domingo, 8 de julho de 2018

JOVENS APRENDEM A FAZER CINEMA NO FESTIVAL “AVANCA 2018”

CINENTERTAINMENT 7, um espaço dos 6 aos 17 anos

Desenvolver uma história e concretizar um filme é o desafio que jovens de várias idades vão encontrar de novo este ano no 22º Festival de Cinema AVANCA 2018.
Pelo sétimo ano consecutivo a organização do festival preparou um espaço destinado aos mais jovens.

Durante os dias 25 a 29 de julho, enquanto os adultos assistem ás competições de filmes vindos de todos os continentes, enquanto participam em conferências e em workshops profissionais, os mais jovens têm o seu espaço.

São jovens que acompanham os pais na deslocação ao AVANCA, mas também são os jovens da região com vontade de experimentar a arte de fazer um filme.

Dois grupos de jovens cineastas, um com idades entre os 6 e os 12 e outro grupo com idades entre os 13 e os 17 anos, aprendem e experimentam fazer um filme.
A história, o storyboard, o guião, a localização, os técnicos, os atores... tudo isso durante 3 dias intensivos para sentirem o ambiente e o trabalho de uma equipa de produção fílmica!

As crianças e jovens que vão experimentar filmar na paisagem de Avanca, darão aqui em muitos casos, os seus primeiros passos no cinema de animação ou na realização de cinema de ficção.

O que é o cinema, como é feito e quem o faz, são algumas das premissas para 3 dias a usar uma câmara vídeo e explorar a animação imagem-a-imagem.

Histórias, livros, lendas e contos a saírem do papel e da cabeça, para ganharem uma vida em movimento, com som, iluminação e tudo o resto que faz falta. Vai-se idealizar, planear, desenhar, interpretar, editar, sempre com divertimento a acompanhar.

É esta a proposta do CineEntertainment 2018, no festival de Avanca, uma oportunidade para os mais novos, não-adultos, experimentarem o mundo do cinema e dos filmes, em contexto relaxado, animado e integrando um festival de cinema.

A coordenação e acompanhamento está a cargo de Ivo Prata, arte-educador, actor, tecnólogo e mentor do CineEntertainment. Amigo do "Avanca" desde 1998, trabalha com crianças, jovens e adultos em contextos artísticos informais de aprendizagem natural, com filosofia "hands-on".
Obrigatório trazer ideias, vontade e quem conseguir, um brinquedo que filme.

As inscrições estão já disponíveis na página do festival (www.avanca.com), onde bastará procurar a ficha de inscrição em “cinentertainment 7”.

O 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018 é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Turismo do Centro, Junta de Avanca, DeCA / Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, UTAD, ESAP, ESAD, Academia Portuguesa de Cinema, Federação Internacional de Cineclubes, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

O Verão em AVANCA começa frame a frame!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

22º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2018 ENTRE CAPITAIS EUROPEIAS DA CULTURA E IDENTIDADE EUROPEIA


No ano em que Valeta, é não só a capital de Malta, mas também e durante o ano de 2018, Capital Europeia da Cultura, o Festival Internacional de Cinema AVANCA exibe na sua 22º edição um dos mais emblemáticos projetos audiovisuais produzidos em Malta sobre a atualidade deste país.

Numa altura em que várias cidades portuguesas procuram ser, em 2027, a quarta cidade portuguesa a acolher este projeto comunitário de Capitais Europeias da Cultura, estes filmes que dinamizam uma reflexão sobre politica e sociedade no espaço do audiovisual criativo, parecem ter mais pertinência.

Angelica Muller, cineasta e programadora do Valletta Film Festival, estará no AVANCA a apresentar os filmes e o projeto que esteve na base dos mesmos.

Esta antologia, produzido pela Film Grain Foundation em colaboração com o Conselho de Artes de Malta e a presidência da MAlta EU, intitulada “Ewropej”, reflecte os valores de uma identidade europeia e foi estreada no festival que marca a vida da cultura cinematográfica de Malta, o Valletta Film Festival.

Thomas Georgi é o autor do filme 84 OVELHAS que confronta o destino de certas ovelhas com a burocracia e o pensamento jurídico. As nossas regras e catalogações invadem a vida orgânica, mas parece que o problema é que a natureza orgânica não se importa com as nossas determinações legais.

Qual é a diferença entre Malta em 2003 e agora? Essa é a questão que pairou na cabeça do cineasta Keith Albert Tedesco, antes de me sentar para escrever o filme MOV BAK PLIJZ. Com a entrada na Comunidade Europeia parece que muito mudou em Malta. Terá evoluído para um país próspero e maravilhoso ... na maioria dos dias, pelo menos? Mas terá realmente mudado? Ou acabou por ir cegamente com o fluxo?

TOXICIDADE é um filme de Angelique Muller. Sendo uma sátira poética moderna inspirada no género western spaghett, neste filme não leva mais que um segundo para os melhores amigos se tornarem piores inimigos. Terá algo a ver com o “ American dream” ou o “ Money God”?

Sarah Mallia escreveu e realizou o filme VIVA MALTA, depois de ler um artigo no The Times of Malta. Neste artigo, um professor pintou uma situação apocalíptica em que todos os não-malteses foram repentinamente convidados a deixar o país. Os políticos, e as pessoas que os seguem, realmente entendem as consequências dos seus insultos xenófobos e raciais?

Massimo Denaro é o autor do filme ENTROPIA. A política em Malta é um caso único. Este é provavelmente o único país do mundo onde toda a nação está ativamente envolvida nas eleições, onde a política se mistura profundamente com futebol e fé religiosa, onde a votação é em torno de 95%. ENTROPIA acompanha uma das campanhas eleitorais mais recentes e agressivas da história maltesa, entre o compromisso cego e o desencanto consciente.

Estes 5 filmes estarão em exibição durante o AVANCA 2018, entre 25 e 29 do corrente mês de julho, numa organização do Cine Clube de Avanca e do Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Junta e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja e diversas entidades locais e internacionais.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

UMA VIDA SUBLIME VENCE EM ESPANHA A SUA QUINTA DISTINÇÃO DESTE ANO


UMA VIDA SUBLIME, uma longa metragem de ficção realizada por Luís Diogo e produzida com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, acaba de venceu o prémio “Portugal de Cine” no 5º Festival de Cine y Televisión Reino de León (Espanha).

Este filme, que foi rodado em parte durante o “Creative Film Workshops” do Festival Internacional de Cinema de AVANCA, teve a sua estreia na última edição do Fantaporto onde Eric da Silva foi distinguido com o Prémio Melhor Ator.

Nomeado entretanto em competições de diversos países, este filme foi já distinguido com o prémio de Melhor Longa-metragem Mundial no “Indy Film Fest” em Indianapolis (USA) e Melhor Guarda-roupa no “Voce Spettacolo Film Festival” de Itália. Também o ator Rui Oliveira venceu o prémio de Melhor Ator da Competição Internacional do “5º Darghanda International Film Festival” na Índia.

Em León, a organização do festival tinha seleccionado 7 filmes portugueses, dando continuidade a uma competição que anualmente distingue o melhor filme português.
Como curiosidade, este festival e entre outras distinções, na categoria de televisão e como melhor série, premiou a produção da Netflix A CASA DE PAPEL.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta LUÍS DIOGO, que também é autor do argumento original e coprodutor com António Costa Valente. Este filme é protagonizado, para além de Eric da Silva e Rui Oliveira, pela atriz Susie Filipe que é também baterista da banda aveirense “Moonshiners”.

O filme conta a história de um médico que tem uma vida SUBLIME mas para quem a tristeza é verdadeiramente um problema. Inesperadamente usa métodos radicais na esperança de voltar a injetar de vida pessoas que, segundo ele, já não a desfrutam.

Luís Diogo realizou anteriormente a longa metragem PECADO FATAL, que se transformou no filme português de longa metragem de ficção mais premiado de 2014, sendo igualmente autor dos argumentos originais dos filmes A BOMBA (de Leonel Vieira) e GELO (de Luís e Gonçalo Galvão Teles).

UMA VIDA SUBLIME será igualmente exibido no 22º AVANCA, Festival Internacional de Cinema que decorrerá na última semana de julho na localidade de mesmo nome do Concelho de Estarreja, e onde em 2016 decorreram parte significativa das filmagens desta longa metragem de ficção.
UMA VIDA SUBLIME vai estrear nos cinemas portugueses na segunda metade deste ano.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

“O MISTÉRIO DO QUARTO ESCURO” NA FEIRA DO LIVRO DE AVEIRO

A HISTÓRIA DO CINEMA CONTADO ÀS CRIANÇAS
Integrado no Dia do Livro Infantil da 43ª Feira do Livro de Aveiro, no espaço do Mercado Manuel Firmino, pelas 18 horas será apresentado o livro “ Mistério do quarto escuro”, um conto de Mariana Bento Lopes com ilustração de Cibele Saque.
Este livro, editado pelas edições do Cine Clube de Avanca teve a participação do Plano Nacional de Cinema dos Ministérios da Cultura e da Educação, na pessoa da sua diretora,  Profa. Dra. Elsa Mendes, para além de ter sido uma publicação apoiada pelo IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude.
O livro é a história dos amantes de cinema, da luz da projeção e das histórias guardadas em latas. É a história de um cinema e do seu tempo feito memória. Uma história de uma arte com mais de cem anos, destinada aos mais jovens.
“aquele não era um candeeiro normal! Era o mais bonito que eu alguma vez tinha visto!! A sala iluminou-se, o candeeiro girou e lá dentro corria um cavalo a galope. Parecia magia! Eu nunca tinha visto nada assim!”
Um livro que simplesmente sorri às histórias do cinema, dos que por ele se apaixonaram, dos cineclubes, da sua magia tecnológica, do encontro do cinema com as pessoas de todas as gerações.
Uma obra ilustrada que abre um universo de linhas para descobrir e que nos deixa pensamentos como:
“O meu avô sempre me dizia que observar o mundo era um trabalho tão importante quanto todos os outros. Talvez mais importante ainda, mas isso foi algo que ele me deixou para descobrir.”
Mariana Bento Lopes é licenciada em Comunicação Social – com especialização em novos media – pela Escola Superior de Educação de Coimbra e mestre em Comunicação Multimédia na vertente de Audiovisual Digital pela Universidade de Aveiro.
Colaborou com várias produtoras regionais no âmbito da divulgação cultural, com ênfase no jornalismo aproximado. É membro do Cine-Clube de Avanca desde 2015, tendo levado a cabo um projeto de levantamento (inexistente até à data) da produção cineclubista aveirense, que veio a publicar pela Universidade de Aveiro.
Cibele Saque tem formação artística em Pintura, Estética e História de Arte na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Licenciatura em Ensino Educação Visual e Tecnológica - ESEL; Formação em Escultura / Estrutura Humana pela Accademia Europeia de Firenze / Accademia d’Arte Bianca Capelo, Florença - Itália. Doutoranda em Artes dos Media.
Desenvolve estudo e trabalho artístico com incidência no ‘movimento e gesto humano’, tendo realizado várias exposições individuais, coletivas e pedagógicas.
Este livro terá nova apresentação na sexta-feira dia 1 de junho na Biblioteca da Escola Egas Moniz em Avanca.

terça-feira, 29 de maio de 2018

UM ADEUS A ANTÓNIO LOJA NEVES


Foi júri das competições do AVANCA e uma voz amiga, interventiva que sempre todos quisemos ouvir.

António Loja Neves esteve sempre nos caminhos dos cineclubes, dos festivais e dos filmes que fazem a memória da nossa cinefilia.

Em português (nos dois lados do Atlântico), ou em crioulo (de Cabo Verde), sempre soube construir palavras que passaram do cinema á poesia, das longas e motivantes conversas ao prazer de redescobrir sábias memórias.

Tinha nascido na Madeira em 1953, passou na adolescência pelo calor de Cabo Verde e viveu a revolução numa Lisboa onde os cravos baralharam as normais regras das armas. No Cineclube Universitário de Lisboa (bem perto da Cinemateca), nos jornais, nas intervenções apaixonadas com que marcava as suas posições, sempre encontrou espaço para olhar o cinema e a sociedade num brilhante colectivo.

Janela atenta e latente do cinema no “Expresso”, o jornalista Loja Neves foi sempre algo mais. A escrita permitiu-lhe espaço para a poesia, tendo sido, com o livro "Barcos, íntimas marcas", Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 2001. Recentemente e com Margarida Neves Pereira, publicou uma nova obra, "Arménia: Povo e identidade".

No cinema, o documentário transformou-se num dos seus braços armados no espaço da cinefilia e da intervenção política. Esteve em quase tudo o que de documentário foi acontecendo no nosso país e, neste género, realizou em 1993 "Ínsula", seguindo-se "O silêncio" em 1999, com José Alves Pereira, .

Para além do documentário, o seu mais profundo mergulho acabaria por ser no cinema dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Com ele desenvolveu intensa programação e divulgação, em Portugal, Brasil e Moçambique. Mostras e festivais que tinham sempre o seu cunho, por vezes quase inflamado, numa procura de identidade e conjugação de contextos que sempre o marcaram.
Com Francisco Manso, viria a coorganizou os “Encontros Internacionais de Cinema de Cabo Verde”, que marcaram esse tempo e a geografia de uma língua e cultura, que tiveram por ali um brilhante epicentro.

Licenciado em realização pela Escola Superior de Teatro e Cinema, esteve sempre nos grandes momentos da FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes, participando da sua fundação e intervindo apaixonadamente nos seus movimentos e dinâmicas.

Aos 65 anos, algo ficou vazio entre cinéfilos de três continentes. Ficam cruciais razões para nos lembrarmos do intenso António Loja Neves (1953 – 2018).


quarta-feira, 9 de maio de 2018

RUI OLIVEIRA GANHA PRÉMIO DE MELHOR ATOR NA ÍNDIA

O ator RUI OLIVEIRA venceu o prémio de Melhor Ator da Competição Internacional do 5º Darghanda International Film Festival, da Índia, pelo seu trabalho no filme UMA VIDA SUBLIME. Embora o festival tenha tido lugar em Abril, apenas agora foram comunicados os prémios da Competição Internacional em que competiam 11 longas-metragens.
RUI OLIVEIRA é ator profissional desde 1986, tendo colaborado com várias companhias do Porto como a Seiva Trupe, o Teatro Nacional de S. João, Palmilha Dentada e mesmo com o Teatro de Marionetas do Porto, uma vez que também é marionetista.
Em televisão, participou em OS ANDRADES, CLUBE PARAÍSO ou OS NOSSOS DIAS e faz regularmente dobragens em televisão e cinema, destacando-se o seu trabalho nos filmes da série Madagáscar.
No cinema tem uma breve aparição em VALE ABRAÃO, de Manoel de Oliveira, e fez várias curtas-metragens, podendo apreciar-se o seu talento na curta-metragem NOITE GÉLIDA EM CASTELO BRANCO, disponível no youtube.
Em 2001 foi fundador da ACARO - companhia de teatro, tendo encenado vários espetáculos da companhia no mítico espaço CONTAGIARTE.
O filme UMA VIDA SUBLIME vê assim os seus dois atores principais premiados, já que o ator Eric da Silva venceu o prémio de Melhor Ator da secção Semana dos Realizadores do Fantasporto 2018. A estes prémios junta-se o prémio de MELHOR LONGA-METRAGEM MUNDIAL no recente Indy Film Fest (USA) e MELHOR GUARDA-ROUPA no Voce Spettacolo Film Festival, de Itália.
UMA VIDA SUBLIME, realizado por Luís Diogo, é uma produção do Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, estando prevista a sua exibição no 22º Festival Internacional AVANCA 2018, que irá acontecer na última semana de julho.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

FILME “UMA VIDA SUBLIME” VENCE PRÉMIOS NOS EUA E ITÁLIA

A longa-metragem UMA VIDA SUBLIME, de Luís Diogo venceu o prémio BEST OF WORLD CINEMA FEATURE (Melhor longa-metragem mundial não americana) no Indy Film Fest, festival que decorreu em Indianápolis nos Estados Unidos entre 26 de Abril e 6 de Maio. Este festival é uma organização da Indiana State University.

O filme era um dos concorrentes da secção World Cinema, depois de ter sido selecionado entre centenas de filmes.

O prémio já era esperado depois do crítico americano Cristopher Loyd, numa entrevista televisiva, ter colocado UMA VIDA SUBLIME como um dos três filmes a ver dos mais de 150 que compunham o festival.

Também este fim de semana o filme venceu o Prémio de Melhor Guarda-Roupa no Voce Spettaclo Film Festival que decorreu em Matera, Itália, cidade que será Capital Europeia da Cultura em 2019.

Recorde-se que UMA VIDA SUBLIME estreou no Fantasporto onde obteve o prémio de MELHOR ATOR (Eric da Silva), na secção “Semana dos Realizadores”.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta LUÍS DIOGO, que também é autor do argumento original e coprodutor com António Costa Valente.  Produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo, este filme integrou o projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA.

Luís Diogo realizou anteriormente a longa metragem PECADO FATAL e é autor dos argumentos originais dos filmes A BOMBA (de Leonel Vieira) e GELO (de Luís e Gonçalo Galvão Teles).

UMA VIDA SUBLIME participou já em 11 festivais, e está selecionado para mais cinco.
Será igualmente exibido no 22º AVANCA, Festival Internacional de Cinema que decorrerá na última semana de julho na localidade de mesmo nome do Concelho de Estarreja, e onde em 2016 decorreram parte significativa das filmagens desta longa metragem de ficção.

O filme conta a história de um médico que tem uma vida SUBLIME mas que não consegue viver rodeado de tristeza pelo que usa métodos radicais na esperança que voltar a injetar de vida pessoas que, segundo ele, já não desfrutam da vida. O problema é que os seus métodos por vezes têm efeitos secundários imprevisíveis.

UMA VIDA SUBLIME vai estrear nos cinemas portugueses na segunda metade deste ano.

https://schedule.indyfilmfest.org/2018/films/a-sublime-life
http://www.vocespettacolo.com/vs-film-festival/
https://vimeo.com/249712359

terça-feira, 24 de abril de 2018

CINE CLUBE DE AVANCA NA PRESIDÊNCIA DA FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE CINECLUBES

Fundada após o 25 de abril, já no ano de 1978, reunindo cineclubes de todos os quadrantes do país, a Federação Portuguesa de Cineclubes (FPCC), tem agora novos corpos gerentes.

Aglutinando o forte movimento cineclubista português, responsável por alguns dos mais significativos projetos, momentos e desenvolvimentos da cinefilia e da política do cinema no nosso país, a FPCC esteve quase sempre na primeira linha do combate da politica cultural nacional.
Num primeiro momento, alicerçada no histórico das lutas políticas contra a ditadura e a sensura que marcaram grande parte dos seus associados fundadores, a FPCC soube sempre encontrar pontos de equilíbriu entre associados, permitindo trabalho comum, a realização de grandes eventos e um constante debate interno onde o cinema tem sido o motor de olhar a sociedade pelos caminhos da criatividade, da memória e de um amplo colchão cultural a que a cinefilia sempre parece recorrer.
Tendo sido os cineclubes a grande escola de quase toda a geração do chamado “Novo Cinema Português”, continua a ser no seu seio que hoje se continua a cultivar boa parte da visão do cinema independente dos novos cineastas que estão a trazer continuamente distinções para o nosso país.

A nova direção entretanto eleita, surge após um tempo de uma vivência difícil, procurando responder aos cineclubes que do norte ao sul do país tomam pontos comuns de trabalho e procuram construír uma nova estratégia globalizante para o cineclubismo. É neste contexto que se integra o facto de serem os cineclubes que comumentemente são considerados os maiores divulgadores e exibidores do cinema português.

O Cine Clube de Avanca (CCA), que já esporadicamente tinha participado em diversos orgãos de gestão, assume pela primeira vez a presidência da direção desta Federação.

António Costa Valente, que tem dirigido os destinos do CCA é agora o novo Presidente da FPCC. Professor universitário e produtor de cerca de uma centena de filmes, tem igualmente uma intensa atividade associativa nas áreas das artes e sobretudo do cinema.

Também António Osório do CCA integra os novos Corpos Gerentes, na qualidade de secretário da Assembleia Geral. Cineasta e designer, tem participado na equipa de várias produções de cinema, nomeadamente em várias obras marcantes do cinema de animação português.

Nos novos Corpos Gerentes estão dirigentes de cineclubes de Abrantes, Amarante, Barreiro, Coimbra, Famalicão, Faro, Guimarães, Tomar, Torres Novas, para além de Avanca, numa abrangência nacional de associados que programam maioritariamente salas icónicas de cinema que se espalham por cidades de todo o continente e ilhas.

domingo, 22 de abril de 2018

FESTIVAL DE CINEMA DE AVANCA EM ISTAMBUL


A vigésima segunda edição do “AVANCA 2018 – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, tem uma pré-abertura na cidade de Istambul, exibindo uma seleção de filmes de animação portugueses que tiveram a sua estreia mundial no festival de AVANCA.

A convite do ANIMIST 2018, António Costa Valente, diretor do Festival AVANCA, irá intervir na sessão de encerramento deste evento, organizado pelo Departamento de Animação da BAU - Bahçeşehir University.

Este evento, que decorre nesta mítica cidade turca até terça-feira dia 24 de abril, reúne convidados do cinema de animação do oriente e do ocidente, sendo o Festival de Cinema AVANCA, o evento convidado na edição deste ano.

Em Istambul serão exibidas obras de alguns dos mais emblemáticos cineastas do cinema português de animação, como Cláudio Jordão, Manuel Matos Barbosa, Patrícia Figueiredo, Carlos Cruz, Raquel Felgueiras, Vitor Lopes, Raquel Atalaia ou Francisco Lança.

Entre os filmes que serão exibidos estará o filme português mais premiado de sempre, “Conto do Vento” de Cláudio Jordão e Nelson Martins e também o filme de ficção científica “15 bilhões de fatias de (-) + Deus” que foi realizado em 2012, o ano em que o cinema português não teve qualquer apoio estatal. Este filme inscreve por isso um especial agradecimento à crise e também ao Nobel neurocirurgião Egas Moniz pelo seu sentido inspirador.

A paisagem à volta de Avanca estará representada no filme “A ria, a água, o homem...”, que no apurado desenho de Matos Barbosa permite um mergulho na memória e nas ancestrais atividades da apanha do moliço e da pesca na ria.

Tendo todos os filmes sido produzidos no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, em colaboração e parceria com diversas entidades e produtoras, os filmes que o AVANCA seleccionou têm uma particular aproximação ao contexto motivador do festival turco.

O ANIMIST 2018 procura deliberadamente o encontro com a palavra “animista”, relembrando "o poder que constantemente se renova e se modifica fora das atividades humanas; todos os instintos de uma pessoa; meio ambiente, a natureza que não sofreu grandes mudanças por mãos humanas e preservou sua beleza natural”. O festival lembra ainda que há muitas palavras derivadas como: anima, animal, animação, animador...

Este encontro entre Avanca e Istambul marca a continuidade de procura de aproximações que têm marcado os vinte e um anos do Festival AVANCA. Anteriormente foram estabelecidas pontes com várias cidades europeias, do Brasil, mas também da Ásia, nomeadamente com Tóquio de que resultou a publicação do “International Journal of Cinema”.

O 22º AVANCA 2018 irá acontecer este ano entre 20 e 29 de julho próximo, numa organização conjunta do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, Junta e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja e diversas entidades locais. Como habitualmente, o festival integrará uma conferência científica, congregando diversas universidades e centros de investigação portugueses e estrangeiros.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

PHOENIX E CHICAGO EXIBEM O NOVO FILME PORTUGUÊS “ UMA VIDA SUBLIME”

O filme “Uma Vida Sublime” de Luís Diogo, terá a sua estreia Internacional no PHOENIX FILM FESTIVAL que tem lugar no Arizona, Estados Unidos da América e que decorre até ao dia 15 deste mês de Abril. O filme é um dos selecionados para a competição WORLD CINEMA que inclui 8 longas-metragens de ficção e documentários, duas delas já premiadas no Festival de Berlim.  “Uma Vida Sublime” será exibido no dia 6, 7 e também no dia 8.

Também no dia 6 e no dia 8, o filme será exibido no CHICAGO LATINO FILM FESTIVAL. O filme é o único representante português desta importante mostra que inclui filmes de todos os países ibero-americanos. O realizador Luís Diogo estará em Chicago para apresentar o filme nas duas sessões.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta LUÍS DIOGO, que também é autor do argumento original e co-produtor com António Costa Valente.  Produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo, este filme integrou o projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA.

Em UMA VIDA SUBLIME, sobressai a figura de um inesperado médico que parece recorrer a situações limite na procura da felicidade. O médico encontrou duas curas radicais para a infelicidade: o diagnóstico de cancros terminais falsos e a eliminação temporária de alguns dos 5 sentidos. Terapias inusitadas que parecem ter efeitos secundários imprevisíveis.

O filme foi filmado em Paços de Ferreira, Porto, Monte Córdova (S. Tirso), Castelo Branco e Avanca.

UMA VIDA SUBLIME será igualmente exibido no 22º AVANCA, Festival Internacional de Cinema que decorrerá na última semana de julho na localidade de mesmo nome do Concelho de Estarreja, e onde em 2016 decorreram parte significativa das filmagens desta longa metragem de ficção.

Recorde-se que “Uma Vida Sublime” teve a sua estreia mundial no Fantasporto, onde o ator Eric Da Silva venceu o Prémio de Melhor Ator da Semana dos Realizadores. Neste filme intervêm igualmente os atores Susie Filipe, Rui Oliveira, Paulo Calatré, Waldemar Santos, Mafalda Banquart, Jorge Mota, Jorge Rolla, Tiago Moreira, Ângela Marques, Fernando Soares e Teresa Chaves.

O filme teve apoios dos municípios de Paços de Ferreira e Castelo Branco, da Junta desta última cidade e do Clube de Caçadores e Pescadores de Avanca, entre diversas entidades privadas.

segunda-feira, 2 de abril de 2018

NUMA ÚLTIMA HOMENAGEM, ARTUR CORREIA RECEBEU POSTUMAMENTE O PRÉMIO CARREIRA DA ACADEMIA DE CINEMA

Cinemateca Portuguesa, Teatro Aveirense e Cine-Teatro de Estarreja exibem os últimos filmes que o cineasta realizou em Avanca

Na Gala dos Prémios SOPHIA , numa homenagem póstuma da Academia Portuguesa de Cinema, o filho de Artur Correia, também ele com igual nome, recebeu o Prémio Carreira que a Academia tinha previsto entregar-lhe pessoalmente.

Numa longa carreira entre a banda desenhada e o cinema de animação, marcada por uma intensa e pioneira entrega aos desenhos, Artur Correia fica indelevelmente ligado a 4 cidades.

Lisboa onde sempre esteve e onde a sua empresa Topefilme produziu uma singular obra no desenho animado português.

Amadora onde foi presença constante, acompanhando ano após ano, o Salão de Banda Desenhada desta cidade, o AMADORA CARTOON.

Espinho, onde igualmente foi presença ano após ano e em cada uma das edições do Cinanima. Este festival homenageou-o por duas vezes. Artur Correia, durante sucessivos anos foi júri deste evento que é o mais significado do cinema de animação na Península Ibérica.

Por último Avanca. Foi aqui que produziu os seus últimos filmes no estúdio do Cine-Clube de Avanca, tendo igualmente passado por várias edições dos Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia.

É neste festival (que este ano comemora a sua edição nº22 em julho próximo), que de forma pioneira a sua obra “História a Passo de Cágado”, foi a primeira série europeia de animação a ser exibida em telemóveis. Aconteceu na edição de 2004 no Festival Internacional de Cinema AVANCA.

Produzidos nos estúdios de animação do Cine-Clube de Avanca, a série de animação “História a Passo de Cágado” e a curta metragem “A Nau Catrineta” vão ser exibidos na noite da próxima quarta-feira dia 4, na sala da Cinemateca Portuguesa em Lisboa, numa justíssima homenagem que esta entidade pública faz a este cineasta.

Também no mês de abril as sessões do Teatro Aveirense, numa organização da Plano Obrigatório e do Município de Aveiro, vão homenagear o cineasta com a exibição de vários episódios da série “Histórias a Passo de Cágado” no início das sessões de cinema de terça-feira.

De igual modo o Cine-Teatro de Estarreja irá exibir episódios desta série produzida em Avanca, em todas as sessões das quintas-feiras, numa organização conjunta do Cine-Clube de Avanca, Cine-Teatro e Município de Estarreja.

Artur Correia (1932 – 2018), cineasta e quase desenhador convulsivo, a sua vasta obra marca de forma indelével vários momentos da história do cinema de animação português. Nos anos 60, foi o primeiro cineasta português distinguido no maior evento de cinema de animação do mundo, o festival de Annecy. Tendo recebido variadíssimas distinções, os seus filmes foram laureados, entre outros, com prémios em Veneza, Cannes, Hollywood, Bilbau, Nova York, Tomar, Lugano e na Argentina e Brasil. A série da animação “O Romance da Raposa” (1988), foi uma marcante adaptação do romance de Aquilino Ribeiro, transformando-se rapidamente num dos maiores sucessos da nossa indústria audiovisual.

Pleno de humor, Artur Correia aliava o seu trabalho na animação com a autoria de ilustrações e de vários álbuns de banda desenhada. Entre eles, a obra de vulto “História Alegre de Portugal” que chegou a ser pensada para adaptar a uma longa metragem de animação nos estudios do Cine-Clube de Avanca.

quinta-feira, 22 de março de 2018

FILMES DE AVANCA NOMEADOS PARA OS PRÉMIOS SOPHIA 2018 DO CINEMA PORTUGUÊS


3 filmes produzidos ou co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca, acabam de ser nomeados para os Prémios SOPHIA 2018, atribuídos pela Academia Portuguesa de Cinema.

Antes que a noite venha – Falas de Antígona”, realizado por Joaquim Pavão foi nomeado para o Prémio SOPHIA 2018 de melhor curta-metragem de ficção.

A língua” de Adriana Martins da Silva foi igualmente nomeado para o Prémio SOPHIA de melhor curta-metragem de ficção.

Por último, “Reis do Sertão” de Pablo António foi nomeado para o Prémio SOPHIA 2018 para a melhor curta-metragem documental do cinema português.

A cerimónia da entrega dos Prémios Sophia decorre na noite do próximo domingo 25 de março, no Casino Estoril, com transmissão em direto na RTP2.
Os prémios Sophia foram lançados em 2012, para distinguir os profissionais do cinema nacional pelos próprios pares. A Academia Portuguesa de Cinema foi fundada em 2011 e é a entidade que em Portugal nomeia, entre outros, o candidato português ao OSCAR do melhor filme estrangeiro.

Antes que a noite venha – Falas de Antígona” foi recentemente distinguido com o Prémio Melhor Direção de Fotografia nos Prémios AIP e é o resultado do desenvolvimento e rodagem no quadro dos “Creative Film Workshops / Oficinas de Criação Filmica” que têm vindo a acontecer todos os anos no Festival Internacional de Cinema AVANCA.
Joaquim Pavão é um conhecido guitarrista e compositor, com forte intervenção social que abraçou a realização cinematográfica com o premiado filme “Miragem”.

Antes que a Noite Venha / Falas de Antígona” transporta-nos à intimidade da mulher-heroína-irmã. A mulher que ousa desafiar um déspota, na defesa da lei suprema do amor revela-nos, talvez, os contornos do Estado Democrático. Até onde podemos ir, no poder? Qual é o ponto em que esse poder deixa de servir a democracia e começa a destruir o humano?

A Língua” fala-nos de duas mulheres. Ana é incapaz de partilhar intimidade física e conheceu recentemente Filipe, homem com quem quer investir numa relação. Laura, a sua psicoterapeuta, desafia-a continuamente a explorar sensações e enfrentar os seus medos. Entre as situações que os trabalhos de casa vão provocando, e que levam Ana quase ao limite, as suas histórias cruzam-se e ambas se transformam.

Adriana Martins da Silva é licenciada em Astrofísica e reside actualmente na Nova Zelândia.
Iniciou a formação no cinema na London Film Academy e a sua obra centra-se no “feminino” e na exploração das fronteiras emocionais das relações humanas.

Reis do Sertão” aborda o cantar dos reis no sertão em Macaubas no estado brasileiro da Bahia. Este documentário foi realizado por Pablo António que terminou o seu Mestrado recentemente na Universidade de Aveiro. Na altura, realizara o seu primeiro filme sob a orientação dos professores Conceição Lopes e António Costa Valente, debruçando-se sobre as festas aveirenses do São Gonçalinho.

Todos estes 3 filmes tiveram a sua estreia no último festival AVANCA 2017 e na sua totalidade têm participação da Filmógrafo e Cine-Clube de Avanca, e são produções independentes.

sábado, 10 de março de 2018

MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA EM CURTA-METRAGEM FOI PARA FILME PRODUZIDO NO AVANCA

Na gala da noite passada dos prémios da “AIP – Associação de Imagem Portuguesa”, o filme rodado durante o Festival de Cinema AVANCA, “Antes que a Noite Venha / Falas de Antígona” ganhou o Prémio Melhor Direção de Fotografia em Curta-metragem.

Sendo esta a segunda distinção que é atribuída a esta obra cinematográfica, “Antes que a Noite Venha / Falas de Antígona” é um filme de Joaquim Pavão, produzido pelo Cine-Clube de Avanca, Fugir do Medo e Filmógrafo, tendo tido a particularidade de ter sido rodado durante a 20ª edição do Festival Internacional de Cinema AVANCA, integrando o espaço “Creative Film Workshops / Oficinas de Criação Filmica” deste evento.

“Antes que a Noite Venha / Falas de Antígona” fala-nos de uma mulher que nos acompanha há vinte e cinco séculos, desde que Sófocles a apresentou à democracia ateniense, nas Grandes Dionisíacas.
Esta história imortal, na versão de Eduarda Dionísio, transporta-nos à intimidade da mulher-heroína-irmã. A mulher que ousa desafiar um déspota, na defesa da lei suprema do amor revela-nos, talvez, os contornos do Estado Democrático. Até onde podemos ir, no poder? Qual é o ponto em que esse poder deixa de servir a democracia e começa a destruir o humano?

Protagonizado pelos atores Isabel Fernandes Pinto, Rui Pena, Claudinei Garcia, este filme teve assistência de Sara Lemos, direção de arte de Ícaro Pintor e Gil Moreira, figurinos de Tucha Martins, caracterização de Victor Valente e Andreya Silva, som de Bruno Boaro e Xavier Marques, participação musical de Eduardo Baltar, Mónica Pais, Tiago Cassola,  participação de arte de Angela Saldanha, Suzana Nobre, na produção de Dalotino Nunes, Manuel Baptista, José Albino Baptista, Júlia Rocha, participação CFW de Pedro Gil, Mário Xavier Almeida, Paulo Calhau, Maria Isabel Mesquita, Luís Magalhau, Francisco Ávila e a performance no coro dos atores e bailarinos Afaia Dinoparlar, Angelo Castanheira, Bruna Herculano, Carolina Ferreira, Carolina Rodrigues, Daniela Cardoso, Inês Lopes, Isilda Mesquita, Ivan Pinho, Joana Madureira, Laure Givily, Lídia Roca Almor, Luciana Teixeira, Natália Costa, Paula Santos, Sandra Pereira e Susana Santos. Com produção de António Costa Valente, a montagem e a música são do realizador Joaquim Pavão.

Neste filme, José Oliveira é o diretor de fotografia agora premiado pela associação dos profissionais portugueses desta arte. Ganhou o prémio onde, para além dele, estavam nomeados Victor Carvalho com “Carga”, Guilherme Daniel cm “Depois do Silêncio”, Hugo Azevedo com “Farpões Baldios”, Marta Simões com “Flores”, Eberhard Schedl cm “Ico”, Rodrigo Albuquerque com “Iris”, Pedro Patrocínio com “Já Passou”, Fábio Guerreiro com “Muletas”, Hugo Azevedo com “Nyo Vweta Nafta”, Hernâni Duarte Maria com “O Discurso” e Lisa Persson com “O Turno da Noite”.

José Oliveira formou-se em fotografia na ESAP – Escola Superior Artística do Porto, fez várias formações, tendo nomeadamente passado pelos workshops do AVANCA. É diretor de fotografia, sobretudo na área do cinema publicitário.

Fundada em 1998, a AIP reúne em Portugal os diretores de fotografia do cinema português, atribuindo em cada ano os prémios aos melhores trabalhos cinematográficos do ano.  A Gala deste ano decorreu na Casa do Alentejo em Lisboa, que esgotou. A AIP integra a organização internacional IMAGO – European Federation of Cinematographers, tem publicado vários diretórios e organizado diversos workshops especializados com cineastas de renome como John Bailey ASC e Eduardo Serra AFC. Este último é membro honorário da AIP.

segunda-feira, 5 de março de 2018

ESTREIA DO FILME “UMA VIDA SUBLIME” COM PRÉMIO PARA O ATOR ERIC DA SILVA


Eric da Silva acaba de ser distinguido no 38º FANTASPORTO com o Prémio Melhor Ator da Semana dos Realizadores.

Protagonista do novo filme do realizador Luís Diogo, o ator interpreta em UMA VIDA SUBLIME a figura de um médico inesperado que parece recorrer a situações limite na procura da felicidade.

O “Doutor Ivan” encontrou duas curas radicais para a infelicidade: o diagnóstico de cancros terminais falsos e a eliminação temporária de alguns dos 5 sentidos. Mas as terapias resultarão, ou terão efeitos secundários imprevisíveis?

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do realizador português LUÍS DIOGO, que também é autor do argumento original e co-produtor com António Costa Valente. É também a segunda vez que um protagonista dos filmes de Luís Diogo é premiado. Anteriormente a atriz Sara Barros Leitão foi premiada em São Paulo no Brasil pela sua interpretação no filme “Pecado Fatal”.

Eric da Silva nasceu nos estados Unidos mas mudou-se para Portugal aos 13 anos. Licenciou-se em Física na Universidade da Beira Interior onde iniciou a carreira de ator no grupo de teatro. Começou a carreira televisiva em Espanha, tendo regressado a Portugal onde participou em séries e novelas, como “A única mulher” ou “Ministério do tempo”.

No cinema, Eric da Silva tem em UMA VIDA SUBLIME a sua primeira participação enquanto protagonista, tendo anteriormente integrado o elenco de filmes como “Bad Investigate” de Luis Ismael, “O Pátio das Cantigas” de Leonel Vieira, “Las aventuras de Lily ojos de gato” de Yonay Boix e “Implacable” de Carlos García Campillo.

A longa-metragem UMA VIDA SUBLIME de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua primeira distinção na sua primeira participação num festival de cinema.

O filme foi filmado em Paços de Ferreira, Porto, Monte Córdova (S. Tirso), Castelo Branco e Avanca.

UMA VIDA SUBLIME está entretanto em competição no Festin 2018 e foi já seleccionado para 4 festivais nos EUA e Alemanha.
Será igualmente exibido no 22º AVANCA, Festival Internacional de Cinema que decorrerá na última semana de julho na localidade de mesmo nome do Concelho de Estarreja, e onde em 2016 decorreram parte significativa das filmagens desta longa metragem de ficção.

quinta-feira, 1 de março de 2018

PARTIU O CINEASTA ARTUR CORREIA, O DECANO DO CINEMA DE ANIMAÇÃO PORTUGUÊS


Nesta tarde deste primeiro dia de março de 2018, extinguiu-se uma longa, pioneira, criativa e muito produtiva vida, do decano do cinema de animação português, Artur Correia (1932 - 2018).

Cineasta e quase desenhador convulsivo, a sua vasta obra marca de forma indelével vários momentos da história do cinema de animação português.

Tendo-se iniciado na animação nos anos 60, logo em 1967 é distinguido no maior festival de cinema de animação do mundo.
Artur Correia foi o primeiro cineasta português distinguido em Annecy, onde o seu filme “O Melhor da Rua” ganhou o Prémio Melhor Filme Publicitário.
Tendo recebido variadíssimas distinções, nomeadamente no campo do cinema de animação publicitário. Os seus filmes foram laureados, entre outros, com prémios em Veneza, Cannes, Hollywood, Bilbau, Nova York (1968 e 1969), Argentina (1970), Tomar (1981) e Lugano (1983).

Em 1970 realiza “Eu Quero a Lua” que parece ser o primeiro filme português de desenho animado destinado ao grande público.

Tendo fundado a Topefilme com, entre outros, Ricardo Neto, ali iniciou uma ímpar atividade produtiva na animação. A Topefilme veio a ser o primeiro estúdio português de animação a trabalhar numa grande série internacional de animação. “Jackson Five” permitiu a Artur Correia dirigir a animação de um dos filmes desta série produzida para os estúdios de Robert Balser (1972).

A primeira série portuguesa de animação viria a surgir com Artur Correia em 1988. “O Romance da Raposa”, uma marcante adaptação do romance de Aquilino Ribeiro, transformou-se rapidamente num dos maiores sucessos da nossa indústria audiovisual.

Pleno de humor, Artur Correia aliava o seu trabalho na animação com a autoria de ilustrações e de vários álbuns de banda desenhada. Entre eles, a obra de vulto “História Alegre de Portugal” e “SUPER-HERÓIS da História de Portugal”, que foi Prémio Melhor Álbum no AMADORA 2005.
Em 2011 recebeu Prémio de Honra neste Festival de Banda Desenhada da Amadora, certame em que marcou presença desde o seu início.

Mais tarde, volta a ser pioneiro com a realização da série de animação “História a Passo de Cágado”, produzida nos estúdios de animação do Cine-Clube de Avanca. Esta obra foi a primeira série europeia de animação a ser exibida em telemóveis. Aconteceu na edição de 2004 no Festival Internacional de Cinema AVANCA.

Ainda em Avanca viria a realizar a sua derradeira película, uma adaptação do Romanceiro de Almeida Garrett. “A Nau Catrineta” (2012), foi exibida em Zlin, na República Checa (o mais importante festival de cinema para a infância), mas também em competições em Espanha, EUA, França, Grécia, Irão, Itália, Sérvia e Brasil (Prémio Melhor Animação no “Curta Amazônia”). Em Portugal foi exibido no Fantasporto, Avanca, Monstra, Fike e CineCôa, entre outros, tendo sido o filme de encerramento do Cinanima 2012.

Homenageado pelo CINANIMA em 1993 e de novo na última edição em 2017, foi varias vezes júri e presença constante, acompanhando de perto o crescimento deste evento. Tendo sido igualmente homenageado pela CARTOON PORTUGAL, Artur Correia foi distinguido há poucos dias pela Academia Portuguesa de Cinema com o Prémio Carreira SOPHIA 2018.

Artur Correia deixa-nos uma semana após o desaparecimento de outro cineasta que também ele marcou a história do nosso cinema de animação, Servais Tiago (1925 - 2018). Concorrentes e amigos, ambos foram construtores de páginas fundamentais do nosso cinema de animação.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

AVANCA CANTA À DESGARRADA E CELEBRA MEMÓRIA DE MARQUES SARDINHA

Descante, Desgarrada, Desafio
Poetas Repentistas de Portugal, Espanha, Brasil e Marrocos

O FESTCORDEL – Festival Internacional do Verso Popular tem por objetivo restaurar em Portugal uma das tradições culturais mais antigas e genuínas da língua portuguesa, juntando, numa exibição de arte da palavra, alguns dos maiores poetas e repentistas populares da atualidade, de Portugal, Espanha, Brasil e Marrocos. Pretendendo assim sensibilizar as escolas, as universidades e o público em geral, para esta tradição perdida, da qual tivemos exímios executantes de norte a sul do país, alguns dos quais, como o Marques Sardinha, retratado desde 1929 na estação ferroviária de Avanca, viveram entre nós e encantaram o nosso povo que ainda recorda os seus nomes. O verso popular é uma arte do povo, cultura genuína da nossa gente e de todos quantos partilham a língua portuguesa pelos continentes do planeta.


PROGRAMA                       
Auditório do Centro Paroquial de Avanca
ENTRADA GRATUITA

Sexta-feira 2 de Março
10h00 : Pessoas da Terceira Idade e acompanhantes
14h30 : Alunos das Escolas, pais e professores

Sábado, 3 de Março
21h00 : Noitada de Desafio e Desgarradas

com a participação de
Augusto Canário e Cândido Miranda de Viana do Castelo, Portugal
Geraldo Amâncio e Jorge Macedo do Ceará, Brasil
Lupe Blanco e Alba Maria da Galiza, Espanha
Muhamed el Eich de Agmat, Marrocos

A Tradição das Cantigas ao Desafio

Os últimos grandes cantadores populares de Portugal, descendentes dos bardos e menestréis medievais, desapareceram na década de ’40 do século passado, entre muitos deles o António Aleixo de Loulé e o Marques Sardinha de Avanca. Deixaram poucos discípulos, alguns emigraram e levaram a arte do verso popular para os países de acolhimento. Uns regressaram, outros não. Um discípulo do Sardinha, José Joaquim Monteiro, do Bunheiro - Murtosa, andou por terras do Brasil e viveu cinquenta anos em Macau. Deixou uma obra volumosa, publicada recentemente. O mesmo aconteceu com dois discípulos algarvios do Aleixo, Manuel Pardal e Clementino Baeta. Mas nas escolas e nas universidades portuguesas, o tema da Literatura de Cordel, atualmente em processo de reconhecimento pela UNESCO como património da humanidade, nem sequer consta de qualquer programa. Há que dar a volta a esta vergonha.

Desde meados do século XIX que a arte do verso popular conheceu no nordeste do Brasil, a partir do estado da Paraíba, um extraordinário desenvolvimento: primeiro com a edição local de folhetos com temas da tradição oral europeia e depois com temas próprios do nordeste, histórias de vaqueiros, de bois e boiadas, de secas e desgraças, guerras, cangaço, devoções religiosas, histórias da política e da polícia, dramas pessoais… Quando em Portugal a arte desaparecia das ruas e dos arraiais, ela arrancava no Brasil para uma fantástica difusão, como entretenimento e educação de gerações de cidadãos. Os poetas populares brasileiros, cordelistas, repentistas e cantadores, merecem hoje o apreço dos letrados e eruditos e são acarinhados e aplaudidos por multidões nos arraiais populares. Vamos ouvi-los versejar e cantar, juntamente com que ficaram do lado de cá do oceano.

Este evento conta com o apoio dos Municípios da Murtosa, de Estarreja, de Albergaria-a-Velha e da Junta de Freguesia de Avanca e com a colaboração do Cine-Clube de Avanca.

FESTCORDEL
Festival Internacional do Verso Popular
de 21 fevereiro a 4 de março
festcordel@gmail.com

domingo, 4 de fevereiro de 2018

FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2018 NO BRASIL EM FEVEREIRO

Cinema português de curta metragem vai estar em exibição durante o mês de fevereiro no Brasil.
Numa organização conjunta do 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018  e do congenere brasileiro CURTA SE - Festival Iberoamericano de Cinema de Sergipe, a exibição irá decorrer no histórico Cinema Vitória, no centro da cidade de Aracajú.

Constituída por filmes que foram exibidos relevantemente no Festival AVANCA, esta mostra é constituída por sete curtas-metragens de ficção, animação e documentário.
Dos filmes seleccionados, dois foram rodados durante o festival, no contexto único de produção criativa de filmes, que em julho de cada ano, sempre marca cada uma das edições deste festival de cinema da região de Aveiro (do Concelho de Estarreja).
Os filmes que irão estar em exibição na capital do estado brasileiro de Sergipe são:

“A festa do nosso menino São Gonçalinho” de Pablo Sant’Ana.
Este filme conta o conceito das festividades do São Gonçalinho celebrado em Aveiro. O filme aborda igualmente a festa em que se transformam as tradicionais cavacas que do alto da capelinha são atiradas pelos devotos. Este documentário foi menção especial no Festival de Avanca.

“Razão para zebras” de João Costa, é um percurso criativo à procura de um Igor Chamada, numa visão sobre a obra do realizador e o seu último projecto sobre “a felicidade”, concebido em vários países da Europa.

“Nocturna” de Pedro Farate, em breves minutos mescla uma potencial transgressão a um encontro sobrenatural numa escola deserta… e durante a noite. Sempre num silêncio cortante, numa atmosfera de suspense e mistério, termina com a vontade de confirmar um amor vivido, perdido e sofrido onde toda a viagem pelo interior daquela escola se revela, afinal, como os espaços comuns entre um jovem casal que se viu repentinamente separado.

O filme foi rodado na Escola Egas Moniz, onde desde 1997 decorrem os workshops que marcam cada edição do Festival AVANCA.

“Foi o Fio” de Patrícia Figueiredo, uma das animações portuguesas mais premiadas internacionalmente nos últimos anos.

Uma mulher novelo, uma velha mulher que passa os dias a olhar pela janela e uma vendedora de roupa caída dos estendais. Todas estão unidas por um fio. As três conduzem as acções de outras personagens e o inevitável destino de uma mulher com o marido às costas.

Também de animação, “Sendas” de Raquel Felgueiras, aborda uma zona de conflito que parece ser abordada pela primeira vez no cinema português. Como escapar e sobreviver a experiências traumáticas? Uma mulher e dois irmãos dão-nos narrativas paralelas das suas viagens emotivas e regenerantes…

“Deus providenciará” de Luís Porto, obra distinguida com o Prémio Estreia Mundial no AVANCA.
Maria vive sozinha no interior do país numa aldeia recôndita. É uma mulher de fortes convicções morais e religiosas. Sozinha e isolada não tem como justificar uma gravidez súbita e indesejada.

Na igreja, Maria encontra o seu consolo e combate a solidão, mas o seu refúgio é agora o seu calvário. O que falará mais alto: o medo da ostracização e do julgamento popular, o amor a Deus ou… o temor a Deus?

“Landing” de Filipe Martins. Caracteres metafóricos cruzam-se numa história contada através de gestos, corpo e lugares. Vida, do começo ao fim. E o grande conflito que atravessa esta rota é o pouso sempre incompleto: um desembarque que não será mais do que a chegada a um estado de coisas, uma imobilidade definitiva. “Landing” é um projeto híbrido entre o vídeo-dança e a narrativa ficcional, que teve a sua estreia no AVANCA, depois de ali ter sido rodado anteriormente.

Nesta seleção de filmes estão maioritáriamente obras que, tendo tido uma circulação internacional significativa, estiveram na Competição Avanca reservada a filmes que tiveram produção ou coprodução da região ou da organização do festival.

O AVANCA 2018, Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia, é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Câmara Municipal de Estarreja com apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Aveiro, FCT, Junta de Avanca, Paróquia e Escola Egas Moniz, entre diversas entidades locais.