, Antoine Marchand, Robin Merle, Fabien Meyran e “The Wings” de Riho Unt, sido distinguidos com Menções Especiais.

A curta metragem portuguesa em mirandês “La Tierra de l Passado” de Rui Falcão, foi distinguida com uma menção especial de argumento.

O júri cinema foi presidido por João Paulo Macedo (Presidente da Federação Internacional de Cineclubes), pela investigadora Anabela Oliveira e pelos cineastas Luís Diogo, Hamilton Trindade (São Tomé e Príncipe) e Robert Rombout (Holanda).

A FICC atribuiu igualmente uma Menção Especial ao filme “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko. O Júri da FICC foi constituído por Syam Gopal Kosuri (India), Anxo Santomil (Espanha) e Carlos Coelho (Portugal).







“Sonhos” a longa-metragem de estreia de Joaquim Pavão ganhou a Competição Avanca.

Entre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo obras produzidas ou coproduzidas na região, foi distinguida a longa-metragem de Joaquim Pavão “Sonhos”, e a curta metragem “murmuratorium - rumos e rumores” de Luís Margalhau.

O filme “Diadema” de Milana Majar recebeu uma Menção Especial.

O júri foi constituído pelo cineasta Cláudio Jordão e pelos investigadores Liliana Rosa, Manuel Freire, Clarissa Rodrigues e Joana Doignot (França).

O prémio vídeo foi atribuído a “tx-reverse” de Martin Reinhart e Virgil Widrich (Áustria) e “The heavy shadow of the crow” (Irão) de Behnam Asadolahi, recebeu uma Menção Honrosa. O júri deste prémio foi constituído pelos investigadores Aníbal Lemos e Liliana Rosa, o cineasta Rui Filipe Torres e pela artista plástica Lia Fernandes.

O documentário “Wild Portugal" (Alemanha) de Christian Baumeister venceu o Prémio Televisão e “Small Fish” (França) de Quentin Lestienne uma Menção Especial. O júri foi constituído pela docente Idalinda Terra, pela investigadora Mariana Bento Lopes, pelo jornalista Fernando Pinho, pelo ator Carlos Rico e pela artista multimédia Érika Souza.

A competição de cinema VR 360º premiou “Lost in a forgotten place” de Mona Kasra (EUA) e atribuiu uma Menção Honrosa a “The rain that is falling now was also falling back then” de Christian Zipfel (Roménia). O júri foi constituído pelo crítico de cinema Nuno Reis e pelo produtor Nelson Martins.

O Júri foi constituído pelos cineastas David Rebordão, Luís Margalhau, Rui Filipe Torres e Passos Zamith, atribuiu o Prémio Sénior à longa-metragem de ficção “The Prague Orgy” de Irena Pavlásková (República Checa), e o prémio para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “A Máscara de Cortiça” de Tiago Cerveira.

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “OTOS” de Kevin Moussaoui (Austrália) e o videoclipe “Dolphin - J2000.0” de Ivan Sosnin (Rússia). O júri, constituído pela programadora cultural Raquel Camacho e pelo cineasta Alfonso Palazón (Espanha), atribuiu ainda Menções Especiais ao trailer “A Escritora” de Hugo Pinto e ao videoclipe “EVOLS” de Hugo Amaral.

No AVANCA 2020 tiveram estreia mundial 24 filmes que assim se candidatam ao Prémio Estreia Mundial, que este ano conta com um apoio financeiro de 5.000 euros.

Do trabalho dos júris do festival, saíram já os primeiros nomeados para este prémio. São eles os filmes “Sobre Sonhos e Liberdade” de Francisco Colombo e Marcia Paraiso (Portugal, Brasil), “All the Donna” de Zefrey Throwell (EUA) e “O legado do artífice” de Alice Fátima Martins (Brasil).

Ao júri Estreia Mundial caberá escolher os restantes finalistas e em setembro anunciar o grande vencedor.

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu as investigadoras Hemily Nascimento e Mônica Stein da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil).

O júri deste prémio foi constituído pelos académicos José da Silva Ribeiro, Gloria Gómez-Escalonilla Moreno (Espanha), Javier Venturi (EUA), Alice Fátima Martins (Brasil), João Victor Gomide (Brasil), Helena Santana e Maria do Rosário Santana, que atribuíram ainda uma Menção Especial ao investigado Francisco-Julián Martinez-Cano da Universidad Miguel Hernández de Espanha.

No total, 8 júris constituídos por 37 individualidades de 8 países atribuíram 18 prémios e 14 menções especiais.

O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, CIRA, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.

sábado, 25 de julho de 2020

VERA CASACA VENCE O AVANCA PITCH SESSIONS COM UM PROJETO DE LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

O Prémio de curta metragem vai para o realizador cubano Yasser Socarrás


Terminou o “Avanca Pitch Sessions 2020” e o júri internacional decidiu premiar a cineasta algarvia  Vera Casaca com o Prémio Longa Metragem e o realizador cubano Yasser Socarrás nos projetos de  curta metragem.

“Cimento e Betão” é o título do novo projeto que Vera Casaca procura realizar. Formada em análises clínicas pela Universidade do Algarve, mestrado em medicina nuclear na Cranfield University, doutoramento na Ludwig Maximilian University de Munique, posteriormente enveredou por estudar cinema em Nova Iorque na NYFA e na School do Visual Arts. Realizou “Ao Telefone com Deus” (2017) e “Se Poirot Estivesse Aqui” (2019), curtas metragens que marcam a sua clara preferência por comédias negras e excêntricas.
Na categoria de projetos de longa-metragem o júri atribuiu ainda Menções Honrosas a “Terra Vil” de Luis Campos (Portugal) e “Come Petito, Come Molière!” de Giuseppe Iacono (Itália)
Nos projetos de curta metragem o vencedor foi “Corolario” de Yasser Socarrás, um realizador cubano a viver atualmente no Brasil. Tendo estudado no Instituto Superior de Arte (Cuba) e possuindo um Master en Antropología Social no Brasil, Socarrás realizou a longa-metragem “Final de día” (Cuba, 2010) e as curtas “More coffee and…” (Cuba, 2012), “Bolo” (Brasil, 2017) e escreveu o argumento de “La mano de D10S” (Bolivia, 2015). 
Entre os projetos de curta metragem, “Pelo na Venta” de Margarida Madeira e “Kamikaze” de Rodrigo Tavares (Brasil), foram também distinguidos com Menções Honrosas.

O Júri, presidido por Nuno Gonçalves (COE da distribuidora “Cinemundo”), foi constituído pelos produtores Maria Pacheco (Portugal), Alfonso Palazón (Espanha), Simone G. Saibene (Itália / Espanha) e Ralf Cabral Tambke (Brasil).

O Avanca Pitch Sessions é uma nova iniciativa da 24ª edição do Festival de Cinema AVANCA 2020 que visa apresentar à indústria dos audiovisuais as melhores ideias para curtas e longas metragens em fase de desenvolvimento, num ambiente de colaboração e promoção do cinema e dos autores.
Os autores dos 15 projetos nomeados participaram previamente num workshop sobre pitch para cinema e sessões de mentoring exclusivas com o jornalista e crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e no decorrer do Festival de Cinema AVANCA 2020, fizeram a apresentação dos seus projetos em sessões coordenadas por André Leite Coelho e José Miguel Pinto.

O Avanca Pitch Sessions procurando responder ao contexto de pandemia, decorreu de forma online.
O AVANCA é uma organização do Município de Estarreja e do Cine Clube de Avanca e vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

HOMENAGEM A FELLINI NO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

O cineasta Federico Fellini faria este ano 100 anos e o 24º Festival de Cinema AVANCA 2020 presta-lhe homenagem, apresentando o livro “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” com a editora “debatEvolution”.
Será este sábado, no espaço exterior da Escola Egas Moniz de Avanca, pelas 18 horas, que o cineasta e realizador de televisão Rui Nunes irá apresentar esta obra da autoria de Anabela Branco de Oliveira.
Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, cinéfila, investigadora e especialista na relação da literatura com o cinema, nos últimos anos tem publicado vários trabalhos sobre a obra do mestre italiano.
Fellini poderia ser lembrado por ter sido o eterno nomeado da cerimónia dos Oscar, ou pela Palma de Ouro de Cannes com “La Dolce Vita”, mas os seus filmes são a memória intemporal de um autor genial e inesquecível.
Segundo Anabela Branco de Oliveira, “Para Fellini, corpos e rostos nunca são vazios porque ele sonha-os, constrói-os, destrói-os, desenha-os, transforma-os em guião. Corpos e rostos tornam-se incessantemente fellinianos. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso filmico, definem um percurso identitário”.
Na ocasião será exibido um vídeo com excertos da obra de Fellini, selecionados pela autora do livro e montados pelos alunos da Escola Val do Rio, que fazem no festival uma residência artística.
A editora “debatEvolution” apresentará também e na ocasião, um outro livro.
Trata-se de “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, uma obra que percorre as publicações do blog do festival e do Cine Clube de Avanca, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema, com o ineditismo e singularidade que o têm caracterizado. A obra presta igualmente homenagem a alguns dos cineastas e amigos do festival, que entretanto nos deixaram.
A apresentação dos livros antecede a noite de Drive In onde o último filme de Luís Moya será exibido no grande ecrã após um momento musical com Nuno Norte, um dos intervenientes do filme.
Numa organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja, o Festival AVANCA tem o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de empresas e instituições da região.