quarta-feira, 11 de setembro de 2019

FILME “PRETU FUNGULI” DISTINGUIDO EM KIEV

O documentário “PRETU FUNGULI” com o artista plástico guineense Nú Barreto, de Costa Valente e Monica Musoni, acaba de ser distinguido com um “Diploma do Júri” no 16º Kinolitopys – Festival Internacional de Cinema Documental de Kiev na Ucrânia, "pela divulgação da vida de pessoas criativas na sociedade".
O festival Kinolitopys decorreu na Casa do Cinema, no centro da capital ucraniana.

PRETU FUNGULI é um filme sobre o encontro da criação artística com as descriminações sociais.
“Funguli” é uma expressão crioula usada de maneira discriminatória. Este termo foi revivido pelo artista visual guineense Nú Barreto, que o transformou num conceito visual.
Sendo de um dos países mais pobres do mundo, Nú Barreto tem hoje uma grande crescente projeção internacional no espaço das artes visuais. O filme acompanha o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau e Paris, onde vive e trabalha. Somos convidados a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive o artista.

Tendo tido a sua estreia no festival de cinema AVANCA 2018, o filme teve imagem de António Osório, A. Valente, Aminata Embalo, a montagem do filme é de Alex Cepile e Monica Musoni que assina igualmente a autoria do documentário.
Exibido recentemente em Cabo Verde e no México, este filme tem sido acompanhado por debates onde a arte e as questões sociais se cruzam fortemente. Com a intervenção dos realizadores, o filme tem sido exibido não só no âmbito de festivais, mas também em universidades e centros de cultura onde o tema do filme tem permitido amplas e preocupadas abordagens.

Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie AEO, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na Ecole Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos. Faz da condenação dos atos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo.Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América. Em 1998, participou na Exposição Universal de Lisboa; em 2013, participou pela segunda vez na exposição L’Art pour la Paix à l’Unesco, em Paris. Tem também integrado exposições coletivas: no Centro Cultural Franco-moçambicano, em Maputo; no Museu Nacional de Belas Artes no rio de Janeiro; na Bienal de Dakar; no Luxemburgo; em Berlim; no Museu Vieira da Silva, em Lisboa.

Este filme foi produzido pela Filmógrafo, Cine-Clube de Avanca, Água Triangular e TonTon Communication (Bélgica), tendo sido apoiado pelo ICA, Ministério da Cultura, entre várias entidades de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Macau.