sábado, 29 de dezembro de 2018

34º PRÉMIO PARA “UMA VIDA SUBLIME”


Luís Diogo acaba de ganhar o Prémio Melhor Realizador nos “Diamond Film Awards”,

Com esta distinção, o filme “Uma Vida Sublime”, atinge o inédito número de 34 prémios, confirmando ser assim o filme nacional mais premiado de sempre.

Os “Diamond Film Awards”, são uma organização da “Fondazione Amedeo Pesce”, entidade que promove o espírito empreendedor em Itália e no mundo, para além de divulgar a figura e obra de Amedeo Pesce, enquanto empresário e humanista.

Tendo acontecido em Salerno, Itália, este prémio é também a 32ª distinção que este filme recebe no estrangeiro.
Anteriormente recebeu prémios na Albânia, Austrália, Espanha, Equador, EUA, Índia, Itália, Rússia, São Tomé e Príncipe e Tailândia, para além de Portugal onde foi distinguido com mais 2 prémios.

“Uma Vida Sublime”, que entretanto tem estado nomeado para várias outras distinções, participa assim na seleção oficial de 56 festivais espalhados por países dos 5 continentes.

De forma inabitual no cinema nacional, este filme tem arrecadado participações e presenças sem memória na nossa cinematografia, sobretudo quando toda esta presença internacional acaba por acontecer no curto período do corrente ano, após a sua estreia no Fantasporto em março passado.

Sendo uma produção totalmente independente, que reuniu o realizador, a Filmógrafo e o Cine Clube de Avanca, contou com a participação dos municípios de Castelo Branco e Paços de Ferreira, com o contributo do Festival Internacional de Cinema AVANCA e de alguns patrocinadores privados. Muito recentemente juntou-se o ICA (Ministério da Cultura), apoiando a presença deste filme na Rússia, onde estreou no circuito comercial das salas de cinema deste país e da Bielorrússia.

O início do novo ano traz um novo desafio.
Estrear nas salas de cinema portuguesas, para a qual a data de estreia está já prevista para a quinta feira dia 24 de janeiro.

Algumas destas exibições irão permitir o encontro do filme com a música, igualmente premiada, da revelação portuguesa “Moonshiners”.
A protagonista do filme, Susie Filipe para além de atriz é igualmente a baterista desta surpreendente banda que este ano apresentou o seu primeiro álbum “Prohibition Edition” com “canções para homens sensíveis e mulheres de barba rija”. Influenciados por uma panóplia de sonoridades que vão desde Bob Dylon a Morphine, o grupo foi nomeado melhor banda portuguesa pelos Prémios “Pop Eye”, entregues em novembro passado em Caceres, Espanha.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

PALAVRAS INADIÁVEIS DE ANTÓNIO SOUTO. UM NOVO LIVRO APRESENTADO EM ANGEJA


O escritor António Souto apresenta dia 29 de dezembro pelas 16.30h, no Solar do Alambique em Angeja (Albergaria-a-Velha), o seu novo livro de poesia “Palavras Inadiáveis”, editado pela DebatEvolution.

Reunindo 50 poemas, esta obra traduz, num verdadeiro despojamento discursivo, trechos de uma infância evocada – embora só na aparência nostálgica –, a par com olhares reflexivos sobre preocupações do quotidiano. “Uma poética do quotidiano que se ergue a partir do volátil, dos instantes que entre si se aglutinam, tal como as contas de um rosário, para durar, para existir; ergue-se também dos pequenos gestos que parecem assomar por detrás do inexistente, do vago, do efémero, da inocência, e chamar a si a consistência existencial do tempo e o desígnio das coisas.”, como registou João de Melo a propósito de um outro livro do Autor.
Emergindo como apontamentos narrativos ou, a maior parte das vezes, como ‘instantâneos fotográficos’, “Palavras Inadiáveis” prima por uma concisão a que não faltam a ironia e o humor discretos.

António José Souto Marques natural de Angeja, Albergaria-a-Velha, é professor no ex-Liceu Camões, em Lisboa.
Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Universidade de Lisboa) e pós-graduado em Teoria e Criação Literária (Universidade Autónoma de Lisboa), António Souto lecionou em Estrasburgo (França), na Universidade de Ciências Humanas, no Instituto de Tradutores, Intérpretes e Relações Internacionais e na Universidade Popular Europeia, entre 1989 a 1997.
Exerceu, no XIV Governo Constitucional, as funções de Assessor e de Chefe de Gabinete no Ministério do Trabalho e da Solidariedade.
Autor, entre outros escritos, dos livros de poesia “Arcanas Carícias”, “Na Lavra do Dizer”, “Caprichos” (com prefácio de Urbano Tavares Rodrigues), “O Tempo das Palavras” (em parceria com Armindo S. e com prefácio de João Melo) e “Sonhos Sobrantes” (com prefácio de Luiz Fagundes Duarte), publicou igualmente os livros de crónicas, “EX ABRUPTO – Crónicas de Tempos Vagos” e “Dupla Expressão – Crónicas”, com chancela da “debatEvolution”.
É sócio da “Associação Portuguesa de Escritores” e tem sido júri no “Festival Internacional de Cinema AVANCA”.

A apresentação estará a cargo da Profa. Dra. Anabela Oliveira docente da UTAD – Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro – e investigadora no Labcom. Natural de Aveiro e Doutorada em Literatura Comparada, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema.

Estarão ainda presentes a Dra. Helena Vidinha, anfitriã, que tem vindo a acompanhar a obra do poeta, e o editor António C. Valente.

domingo, 23 de dezembro de 2018

"ANTES QUE A NOITE VENHA – FALAS DE ANTÍGONA” PREMIADO EM NOVA IORQUE

O filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona”, que Joaquim Pavão realizou durante o “Creative Film Workshops” do Festival Internacional de Cinema AVANCA, acaba de ser premiado em Nova Iorque.

Os “Red Carpet Film Awards”, que decorreram  no “Stuart Cinema” em Brooklyn, Nova Iorque,
atribuíram os prémios Melhor Atriz a Isabel Fernandes Pinto e Melhor Cinematografia a José Oliveira. Ambos os prémios foram atribuídos na categoria de curta metragem.

A atriz interpreta Antígona, uma mulher que nos acompanha há vinte e cinco séculos, desde que Sófocles a apresentou à democracia ateniense, nas Grandes Dionisíacas.
Este filme transporta-nos à intimidade da mulher-heroína-irmã. A mulher que ousa desafiar um déspota, na defesa da lei suprema do amor revela-nos, talvez, os contornos do Estado Democrático. Até onde podemos ir, no poder? Qual é o ponto em que esse poder deixa de servir a democracia e começa a destruir o humano?

A atriz Isabel Fernandes Pinto, que frequenta habitualmente os workshops do Festival AVANCA, tem com este filme o seu segundo prémio como protagonista deste filme.
Anteriormente foi distinguida com o Prémio Melhor Atriz nos “3rd European Cinematography Awards (ECA)”, que decorreram em Warsaw na Polónia, durante o passado mês de setembro.

Nestes prémios, o filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” foi ainda distinguido como melhor desenho de som, melhor música e melhor cinematografia.

O diretor de fotografia José Oliveira, vencedor com este filme dos Prémios AIP Cinema 2018 para Melhor Direção de Fotografia Curta Metragem, foi igualmente nomeado para o Prémio Melhor Fotografia nos prémios americanos do “AltFF Alternative Film Festival 2018”, tendo sido o vencedor na sua categoria nos prémios ingleses “Falcon International Film Festival”.

Neste evento inglês, o filme de Joaquim Pavão foi ainda vencedor do Prémio Melhor Curta Metragem e Melhor Realizador.

Anteriormente o filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” tinha sido nomeado para os Prémios SOPHIA na categoria de curta metragem de ficção.

Baseado na obra “Antes que a noite venha” de Eduarda Dionísio, este filme foi objeto de adaptação por Isabel Fernandes Pinto e Rui Pena, que protagonizam o filme conjuntamente com o coreografo Claudinei Garcia.
No contexto do Coro, atuaram Alfaia Dinoparlar, Angelo Castanheira, Bruna Herculano, Carolina Ferreira, Carolina Rodrigues, Daniela Cardoso, Inês Lopes, Isilda Mesquita, Ivan Pinho, Joana Madureira, Laure Givily, Lídia Roca Almor, Luciana Teixeira, Natália Costa, Paula Santos, Sandra Pereira e Susana Santos. Em grande parte, participantes do GENDA – Companhia de Dança de Aveiro.
A direção de Arte esteve a cargo de Ícaro Pintor e Gil Moreira, figurinos de Tucha Martins, caracterização de Vitor Valente e Andreya Silva da “Albergar-te”, a assistência de arte de Angela Saldanha, Ivan Pinho, José Albino Baptista e de produção de Dalotino Nunes e Manuel Baptista Borges. O som foi de Xavier Marques e Bruno Boaro, tendo Sara Lemos assumido a assistência de realização.
O realizador Joaquim Pavão é também autor da música e montagem do filme, com produção de António C. Valente, envolvendo a Fugir Do Medo, Filmógrafo e o Cine-Clube de Avanca.

Entretanto Joaquim Pavão está a rodar um novo filme com curadoria de Álvaro Moreira e no contexto do Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

UMA VIDA SUBLIME, O FILME DE TODOS OS RECORDES

O filme UMA VIDA SUBLIME, de Luís Diogo, venceu os prémios de Melhor Ator (Eric da Silva), Melhor Ator Secundário (Rui Oliveira) e Melhor Argumento (Luís Diogo) no LIFFT INDIA FILMOTSAV, que decorreu de 6 a 10 de Dezembro em Lonavla, Índia.

O filme soma agora 32 prémios, sendo a primeira longa-metragem da história do cinema português a conseguir 30 prémios internacionais.

Eric da Silva venceu o seu 6º prémio de melhor ator com este filme, sendo o primeiro ator da história do cinema português a conseguir 5 prémios internacionais de Melhor Ator com um só filme. O prémio nacional foi no Fantasporto, onde nunca antes um ator português havia ganho.

Rui Oliveira consegue o seu terceiro prémio com este filme (antes tinha ganho outro de Melhor Ator Secundário e um de melhor ator).

Este é o 6º prémio para o argumento do filme, sendo o primeiro argumento da história do cinema português a conseguir 6 prémios internacionais.

Tendo sido uma produção conjunta de Luís Diogo e António Costa Valente, envolvendo na produção o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, esta longa metragem de ficção foi em parte rodada no Festival Internacional de Cinema AVANCA 2016, integrando o projeto “Creative Film Workshops”.
Para além de Avanca, o filme foi igualmente rodado em Castelo Branco, Paços de Ferreira, Porto e Santo Tirso.

O filme, escudado num argumento original do realizador, conta a história do médico Dr. Ivan, que usa métodos extremos para conseguir que pessoas infelizes voltem a ter uma vida tão sublime quanto a sua.

“Uma Vida Sublime” está entretanto em exibição nos cinemas da Rússia e da Bielorússia e deverá estrear em Portugal no início do próximo ano.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

FILMES 360º CHEGAM AO “AVANCA 2019”. UM FESTIVAL DE TODAS AS DIMENSÕES


Pela 23ª vez, o Festival Internacional de Cinema AVANCA 2019 tem abertas inscrições de filmes para as suas diversas competições.
Tendo um historial de inovação, este ano o AVANCA vai receber literalmente filmes de todas as dimensões.

Pela primeira vez haverá uma competição destinada aos filmes de 360º, conhecidos como obras VR (Virtual Reality). Em Julho, um novo ecrã vai-se ocupar de novos filmes que, sem limites, permitem
ao espetador poder olhar para todas as dimensões e espaços, num novo modo de ver cinema.
Está prevista a exibição de filmes narrativos, mas também experimentais, que afastando-se dos jogos pela ausência da interatividade, abrem um novo mundo de criatividade, narrativa e estética fílmica.

O festival de cinema AVANCA, tem já o habito da antecipação tecnológica no espaço do cinema. No passado foi o primeiro festival de cinema em Portugal a premiar CD Interativos, video blogs, trailers, a receber BluRays, para além de ter sido o primeiro a premiar obras que fazem a sua estreia mundial no AVANCA.
Foi neste festival que pela primeira vez na Europa se exibiu cinema europeu num telemóvel, para além de sempre ter tido um olhar atento ao espaço da inovação televisiva.

Neste âmbito foi até hoje o único evento em Portugal a receber uma extensão do “INPUT TV”, o maior evento de debate de conteúdos da televisão pública que todos os anos acontece num continente diferente reunindo os programadores e produtores dos canais de televisão pública de todo o mundo.
O olhar para todos os suportes do cinema é uma dinâmica que está presente neste festival desde a sua fundação em 1997, procurando as alternativas apesar de manter sempre o foco no grande ecrã.

Este ano, as inscrições decorrem até 15 de abril, com um primeiro momento até 31 de dezembro.
Em competição vão estar longas metragens de ficção e documentários, além das curtas metragens de animação, ficção, documentários e obras experimentais.

Será atribuído um prémio ao melhor trabalho de cada categoria: Cinema (longa metragem), Cinema (curta metragem), Televisão, Vídeo, VR e Trailer. Também serão atribuídos prémios, entre outros, à melhor Animação, ao melhor Ator/Atriz e à melhor Direção de Imagem.

Também de forma inédita, o festival dá continuidade aos Prémios Cineasta, distinguindo realizadores com menos de 30 anos e com mais de 60 anos, Prémio Cineasta Júnior e Prémio Cineasta Sénior respetivamente.
Se imensos eventos têm prémios para jovens cineastas em início de carreira, são muito raros os que distinguem especificamente autores de idade avançada, uma época da vida onde passa a ser tão difícil fazer um filme como quando se começou.

O AVANCA 2019 é uma organização do Cine Clube de Avanca com o Município de Estarreja e o apoio do ICA / Ministério da Cultura, Junta e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, entidades e empresas diversas que na sua maioria sempre têm acompanhado este evento.

domingo, 2 de dezembro de 2018

DESENHOS DE UM “MISTÉRIO” NA GALERIA MUNICIPAL BANCO DE PORTUGAL EM LEIRIA

Em Leiria a Galeria Municipal Banco de Portugal tem em exposição até ao final do ano, uma coleção de desenhos de Cibele Saque.
Estas obras integram a edição do livro “O Mistério do Quarto Escuro”, um conto de Mariana Bento Lopes que procura ser uma história do cinema contado ás crianças.

Os desenhos procuram um encontro com a história dos amantes do cinema, da luz da projeção e das histórias guardadas em latas.
Os desenhos e o livro mergulham na história de um cinema e do seu tempo feito memória. Uma história de uma arte com mais de cem anos, destinada aos mais jovens. No livro, é possível ler:
“aquele não era um candeeiro normal! Era o mais bonito que eu alguma vez tinha visto!! A sala iluminou-se, o candeeiro girou e lá dentro corria um cavalo a galope. Parecia magia! Eu nunca tinha visto nada assim!”

Desenhos e um livro que parecem sorrir às histórias do cinema, dos que por ele se apaixonaram, dos cineclubes, da sua magia tecnológica, mas sobretudo para o encontro do cinema com as pessoas de todas as gerações.

Fazendo das linhas uma marca maior da obra plástica, Cibele Saque tem nesta exposição uma particular aproximação à ilustração.

Com formação artística em Pintura, Estética e História de Arte na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa, Cibele Saque é Licenciada em Ensino Educação Visual e Tecnológica pela ESEL - Escola Superior de Educação de Leiria.
Com formação em Escultura / Estrutura Humana pela Accademia Europeia de Firenze / Accademia d’Arte Bianca Capelo, Florença – Itália, atualmente é doutoranda em Artes dos Media.
Desenvolvendo estudo e trabalho artístico com incidência no ‘movimento e gesto humano’, tem realizado várias exposições individuais, coletivas e pedagógicas.

Este livro, editado pelas edições do Cine Clube de Avanca teve apoio do IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude.

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

“UMA VIDA SUBLIME” PROPOSTO PARA MELHOR FILME ESTRANGEIRO NOS ESTADOS UNIDOS

UMA VIDA SUBLIME, de Luís Diogo, é um dos 6 filmes propostos para melhor filme estrangeiro do ano nos Estados Unidos!
A Associação de Jornalistas do Estado de Indiana, nos Estados Unidos, está a escolher os melhores filmes de 2018 e UMA VIDA SUBLIME é um dos 6 filmes propostos para BEST FOREIGN LANGUAGE FILME (Melhor filme não falado em Inglês).
É especialmente prestigioso quando os outros 5 filmes são:
ROMA, vencedor do Festival de Cinema de Veneza e considerado um dos grandes candidatos aos Óscares do próximo ano;
COLD WAR, Prémio de Melhor realizador no Festival de Cannes e o maior candidato aos Félix, os Óscares Europeus;
CAPERNAUM, Prémio do Júri do Festival de Cannes;
1945, Filme que esteve no Festival de Berlim;
THE GUILTY, vencedor de vários prémios e festivais, entre os quais Prémio do Público na Competição Internacional do Festival de Sundance;
As propostas foram feitas pelos membros da Associação de Jornalistas de entre todos os filmes exibidos nos cinemas ou nos Festivais do estado do Louisiana em 2018.

Entretanto, nas restantes categorias estão propostos realizadores como os irmãos Coen, Alfonso Cuarón, Spike Lee, Pawel Pawlikowski ou Paul Schrader, atrizes como Glenn Close, Lady Gaga, Michelle Pfeiffer, Natalie Portman ou Charlize Theron e atores como Steve Coogan, Viggo Mortensen, Joaquin Phoenix, Charlie Plummer, Hugh Grant, Christian Slater ou Jonathan Pryce.

Produzido em parceria com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, o filme de Luís Diogo foi rodado em parte durante o Festival de Cinema AVANCA 2016, integrando o projeto “Creative Film Workshops”.

UMA VIDA SUBLIME é o filme português mais premiados de 2018, com 29 prémios, sendo o primeiro filme da história do cinema português a atingir 27 prémios fora de Portugal.
O filme será apresentado esta quinta-feira, pelo próprio Realizador, na comunidade autônoma de Aragão em Espanha, onde compete no Festival de Cinema de Zaragoza, naquela que é a 53ª participação do filme em festivais.
O filme estreia nos cinema nacionais a 24 de Janeiro.

Os filmes propostos nas várias categorias, estão anunciados em:
http://indianafilmjournalists.com/

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

ANTÓNIO COSTA VALENTE DISTINGUIDO EM KIEV

O “Kinolitopys – Festival Internacional de Cinema Documental de Kiev”, que comemorou este ano a sua décima quinta edição, acaba de atribuir uma distinção a António Costa Valente com a indicação de “for long-term work in promoting the world of cinema” (pelo longo trabalho na promoção do mundo do cinema).
A distinção foi entregue por Larysa Iefymenko, diretora do Festival.

António Costa Valente, tem tido uma longa atividade na produção e realização de cinema com mais de uma centena de filmes, que por sua vez receberam mais de três centenas de prémios em países dos cinco continentes. Dirigente associativo no Cine Clube de Avanca, mas também na Federação Portuguesa de Cineclubes, Academia Portuguesa de Cinema, Plano Obrigatório, Centro Portugal Film Commission, Input Tv – Internacional Public Television, entre outras associações, tendo passado também pela Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais, Cartoon Portugal, Cartoon Europeenne, entre outras.
Dirigindo desde à 22 anos o Festival Internacional de Cinema de Avanca, tem participado na programação de vários eventos cinematográficos e nos júris de diversos festivais internacionais.
Professor universitário, a sua tese de doutoramento abordou a produção da primeira e até agora única longa metragem de animação do cinema português, que produziu e corealizou.
Recentemente terminou, com Monica Musoni, o documentário “Pretu Funguli” que envolveu filmagens na Guiné-Bissau, Brasil, França, Macau e Portugal.

O  festival Kinolitopys decorreu entre 22 e 25 de novembro na Casa do Cinema, no centro da capital ucraniana, exibindo uma seleção de documentários internacionais, tendo o júri atribuído o grande prémio ao documentário “From the Edge of Sanity” de Milana Majar (Bósnia Herzegovina).

Entre outras distinções, o júri premiou igualmente o filme português “Afinando Pessoas, Pássaros e Flores” de Luís Margalhau. Este documentário, produzido pela Margas filmes e o Cine Clube de Avanca, aborda a intervenção criativa e pedagógica do músico e docente da Universidade de Aveiro, Paulo Maria Rodrigues.

Em Kiev, onde esteve também no âmbito da rodagem de um novo projeto fílmico internacional envolvendo a Síria, António Costa Valente proferiu no festival uma Master Class subordinada ao tema "Real life in modern cinema" (vida real no cinema moderno).

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

"UMA VIDA SUBLIME" PREMIADO EM ESPANHA E SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE

O filme “Uma Vida Sublime” do realizador Luís Diogo e em coprodução com o Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, acaba de ser distinguido de novo em Espanha e em São Tomé e Príncipe.

Com estes dois prémios, eleva-se a 29 o número de distinções que foram atribuídas a este filme durante 2018, confirmando-o como o filme português mais distinguido do ano.

Galardoado com o Prémio de Melhor Actor (Eric da Silva) na Semana dos Realizadores do Fantasporto 2018, em março último, o filme tem recebido distinções diversas em festivais de países de quase todos os continentes, faltando até agora a África.

Na quarta edição do São Tomé Festfilm, que acaba de encerrar na ilha de São Tomé com a exibição do documentário “Sonho Longínquo no Equador” de Hamilton Trindade, o filme “Uma Vida Sublime” arrecadou o Prémio de Melhor Longa Metragem. Completou-se assim o conjunto de continentes onde o filme foi exibido e distinguido.

Em Espanha, na cidade galega de Vilagarcía de Arousa, o 46º CURTAS, Festival Internacional de Cinema e Banda Desenhada distinguiu Luís Diogo com o Prémio de Melhor Realizador. Na cerimónia que decorreu na sala Rivas Briones, como habitualmente repleta, a organização aproveitou para assinalar o crescimento de público ao longo dos 10 dias da edição deste ano do festival.

O filme conta a história do Dr. Ivan, um médico que usa métodos extremos para conseguir que pessoas infelizes voltem a ter uma vida tão sublime quanto a sua.

Protagonizado pelos atores Eric da Silva e Rui Oliveira, este filme é também protagonizado pela atriz Susie Filipe, a bem conhecida baterista da banda “Moonshiners”.

“Uma Vida Sublime” é a segunda longa-metragem do cineasta Luís Diogo, tendo este filme integrado o projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA.

Luís Diogo realizou anteriormente a longa metragem “Pecado Fatal” e é autor de argumentos que chegaram ao grande ecrã por Leonel Vieira, Luís e Gonçalo Galvão Teles.

“Uma Vida Sublime” está entretanto em exibição nos cinemas da Rússia e da Bielorússia e deverá estrear em Portugal a 24 de janeiro próximo.

sábado, 27 de outubro de 2018

“O HOMEM QUE MORREU 4 VEZES” É APRESENTADO NA MURTOSA

O ator Thomaz Vieira, que tendo participado no primeiro filme de ficção do cinema português “Os Crimes do Diogo Alves” (1ª versão inacabada, 1908), viveu 101 anos entre o teatro e o cinema.
Ator maior dos nossos palcos, a sua autobiografia acaba de ser reeditada e terá apresentação pública este sábado na terra que o viu nascer – Murtosa.

Será neste sábado dia 27 de outubro, pelas 16h, no Auditório da Oficina de Artes, que António Abreu Freire fará a apresentação deste livro. Responsável pela recuperação e reedição da obra, Abreu Freire escreve que esta reedição “...permitirá  que as gerações presentes e vindouras não esqueçam aqueles que contribuíram pela sua ação, pela coragem e ousadia com que enfrentaram a vida e o destino, para a construção do nosso património cultural”.

Com o título “O homem que morreu 4 vezes” e com o subtítulo “Memórias de um actor do século passado”, esta obra com 558 páginas, foi impressa originalmente em Viseu, no ano de 1967, sendo esta reedição uma oportunidade para divulgar uma obra de que até hoje chegaram muito poucos exemplares.

A apresentação contará com a actuação dos repentistas brasileiros Geraldo Amâncio e Guilherme Nobre.

Thomaz Vieira nasceu na freguesia de Pardelhas, Concelho da Murtosa em 24 de junho de 1878. Apaixonado por teatro desde criança, deu os primeiros passos num palco com 17 anos, no Clube da Serra do Pilar em Gaia, tendo-se estreado como profissional em 1 de dezembro de 1896 na Academia Bracarense. Com diversas companhias de teatro percorreu quase todo o espaço de língua portuguesa, do Brasil a Moçambique, durante 32 anos. Cruzando o oceano dezenas de vezes. Deu o seu último espectáculo num palco de teatro no dia 16 de setembro de 1928, aos 50 anos.

Tinha 53 anos quando iniciou então uma nova actividade artística com a exibição de cinema ambulante, sobretudo em Moçambique, que manteve por mais de 35 anos (1931-1966).
Cessou esta atividade aos 88 anos quando já decorria a guerra colonial. Ainda assumiu a direção do teatro radiofónico no Rádio Clube de Moçambique.
Por quatro vezes anunciaram a sua morte, mas viria a viver 101 anos, tendo tempo para escrever a história da sua vida, que é também uma história do teatro em Portugal nas primeiras décadas do século XX.
Por ocasião dos seus 100 anos foi condecorado pelo presidente Ramalho Eanes, tendo vindo a falecer a 12 de agosto de 1979.

A nova edição do livro é da editora “debatevolution” e do Cine Clube de Avanca.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

“UMA VIDA SUBLIME” ESTREIA HOJE NOS CINEMAS NA RÚSSIA, ONDE VOLTOU A SER DISTINGUIDO

UMA VIDA SUBLIME de Luís Diogo estreia hoje nos cinemas da Rússia.

Após ante-estreias em Moscovo e São Petersburgo, com salas cheias e sessões muito participadas, é agora tempo de o filme percorrer várias cidades deste imenso país.

Entretanto, esta longa-metragem de Luís Diogo acaba de receber o “Diploma Especial” da "Associação Russa de Críticos de Cinema" pela "Persuasão e charme de um realismo impressionante".
Este foi um dos dois prémios atribuídos por esta associação entre os 10 filmes a concurso no Bridge of Arts, International Motivational Film Festival, que decorreu em Rostov, Rússia, entre 10 e 15 de Outubro, e onde o presidente do Júri oficial foi o ator Eric Roberts, irmão de Julia Roberts.

Com esta distinção, o filme atingiu os 26 prémios em 43 festivais, encontrando-se nomeado para mais alguns eventos internacionais, que deverão acontecer nos próximos meses. 
Entre estes, o filme “Uma Vida Sublime” será exibido entre 24 e 27 deste mês no 4º São Tomé Festfilm, que este ano acontece nas ilhas de São Tomé e Príncipe com a presença assinalável do cinema de língua portuguesa e também de uma significativa presença da nova produção cinematográfica africana.

Este prémio é importantíssimo uma vez que acontece muito próximo da estreia de hoje nos cinemas Russos e na Bielorússia.
Esta estreia na Rússia terá lugar em mais de 20 salas de cinema, nas cidades de Moscovo, São Petersburgo, Rostov-on-Don, Saratov, Novosibirsk, Perm, Yekaterinburg, ou seja, um pouco por toda a Rússia, desde a capital à Sibéria, passando pelos montes Urais.
Na Bielorússia o filme irá estrear na capital, Minsk.

Com produção conjunta da Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, esta longa metragem foi filmada em parte durante o Festival de Cinema AVANCA 2016, integrando o projeto “Creative Film Workshops”, tendo sido igualmente filmada em cidades como Castelo Branco, Paços de Ferreira, Porto e Santo Tirso. 

Protagonizado pelos atores Eric da Silva e Rui Oliveira, este filme é também protagonizado pela atriz Susie Filipe, a bem conhecida baterista da banda “Moonshiners”.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

“UMA VIDA SUBLIME” ENCHE CINEMA EM MOSCOVO

Num evento inédito, organizado pela distribuidora Rusreport, a principal sala do complexo de cinemas da Formula Kino on lubyanka, encheu para assistir à primeira ante estreia na Rússia do filme “Uma Vida Sublime” de Luís Diogo.

Uma plateia onde vários espetadores falavam português, assistiu ao filme esgotando a capacidade da sala e prolongando a sessão num debate cheio de intervenções, que se estendeu após a projeção do filme por mais de uma hora.

Em pleno centro de Moscovo, a cerca de 300 metros da Praça Vermelha e num dos maiores centros comercias da capital russa, nesta sessão vários espetadores gritaram “bravo” quando os créditos ainda passavam na sala.

A equipa portuguesa da produção do filme teve a oportunidade de responder e ouvir questões e opiniões que em vários momentos levantaram palmas entre a assistência.

O filme “Uma Vida Sublime” tem marcada a sua estreia em várias cidades da Rússia para o próximo dia 18 de outubro com cerca de 50 cópias.

Com argumento e realização de Luís Diogo e produção conjunta da Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, este filme tem tido uma surpreendente carreira no circuito internacional de festivais de cinema. Distinguido com 25 prémios, nomeadamente o de melhor filme, argumento, realização, direção de fotografia, atores, direção artística guarda roupa, este filme esteve já na seleção oficial de 40 festivais de 18 países.

Protagonizado pelos atores Eric da Silva, Susi Filipe, Rui Oliveira, entre outros, este filme teve filmagens essencialmente em Avanca, Castelo Branco, Paços de Ferreira e Santo Tirso.

O filme, que conta a história do Dr. Ivan, um médico que usa métodos extremos para conseguir que pessoas infelizes voltem a ter uma vida tão sublime quanto a sua, terá uma nova ante estreia na cidade de São Petersburgo.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

EM SETEMBRO, FILMES DO CINE CLUBE DE AVANCA RECEBERAM 19 PRÉMIOS

Ao longo do mês de setembro, 14 filmes produzidos ou coproduzidos pelo Cine Clube de Avanca estiveram em competição em 20 festivais de países tão diversos como a Albânia, Colômbia, Equador, Espanha, EUA, Índia, Itália, Polónia, Reino Unido e Portugal.

Desta presença em festivais internacionais de cinema resultaram 19 prémios, marcando assim um número inesperado de dintinções, tanto para o Cine Clube de Avanca, como para o contexto da produção cinematográfica portuguesa.

A longa metragem de ficção “Uma Vida Sublime” de Luís Diogo foi a obra mais disntinguida, com 10 prémios, seguindo-se a curta metragem “Antes que a noite venha - Falas de Antígona” de Joaquim Pavão com 4 prémios.

Os prémios do filme de Joaquim Pavão foram atribuidos na “3rd Edition of the European Cinematography AWARDS” em Varsóvia na Polónia. Neste evento, o filme o Prémio de Melhor Atriz (Isabel Fernandes Pinto), Melhor Fotografia (José Oliveira), Melhor Desenho de Som e Melhor Música Original (Joaquim Pavão).

Ambos os filmes foram produzidos no âmbito do projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA e ali rodados, pelo menos em parte.

Dos restantes filmes, “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith, uma curta metragem de ficção, foi distinguida com o Prémio Público Juvenil do 9º CURTA AÇORES 2018 e com o Prémio Melhor Fotografia Curta Metragem na Gala dos Premios Latino que decorreu em Espanha,  na cidade de Marbelha.
Nesta Gala também o filme de Luís Diogo foi distinguido, tendo arrebatado os galardões de Melhor  Ator (Eric da Silva), Fotografia longa metragem (Pedro Farate),Argumento e Realização (Luís Diogo).

No “2º PAISAGENS, Festival Internacional de Cinema de Sever do Vouga”, o documentário “Sonho Longínquo no Equador” de Hamilton Trindade recebeu uma Menção Especial Documentário de Longa Metragem, enquanto a  curta metragem de ficção “A Língua” de Adriana Martins da Silva, foi distinguida com o Prémio Curta Metragem Portuguesa.

Este último filme de Adriana Martins da Silva recebeu igualmente o 1º Prémio do “3º Concurso de Curtas Metragens de Fânzeres e São Pedro da Cova”.

Por último, o filme “Uma Vida sublime” foi distinguido como Melhor Filme no TWIN TIERS dos EUA (onde também ganhou o Prémio de Melhor Realizador), e na Albânia no DEAN Open Air International Film Festival, onde também foi distinguido com o Prémio de Melhor Argumento.

Também com o prémio de Melhor Argumento, foi distinguido no Equador (Festival Internacional de Cine de Guayaquil) e em Itália no Parma Internacional Music Film Festival.

Entretanto e até final do ano mais filmes produzidos pelo Cine Clube de Avanca estarão em competição na Bósnia, Brasil, Espanha, EUA, India, Rússia e São Tomé e Principe.

O Cine Clube de Avanca produz filmes desde 1984 tendo sido distinguidos com mais de três centenas de prémios e menções especiais em países dos 5 continentes.

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

UMA VIDA SUBLIME NO CINECÔA, NO ANO DE HOMENAGEM A PAULO BRANCO

Sendo uma das mais esperadas ante-estreias do Cinecôa deste ano, a exibição de “Uma Vida Sublime” em Vila Nova de Foz Côa na noite de sexta-feira dia 28, terá a singularidade de ser exibido no grande ecrã, seguido de um concerto dos Moonshiners.
Susie Filipe, protagonista com Eric da Silva desta obra cinematográfica, é também a baterista desta banda portuguesa que acaba de chegar de uma tournée na Suécia.
Susie participa igualmente no filme de abertura do Cinecôa, “O Caderno Negro” de Valéria Sarmiento, obra escolhida por Paulo Branco no contexto da homenagem que o município lhe irá prestar na quinta feira dia 27, no Grande Auditório Municipal de Foz Côa.

Entretanto, “Uma Vida sublime” acaba de ser distinguido em Parma (Itália) e em Marbella (Espanha), elevando para 23 prémios recebidos por esta obra este ano.

No Parma International Music Film Festival, que decorreu em Itália entre 17 e 23 de setembro, Luís Diogo venceu o seu quarto prémio de "Melhor Argumento", atribuído a este filme.

O filme "Uma Vida Sublime", de Luís Diogo venceu mais 4 prémios, desta vez n

Nos Prémios Latino, uma Gala realizada em Marbella, Espanha, que tem como objetivo premiar o melhor da música e do cinema no espaço latino. "Uma Vida Sublime" recebeu  4 prémios, incluindo  Melhor Realização (Luís Diogo), Melhor Ator (Eric da Silva), Melhor Argumento (Luís Diogo) e Melhor Fotografia de Longa metragem (Pedro Farate).

Nestes evento Prémios Latinos, a distinção de Melhor Fotografia de Curta metragem foi atribuído ao filme português “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith. Na gala foram também atribuídos os Prémios Latino de Oro a várias celebridades, como o bailarino Joaquin Cortez e o ator Imanol Arias.

O filme UMA VIDA SUBLIME soma agora 23 prémios em 34 festivais, integrando já a restrita lista de filmes portugueses mais premiados de sempre.

Esta sétima edição do CINECÔA é marcada pela homenagem nesta quinta feira ao produtor Paulo Branco, figura maior do cinema e da cultura portuguesa e europeia.

No Auditório Municipal de Vila Nova de Foz Côa estará em exposição uma mostra fotobiográfica da presença de Paulo Branco pelos filmes e os festivais de todo o mundo onde tem marcado uma ativa e brilhante presença de produtor cinematográfico.

Com sessões de cinema ao longo de todas as horas, entre 27 e 29 de setembro, o festival é marcado pela exibição de filmes inéditos e marcantes da atual produção cinematográfica mundial.

O CINECÔA é uma organização do Município de Vila Nova de Foz Côa e o filme “Uma Vida Sublime “ de Luís Diogo é uma produção conjunta com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

FILMES DE AVANCA EM “DOS MODOS NASCEM COISAS”

O filme “Rasgar o Passado”, constituído por 5 curtas metragens de 4 realizadores irá integrar o programa de cinema do festival “Dos Modos Nascem Coisas”, que este ano comemora a sua 4º edição.
Sendo um “festival de fazedores de artes”, este evento exibe no Cine Teatro Alba em Albergaria-a-Velha, na tarde de domingo dia16 pelas 17 horas, o conjunto de curtas-metragens da autoria dos realizadores Cláudio Jordão, João Costa, José Miguel Moreira e Luís Diogo.

Em “Rasgar o Passado”, ao afirmar-se que há sempre um passado em cada novo ato de vida, questiona-se se valerá a pena mantê-lo assim tão presente? Valerá a pena procurar Igor Chamada e o seu “Projeto da felicidade? Valerá a pena procurar a tal gruta de que reza a lenda que cada mulher infértil que lá entra, de lá sai grávida? Terá sentido suspeitar que aquele vagabundo pode ser o pai que ela nunca conheceu? Sobretudo se reza a História, que tudo começou com uma Grande Explosão. A questão é... porquê?

“Dos Modos Nascem Coisas” é uma organização conjunta da “Albergar-te, Associação Cultural” e do Município local.

Neste evento, a exposição “Artes e Ofícios Contemporâneos” que está patente na Galeia Alba, integra também o story-board da autoria de Gil Moreira e referente ao novo filme de Joaquim Pavão “Dentro”, uma coprodução com a participação do Cine Clube de Avanca.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

3 PRÉMIOS PARA O FILME PORTUGUÊS “UMA VIDA SUBLIME” DE LUÍS DIOGO

O filme UMA VIDA SUBLIME que Luís Diogo realizou e produziu conjuntamente com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, foi o grande vencedor do  Festival de Cinema de TAURASI em Itália e da edição de Agosto do WORDFILM FESTIVAL na Austrália.

Em Itália, o filme ganhou o Taurasi de Ouro para a Melhor Longa Metragem no Festival de Cinema de TAURASI que decorreu em Itália entre 23 e 26 de Agosto.
O júri, presidido por Gianmarco Tognazzi (filho de Ugo Tognazzi), justificou assim o prémio "Pela originalidade do tema e a capacidade de reflexão sobre a condição do homem contemporâneo. O filme joga adotando com eficácia registos diferentes. Excelente direção dos atores."

Na Austrália, UMA VIDA SUBLIME venceu o "Prémio do Júri e o "Prémio do Público" na categoria de Longa-metragem.

UMA VIDA SUBLIME tinha recebido muito recentemente o Prémio de Melhor Ator no “3trd LakeCity International Film Festival 2018”, Índia, atribuído a Eric da Silva.

O filme soma agora 15 prémios nos 23 festivais em que participou, estando já selecionado para vários outros festivais internacionais.

O Festival de Cinema de TAURASI decorreu na Arena Vittorio Taviani do Castelo de Taurasi, na região de Campania no sul de Itália.

O World Film Festival tem 4 edições por ano, uma a cada trimestre. Uma Vida Sublime tinha sido uma das quatro longas-metragens selecionadas no terceiro trimestre, que decorreu entre 17 e 26 do presente mês de agosto.
Vocacionado para exibir filmes independentes de cineastas de todo o mundo, este festival americano procura promover e exibir filmes de cineastas e produtores emergentes que estão a criar excelência cinematográfica.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta Luís Diogo, tendo este filme integrado o projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA.

Luís Diogo realizou anteriormente a longa metragem PECADO FATAL e é autor de argumentos que chegaram ao grande ecrã por Leonel Vieira, Luís e Gonçalo Galvão Teles.

O filme conta a história do Dr. Ivan, um médico que usa métodos extremos para conseguir que pessoas infelizes voltem a ter uma vida tão sublime quanto a sua.

UMA VIDA SUBLIME vai estrear nos cinemas portugueses em outubro e foi recentemente classificado para um público maior de 12 anos.

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

ERIC DA SILVA NO FILME “UMA VIDA SUBLIME” PREMIADO NA ÍNDIA


O ator Eric da Silva acaba de ganhar o Prémio Melhor Ator no “3trd LakeCity International Film Festival 2018” que decorreu na cidade indiana de Gwalior .

Este é o terceiro prémio que o ator recebe com a interpretação do Dr. Ivan, o protagonista do filme UMA VIDA SUBLIME de Luís Diogo.
Anteriormente Eric da Silva tinha já sido distinguido com o Prémio Melhor Ator na Semana dos Realizadores do Fantasporto 2018 e mais recentemente em Espanha, recebeu igual título no “V Festival Internacional de Cine de Calzada de Calatrava”.

Tendo estudado interpretação no “Centre d’Estudis Cinematografics de Catalunya”, Eric da Silva tem dividido a sua atividade sobretudo entre a televisão (“Teorias da Conspiração”, “Filha da Lei”, “Mistério do Tempo” ou “Rainha das Flores”) e o cinema (“Bad Investigate”, ou “Expatriate”).

Este é o 12º prémio para o filme UMA VIDA SUBLIME, que participou já em 20 festivais, e está selecionado para vários outros.

O filme conta a história de um médico que tem uma “vida sublime” mas para quem a tristeza é verdadeiramente um problema. Inesperadamente usa métodos radicais na esperança de voltar a injetar de vida pessoas que, segundo ele, já não a desfrutam.

Este filme é protagonizado, para além de Eric da Silva, por Rui Oliveira e pela atriz Susie Filipe que é também baterista da banda aveirense “Moonshiners”.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta Luís Diogo, que também é autor do argumento original e coprodutor com António Costa Valente. Produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo, este filme integrou o projeto “Creative Film Workshops” do Festival de Cinema AVANCA.

O “3trd LakeCity International Film Festival 2018” realizou-se nos dias 11 e 12 de agosto na ITM-University Gwalior, nesta que é uma das cidades mais estratégicas na região de Gird e a mais setentrional do estado indiano de Madhya Pradesh, a 319 quilômetros ao sul de Delhi, a capital da Índia.

O filme UMA VIDA SUBLIME estreia nas salas de cinema a 4 de Outubro.

sábado, 18 de agosto de 2018

DOMINGOS JUNIOR EM AGOSTO NA CASA DA CULTURA DE ESTARREJA

Domingos Júnior, artista plástico mas também arquiteto, professor universitário e um homem de todas as artes, incluindo o cinema, expõe durante todo o mês de agosto na Galeria da Casa da Cultura de Estarreja.

Numa mostra retrospetiva intitulada “Paisagens: Um Filme da Minha Vida”, as várias obras do artista, ocupam todo o belíssimo espaço desta galeria. Construindo uma proposta que se aproxima ao cinema numa abordagem de percurso onde cada paragem parece materializar uma nova cena de exploração plástica.

Tendo sido uma proposta do “22º AVANCA 2018 – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, onde o artista foi curador de mostras artísticas em edições anteriores, esta exposição procura descobrir marcas de transformação e desenvolvimento plástico e motivacional no percurso de Domingos Júnior.

Sobre esta exposição, num texto intitulado “Uma certa certeza”, o Prof. Dr. Casimiro Pinto escreveu que “...alinhadas em paredes, delas me aproximo como quem chega de longe ao contacto com algo original – com cuidado e curiosidade para encontrar a navegação, partindo de uma palavra-chave bem escolhida”. Mais à frente, diz ainda: “Arte, guerra, libertação, fome, sexo, doença, ecologia, crise, vida, morte, território, resistência, extinção, submissão. Uma forma de fluir no caos para lhe dar ordem, uma certeza subjetiva. Mas também produtiva... Um filme para a minha vida”.

De alguma forma esta é uma exposição onde a sequência das obras de arte expostas se abre à criação pessoal de ficções, provavelmente sempre inusitadas.

Domingos Júnior nasceu em Moçambique em 1950 e formou-se em arquitetura na ESAP – Escola Superior Artística do Porto, onde foi docente. Repartiu a sua atividade de professor no domínio das artes entre várias escolas e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde foi comissário das exposições e coordenador do IV Festival Internacional do Filme Científico, em 2002. Presença habitual no AVANCA, tem participado na curadoria de diversas mostras artísticas.
A sua obra encontra-se em várias coleções e tem uma presença constante em exposições individuais, bienais e mostras coletivas, estando presente permanentemente na Galeria Olga Santos do Porto.

A mostra pode ser visitada todos os dias até 31 de agosto na Galeria desta Casa da Cultura que já foi  Casa dos Morgados de Santo António da Praça e tem raízes no séc. XVIII. O edifício fica na Praça Francisco Barbosa, no centro de Estarreja.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

VÍTOR REIA-BAPTISTA, UM ÚLTIMO COMBATE (1954-2018)

No verão de Avanca, faltará a partir de agora a voz da literacia fílmica, o vento claro do Algarve e sobretudo o prazer de rever em cada ano um homem de grandes lutas.

Vítor Manuel Reia-Baptista partiu neste dia.

Professor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, ali foi o responsável pela criação do curso de Ciências da Comunicação e diretor do Departamento de Comunicação, Artes e Design.

Doutorado pela Universidade do Algarve em Comunicação em Educação, com especialidade em Pedagogia dos Media e Linguagens Fílmicas, foi na Suécia, na Universidade de Lund, que construiu o seu contexto académico com um Mestrado em Comunicação Cultural e uma Licenciatura em Literatura Comparada, Drama-Teatro-Cinema.

Dedicou a sua investigação científica à Literacia Fílmica, à Literacia dos Media e em Contextualizações Culturais do Cinema. Neste âmbito, foi membro do Grupo de Peritos da Comissão Europeia em Literacia dos Media, consultor do British Film Institute para o projeto European Film Literacy, para além de coordenador do Laboratório de Estudos Fílmicos do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC).

Desde 2011, era membro da Comissão Científica da “AVANCA | CINEMA, Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação”.

Em 2014, o Professor Vítor Reia dirigiu nesta conferência um painel sobre literacia filmica em conjunto com o CIAC, o seu centro de investigação. No seu texto para este evento, assinalou que a literacia filmica permite “fomentar uma alfabetização mais ampla que incorpora ampla experiência cultural, apreciação estética, compreensão crítica e produção criativa”. Um olhar abrangente que atualizava o espaço de intervenção do cinema.

Para além dos seus textos desenvolvidos no âmbito académico, fica a sua poesia.
Fica também o som de uma banda, no projeto “Flajazzados”, por entre os seus textos onde o combate às guerras ganha urgência e crua força.
É aí que a sua voz marcante perdurará.
Do álbum editado, mergulhamos na sua poesia e relemos este trecho final da canção “Triste soldado”:

   “Pronto, vai-te embora, deixa as pedras da calçada a chorar por ti.
   Esquece os mortos, hirtos, tortos, que largaste lá atrás, eles não te vão seguir.
   E o vagabundo que bate mesmo agora à tua porta
   Veste as mesmas roupas que já vestiram a tua carcaça morta.
   Ouve! Acende outro lume! Vais recomeçar outro reinado!
   Mas por agora, agora já se acabou, triste soldado.”

Quinta-feira dia 16 de agosto de 2018, um dia para lembrar Vítor Reia-Baptista, a literacia filmica e o imprescindível combate pela pacificação, sempre. 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

“O REI DOS BELGAS” VENCE O FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2018

10 filmes portugueses entre os premiados do 22º AVANCA 2018.

“O Rei dos Belgas” é  o grande vencedor do “22º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2018”, encerrando 10 dias de festival e 5 dias de competições, conferências e workshops internacionais e exposições, este festival atribuiu prémios a filmes e autores de 11 países.
“O Rei dos Belgas”, dos realizadores Peter Brosens e Jessica Woodworth, arrebatou o Prémio Cinema para a Melhor Longa Metragem e o Prémio D. Quixote da FICC - Federação Internacional de Cineclubes.

Tendo sido a primeira vez que esta federação internacional atribuiu prémios no AVANCA, também atribuiu uma Menção Especial ao filme esloveno “Ivan”.

Sobre o filme “O Rei dos Belgas”, o Júri da FICC, constituído por Christl Grunwald Merz (Alemanha), Mokhlesur Rahman Talukdar (Bangladesh) e João Paulo Macedo (Portugal), disse que o filme “aponta contradições entre as boas intenções da fundação da União Europeia e também das Nações Unidas e as realidades vividas na Europa após a 2ª Guerra Mundial. Neste aspeto, a Guerra dos Balcãs e as transformações pós 1989 são claramente mencionadas de forma muito crítica”.

Esta é a terceira vez que o casal de origem belga e americana ganha o principal prémio do festival internacional de cinema AVANCA. A primeira vez foi em 2008 com “Khadak” (um filme rodado na Mongólia), e em 2010 com “Altiplano” (rodado no Peru).

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “Marias da Sé” de Filipe Martins (Portugal), “Ivan” de Janez Burger (Eslovénia) e “A Floresta” de Roman Zhigalov (Rússia).

O Prémio Melhor Atriz foi para Maruša Majer, que protagonizou “Ivan” e o Prémio Melhor Ator foi para Oleg Shibayev do filme  “A Floresta”.

O Prémio Curta Metragem foi para “Terra Amarela” de Dinis M. Costa e a animação, “Playing House” de Özgül Gürbüz e Cenk Köksal  da Turquia, foi distinguida com o Prémio Melhor Animação.

O júri cinema foi constituído pelo jornalista Germano Campos e pelos cineastas Angelique Muller (Malta), Masoud Soheili (Irão), Simone Saibene (Itália, Espanha), Lolo Arziki (Cabo Verde) e José Carlos de Oliveira.

Entre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo obras produzidas ou co-produzidas na região, foi distinguida a curta metragem “5 cigarrilhas” de Passos Zamith, o documentário “Casa Amarela” de Ana Luísa Lopes e o Prémio Estreia Mundial foi para “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Musoni.
“Uma Vida Sublime” de Luís Diogo foi distinguido com o Prémio Melhor Longa Metragem, sendo já o 11º prémio que este filme recebe em 2018.
O júri foi constituído pelo cineasta Bernardo Cabral, pelo crítico de cinema Nuno Reis e pelos programadores Pedro Meireles e Judite Barros da Costa.

O documentário “Intraterrestrial. A Fleeting Contact" de Alexander e Nicole Gratovsky (Espanha) venceu o Prémio Televisão.
A obra portuguesa “No Momento" de Rui Martins recebeu o Prémio Estreia Mundial Televisão.
“Cru” de Carlos Ruiz foi distinguida com uma Menção Honrosa.
O júri foi constituído pelo realizador Rui Nunes, o argumentista Henrique Vaz Duarte, os poetas António Souto e Manuel Freire, o ator Carlos Rico, o jornalista Fernando Pinho e os cineastas Manuel Matos Barbosa e Manuel Paula Dias.

O prémio vídeo foi atribuído a “Night Sea Journey” de Sara Stäuble (Suiça). O júri deste prémio foi constituído pelos programadores e cineastas Ana Miranda, André Spencer, pela investigadora Cláudia Martins e pelo crítico Nuno Reis.

O Prémio Cineasta Júnior, para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “Impessoal” de Marianne Harlé, tendo ainda sido atribuída uma Menção Especial a “No Final da Linha” de Rita Morais.
O júri destes prémios foi constituído pela jornalista Ana Teresa Silva, a artista plástica Cibele Saque, o crítico Nuno Reis e a arquiteta Cláudia Bordalo.

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya (Portugal) e o videoclipe “La Más tierna” de Alberto Martinez Arpa (Espanha). O júri, constituído pelo músico Sérgio Ferreira e pela cineclubista Fátima Cabral, atribuiu ainda uma Menção Especial ao trailer “Urban Sniper 2” do português Gustavo de Luís.

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu o investigador Jesús Ramé López da Universidad Rey Juan Carlos (Espanha) e atribuiu uma Menção Honrosa a Kristian Feigelson da Université de Paris (França).
O júri deste prémio foi constituído pelos académicos Alice Fátima Martins (Brasil), Alfonso Palazon (Espanha), Szilvia Ruszev (EUA) e os portugueses Adriano Rangel, Anabela Oliveira, José Ribeiro e José Marta.

No total, 9 júris constituídos por 37 individualidades de 11 países atribuíram 17 prémios e 8 menções especiais.

O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.



terça-feira, 24 de julho de 2018

22º FESTIVAL DE CINEMA “AVANCA 2018” COM 18 ESTREIAS MUNDIAIS E FORTE PRESENÇA DO CINEMA PORTUGUÊS

O 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018 abre esta quarta-feira dia 25, pelas 21h45 no Auditório Paroquial de Avanca, com a cerimónia de entrega de prémios do ano anterior e com a estreia de duas curtas metragens dos cineastas Moisés Rodrigues e Paulo Araújo. A forte presença do cinema português é mais uma vez uma marca deste festival que anualmente acontece na última semana de julho.

O filme “Marias da Sé” de Filipe Martins é um dos finalistas para o Prémio Longa Metragem deste ano. Rodado na baixa da cidade do Porto e protagonizado por habitantes da zona da Sé, entre o documentário e a ficção, esta obra marca a entrada no formato maior do cinema de Filipe Martins. Este cineasta tinha anteriormente rodado nos workshops do AVANCA o filme “Landing”, várias vezes premiado e nomeado em festivais internacionais.

Este é um dos 18 filmes em estreia mundial no AVANCA 2018, a que se juntam todos os restantes filmes da seleção competitiva, que serão exibidos em estreia nacional.

Também nomeados para o Prémio Longa Metragem, estão os filmes “A Floresta” de Roman Zhigalov (Rússia), “Ivan” de Janez Burger (Eslovénia) e “O Rei dos Belgas” de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica) que serão exibidas nas noites de quinta e sexta-feira.

A presença portuguesa na seleção internacional acontece com as curtas metragens “Punição” de Paulo Araújo e “Terra Amarela” de Dinis M. Costa, com os documentários “Cru” de Carlos Ruiz, “A aldeia solitária” de Carlos Silveira, “No Momento” de Rui Martins, “Hélice” de Tiago Silva e com os vídeo expeimentais “Sombra” de Rui Filipe Torres e “Memórias da Vida Moderna” de Inês Soares.

O AVANCA 2018 será ainda o momento de estreia de vários filmes produzidos na região. Assim, serão exibida a longa metragem “Uma Vida sublime” de Luís Diogo e o documentário “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Mussoni (uma coprodução com a Guiné-Bissau).
Nas curtas metragens serão exibidos os filmes “5 cigarrilhas” de Passos Zamith, “Em vez de palavras, o vento” de Tiago Damas, “Avesso” de Francisco Colombo (uma coprodução com o Brasil), “Casa Amarela” de Ana Luísa Lopes e a animação “Rodar” de Moisés Rodrigues.

Este ano o Prémio Cineasta Júnior, atribuido a um realizador com menos de 30 anos, reúne além de obras de cineastas estrangeiros, 15 filmes de realizadores portugueses. O Prémio Cineasta Sénior, para realizadores com mais de 60 anos, reúne este ano 3 filmes.

Paralelamente, serão exibidas mostras panorâmicas do cinema de países como o Japão, França, Malta, Turquia e naturalmente Portugal.

A noite de entrega de prémios será transmitida via internet, num direto assegurado por alunos de televisão e vídeo da Escola Profissional Val do Rio, de Oeiras.

Organizado pelo Cine Clube de Avanca e pelo Município de Estarreja, o festival decorre até dia 29 e tem o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Turismo do Centro, Junta de Avanca, DeCA / Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, UTAD, ESAP, ESAD, Academia Portuguesa de Cinema, Federação Internacional de Cineclubes, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

UMA VIDA SUBLIME VENCE FESTIVAL DE CINEMA EM ESPANHA

O filme “Uma Vida Sublime” de Luís Diogo foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cine de Calzada de Calatrava, realizado na terra de nascimento de Pedro Almodóvar que apoia o festival através da sua produtora EL DESEO.

O filme venceu quatro dos seis prémios para que estava nomeado, incluindo o prémio maior do festival, o de Melhor Filme.

Eric da Silva venceu o prémio de Melhor Ator, repetindo o prémio que já havia ganho na Semana dos Realizadores do Fantasporto.

Rui Oliveira ganhou o prémio de Melhor Ator Secundário, sendo também o segundo prémio que ganha com este filme depois de ter vencido o prémio de Melhor Ator no Darbhanga Internacional Film, na Índia.

Finalmente Luís Diogo, o realizador do filme Uma Vida Sublime, venceu o prémio de Melhor Argumento.

Estes quatro prémios juntam-se aos seis já ganhos pelo filme, num total de dez prémios em 16 festivais.

Uma Vida Sublime conta a história do Doutor Ivan, um médico que tem uma vida perfeita, em que a única coisa que o incomoda é ver que nem todos têm uma vida tão sublime quanto a sua. Assim, ele usa dois métodos extremos para que pessoas tristes possam voltar a ser felizes novamente.

Produzido conjuntamente com o Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, “Uma Vida Sublime” irá ser exibido no 22º AVANCA Festival Internacional de Cinema onde parte deste filme foi filmado em 2016. Entretanto está prevista a sua estreia nos cinemas portugueses no dia 4 de Outubro, seguindo-se uma estreia na Rússia a 11 de Outubro.


Algumas notícias nos jornais espanhóis sobre o triunfo de Uma Vida Sublime:
https://www.eldiario.es/clm/triunfadora-Festival-Cine-Calzada-Calatrava_0_795470511.html
http://agencias.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=2876062&titulo=%27Una+vida+sublime%27+acapara+cuatro+premios+en+Festival+de+Calzada+de+Calatrava
https://www.lanzadigital.com/tag/una-vida-sublime/

domingo, 8 de julho de 2018

JOVENS APRENDEM A FAZER CINEMA NO FESTIVAL “AVANCA 2018”

CINENTERTAINMENT 7, um espaço dos 6 aos 17 anos

Desenvolver uma história e concretizar um filme é o desafio que jovens de várias idades vão encontrar de novo este ano no 22º Festival de Cinema AVANCA 2018.
Pelo sétimo ano consecutivo a organização do festival preparou um espaço destinado aos mais jovens.

Durante os dias 25 a 29 de julho, enquanto os adultos assistem ás competições de filmes vindos de todos os continentes, enquanto participam em conferências e em workshops profissionais, os mais jovens têm o seu espaço.

São jovens que acompanham os pais na deslocação ao AVANCA, mas também são os jovens da região com vontade de experimentar a arte de fazer um filme.

Dois grupos de jovens cineastas, um com idades entre os 6 e os 12 e outro grupo com idades entre os 13 e os 17 anos, aprendem e experimentam fazer um filme.
A história, o storyboard, o guião, a localização, os técnicos, os atores... tudo isso durante 3 dias intensivos para sentirem o ambiente e o trabalho de uma equipa de produção fílmica!

As crianças e jovens que vão experimentar filmar na paisagem de Avanca, darão aqui em muitos casos, os seus primeiros passos no cinema de animação ou na realização de cinema de ficção.

O que é o cinema, como é feito e quem o faz, são algumas das premissas para 3 dias a usar uma câmara vídeo e explorar a animação imagem-a-imagem.

Histórias, livros, lendas e contos a saírem do papel e da cabeça, para ganharem uma vida em movimento, com som, iluminação e tudo o resto que faz falta. Vai-se idealizar, planear, desenhar, interpretar, editar, sempre com divertimento a acompanhar.

É esta a proposta do CineEntertainment 2018, no festival de Avanca, uma oportunidade para os mais novos, não-adultos, experimentarem o mundo do cinema e dos filmes, em contexto relaxado, animado e integrando um festival de cinema.

A coordenação e acompanhamento está a cargo de Ivo Prata, arte-educador, actor, tecnólogo e mentor do CineEntertainment. Amigo do "Avanca" desde 1998, trabalha com crianças, jovens e adultos em contextos artísticos informais de aprendizagem natural, com filosofia "hands-on".
Obrigatório trazer ideias, vontade e quem conseguir, um brinquedo que filme.

As inscrições estão já disponíveis na página do festival (www.avanca.com), onde bastará procurar a ficha de inscrição em “cinentertainment 7”.

O 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018 é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Turismo do Centro, Junta de Avanca, DeCA / Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, UTAD, ESAP, ESAD, Academia Portuguesa de Cinema, Federação Internacional de Cineclubes, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

O Verão em AVANCA começa frame a frame!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

22º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2018 ENTRE CAPITAIS EUROPEIAS DA CULTURA E IDENTIDADE EUROPEIA


No ano em que Valeta, é não só a capital de Malta, mas também e durante o ano de 2018, Capital Europeia da Cultura, o Festival Internacional de Cinema AVANCA exibe na sua 22º edição um dos mais emblemáticos projetos audiovisuais produzidos em Malta sobre a atualidade deste país.

Numa altura em que várias cidades portuguesas procuram ser, em 2027, a quarta cidade portuguesa a acolher este projeto comunitário de Capitais Europeias da Cultura, estes filmes que dinamizam uma reflexão sobre politica e sociedade no espaço do audiovisual criativo, parecem ter mais pertinência.

Angelica Muller, cineasta e programadora do Valletta Film Festival, estará no AVANCA a apresentar os filmes e o projeto que esteve na base dos mesmos.

Esta antologia, produzido pela Film Grain Foundation em colaboração com o Conselho de Artes de Malta e a presidência da MAlta EU, intitulada “Ewropej”, reflecte os valores de uma identidade europeia e foi estreada no festival que marca a vida da cultura cinematográfica de Malta, o Valletta Film Festival.

Thomas Georgi é o autor do filme 84 OVELHAS que confronta o destino de certas ovelhas com a burocracia e o pensamento jurídico. As nossas regras e catalogações invadem a vida orgânica, mas parece que o problema é que a natureza orgânica não se importa com as nossas determinações legais.

Qual é a diferença entre Malta em 2003 e agora? Essa é a questão que pairou na cabeça do cineasta Keith Albert Tedesco, antes de me sentar para escrever o filme MOV BAK PLIJZ. Com a entrada na Comunidade Europeia parece que muito mudou em Malta. Terá evoluído para um país próspero e maravilhoso ... na maioria dos dias, pelo menos? Mas terá realmente mudado? Ou acabou por ir cegamente com o fluxo?

TOXICIDADE é um filme de Angelique Muller. Sendo uma sátira poética moderna inspirada no género western spaghett, neste filme não leva mais que um segundo para os melhores amigos se tornarem piores inimigos. Terá algo a ver com o “ American dream” ou o “ Money God”?

Sarah Mallia escreveu e realizou o filme VIVA MALTA, depois de ler um artigo no The Times of Malta. Neste artigo, um professor pintou uma situação apocalíptica em que todos os não-malteses foram repentinamente convidados a deixar o país. Os políticos, e as pessoas que os seguem, realmente entendem as consequências dos seus insultos xenófobos e raciais?

Massimo Denaro é o autor do filme ENTROPIA. A política em Malta é um caso único. Este é provavelmente o único país do mundo onde toda a nação está ativamente envolvida nas eleições, onde a política se mistura profundamente com futebol e fé religiosa, onde a votação é em torno de 95%. ENTROPIA acompanha uma das campanhas eleitorais mais recentes e agressivas da história maltesa, entre o compromisso cego e o desencanto consciente.

Estes 5 filmes estarão em exibição durante o AVANCA 2018, entre 25 e 29 do corrente mês de julho, numa organização do Cine Clube de Avanca e do Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Junta e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja e diversas entidades locais e internacionais.


sexta-feira, 1 de junho de 2018

UMA VIDA SUBLIME VENCE EM ESPANHA A SUA QUINTA DISTINÇÃO DESTE ANO


UMA VIDA SUBLIME, uma longa metragem de ficção realizada por Luís Diogo e produzida com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, acaba de venceu o prémio “Portugal de Cine” no 5º Festival de Cine y Televisión Reino de León (Espanha).

Este filme, que foi rodado em parte durante o “Creative Film Workshops” do Festival Internacional de Cinema de AVANCA, teve a sua estreia na última edição do Fantaporto onde Eric da Silva foi distinguido com o Prémio Melhor Ator.

Nomeado entretanto em competições de diversos países, este filme foi já distinguido com o prémio de Melhor Longa-metragem Mundial no “Indy Film Fest” em Indianapolis (USA) e Melhor Guarda-roupa no “Voce Spettacolo Film Festival” de Itália. Também o ator Rui Oliveira venceu o prémio de Melhor Ator da Competição Internacional do “5º Darghanda International Film Festival” na Índia.

Em León, a organização do festival tinha seleccionado 7 filmes portugueses, dando continuidade a uma competição que anualmente distingue o melhor filme português.
Como curiosidade, este festival e entre outras distinções, na categoria de televisão e como melhor série, premiou a produção da Netflix A CASA DE PAPEL.

UMA VIDA SUBLIME é a segunda longa-metragem do cineasta LUÍS DIOGO, que também é autor do argumento original e coprodutor com António Costa Valente. Este filme é protagonizado, para além de Eric da Silva e Rui Oliveira, pela atriz Susie Filipe que é também baterista da banda aveirense “Moonshiners”.

O filme conta a história de um médico que tem uma vida SUBLIME mas para quem a tristeza é verdadeiramente um problema. Inesperadamente usa métodos radicais na esperança de voltar a injetar de vida pessoas que, segundo ele, já não a desfrutam.

Luís Diogo realizou anteriormente a longa metragem PECADO FATAL, que se transformou no filme português de longa metragem de ficção mais premiado de 2014, sendo igualmente autor dos argumentos originais dos filmes A BOMBA (de Leonel Vieira) e GELO (de Luís e Gonçalo Galvão Teles).

UMA VIDA SUBLIME será igualmente exibido no 22º AVANCA, Festival Internacional de Cinema que decorrerá na última semana de julho na localidade de mesmo nome do Concelho de Estarreja, e onde em 2016 decorreram parte significativa das filmagens desta longa metragem de ficção.
UMA VIDA SUBLIME vai estrear nos cinemas portugueses na segunda metade deste ano.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

“O MISTÉRIO DO QUARTO ESCURO” NA FEIRA DO LIVRO DE AVEIRO

A HISTÓRIA DO CINEMA CONTADO ÀS CRIANÇAS
Integrado no Dia do Livro Infantil da 43ª Feira do Livro de Aveiro, no espaço do Mercado Manuel Firmino, pelas 18 horas será apresentado o livro “ Mistério do quarto escuro”, um conto de Mariana Bento Lopes com ilustração de Cibele Saque.
Este livro, editado pelas edições do Cine Clube de Avanca teve a participação do Plano Nacional de Cinema dos Ministérios da Cultura e da Educação, na pessoa da sua diretora,  Profa. Dra. Elsa Mendes, para além de ter sido uma publicação apoiada pelo IPDJ - Instituto Português do Desporto e da Juventude.
O livro é a história dos amantes de cinema, da luz da projeção e das histórias guardadas em latas. É a história de um cinema e do seu tempo feito memória. Uma história de uma arte com mais de cem anos, destinada aos mais jovens.
“aquele não era um candeeiro normal! Era o mais bonito que eu alguma vez tinha visto!! A sala iluminou-se, o candeeiro girou e lá dentro corria um cavalo a galope. Parecia magia! Eu nunca tinha visto nada assim!”
Um livro que simplesmente sorri às histórias do cinema, dos que por ele se apaixonaram, dos cineclubes, da sua magia tecnológica, do encontro do cinema com as pessoas de todas as gerações.
Uma obra ilustrada que abre um universo de linhas para descobrir e que nos deixa pensamentos como:
“O meu avô sempre me dizia que observar o mundo era um trabalho tão importante quanto todos os outros. Talvez mais importante ainda, mas isso foi algo que ele me deixou para descobrir.”
Mariana Bento Lopes é licenciada em Comunicação Social – com especialização em novos media – pela Escola Superior de Educação de Coimbra e mestre em Comunicação Multimédia na vertente de Audiovisual Digital pela Universidade de Aveiro.
Colaborou com várias produtoras regionais no âmbito da divulgação cultural, com ênfase no jornalismo aproximado. É membro do Cine-Clube de Avanca desde 2015, tendo levado a cabo um projeto de levantamento (inexistente até à data) da produção cineclubista aveirense, que veio a publicar pela Universidade de Aveiro.
Cibele Saque tem formação artística em Pintura, Estética e História de Arte na Sociedade Nacional de Belas Artes de Lisboa. Licenciatura em Ensino Educação Visual e Tecnológica - ESEL; Formação em Escultura / Estrutura Humana pela Accademia Europeia de Firenze / Accademia d’Arte Bianca Capelo, Florença - Itália. Doutoranda em Artes dos Media.
Desenvolve estudo e trabalho artístico com incidência no ‘movimento e gesto humano’, tendo realizado várias exposições individuais, coletivas e pedagógicas.
Este livro terá nova apresentação na sexta-feira dia 1 de junho na Biblioteca da Escola Egas Moniz em Avanca.

terça-feira, 29 de maio de 2018

UM ADEUS A ANTÓNIO LOJA NEVES


Foi júri das competições do AVANCA e uma voz amiga, interventiva que sempre todos quisemos ouvir.

António Loja Neves esteve sempre nos caminhos dos cineclubes, dos festivais e dos filmes que fazem a memória da nossa cinefilia.

Em português (nos dois lados do Atlântico), ou em crioulo (de Cabo Verde), sempre soube construir palavras que passaram do cinema á poesia, das longas e motivantes conversas ao prazer de redescobrir sábias memórias.

Tinha nascido na Madeira em 1953, passou na adolescência pelo calor de Cabo Verde e viveu a revolução numa Lisboa onde os cravos baralharam as normais regras das armas. No Cineclube Universitário de Lisboa (bem perto da Cinemateca), nos jornais, nas intervenções apaixonadas com que marcava as suas posições, sempre encontrou espaço para olhar o cinema e a sociedade num brilhante colectivo.

Janela atenta e latente do cinema no “Expresso”, o jornalista Loja Neves foi sempre algo mais. A escrita permitiu-lhe espaço para a poesia, tendo sido, com o livro "Barcos, íntimas marcas", Prémio Revelação de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores em 2001. Recentemente e com Margarida Neves Pereira, publicou uma nova obra, "Arménia: Povo e identidade".

No cinema, o documentário transformou-se num dos seus braços armados no espaço da cinefilia e da intervenção política. Esteve em quase tudo o que de documentário foi acontecendo no nosso país e, neste género, realizou em 1993 "Ínsula", seguindo-se "O silêncio" em 1999, com José Alves Pereira, .

Para além do documentário, o seu mais profundo mergulho acabaria por ser no cinema dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Com ele desenvolveu intensa programação e divulgação, em Portugal, Brasil e Moçambique. Mostras e festivais que tinham sempre o seu cunho, por vezes quase inflamado, numa procura de identidade e conjugação de contextos que sempre o marcaram.
Com Francisco Manso, viria a coorganizou os “Encontros Internacionais de Cinema de Cabo Verde”, que marcaram esse tempo e a geografia de uma língua e cultura, que tiveram por ali um brilhante epicentro.

Licenciado em realização pela Escola Superior de Teatro e Cinema, esteve sempre nos grandes momentos da FPCC - Federação Portuguesa de Cineclubes, participando da sua fundação e intervindo apaixonadamente nos seus movimentos e dinâmicas.

Aos 65 anos, algo ficou vazio entre cinéfilos de três continentes. Ficam cruciais razões para nos lembrarmos do intenso António Loja Neves (1953 – 2018).