sexta-feira, 29 de novembro de 2019

CINECÔA 2019 EXIBE FILMES PREMIADOS PRODUZIDOS EM AVANCA


Num ano marcado pela homenagem ao ator Ricardo Pereira (personalidade marcante do cinema e da televisão de Portugal e Brasil) e pela presença da atriz Samal Yeslyamova (Palma de Ouro de Melhor Atriz no Festival de Cannes 2018), vários filmes produzidos em Avanca vão estar em exibição.

“Carnaval Sujo” de José Miguel Moreira, que acaba de ganhar o Prémio de Melhor Curta metragem do 17º Bragacine, vai estar em exibição com a presença do realizador. Este filme produzido por Vasco Josué e com música de Rui Massena, foi rodado em ovar com ao atores Pedro Rodil, Inês Costa, Rui Spranger e a jovem revelação avancanense Beatriz Bastos.

Igualmente produzido por Avanca, “A tua vez” de Cláudio Jordão, David Rebordão com o ator José Neto e a jovem atriz Madalena Aragão, será exibido e apresentado pelos realizadores. Esta é uma obra onde a magia marca o dia em que um homem prepara algo muito especial. Uma obra produzida entre a imagem real e animação 3D.

Três pequenos filmes de animação serão exibidos igualmente. São eles o filme “Intervalo” de Eduardo Maia, Mariana Vilhena, Pedro Gomes, Tiago Daniel Sá, produzido na Escola EB23 Egas Moniz de Avanca, onde o tempo de num tempo de intervalo acontece espaço para viajar num livro.

Rodado durante os workshops do festival de cinema AVANCA, o realizador Moisés Rodrigues filmou “Rodar”, usando papel com pontos, linhas e tridimensionalidade.

Também em Avanca, o realizador João Oliveira dirigiu uma equipa constituída por Manuel Wu Ye, Diogo Fontes, Cristina Silva, tendo em conjunto produzido a animação “MuMoon”. Esta é a história de uma vaca que decide realizar o seu sonho - projectar um filme na lua...

Por último o documentário “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Mussoni será igualmente exibido. Sendo uma coprodução envolvendo para além de Portugal, também a Guiné-Bissau e a Bélgica, este filme é protagonizado por um artista plástico guineense.
Pretu Funguli é uma expressão do criolo utilizada com um sentido discriminatório. Um termo recuperado pelo artista Nú Barreto que o transformou num conceito plástico. Já com uma vasta produção e projecção internacional, o filme segue o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau, até Paris, onde vive e trabalha.

O CINECÔA comemora este ano a sua oitava edição com um programa diversificado e procurando ser “um festival do Cinema do Mundo, onde a Humanidade tem mais História”. Organizado pelo Município de Vila Nova de Foz Côa, no Auditório Municipal, este é o único festival de cinema que acontece numa região que a UNESCO assinalou com dois Patrimónios da Humanidade.

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