domingo, 25 de outubro de 2020

SÉRVIA E RÚSSIA PREMEIAM O FILME “DIADEMA”

O documentário “Diadema” de Milana Majar, uma coprodução entre Portugal e a Bósnia Herzegovina, acaba de ser premiado nos festivais de cinema da Sérvia “14º Filmsko Bdenje Duse” com o Prémio “Bdenje Jakova Orfelina” e no “25º Cinema for Children” em Samara (Rússia), com o Prémio de Melhor Documentário Estrangeiro.

DIADEMA é uma obra cinematográfica protagonizada por Youla Bnayat, primeira bailarina da companhia nacional de bailado da Síria antes do começo da guerra, cuja trajetória de vida sofreu uma reviravolta incomum.

Perante a tragédia em que mergulhou a Síria, Youla viajou em 2013 para Kiev, onde voltou a mergulhar na incerteza e em tempos de profundos conflitos. Youla testemunhou os eventos na Praça Maidan, a onda de manifestações nacionalistas e de agitação civil na Ucrânia, iniciada na noite de 21 de novembro.

Entretanto da Síria e da Guerra de 2013 – o caos, a catástrofe, a ausência de sentido, mas também a beleza e a poética – ficou uma experiência profundamente impressa no seu subconsciente. A sua última dança no anfiteatro medieval está sempre presente... Ela reconhece as vozes e o ritmo dos passos numa explosão de emoção. Fora da tragédia da guerra que esmagou os seus sonhos, o mundo de Youla no seu novo refúgio, parece estar sempre no limite do colapso. Mas a chegada de uma nova vida, marca um novo tempo de esperança.

Rodado entre Kiev e Damasco, falado em árabe e russo, o filme foi coproduzido por António Costa Valente, que também assina a direção de fotografia deste filme em conjunto com Dejan Racic. Neste documentário, Esad Bajric é o produtor da televisão pública da República de Srpska.

Milana Majar, realizadora e argumentista é sobretudo conhecida pelos seus documentários

“From the Edge of Sanity” (2018) e “In Manus Tuas” (2019), ambos os filmes premiados em diversos festivais de cinema da Europa, Ásia e que foram já exibidos e premiados em festivais portugueses de cinema.

Na Rússia o prémio foi atribuído por um júri de jovens com mais de 12 anos. A edição deste ano do “25º Cinema for Children” que estava prevista para abril, só veio a acontecer em outubro por força da pandemia. Nesta edição especial, o festival comemorou o “75º Aniversário da Vitória na Grande Guerra de 1941-1945”. 

Na Sérvia, tendo o festival acontecido maioritariamente de forma on-line, os filmes premiados  foram também exibidos nos cinemas de Sremski Karlovci. Na ocasião, foi também projetado um filme em memória do Dr. Miodrag Lazic, um cirurgião voluntário na guerra da Bósnia de 1992 a 1995 e que este ano foi a primeira vítima entre médicos na luta contra o Covid 19.

Anteriormente o filme DIADEMA tinha sido distinguido na Ucrânia com o “Emerald Diploma” no 11º International Orthodox Film Festival de Dnipro e em Portugal o filme foi exibido no Festival AVANCA. O filme esteve entretanto nas seleções oficiais dos festivais de Sarajevo (Bósnia) e Sevastopol (Rússia). Brevemente estará em competição  no Golden Nike em Belgrado e em novembro o filme estará também na seleção oficial do festival de Tula (Rússia). Em 2021 estará em competição no festival Cinepobre do México.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

AZEMÉIS FILM FESTIVAL JUNTA NO ECRÃ O MELHOR DO CINEMA PREMIADO EM PORTUGAL


“O Festival dos festivais” é uma organização inédita do Município de Oliveira de Azeméis que pela primeira vez vai reunir os filmes premiados nos principais festivais de cinema portugueses no último ano, numa competição de longas metragens entre a ficção e o documentário.

Os vencedores dos festivais de Avanca, Doclisboa, Fantasporto, Indielisboa e Leffest vão passar pelo ecrã de “O Cinema” entre 2 e 4 de outubro 2020.

O AZEMEIS Film Festival surge na cidade com uma marca histórica importante na área do cinema, impulsionada pela programação do Cine Teatro Caracas e mais tarde com a abertura de duas outras salas de cinema.

Resultado dessa marca foi constituído o Cineclube de Azeméis que teve um grande número de sócios e um forte desempenho nesta área. Entre a atividade desta coletividade, a produção de cinema de amadores teve uma fortíssima dinâmica e vários filmes foram premiados e exibidos em festivais nacionais e internacionais.

O AZEMÉIS Film Festival surge porque importa reiniciar o caminho que traga o cinema ao concelho, criando-se novos públicos e novas dinâmicas que levem ao envolvimento da comunidade nesta forte e dinâmica área cultural. Importa ainda assegurar a criação de condições mais estáveis e adequadas ao desenvolvimento de atividades de interesse municipal que salvaguardem e perpetuem a história e património cultural do município. 

Por esta primeira edição do festival de cinema irão passar filmes como “De los nombres de las cabras” de Silvia Navarro, Miguel G. Morales (Espanha), obra surpreendente que ganhou o “Indielisboa 2019”. Neste filme um arqueólogo viaja pelas cavernas das Ilhas Canárias procurando os restos mortais dos habitantes indígenas da ilha. Um filme ensaio sobre o complexo mapa de poder que constrói o discurso histórico.

Também em competição estará “Tommaso” um filme italiano do provocante e controverso realizador americano Abel Ferrara. Tendo estreado em Cannes, foi premiado no LEFFEST 2019. Este filme é protagonizado por Willem Dafoe, mas também pela esposa e filha do realizador.

Tendo ganho o Prémio do Público do último “Fantasporto 2020”, o filme “Por detrás da moeda” de Luís Moya foi brilhantemente rodado no Porto, com os músicos de rua da cidade, tendo emocionado a plateia do Rivoli. O filme foi aplaudido de pé e por largos momentos.

Do “Avanca 2019” será exibido o premiado “Eternal Winter” do realizador húngaro Attila Szász. 

Baseado em factos reais, este é o primeiro filme produzido sobre as 700.000 vítimas húngaras dos campos de trabalho soviéticos, em plena II Guerra Mundial. Marina Gera foi ainda distinguida com o International Emmy Award 2019 para melhor atriz.

“Santikhiri Sonata” do realizador tailandês Thunska Pansittivorakul foi o vencedor do “Doclisboa 2019”, uma obra sobre as memórias da governação do general Prem a partir dos anos 1980 na região do "Colina da Paz". Segundo o realizador “A ilusão e o orgulho inabalável no facto de o país nunca ter sido colonizado moldaram com sucesso o nosso nacionalismo cego”.

O AZEMÉIS Film Festival exibirá ainda em extra competição, outros filmes que foram exibidos e premiados noutros festivais de cinema portugueses, nomeadamente nas exibições para o público mais jovem.

O festival seguirá as recomendações da DGS - Direção Geral de Saúde.

terça-feira, 29 de setembro de 2020

“VIAGENS PELO ÉTER” NO TEATRO AVEIRENSE, UM LIVRO DEPOIS DO FILME

O livro “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008” de António Costa Valente será apresentado esta terça feira dia 29 de setembro no Teatro Aveirense, conjuntamente com a exibição do filme “O Paraíso, Provavelmente” do realizador palestino Elia Suleiman, integrando o espaço “Os Filmes das Nossas Terças” 

“Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, é uma obra que percorre as publicações do blog do festival de  cinema de AVANCA, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema, com o ineditismo e singularidade que o têm caracterizado. 

Em três partes, pelo livro é possível espreitar os acontecimentos, mas também o que se foi passando nas vizinhanças do festival. Na última parte, a obra presta homenagem a alguns dos cineastas e amigos do evento, que, entretanto, nos deixaram.

No livro, lê-se “O cinema amplifica tudo nos retângulos das suas imagens e sons, mas é nos eventos que se amplificam ainda mais os rostos e mentes dos que escolheram viver os seus anos envoltos neste desígnio que o cinema tem reunido”.

A apresentação estará a cargo do Leonel Rosa, professor em Aveiro, especialista em cinema documental e que no passado foi diretor de várias edições do Festival de Cinema de Aveiro, que reunia as cinematografias dos países onde se fala a língua portuguesa.

Editado pela “debatEvolution”, este livro é da autoria de António Costa Valente, um dos fundadores do Cine Clube de Avanca. Tendo uma tese de doutoramento sobre cinema de animação cursada na Universidade de Aveiro, o seu percurso como académico tem passado pelas universidades públicas de Aveiro, Vila Real e Faro. No cinema, foi com Vítor Lopes e Carlos Silva, autor da primeira longa-metragem da animação portuguesa. Tendo produzido mais de uma centena de filmes, os mesmos ultrapassaram as três centenas de prémios em todos os continentes. Com uma presença constante nos movimentos associativos, atualmente é o responsável pelo espaço “Europa” na Federação Internacional de Cineclubes. 

Tem sido júri em diversos festivais de cinema, curiosamente em 2019 integrou o júri do Festival de Almati no Cazaquistão, que veio a distinguir o filme “O Paraíso, Provavelmente” com um Prémio Especial.

Este filme, a exibir conjuntamente com a apresentação do livro, tem a particularidade de ser uma abrangente coprodução, onde para além da Palestina, participam países como a França, o Qatar, a Alemanha, o Canadá e a Turquia. Elia Suleiman, enquanto realizador e protagonista do filme, explora nesta comédia de enganos a identidade, a nacionalidade e a pertença, no qual Suleiman coloca uma questão fundamental: onde nos podemos sentir “em casa”?  

A apresentação do livro e a exibição do filme são uma organização conjunta da Plano Obrigatório, do Teatro Aveirense e do Município de Aveiro, com o apoio do ICA, Ministério da Cultura.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

FELLINI NO PORTO E EM AVEIRO


 “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” é um livro de Anabela Branco de Oliveira que participa na comemora do centenário de nascimento do cineasta, um autor genial e inesquecível.

Numa edição da editora “debatEvolution”, esta obra terá apresentação pública este sábado no Porto e posteriormente em Aveiro na terça-feira seguinte.

Promovido pelo Cineclube do Porto, na Casa das Artes, dia 12 de setembro pelas 16h30 o realizador e professor universitário Adriano Nazareth Jr. irá apresentar o livro na presença da autora, antecedendo a exibição do filme “Julieta dos Espíritos” que Fellini realizou em 1965.

Na terça-feira dia 15 de setembro, no Teatro Aveirense e numa organização conjunta com a Plano Obrigatório, será Eugénia Pereira, investigadora e professora da Universidade de Aveiro a fazer a apresentação do livro pelas 21h30. Na altura será exibido o filme “Fellini 8 ½” (1963). A autora estará igualmente presente.

Segundo Anabela Branco de Oliveira “Em Fellini a arte torna-se espaço, tempo e personagem. Através de planos e enquadramentos, torna-se a alavanca de um percurso narrativo. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso fílmico, definem um percurso identitário e são inevitáveis na sua essência artística. No percurso cinematográfico de Federico Fellini, conquistam-se diálogos e fronteiras identitárias entre cinema e arquitetura: os espaços arquitetónicos são projetos e protagonistas, ao mesmo tempo, espaços de reflexão cinematográfica e de análise arquitetónica. Na inevitabilidade da arte, projeta-se a inexorabilidade da transgressão, um percurso inconsciente com e sem limites, sonhos acabados e por acabar, passagens sucessivas entre caos e cosmos. As criações de Fellini projetam a flexibilidade do objeto estético e a omnipotência da criação cinematográfica. Nele, a arte é espontânea, vital, carnal e intrínseca. E inevitável”.

Sendo Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, Anabela Branco de Oliveira étambém  investigadora no Labcom. Doutorada em Literatura Comparada, orienta a sua investigação científica no âmbito dos estudos interartes, nomeadamente nas relações entre literatura e cinema, literatura e arquitetura e igualmente na cinematografia de Manoel de Oliveira, Jacques Tati, para além de Federico Fellini. Leciona vários seminários no âmbito da análise do discurso fílmico e das relações dialógicas entre o cinema e outras artes. Tem comunicações apresentadas em múltiplos colóquios, publicações em revistas nacionais e internacionais e conferências como convidada nas universidades de Paris III, Paris Ouest Nanterre La Défense, Utrecht, Varsóvia, Lublin e Gdansk. Tendo participado nos júris de diversos festivais de cinema, tem sido também júri dos concursos nacionais de apoio à cinematografia portuguesa do ICA (2014-2020). Em Vila Real tem dirigido o “RIOS – Festival Internacional de Cinema Documental e Transmedia”.

A editora “debatEvolution”, tendo-se especializado na edição de obras sobre artes e humanidades, com uma particular atenção ao cinema, editando várias obras de autores portugueses que abordam esta área.

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

AVANCA 2020 MOSTRA O “CINEMA PORTUGUÊS ANOS 70 – DA RESISTÊNCIA À LIBERDADE” EM HOMENAGEM A HENRIQUE ESPÍRITO SANTO

Uma exposição de cartazes originais do cinema português dos anos 60 e 70, que o produtor Henrique Espírito Santo foi colecionando ao longo da sua vida, está patente ao público na Galeria da Casa Municipal da Cultura de Estarreja durante todo o mês de agosto.

Numa homenagem prestada pelo “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, a um dos mais emblemáticos produtores do cinema português, desaparecido já este ano e que anteriormente tinha passado pelo festival a ensinar o que melhor sabia fazer – produzir filmes.

“Esta mostra retrata sobretudo a década de 70 em que se solidificou a viragem para um novo tipo de cinema. Foi todo um período de resistência, de agitação cineclubista, profissional, sindical e política que sensibilizou a Fundação Calouste Gulbenkian a subsidiar o Centro Português de Cinema (cooperativa legalmente constituída em 1970). 

Foi neste tempo de contestação intelectual, apoiada por jovens críticos e alguma imprensa descomprometida que surge a Escola de Cinema em 1972 e a Cinemateca inicia uma ação mais profícua na divulgação cinematográfica.”

Henrique Espírito Santo esteve nesta linha da frente do cinema nacional. Foi professor de produção na Escola de Cinema do Conservatório Nacional e mais tarde na Universidade Moderna, participou continuamente em jornadas de divulgação do cinema nacional e sobretudo produziu filmes de Alberto Seixas Santos, António da Cunha Telles, António de Macedo, João Mário Grilo, Jorge Silva Melo, José Álvaro Morais, José Fonseca e Costa, José de Sá Caetano, Luís Filipe Rocha, Manoel de Oliveira e Solveig Nordlund entre outros.

Vindo do cineclubismo, cuja importância sempre fez questão de afirmar nas suas múltiplas intervenções no espaço da cultura e do cinema nacional, foi à guarda da FPCC – Federação Portuguesa de Cineclubes que a família deixou esta coleção única e significativa.

Na mostra estão cartazes dos seus filmes, alguns são exemplares dos primeiros cartazes impressos, mas outros são ainda o primeiro saído do labor do seu autor gráfico. Obras que Henrique Espírito Santo classificou e organizou, procurando dar visibilidade a um tempo onde os filmes marcaram um contexto cultural, social e político da nossa história.

Henrique Espírito Santo nascido em 1931, antifascista militante por convicção, tendo estado preso no Aljube e em Caxias, foi homenageado em 2014 nos Prémios Sophia, pela Academia Portuguesa de Cinema.

A mostra ficará aberta ao público no horário diário deste espaço que integra um histórico e marcante edifício sobranceiro à praça central da cidade de Estarreja.

A mostra e o Festival de Cinema, são resultado da parceria organizativa do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja.

segunda-feira, 27 de julho de 2020

O FILME IRANIANO “DIAPASÃO” VENCE O “AVANCA 2020”, UM DOS PRIMEIROS FESTIVAIS DE CINEMA NA EUROPA EM TEMPO DE PANDEMIA

“Diapasão” é o grande vencedor do “24º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2020”, encerrando os 10 dias de um dos primeiros festivais de cinema a acontecer na Europa em tempo de pandemia.

Realizado pelo iraniano Hamed Tehrani, este filme ganhou o Prémio Cinema para a Melhor Longa Metragem, Prémio Melhor Argumento e o Prémio D. Quixote da FICC - Federação Internacional de Cineclubes.

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “The Barefoot Emperor” (Bélgica) de Peter Brosens e Jessica Woodwoth e “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko, que também recebeu o prémio de melhor ator para Danylo Kamenskyi.

O Prémio Curta Metragem foi para o filme da Sérvia “Moon Drops” de Yoram Ever-Hadani, tendo “Qui Vive” (Bélgica) de Anais Debus, recebido uma Menção Especial e o Prémio Melhor Fotografia (atribuído a Benoît Delfosse).

A atriz Efthalia Papacosta, do filme grego “Mila” de Andreas Vakalios, ganhou o Prémio de Melhor Atriz.

O Prémio de animação foi atribuído a “Hello my Dears” de Sasha Vasiliev da Rússia, tendo os filmes “028” (França) de Otalia Caussé, Geoffroy Collin, Louise Grardel, Antoine Marchand, Robin Merle, Fabien Meyran e “The Wings” de Riho Unt, sido distinguidos com Menções Especiais.

A curta metragem portuguesa em mirandês “La Tierra de l Passado” de Rui Falcão, foi distinguida com uma menção especial de argumento.

O júri cinema foi presidido por João Paulo Macedo (Presidente da Federação Internacional de Cineclubes), pela investigadora Anabela Oliveira e pelos cineastas Luís Diogo, Hamilton Trindade (São Tomé e Príncipe) e Robert Rombout (Holanda).

A FICC atribuiu igualmente uma Menção Especial ao filme “The Forgotten” (Ucrânia) de Daria Onyschenko. O Júri da FICC foi constituído por Syam Gopal Kosuri (India), Anxo Santomil (Espanha) e Carlos Coelho (Portugal).







“Sonhos” a longa-metragem de estreia de Joaquim Pavão ganhou a Competição Avanca.

Entre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo obras produzidas ou coproduzidas na região, foi distinguida a longa-metragem de Joaquim Pavão “Sonhos”, e a curta metragem “murmuratorium - rumos e rumores” de Luís Margalhau.

O filme “Diadema” de Milana Majar recebeu uma Menção Especial.

O júri foi constituído pelo cineasta Cláudio Jordão e pelos investigadores Liliana Rosa, Manuel Freire, Clarissa Rodrigues e Joana Doignot (França).

O prémio vídeo foi atribuído a “tx-reverse” de Martin Reinhart e Virgil Widrich (Áustria) e “The heavy shadow of the crow” (Irão) de Behnam Asadolahi, recebeu uma Menção Honrosa. O júri deste prémio foi constituído pelos investigadores Aníbal Lemos e Liliana Rosa, o cineasta Rui Filipe Torres e pela artista plástica Lia Fernandes.

O documentário “Wild Portugal" (Alemanha) de Christian Baumeister venceu o Prémio Televisão e “Small Fish” (França) de Quentin Lestienne uma Menção Especial. O júri foi constituído pela docente Idalinda Terra, pela investigadora Mariana Bento Lopes, pelo jornalista Fernando Pinho, pelo ator Carlos Rico e pela artista multimédia Érika Souza.

A competição de cinema VR 360º premiou “Lost in a forgotten place” de Mona Kasra (EUA) e atribuiu uma Menção Honrosa a “The rain that is falling now was also falling back then” de Christian Zipfel (Roménia). O júri foi constituído pelo crítico de cinema Nuno Reis e pelo produtor Nelson Martins.

O Júri foi constituído pelos cineastas David Rebordão, Luís Margalhau, Rui Filipe Torres e Passos Zamith, atribuiu o Prémio Sénior à longa-metragem de ficção “The Prague Orgy” de Irena Pavlásková (República Checa), e o prémio para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “A Máscara de Cortiça” de Tiago Cerveira.

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “OTOS” de Kevin Moussaoui (Austrália) e o videoclipe “Dolphin - J2000.0” de Ivan Sosnin (Rússia). O júri, constituído pela programadora cultural Raquel Camacho e pelo cineasta Alfonso Palazón (Espanha), atribuiu ainda Menções Especiais ao trailer “A Escritora” de Hugo Pinto e ao videoclipe “EVOLS” de Hugo Amaral.

No AVANCA 2020 tiveram estreia mundial 24 filmes que assim se candidatam ao Prémio Estreia Mundial, que este ano conta com um apoio financeiro de 5.000 euros.

Do trabalho dos júris do festival, saíram já os primeiros nomeados para este prémio. São eles os filmes “Sobre Sonhos e Liberdade” de Francisco Colombo e Marcia Paraiso (Portugal, Brasil), “All the Donna” de Zefrey Throwell (EUA) e “O legado do artífice” de Alice Fátima Martins (Brasil).

Ao júri Estreia Mundial caberá escolher os restantes finalistas e em setembro anunciar o grande vencedor.

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu as investigadoras Hemily Nascimento e Mônica Stein da Universidade Federal de Santa Catarina (Brasil).

O júri deste prémio foi constituído pelos académicos José da Silva Ribeiro, Gloria Gómez-Escalonilla Moreno (Espanha), Javier Venturi (EUA), Alice Fátima Martins (Brasil), João Victor Gomide (Brasil), Helena Santana e Maria do Rosário Santana, que atribuíram ainda uma Menção Especial ao investigado Francisco-Julián Martinez-Cano da Universidad Miguel Hernández de Espanha.

No total, 8 júris constituídos por 37 individualidades de 8 países atribuíram 18 prémios e 14 menções especiais.

O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, CIRA, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.

sábado, 25 de julho de 2020

VERA CASACA VENCE O AVANCA PITCH SESSIONS COM UM PROJETO DE LONGA METRAGEM DE FICÇÃO

O Prémio de curta metragem vai para o realizador cubano Yasser Socarrás


Terminou o “Avanca Pitch Sessions 2020” e o júri internacional decidiu premiar a cineasta algarvia  Vera Casaca com o Prémio Longa Metragem e o realizador cubano Yasser Socarrás nos projetos de  curta metragem.

“Cimento e Betão” é o título do novo projeto que Vera Casaca procura realizar. Formada em análises clínicas pela Universidade do Algarve, mestrado em medicina nuclear na Cranfield University, doutoramento na Ludwig Maximilian University de Munique, posteriormente enveredou por estudar cinema em Nova Iorque na NYFA e na School do Visual Arts. Realizou “Ao Telefone com Deus” (2017) e “Se Poirot Estivesse Aqui” (2019), curtas metragens que marcam a sua clara preferência por comédias negras e excêntricas.
Na categoria de projetos de longa-metragem o júri atribuiu ainda Menções Honrosas a “Terra Vil” de Luis Campos (Portugal) e “Come Petito, Come Molière!” de Giuseppe Iacono (Itália)
Nos projetos de curta metragem o vencedor foi “Corolario” de Yasser Socarrás, um realizador cubano a viver atualmente no Brasil. Tendo estudado no Instituto Superior de Arte (Cuba) e possuindo um Master en Antropología Social no Brasil, Socarrás realizou a longa-metragem “Final de día” (Cuba, 2010) e as curtas “More coffee and…” (Cuba, 2012), “Bolo” (Brasil, 2017) e escreveu o argumento de “La mano de D10S” (Bolivia, 2015). 
Entre os projetos de curta metragem, “Pelo na Venta” de Margarida Madeira e “Kamikaze” de Rodrigo Tavares (Brasil), foram também distinguidos com Menções Honrosas.

O Júri, presidido por Nuno Gonçalves (COE da distribuidora “Cinemundo”), foi constituído pelos produtores Maria Pacheco (Portugal), Alfonso Palazón (Espanha), Simone G. Saibene (Itália / Espanha) e Ralf Cabral Tambke (Brasil).

O Avanca Pitch Sessions é uma nova iniciativa da 24ª edição do Festival de Cinema AVANCA 2020 que visa apresentar à indústria dos audiovisuais as melhores ideias para curtas e longas metragens em fase de desenvolvimento, num ambiente de colaboração e promoção do cinema e dos autores.
Os autores dos 15 projetos nomeados participaram previamente num workshop sobre pitch para cinema e sessões de mentoring exclusivas com o jornalista e crítico de cinema Rui Pedro Tendinha e no decorrer do Festival de Cinema AVANCA 2020, fizeram a apresentação dos seus projetos em sessões coordenadas por André Leite Coelho e José Miguel Pinto.

O Avanca Pitch Sessions procurando responder ao contexto de pandemia, decorreu de forma online.
O AVANCA é uma organização do Município de Estarreja e do Cine Clube de Avanca e vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

HOMENAGEM A FELLINI NO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

O cineasta Federico Fellini faria este ano 100 anos e o 24º Festival de Cinema AVANCA 2020 presta-lhe homenagem, apresentando o livro “Federico Fellini, a inevitabilidade da arte” com a editora “debatEvolution”.
Será este sábado, no espaço exterior da Escola Egas Moniz de Avanca, pelas 18 horas, que o cineasta e realizador de televisão Rui Nunes irá apresentar esta obra da autoria de Anabela Branco de Oliveira.
Docente na UTAD – Universidade de Trás-os-montes e Alto Douro, cinéfila, investigadora e especialista na relação da literatura com o cinema, nos últimos anos tem publicado vários trabalhos sobre a obra do mestre italiano.
Fellini poderia ser lembrado por ter sido o eterno nomeado da cerimónia dos Oscar, ou pela Palma de Ouro de Cannes com “La Dolce Vita”, mas os seus filmes são a memória intemporal de um autor genial e inesquecível.
Segundo Anabela Branco de Oliveira, “Para Fellini, corpos e rostos nunca são vazios porque ele sonha-os, constrói-os, destrói-os, desenha-os, transforma-os em guião. Corpos e rostos tornam-se incessantemente fellinianos. Corpos e rostos são pedaços anatómicos que, na construção do discurso filmico, definem um percurso identitário”.
Na ocasião será exibido um vídeo com excertos da obra de Fellini, selecionados pela autora do livro e montados pelos alunos da Escola Val do Rio, que fazem no festival uma residência artística.
A editora “debatEvolution” apresentará também e na ocasião, um outro livro.
Trata-se de “Viagens pelo Éter, um cinema após 2008”, uma obra que percorre as publicações do blog do festival e do Cine Clube de Avanca, numa abordagem temporal e factual, permitindo seguir o percurso do festival e do seu cinema, com o ineditismo e singularidade que o têm caracterizado. A obra presta igualmente homenagem a alguns dos cineastas e amigos do festival, que entretanto nos deixaram.
A apresentação dos livros antecede a noite de Drive In onde o último filme de Luís Moya será exibido no grande ecrã após um momento musical com Nuno Norte, um dos intervenientes do filme.
Numa organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja, o Festival AVANCA tem o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de empresas e instituições da região.

terça-feira, 21 de julho de 2020

DRIVE IN CHEGA AO FESTIVAL DE CINEMA “AVANCA 2020” COM MÚSICA E NOVOS FILMES

Os DRIVE IN chegam à 24ª edição do Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020 nesta quarta feira dia 22 com música e novos filmes, decorrendo até à noite de sábado dia 25.
Inaugurando um novo formato de ver cinema em festivais, e sendo o AVANCA o primeiro evento de cultura cinematográfica a acontecer no nosso país em tempo de pandemia, as noites em Avanca terão também música.

Na quarta feira dia 22, Luís Portugal sobe ao palco do Drive In pelas 21h30.
Antigo vocalista dos “Jafumega”, a sua voz inconfundível poderá fazer-nos ouvir temas como “Latin'América”, “Alta vai a lua”, “Dinis O Rei dos Botões” ou “Perto da Paixão”. Um legado dos mais importantes da música moderna portuguesa.
Uma noite que encerrará com a estreia da longa-metragem “The Forgotten” (O esquecido) da realizadora ucraniana revelação Daria Onyschenko.
Neste filme de combate, Nina de 30 anos, professora de língua ucraniana que não pode deixar a cidade de Luhansk, ocupada por separatistas no leste da Ucrânia, é forçada a participar de cursos de reciclagem para ensinar russo. Andrii, 17 anos, é um estudante que ficou órfão depois da guerra. Eles cruzam-se quando Nina testemunha Andrii ser preso pela polícia depois de pendurar a bandeira ucraniana no telhado da sua escola.
Andrii pode ficar na prisão por longo tempo, e ela decide arriscar a sua vida para o libertar. Enquanto gravitam um para o outro, eles tentam lembrar às pessoas nos territórios ocupados de que elas também merecem um futuro.
Daria Onyschenko venceu já o AVANCA em 2013 com o seu anterior filme “Eastalgia”.

Na quinta feira será tempo de ouvir Inês Homem de Melo e a música do mundo de uma cantora com raiz em Avanca, vencedora da Noite do Fado de Lisboa.
A quinta feira será ainda marcada pela estreia da inusitada comédia belga “The Barefoot Emperor” (O Imperador Descalço), onde o último Rei dos Belgas se torna o primeiro Imperador da Europa.
Realizado pelo casal Peter Brosens e Jessica Woodworth, em 2018 ganharam o AVANCA com o seu anterior filme e largamente premiado “O Rei dos Belgas”, de que o atual filme é a continuação.
Nos últimos anos, os novos filmes de Peter Brosens e Jessica Woodworth tem sido estreados e premiados no AVANCA, marcando a obra destes multi premiados cineastas do novo cinema europeu.

A sexta feira trará a guitarra de Joaquim Pavão e a voz de Isabel Fernandes Pinto para o palco do DRIVE IN. Joaquim Pavão, sendo um exímio guitarrista, é também cineasta e no AVANCA 2020 acaba de estrear a sua primeira longa-metragem de ficção “Sonhos”.
“Diapason” (Diapasão) do realizador iraniano Hamed Tehrani será a estreia da noite.
Rana Salehi é uma mãe solteira de 50 anos, que vive feliz com a sua filha Hoda. No aniversário dos seus 18 anos, Hoda morre num incidente inesperado. O mundo de Rana entra em colapso, mas as leis e costumes do Irão que ela
inesperadamente enfrenta, são igualmente severos.

O DRIVE IN termina no sábado com a atuação de Nuno Norte, o grande vencedor do “Ídolos” da SIC e um dos protagonistas do filme de Luís Moya.
“Por detrás da moeda” foi o filme que ganhou o Prémio do Público do Fantasporto deste ano, uma obra brilhante onde os músicos de rua da cidade do Porto são os protagonistas. Esta longa-metragem de Luís Moya, tendo sido coproduzida pelo Cine Clube de Avanca, promete uma noite plena de grande música.

Enfrentando os desafios da pandemia, o AVANCA aposta na segurança que cada carro, individualmente, parece melhor garantir em tempo de “ditadura de alguém só visível a microscópio eletrónico”, como diz Inês Homem de Melo.
O AVANCA é uma organização Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

“SONHOS” DE JOAQUIM PAVÃO ABRE A COMPETIÇÃO DO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

A longa-metragem SONHOS que Joaquim Pavão rodou entre Santo Tirso e o Festival Avanca do ano passado, abre mais cedo o espaço da competição do Festival Internacional de Cinema  AVANCA 2020.

Será já este domingo dia 19 pelas 21h30 que, no Cine Teatro de Estarreja, o filme será exibido após a inauguração da exposição de figurinos e desenhos do filme.
A mostra, patente no hall do teatro, inclui várias peças do guarda roupa usados no filme e da autoria de Tucha Martins, para além dos desenhos do storyboard da autoria de Gil Moreira.

Tradicionalmente as competições deveriam iniciar-se na quarta feira dia 22 e até lá todas as projeções seriam de retrospetivas do festival, mas a pandemia obriga este ano a estender por mais dias as exibições competitivas.

Com argumento de Isabel Fernandes Pinto, este filme integra o projeto de produção cinematográfica que Joaquim Pavão tem vindo a realizar conjuntamente com o MIEC -  Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso, o Município de Santo Tirso, a Fugir do Medo, a Filmógrafo, o Cine Clube de Avanca e o Festival de Cinema AVANCA.
Em SONHOS é construída uma narrativa distópica onde, num contexto de luta pela sobrevivência humana no planeta Terra, o livre arbítrio da maioria dos seres humanos é substituído pela “vontade correta” instituída por um pequeno grupo e comunicada a cada indivíduo por uma voz gerada num sistema algorítmico.
Entre as peças do Museu de Escultura de Santo Tirso, em ambientes noturnos exteriores e por entre os seus espaços museológicos, o filme conta com a intervenção dos atores Aleksandar Ćurčić, Anabela Aragão, Anders Skriver, Andreia Silva, Ângelo Castanheira, Bernardo Santo Tirso, Bruna Herculano, Carlos Loureiro, Catarina Gomes, Catarina Santos, Eduardo Queirós, Filipe Gaspar, Igor Daniel, Inês Neiva, Isabel Fernandes Pinto, Isilda Mesquita, Joana Ratola Soares, Joel Sines, José Silva, Maria Avelãs, Maria João Mata, Miguel Henriques, Patrícia Lima, Rebeca Cunha, Rui Oliveira, Rui Pena, Sara Gonçalves, Susie Filipe, Teresa Chaves e Victor Valente.
Com música do guitarrista Óscar Flecha e curadoria de Álvaro Moreira, esta obra é também um exercício gráfico de montagem onde todas as filmagens foram fortemente trabalhadas de um modo invulgar no cinema português.
Em 2019 Joaquim Pavão filmou parte do filme durante o Festival de Cinema de Avanca e o filme reflete um inesperado olhar sobre a Ria de Aveiro nas suas praias e canaviais de Pardilhó.

Este é um dos 111 filmes que serão exibidos este ano no 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020, a decorrer até dia 26 de julho próximo, com exibições em Avanca, Estarreja e Ovar, sempre no contexto das medidas de segurança que a presente pandemia obriga e com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo.

Adapta-se aos novos tempos, o AVANCA é uma organização Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

JOVENS APRENDEM A FAZER FILMES COM DISTANCIAMENTO SOCIAL NO FESTIVAL “AVANCA 2020”

“CINENTERTAINMENT 9”. Pela primeira vez, jovens entre os 12 e os 16 anos vão produzir filmes a pensar no distanciamento físico desejado neste período pandémico das suas vidas.

De forma inédita, e no contexto do Festival de Cinema AVANCA 2020, os filmes vão ser produzidos mantendo a distância de dois metros entre cada participante e com o uso obrigatório de máscara, sempre que se justifique.

Este ano, no “Cinentertainment”, os jovens participantes desenvolvem uma história e concretizam um filme a pensar nos novos tempos que se vivem. Como é o presente? E o futuro? Uma lembrança do passado?

Grupos reduzidos de jovens cineastas, com idades entre os 12 e os 16 anos, aprendem e experimentam fazer um filme. Primeiro por videoconferência e depois, já em Avanca, cumprindo as regras ditadas pelos novos tempos de COVID-19.

A história, o storyboard, o guião, a localização, os técnicos, os atores... tudo isso a partir de 17 de julho por videoconferência e entre 22 e 26 de julho presencialmente em AVANCA, onde estes mini cineastas poderão construir a sua proposta em vídeo, com algumas restrições impostas por este vírus que não nos larga. Filmar é para todos a mais de dois metros de distância!

Uma experiência inovadora, tal como os tempos que correm, tornada num novo desafio! Novas maneiras de pensar, criar e… e estar! Certamente com muitas histórias para contar (que é também para isso que o cinema "serve"), jovens participantes vão experimentar fazer cinema com distância física… algo inédito!

A coordenação e acompanhamento está a cargo de Ivo Prata, arte-educador, ator, tecnólogo e mentor do Cinentertainment. Amigo do AVANCA desde 1998, trabalha com crianças, jovens e adultos em contextos artísticos informais de aprendizagem natural, com filosofia "hands-on".

Obrigatório trazer ideias, vontade, alegria e, quem conseguir... um aparelho que filme e um computador portátil para montar o seu filme.

O Verão em AVANCA começa a dois metros de distância!

segunda-feira, 29 de junho de 2020

“A MENOR RESISTÊNCIA” – REALIZADOR APRESENTA FILME NO TEATRO AVEIRENSE

Esta terça-feira dia 30 de junho, na programação de “Os filmes das nossas Terças, o realizador  Rafael Marques irá apresentar a curta metragem “A Menor Resistência”, uma das obras distinguidas no Festival de Cinema AVANCA 2019.
Tendo sido realizado conjuntamente com Francisco Moreira, este é um filme inspirado na viagem de dois amigos pela Estrada Nacional 2, e no percurso de menor resistência que é comum a todas as viagens de todas as coisas.
O filme será exibido antecedendo a longa metragem “O Bar Luva Dourada” de Fatih Akin. 
“A Menor Resistência” é um “road movie” que tira partido das novas possibilidades de imagens aéreas que os drones vieram facilitar.
Desde Chaves até Faro, os realizadores mostram-nos as esplêndidas paisagens que tocam nas margens do que eles consideram ser a mais longa e encantadora estrada de Portugal. Uma viagem acompanhada com conversas vadias sobre rumos, sobre a vida, sobre o universo, que inspiraram esta história que conta como os caminhos são únicos a cada instante, seguindo uma ordem invisível e universal que rege todos os fenómenos naturais.
Este filme integrou a lista dos filmes selecionados para o Festival Internacional de Cinema AVANCA 2019, tendo sido distinguido com uma Menção Honrosa para Curta-Metragem na Competição Avanca.
Para assegurar o distanciamento social, estão garantidas medidas de segurança como a marcação prévia de lugares e a lotação reduzida por sala.
“Os Filmes das Nossas Terças” são uma iniciativa Teatro Aveirense, Plano Obrigatório e Câmara Municipal de Aveiro e têm o apoio do ICA e Ministério da Cultura.

terça-feira, 23 de junho de 2020

PELA PRIMEIRA VEZ NO PAÍS, UM “MINI DRIVE-IN ACESSÍVEL” COM AUDIO DESCRIÇÃO PARA CEGOS

É já na próxima sexta-feira dia 26 de junho, pelas 23 horas, no Largo de Água Levada em Avanca, que decorrerá o segundo “Mini Drive-In” e o primeiro no país com audiodescrição, inserido nas atividades prévias do 24º Festival de Cinema AVANCA 2020.

Em ecrã gigante ao ar livre, serão exibidas as curtas-metragens “1111” de M. F. Costa e Silva (Portugal), “The Kinematograph” de Tomek Baginski (Polónia), “Table 7” de Marko Slavnic (EUA), “Zero”, Christopher Kezelos (Reino Unido) e “We’ve all been there” de Nicholas Clifford (Austrália). Estes filmes participaram no Festival de Cinema Acessível que o Instituto Politécnico de Bragança organizou no ano passado em parceria com o AVANCA.

Este será um evento peculiar onde o objetivo é disponibilizar programação acessível para os públicos com deficiência e incapacidade sensorial, nomeadamente com o recurso da audiodescrição para cegos e outras pessoas com dificuldades de visão.
O filme “1111”, para além de audiodescrição também conta com legendagem para surdos.

O evento é aberto ao público em geral, desde que dentro do seu carro. Também em julho vai ser possível ir de carro assistir aos filmes do 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020. O festival decorre entre 18, 22 e 26 de julho.

Procurando responder ao contexto de pandemia, e com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo, o festival de cinema AVANCA continua a inovar e adapta-se aos novos tempos.

O AVANCA é uma organização Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

segunda-feira, 15 de junho de 2020

AVANCA PiTCH SESSiONS tudo começa com uma conversa

O Avanca Pitch Sessions é a nova iniciativa da 24ª edição do Festival de Cinema AVANCA 2020 que visa apresentar à indústria dos audiovisuais as melhores ideias para curtas e longas metragens em fase de desenvolvimento, num ambiente de colaboração e promoção do cinema e dos autores.

As inscrições estão abertas até 28 de junho e serão selecionadas 10 curtas e 5 longas-metragens que ganham acesso a um workshop sobre pitch para cinema e sessões de mentoring exclusivas com o jornalista e crítico de cinema Rui Pedro Tendinha (SIC / Antena 3 / CineTendinha) e às sessões de competição, que decorrem em simultâneo com a edição deste ano do Festival de Avanca.

O júri inclui profissionais da produção, distribuição e media cinematográficos, estando já confirmados Nuno Gonçalves (Cinemundo - Portugal), Maria Pacheco (Light Box Films - Portugal), Ralf Tumbk (Plural Filmes - Brasil) e Simone Saibene (Noveolas Producciones - Espanha).

Além da apresentação e reconhecimento pela indústria, os vencedores de cada categoria poderão ganhar prémios atribuídos pelo Avanca Film Fund de apoio ao desenvolvimento e produção cinematográfica no valor de 1.500 Euros para as longas-metragens e 750 Euros para as curtas-metragens.

O Avanca Pitch Sessions está aberto a todos os argumentistas de língua portuguesa, espanhola ou inglesa que se poderão inscrever e consultar as condições de participação nesta competição no site avancapitchsessions.com

O Festival de Cinema AVANCA e o Avanca Pitch Sessions procuram responder ao contexto de pandemia, e irão decorrer com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo.
O AVANCA é uma organização do Município de Estarreja e do Cine Clube de Avanca e vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

terça-feira, 9 de junho de 2020

FILME “ENTRE SONHOS” DE JOAQUIM PAVÃO ESTREIA NA RTP

O novo filme de Joaquim Pavão “Entre Sonhos” irá ter a sua estreia na RTP 2 no próximo dia 11  pelas 24h, no programa “Cinemax”.
Esta será a primeira exibição pública deste filme de curta metragem que integra o projeto de produção cinematográfica que Joaquim Pavão tem vindo a realizar conjuntamente com o MIEC -  Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso, a Fugir do Medo, a Filmógrafo, o Cine Clube de Avanca e o Festival de Cinema AVANCA.

Neste filme, a ação decorre num mundo pós-capitalista em que todas as decisões dos humanos estão determinadas por uma universal “vontade correta”, via pela qual se estabelece a resolução dos conflitos e se atinge um hipotético equilíbrio pacífico.
Esse equilíbrio é posto em causa através dos sonhos das personagens que, nesse universo onírico, resgatam o seu livre arbítrio. Será possível conciliar a liberdade individual com a “vontade correta”?
Em algumas personagens, a busca da sua identidade leva-as a colocar em causa todo o sistema social em que vivem. Esses são catalogados pelo sistema como “Instáveis” e serão convidados a sair.
Fora de uma sociedade organizada, o indivíduo confronta-se, então, com todos os condicionalismos à sua existência. Como sobreviver? O que é o livre arbítrio?

Esta obra tem a particularidade de ter na sua autoria dois dos mais brilhantes guitarristas portugueses, não só na composição musical de Óscar Flecha como na realização da responsabilidade do também músico Joaquim Pavão.

Rodado em Santo Tirso e uma parte durante o Festival de Cinema AVANCA do ano passado, este filme engloba dezenas de participantes, nomeadamente em dois dos setores mais importantes da produção cinematográfica contemporânea: o trabalho dos atores e a direção de arte.

Contando com a participação de algumas das mais emblemáticas indústrias têxteis do Vale do Ave, o filme conta com figurinos exclusivos de Tucha Martins entre cenários noturnos do Museu de Escultura de Santo Tirso. Peças escultóricas que o cinema recria e transforma com a intervenção de atores. O filme, contando com a coautoria da atriz Isabel Fernandes Pinto e a curadoria de Álvaro Moreira, integra a contribuição criativa e transformadora de dezenas de atores do norte do país, nomeadamente: Aleksandar Ćurčić, Anabela Aragão, Anders Skriver, Andreia Silva, Ângelo Castanheira, Bernardo Santo Tirso, Bruna Herculano, Carlos Loureiro, Catarina Gomes, Catarina Santos, Eduardo Queirós, Filipe Gaspar, Igor Daniel, Inês Neiva, Isabel Fernandes Pinto, Isilda Mesquita, Joana Ratola Soares, Joel Sines, José Silva, Maria Avelãs, Maria João Mata, Miguel Henriques, Patrícia Lima, Rebeca Cunha, Rui Oliveira, Rui Pena, Sara Gonçalves, Susie Filipe, Teresa Chaves e Victor Valente

O filme terá igualmente uma exibição especial durante o 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020, a decorrer entre 17 e 26 de julho próximo, na reabertura dos festivais de cinema após o início da pandemia.

terça-feira, 26 de maio de 2020

“MINI DRIVE-IN” EM AVANCA – ANTECIPAÇÃO DO FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

Antecipando o que irá acontecer em julho, a organização do 24º Festival de Cinema AVANCA 2020 comemora a reabertura das salas de cinema previsto para o primeiro dia de junho, com um “Mini Drive-In” já na próxima noite de domingo para segunda às 00:05 na Ribeira do Mourão em Avanca, um braço da Ria de Aveiro. Este será um evento peculiar que marcará assim o início das atividades do festival que decorrerá entre 18, 22 e 26 de julho.
Em ecrã gigante ao ar livre serão exibidas as curtas-metragens “A tua vez” de Cláudio Jordão e David Rebordão, Prémio Estreia Mundial e “Tweet Tweet” de Zhanna Bekmambetova, Prémio Animação na edição anterior do festival.
O evento é aberto ao público em geral, desde que dentro do seu carro. Será um primeiro momento para iniciar o novo formato do que será o festival este ano. Em julho vai ser possível ir de carro assistir aos filmes do 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020.
Este evento abre assim um novo ciclo de cinema “Drive-In”, que irá acontecer em diversos espaços de Avanca e do Concelho de Estarreja. Em junho e julho, os carros irão estar virados para o grande ecrã onde será projetado alguns dos melhores filmes recentemente produzidos em todo o mundo.
Procurando responder ao contexto de pandemia, e com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo, o festival de cinema AVANCA volta a inovar e adapta-se aos novos tempos.
O AVANCA vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

terça-feira, 12 de maio de 2020

“DRIVE-IN” NO 24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020

Em julho vai ser possível ir de carro assistir aos filmes do 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020.
Pela primeira vez, em ecrã gigante ao ar livre, os filmes da competição do festival vão ser exibidos em sistema “Drive-In” num espaço amplo do centro da freguesia e junto ao Centro de Artes que o Cine Clube de Avanca ali se encontra a construir.

Procurando responder ao contexto de pandemia, e com base nas orientações e recomendações da DGS e do Governo, o festival de cinema AVANCA volta a inovar e adapta-se aos novos tempos.  Um “Drive-In” em Avanca permitirá a exibição à noite das longas metragens da Competição Internacional, bem como das curtas que a organização está a selecionar.

O “Drive-In” não irá acontecer num único lugar, pelo que, antecedendo o festival, serão realizadas sessões em diversos espaços de Avanca e do Concelho de Estarreja. Em junho e julho, os carros irão estar virados para o grande ecrã onde será projetado alguns dos melhores filmes recentemente produzidos em todo o mundo.

O AVANCA 2020 anunciou já a atribuição de um prémio de 5.000 euros destinado ao vencedor da categoria Estreia Mundial, numa parceria com o “AFF – Avanca Film Fund”. Este fundo financeiro destinado ao apoio à produção cinematográfica na região, tal como a organização do festival, é uma parceria entre o Município de Estarreja e o Cine Clube de Avanca.

Na competição oficial deste festival participam filmes de ficção, animação, documentários e obras experimentais, para além de cinema VR (Realidade Virtual). Entre as diversas competições fílmicas que o evento aglutina em cada ano, sobressai a Competição Avanca, constituída pelos novos filmes produzidos na região.

Este ano, os “Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2020” terão igualmente uma forte componente de proximidade virtual com vários acontecimentos paralelos a acontecer por videoconferência e plataformas informáticas dedicadas.

Durante o dia, não sendo possível projetar no formato “Drive-In”, algumas das competições do festival deverão acontecer nas salas habituais, embora com uma forte redução da sua lotação. O Auditório Paroquial de Avanca verá os seus 1000 lugares sentados ser reduzidos para pouco mais de 200.

Entre 18 e 22 e 26 de julho o cinema volta a encontrar os ecrãs no Concelho de Estarreja com os cineastas, espetadores e amantes de cinema confinados ao seu carro. O AVANCA vem acontecendo em cada ano com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, do IPDJ, da CIRA, da Junta de Freguesia de Avanca, do Agrupamento Escolar de Estarreja, da Escola Egas Moniz, da Paróquia e das Associações de Avanca, contando ainda com o apoio de várias universidades e escolas de ensino superior do país, empresas e outras instituições da região.

quarta-feira, 15 de abril de 2020

QUINTAS DE CINEMA – PORQUE O CINEMA NÃO PÁRA

Em tempos de pandemia, O Cine Clube de Avanca continua a sua programação das quintas feiras à noite no Cine Teatro de Estarreja de forma online, promovendo a exibição de filmes sempre às quintas – feiras, às 21h30.

A terceira estreia é esta quinta-feira, 16 de abril, com “Sonho Longínquo no Equador”, de Hamilton Trindade. O documentário transporta-nos para São Tomé e Príncipe, em particular, para a realidade de alguns jovens com vivências socialmente diferentes que têm um sonho em comum: concluir os estudos e arranjar um emprego. Mas cada um deles, devido aos seus contextos sociais, enfrentarão dificuldades para atingirem os seus objetivos e seus sonhos de vida. O filme procura perceber como encaram o futuro a cada dia que passa

Hamilton Trindade nasceu em 1983 e é natural de São Tomé e Príncipe. Reside em Portugal. Licenciado em Novas Tecnologias da Comunicação pela Universidade de Aveiro, já participou e desenvolveu diversos projetos do âmbito cultural e juvenil. Atualmente trabalha como técnico de audiovisual e apoio técnico em produções culturais no Cine-Teatro de Estarreja desde 2011. É o diretor do São Tomé Film Festival e tem colaborado desde há vários anos com o festival de Cinema de Avanca.

“Sonho Longínquo no Equador” é o primeiro trabalho do jovem Hamilton Trindade como realizador, contando com apoios do ICA - Instituto do Cinema e do Audiovisual, do IPDJ-Instituto Português do Desporto e Juventude e do Camões – Instituto da Cooperação e da Língua,I.P.  para além de diversas entidades locais.

As QUINTAS DE CINEMA são uma programação do Cine Clube de Avanca em colaboração com o Cine Teatro e Município de Estarreja e o apoio do ICA do Ministério da Cultura.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

5000 EUROS PARA APOIAR A PRODUÇÃO DE CINEMA PÓS PANDEMIA.

24º FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2020 ATRIBUI PRÉMIO MONETÁRIO À ESTREIA MUNDIAL.

Este ano e pela primeira vez, o vencedor do Prémio Estreia Mundial receberá um prémio monetário de 5.000 euros para produzir o seu próximo filme. Uma contribuição do “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia” para apoiar a produção de cinema no pós-pandemia.

Numa altura em que, em todo o mundo se deixou de filmar, este prémio é uma contribuição efetiva e de esperança para os próximos tempos que vão ser obviamente muito duros.

O AVANCA é atualmente um dos raros festivais portugueses com maior percentagem de filmes mundialmente inéditos, que aqui encontram a sua primeira exibição. Os filmes que têm a sua estreia mundial no AVANCA, independentemente da categoria em que estejam inscritos, concorrem ao Prémio Estreia Mundial. O prémio é uma participação em coprodução no próximo filme do vencedor.

O AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia entra este ano na sua 24ª edição e tem desde 1997 e de forma inédita, a preocupação de juntar a formação prática à competição internacional de filmes.

No espaço “Oficinas de Criação Fílmica”, os participantes no Festival AVANCA podem participar na rodagem de novos filmes enquanto assistem às competições do festival.

De forma inédita, os filmes rodados no festival têm tido uma divulgação internacional com uma marca record de 69 prémios em festivais de 18 países.

Estes números enchem-se de um passado rico e cheio de acontecimentos que justificam a sua continua celebração de uma forma criativa e substantiva, sobretudo em tempos difíceis. O AVANCA parece ter construído uma marca única na história dos festivais de cinema em Portugal. As experiências, as personalidades, os amigos e a paixão de quem faz e cria o ambiente deste festival singular.

Exibindo e premiando obras de longa e curta metragem, de ficção, documentário, animação e vídeos de caráter experimental e filmes VR – Realidade Virtual, distinguindo atores e autores, este ano a 24º edição do AVANCA 2020 decorre entre 18, 22 a 26 de julho na localidade de mesmo nome do centro do país.

O 24º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2020 é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, CIRA, Agrupamento de Escolas de Estarreja, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais e universidades portuguesas.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

FILME “PECADO FATAL” SUPERA AS 3 MILHÕES DE VISUALIZAÇÕES


Seis anos anos depois da estreia, “Pecado Fatal” é o primeiro filme português a ultrapassar a marca impressionante de 3 milhões de visualizações no Youtube..
Em tempo de confinamento por culpa da pandemia do COVID-19 que alterou fortemente os hábitos e as rotinas de vivência, esta longa-metragem de ficção está ter mais de seis mil visualizações por dia, o que implica que a cada 15 segundos alguém está a iniciar o visionamento deste filme.
O “Pecado Fatal” parece estar a ser o maior contributo do cinema português para os nossos tempos difíceis.
Para além deste número impressionante, outras versões do filme legendado ou dobrado noutras línguas estão espalhadas pela net, multiplicando este número de infoespetadores.
“Pecado Fatal”, que Luís Diogo produziu com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, é protagonizado por Sara Barros Leitão, Miguel Meira e João Guimarães, tendo contado ainda a participação de atores como José Eduardo, Monica Morado, Ângela Marques, Margarida Carvalho, João Melo e a cantora Daniela Galbin.
Integrando o TOP 10 dos filmes da Lusofonia, em 2014 esta longa-metragem de ficção foi o filme português mais premiado em festivais de cinema no estrangeiro.
Adquirido por uma multinacional americana, “Pecado fatal” tem estado em múltiplas exibição, nomeadamente em canais televisivos de cinema, legendado e dobrado em variadíssimas línguas.
Tendo sido exibido na RTP2, o filme chegou ao Youtube e transformou-se num sucesso de visualizações e comentários.
“Pecado fatal” conta uma história de equívocos e paixão que vive no limbo de um pecado irrevelável. Lila procura reconstruir um puzzle onde algumas peças faltam e outras não se encaixam, um puzzle iniciado 20 anos antes.
Luís Diogo é também o realizador da longa metragem “Uma Vida Sublime”, um filme que em 2018 recebeu 34 prémios, tendo-se transformado no filme mais premiado do cinema português.
Nascido na Guiné-Bissau e sendo natural de Castelo Branco, formou-se em artes visuais pela Escola Superior de Educação da sua cidade, estudou cinema na ESAP do Porto e tem orientado e coordenado ações de formação em escrita cinematográfica, nomeadamente no Festival de Cinema AVANCA.
“Pecado Fatal”, que Luís Diogo produziu com o Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo, foi rodado maioritariamente em Paços de Ferreira e Castelo Branco, tendo contado com vários apoios locais.

(alguns comentários)

quarta-feira, 1 de abril de 2020

QUINTAS DE CINEMA CONTINUAM NO CINE TEATRO DE ESTARREJA


O Cine Clube de Avanca continua a sua programação das quintas feiras à noite no Cine Teatro de Estarreja, agora de forma online.
Depois de ter exibido na passada quinta feira o polémico documentário de Carlos Silva “About Pigs”, que nos transportou para a crise de 2008, é tempo de exibir um filme que de algum modo antecipa as festividades da Páscoa, que se aproximam de um modo tão singular.

“A festa do nosso menino São Gonçalinho” de Pablo António será exibido no Facebook do Cine Teatro de Estarreja pelas 21h30 desta quinta-feira dia 2 de abril.

Filmado na altura das festas religiosas a São Gonçalinho na cidade de Aveiro, este documentário aborda também as comemorações pagãs, testemunha razões de fé e mostra as conhecidas cavacas atiradas de cima da capela.
Este filme, realizado na sequência de um mestrado realizado na Universidade de Aveiro pelo autor, teve a sua estreia no Festival Internacional de Cinema AVANCA onde foi distinguido com Menção Especial Documentário. Posteriormente este filme foi exibido em diversos festivais de cinema em Portugal, Brasil, Espanha e Croácia, tendo sido também premiado no “Wine and Flavours Film Festival, Lisboa” com o Prémio Melhor Filme Nacional e no “Do Pão Festival Internacional de Cinema Documental 2017 de Albergaria-a-Velha” com o Prémio Curta-metragem.
Pablo António viria a realizar no Brasil um segundo documentário intitulado “Reis do Sertão”, coproduzido pelo Cine Clube de Avanca, que entre outros prémios foi nomeado para os Prémios SOPHIA.

Na semana da Páscoa a programação será interrompida, voltando na semana seguinte sempre à mesma hora.

As QUINTAS DE CINEMA são uma programação do Cine Clube de Avanca em colaboração com o Cine Teatro e Município de Estarreja e o apoio do ICA do Ministério da Cultura.

terça-feira, 17 de março de 2020

O FILME “UMA VIDA SUBLIME” É AGORA MEMÓRIA DA VOZ PODEROSA DE PEDRO BARROSO

Calou-se a voz poderosa de Pedro Barroso, o poeta de canções, como gostava de dizer.
Aos 69 anos, após doença prolongada, desaparece este cantautor com uma vida preenchida enquanto músico de intervenção, defensor firme dos direitos dos autores e paradoxalmente professor.
Foi docente de educação física, mas também chegou a trabalhar na área da Saúde Mental e Musicoterapia, tendo sido pioneiro no ensino de crianças surdas-mudas.
A sua música marcou gerações e o realizador Luís Diogo, também ele professor, escolheu a canção “Balada do Desespero” de Pedro Barroso para abrir o seu último filme “Uma Vida Sublime”.
Luís Diogo acaba de publicar nas redes sociais que esta foi a canção que mais influenciou a sua vida.
O sucesso internacional do filme levou Pedro Barroso a publicar em tempos, o seguinte texto:

"Não sendo nenhum feito recente nem nenhuma glória que mude a minha vida, é agradável saber que o filme mais premiado de sempre do cinema português usa um tema meu. Com efeito, quase esquecida nos tempos, a "Balada do desespero" ilustra os primeiros minutos do filme "Uma vida sublime", de Luís Diogo. 34 prémios em Festivais, até ver. Nada mau. E o tema encaixa como uma luva. Ainda vou parar a Hollywood."

Efetivamente é toda a balada que abre de forma inabitual o filme de Luís Diogo, numa homenagem que o realizador quis fazer a esta música e ao seu autor.

Tendo passado pela rádio, pelo teatro, pela pintura e literatura, Pedro Barroso com 19 anos revela-se no programa televisivo “Zip-Zip” da RTP. Ali atuou acompanhado por Pedro Caldeira Cabral na guitarra portuguesa e Pedro Alvim à viola.
Opositor ao Estado Novo, viria a participar nas Campanhas de Dinamização Cultural do Movimento das Forças Armadas (MFA), dando concertos por todo o país.
Barroso gravou mais de duas dezenas de álbuns, EP, singles e coletâneas, num percurso iniciado em 1970. Percorrendo várias vezes o país em sucessivos concertos, muitos deles nas maiores e mais emblemáticas salas de espetáculo portuguesas, Pedro Barroso atuou igualmente em inúmeros países no estrangeiro, encantando salas de concerto e estúdios de rádio e televisão.
Tendo sido distinguido com a Medalha de Honra da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA), a sua voz marcante e a força emotiva da sua poesia canção moram pelas páginas e pelas gravações de uma vida que soube encher de emoção.

Pedro Barroso mora também na “Balada do Desespero” do filme de Luís Diogo, diabolando pelo mundo onde este filme tem marcado a força da criação autoral portuguesa.
“Uma Vida sublime” foi coproduzido pelo Cine Clube de Avanca e a Filmógrafo.

domingo, 8 de março de 2020

PRÉMIO DO PÚBLICO DO FANTASPORTO 2020 PARA FILME “POR DETRÁS DA MOEDA”

O Prémio do Público do FANTASPORTO 2020 foi este ano atribuído a um filme português.

Depois de uma estrondosa salva de palmas no Rivoli, com o público todo de pé, o filme “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya, produzido pela Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, foi distinguido pelos espetadores na noite da entrega de prémios.

Para além do Prémio do Público, o documentário “Por Detrás da Moeda” recebeu ainda uma Menção Especial de Melhor Filme Português.

Rodado no Porto com alguns dos mais carismáticos músicos de rua da cidade, o filme acompanha, entre outros, Alexandre Amorim, um dos fundadores dos “Pippermint Twist”, grupo que nos anos 80 partilhou o top de vendas com os “Xutos & Pontapés”.

Com o cantor Nuno Norte e o baixista Miguel Cerqueira, fundador dos “Trabalhadores do Comércio”, esta longa metragem é também um tributo à cidade do Porto.

“Por Detrás da Moeda” é a primeira longa metragem de Luís Moya, que tendo estudado na ESAP - Escola Superior Artística do Porto, está a rodar um novo filme nas Bahamas.
Anteriormente filmou, entre outros, “Mia Mia Sudan Tamam Tamam”, rodado no Sudão e distinguido com o Prémio de Cinema Português no Fantasporto de 2013.



O filme japonês "Ghostmaster", de Paul Young, foi eleito o melhor filme do Fantasporto, que este ano comemorou a sua edição número 40.
O também japonês Sabu ganhou o prémio especial do júri com o filme “Dancing Mary” e o realizador filipino Roderick Cabrido, com “Clarita”, recebeu a distinção para a melhor realização.

Com a Ásia fortemente presente no palmarés final, as distinções repartiram-se pelo Canadá, Coreia do Sul, Dinamarca, Espanha, Rússia, Suécia, Taiwan e Turquia, para além do Japão e Filipinas.

A ficção de curta metragem "Bunker" de João Estrada ganhou o Prémio do Cinema Português e nos prémios de escola foram distinguidos a ETIC e "Leo", de Maria Eduarda Rodrigues.

O realizador macedónio Milcho Manchevski, com "Willow", ganhou o Prémio Manoel de Oliveira, da Semana dos Realizadores, numa edição em que o húngaro Béla Bagóti ganhou o Prémio de Melhor Realizador e Melhor Argumento com o seu filme "Valan – Valley of angels", com estreia prevista para breve em Portugal.

Também com estreia prevista nas salas de cinema, “Por Detrás da Moeda” voltará a ser exibido em julho próximo no “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

FILME “POR DETRÁS DA MOEDA” NA COMPETIÇÃO DO FANTASPORTO

O filme “Por Detrás da Moeda”, produzido pela Filmógrafo e Cine Clube de Avanca, da autoria de Luís Moya, é uma das duas longas metragens portuguesas em exibição na competição do FANTASPORTO 2020.

Rodado no Porto com alguns dos mais carismáticos músicos de rua da cidade, o filme acompanha, entre outros, Alexandre Amorim, um dos fundadores dos “Pippermint Twist”, grupo que nos anos 80 partilhou o top de vendas com os “Xutos & Pontapés”.
No filme aparecem também Nuno Norte e Miguel Cerqueira, baixista fundador dos “Trabalhadores do Comércio”.

O filme tem exibição marcada para as 16h45 de sábado dia 29 de fevereiro no Teatro Rivoli, no Porto, integrando a competição oficial do Festival Fantasporto, que este ano comemora a sua edição nº40.

“Por Detrás da Moeda” é a primeira longa metragem de Luís Moya, que anteriormente filmou, entre outros,  o documentário “Mia Mia Sudan Tamam Tamam”, rodado no Sudão e distinguido com o Prémio de Cinema Português no Fantasporto de 2013.

Luís Moya estudou cinema na ESAP - Escola Superior Artística do Porto e na Escola de Artes Saint-Lukas em Bruxelas, tendo desenvolvido projetos de cinema independente de curta-metragem, para além de ter um já longo e internacional historial de televisão. Luís Moya, entretanto, está a rodar um novo filme nas Bahamas.

“Por Detrás da Moeda” deverá chegar às salas de cinema até ao final do ano e em julho próximo deverá voltar a ser exibido no “24º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

FILME DO CINE CLUBE DE AVANCA, RODADO NA SÍRIA E EM KIEV, PREMIADO NA UCRÂNIA

O filme DIADEMA de Milana Majar, produzido pela RTRS e coproduzido em parceria com o Cine Clube de Avanca, foi premiado com a “Emerald Diploma” no 11º International Orthodox Film Festival de Dnipro na Ucrânia.

O documentário DIADEMA explora o "mundo interior" da artista Youla Bnayat, primeira bailarina da companhia nacional de bailado da Síria antes do começo da guerra, cuja trajetória de vida sofreu uma reviravolta incomum.
Perante a tragédia em que mergulhou a Síria, Youla viaja em 2013, da Síria para Kiev, onde testemunhou os eventos no Maidan, a onda de manifestações nacionalistas e de agitação civil na Ucrânia, iniciada na noite de 21 de novembro.

Entretanto da Síria e da Guerra de 2013 - Caos, catástrofe e ausência de sentido, mas também beleza e poética – ficou uma experiência profundamente impressa no seu subconsciente. A última dança no anfiteatro medieval ainda faz cócegas no nariz... Ela reconhece as vozes e o ritmo dos passos numa explosão de emoção. Fora da tragédia da guerra que esmagou os seus sonhos, o mundo de Youla está entrando em colapso novamente, num espaço que é o seu único refúgio. Mas destas feridas, uma nova vida nasceu ...

Rodado entre Kiev e Damasco, falado em árabe e russo, produzido entre a Bósnia e Herzegovine (Esad Bajric e RTRS - Radio Television of Republika Srpska) e Portugal, este filme teve direção de fotografia de António Costa Valente e do fotografo sírio Dejan Racic, música de Mohammad Habbash, montagem de Dragana Mitric e montagem de som de Vladimir Vladetic.

Milana Majar, realizadora e argumentista é sobretudo conhecida pelos seus documentários
From the Edge of Sanity (2018) e In Manus Tuas (2019), ambos os filmes premiados em diversos festivais de cinema da Europa e Ásia.

O “Orthodox Film Festival de Dnipro”, realizado com o apoio da Igreja Ortodoxa Ucraniana do Patriarcado de Moscovo, foi alvo de fortes protestos dos nacionalistas ucranianos, perante a forte presença de cinema russo.
As salas de cinema foram invadidas por nacionalistas e o festival foi interrompido por entre slogans radicais e manifestações de rua.
O festival viria a realizar-se à porta fechada no Centro de Cultura Ortodoxa de Dnipro, uma cidade com mais de um milhão de habitantes, considerada a quarta maior cidade da Ucrânia e localizada no sudeste do país, nas margens do rio que dá nome à cidade.

DIADEMA ainda não tem data de estreia em Portugal.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

MANUEL GERAZ. ATOR DO FILME “SÓCIOS” É CIDADÃO DE MÉRITO DE VIANA DO CASTELO (A TÍTULO PÓSTUMO)

Em cerimónia pública que decorreu no Teatro Sá da Bandeiro, cujo palco Manuel Geraz bem conhecia, a sua filha e também atriz Vânia Geraz, recebeu do Municipio Vianense a distinção de Cidadão de Mérito, a título postumo e 18 anos após o seu desaparecimento.

Tendo concluido em 1987 o Curso Superior de Teatro na ESAP, Manuel Geraz participou em  vários espetaculos das companhias portuenses Teatro Experimental do Porto e Seiva Trupe.

Em 1991 foi um dos fundadores do Teatro do Noroeste em Viana do Castelo, onde desenvolveu uma intensa atividade como ator e encenador. Na sua cidade foi ainda professor de Expresão Dramática na Escola Superior de Educação.

No cinema foi protagonista da curta metragem SÓCIOS, filme premiado internacionalmente e com a participação do Cine Clube de Avanca.

Sobre ele escreveu Angela C.
“Nascer e morrer sem prevalecer não é designio dos da condição de Manuel Geraz. Prevalecer discreta e intensamente, este era o paradoxo da sua vida, um social anónimo e um palco extremado pelo talento que se desgarra do nome: ATOR.”

Manuel Geraz Ribeiro, ator, encenador e um carismático amigo dos filmes e do festival AVANCA (1953 - 2001).


quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

ANO NOVO COM MAIS DE UM MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES PARA PALAVRAS DE “UMA VIDA SUBLIME”

O filme “Uma Vida Sublime” que Luís Diogo realizou e produziu em conjunto com o Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, tem um inesperado parceiro no grupo de rap e hip hop “Wet Bed Gang”.

O seu novo e longo video clip “Head na Glock”, estreado no Youtube há pouco mais de 15 dias, chega ao novo ano ultrapassando um milhão de visualizações.

Neste video, assinado por André Caniços, para lá dos 4 minutos, surge, entre outros, Sara Tavares e Ângelo Torres com as palavras do filme “Uma Vida Sublime”, ditas pelo ator Paulo Calatré:

“As pessoas não ficam infelizes porque não têm o emprego que sonharam, a mulher ideal ou o homem ideal, ou porque lêem notícias depressivas na televisão...
...as pessoas ficam deprimidas porque há pessoas como tu que se estão constantemente a repetir que a vida é uma merda...
as notícias, por televisão, no cinema, no dia a dia, todo o santo dia nos dizem que a nossa vida é uma merda, para termos um emprego normal, para termos rotinas, porque vamos ao ginásio porque não vamos, porque somos gordos ou magros, ou porque compramos coisas que vocês acham fúteis,...
...e sabes o que é absurdo nisto tudo?”

Palavras que fazem parte do argumento original de Luís Diogo e que os Wet Bed Gang quiseram colocar no seu novo video clip.

Formados na Vialonga em 2014 por João Rossi "La Bella Mafia" e Pizzy, os Wet Bed Gang, o grupo é composto por quatro cantores e rappers portugueses, com os nomes de palco Gson, Zara G, Kroa e Zizzy Jr. Com uma enorme legião de seguidores no Facebook e várias vezes em primeiro lugar no Spotify, este grupo de hip-hop tuga tiveram em 2018 o seu ano de maior reconhecimento.

Foi precisamente em 2018 que o filme “Uma Vida Sublime” marcou história ao ganhar 34 prémios em festivais de todo o mundo e transformando-se no filme de longa metragem de ficção mais premiado de sempre no cinema português.

Rodado em parte durante o Festival de Cinema AVANCA 2016, percorrendo mais de 60 festivais internacionais dos 5 continentes, tendo estreado na Rússia e prevendo-se a sua próxima estreia no Brasil, este filme é a segunda longa metragem do argumentista e realizador Luís Diogo.