sábado, 18 de agosto de 2018

DOMINGOS JUNIOR EM AGOSTO NA CASA DA CULTURA DE ESTARREJA

Domingos Júnior, artista plástico mas também arquiteto, professor universitário e um homem de todas as artes, incluindo o cinema, expõe durante todo o mês de agosto na Galeria da Casa da Cultura de Estarreja.

Numa mostra retrospetiva intitulada “Paisagens: Um Filme da Minha Vida”, as várias obras do artista, ocupam todo o belíssimo espaço desta galeria. Construindo uma proposta que se aproxima ao cinema numa abordagem de percurso onde cada paragem parece materializar uma nova cena de exploração plástica.

Tendo sido uma proposta do “22º AVANCA 2018 – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, onde o artista foi curador de mostras artísticas em edições anteriores, esta exposição procura descobrir marcas de transformação e desenvolvimento plástico e motivacional no percurso de Domingos Júnior.

Sobre esta exposição, num texto intitulado “Uma certa certeza”, o Prof. Dr. Casimiro Pinto escreveu que “...alinhadas em paredes, delas me aproximo como quem chega de longe ao contacto com algo original – com cuidado e curiosidade para encontrar a navegação, partindo de uma palavra-chave bem escolhida”. Mais à frente, diz ainda: “Arte, guerra, libertação, fome, sexo, doença, ecologia, crise, vida, morte, território, resistência, extinção, submissão. Uma forma de fluir no caos para lhe dar ordem, uma certeza subjetiva. Mas também produtiva... Um filme para a minha vida”.

De alguma forma esta é uma exposição onde a sequência das obras de arte expostas se abre à criação pessoal de ficções, provavelmente sempre inusitadas.

Domingos Júnior nasceu em Moçambique em 1950 e formou-se em arquitetura na ESAP – Escola Superior Artística do Porto, onde foi docente. Repartiu a sua atividade de professor no domínio das artes entre várias escolas e a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, onde foi comissário das exposições e coordenador do IV Festival Internacional do Filme Científico, em 2002. Presença habitual no AVANCA, tem participado na curadoria de diversas mostras artísticas.
A sua obra encontra-se em várias coleções e tem uma presença constante em exposições individuais, bienais e mostras coletivas, estando presente permanentemente na Galeria Olga Santos do Porto.

A mostra pode ser visitada todos os dias até 31 de agosto na Galeria desta Casa da Cultura que já foi  Casa dos Morgados de Santo António da Praça e tem raízes no séc. XVIII. O edifício fica na Praça Francisco Barbosa, no centro de Estarreja.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

VÍTOR REIA-BAPTISTA, UM ÚLTIMO COMBATE (1954-2018)

No verão de Avanca, faltará a partir de agora a voz da literacia fílmica, o vento claro do Algarve e sobretudo o prazer de rever em cada ano um homem de grandes lutas.

Vítor Manuel Reia-Baptista partiu neste dia.

Professor da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, ali foi o responsável pela criação do curso de Ciências da Comunicação e diretor do Departamento de Comunicação, Artes e Design.

Doutorado pela Universidade do Algarve em Comunicação em Educação, com especialidade em Pedagogia dos Media e Linguagens Fílmicas, foi na Suécia, na Universidade de Lund, que construiu o seu contexto académico com um Mestrado em Comunicação Cultural e uma Licenciatura em Literatura Comparada, Drama-Teatro-Cinema.

Dedicou a sua investigação científica à Literacia Fílmica, à Literacia dos Media e em Contextualizações Culturais do Cinema. Neste âmbito, foi membro do Grupo de Peritos da Comissão Europeia em Literacia dos Media, consultor do British Film Institute para o projeto European Film Literacy, para além de coordenador do Laboratório de Estudos Fílmicos do Centro de Investigação em Artes e Comunicação (CIAC).

Desde 2011, era membro da Comissão Científica da “AVANCA | CINEMA, Conferência Internacional de Cinema - Arte, Tecnologia, Comunicação”.

Em 2014, o Professor Vítor Reia dirigiu nesta conferência um painel sobre literacia filmica em conjunto com o CIAC, o seu centro de investigação. No seu texto para este evento, assinalou que a literacia filmica permite “fomentar uma alfabetização mais ampla que incorpora ampla experiência cultural, apreciação estética, compreensão crítica e produção criativa”. Um olhar abrangente que atualizava o espaço de intervenção do cinema.

Para além dos seus textos desenvolvidos no âmbito académico, fica a sua poesia.
Fica também o som de uma banda, no projeto “Flajazzados”, por entre os seus textos onde o combate às guerras ganha urgência e crua força.
É aí que a sua voz marcante perdurará.
Do álbum editado, mergulhamos na sua poesia e relemos este trecho final da canção “Triste soldado”:

   “Pronto, vai-te embora, deixa as pedras da calçada a chorar por ti.
   Esquece os mortos, hirtos, tortos, que largaste lá atrás, eles não te vão seguir.
   E o vagabundo que bate mesmo agora à tua porta
   Veste as mesmas roupas que já vestiram a tua carcaça morta.
   Ouve! Acende outro lume! Vais recomeçar outro reinado!
   Mas por agora, agora já se acabou, triste soldado.”

Quinta-feira dia 16 de agosto de 2018, um dia para lembrar Vítor Reia-Baptista, a literacia filmica e o imprescindível combate pela pacificação, sempre. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2018

JOVENS DA TURQUIA, ITÁLIA, BULGÁRIA, FRANÇA E CROÁCIA FILMARAM COM O CINE CLUBE DE AVANCA

Com grandes momentos de confraternização, jovens de cinco países e jovens do Cine Clube de Avanca puderam trocar experiências e ensaiar projetos comuns.

Vários filmes realizados por estes jovens foram terminados num contexto de desenvolvimento de ideias à volta do cinema e a natureza.
Com filmagens entre Avanca e o espaço da Bioria, a natureza proporcionou empatia e criatividade que se expressaram da melhor forma nas obras que em conjunto puderam realizar.

Com o título “Movie Nature”, integrando a “Juventude em Ação xD” do Programa ERASMUS+, jovens com especial interesse pelo cinema foram capazes de transportar criatividade entre o que a nossa natureza nos disponibiliza e o que a produção filmica pode potenciar.

Os jovens participantes, vieram das associações “Gokul - Gradanska organizacija za kulturu” (Croácia), “Format SFF Fondatsiya” (Bulgária), “Katadrom Kültür Sanat ve Sosyal Politikalar Dernegi” (Turquia), “ÉCU Film Festival” (França) e da “Associazione Montecatini Cinema” (Itália), para além de Portugal.

Entre todos, criou-se excelentes momentos de convívio, de descoberta das nossas paisagens e eco sistemas, encontros vários que agora se abrem para um futuro que muito pode aproximar estes jovens numa Europa mais próxima e construtora.

Reforçados os laços de amizade, este intercâmbio permitiu igualmente testar e demonstrar como as práticas de estilo de vida saudável ao ar livre são tão potencializadoras, mesmo na área do cinema.

Avanca ficou mais próxima, e todas as outras cidades que nos visitaram também.

segunda-feira, 30 de julho de 2018

“O REI DOS BELGAS” VENCE O FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2018

10 filmes portugueses entre os premiados do 22º AVANCA 2018.

“O Rei dos Belgas” é  o grande vencedor do “22º Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia – AVANCA 2018”, encerrando 10 dias de festival e 5 dias de competições, conferências e workshops internacionais e exposições, este festival atribuiu prémios a filmes e autores de 11 países.
“O Rei dos Belgas”, dos realizadores Peter Brosens e Jessica Woodworth, arrebatou o Prémio Cinema para a Melhor Longa Metragem e o Prémio D. Quixote da FICC - Federação Internacional de Cineclubes.

Tendo sido a primeira vez que esta federação internacional atribuiu prémios no AVANCA, também atribuiu uma Menção Especial ao filme esloveno “Ivan”.

Sobre o filme “O Rei dos Belgas”, o Júri da FICC, constituído por Christl Grunwald Merz (Alemanha), Mokhlesur Rahman Talukdar (Bangladesh) e João Paulo Macedo (Portugal), disse que o filme “aponta contradições entre as boas intenções da fundação da União Europeia e também das Nações Unidas e as realidades vividas na Europa após a 2ª Guerra Mundial. Neste aspeto, a Guerra dos Balcãs e as transformações pós 1989 são claramente mencionadas de forma muito crítica”.

Esta é a terceira vez que o casal de origem belga e americana ganha o principal prémio do festival internacional de cinema AVANCA. A primeira vez foi em 2008 com “Khadak” (um filme rodado na Mongólia), e em 2010 com “Altiplano” (rodado no Peru).

Foram ainda distinguidas com Menções Especiais as longas–metragens “Marias da Sé” de Filipe Martins (Portugal), “Ivan” de Janez Burger (Eslovénia) e “A Floresta” de Roman Zhigalov (Rússia).

O Prémio Melhor Atriz foi para Maruša Majer, que protagonizou “Ivan” e o Prémio Melhor Ator foi para Oleg Shibayev do filme  “A Floresta”.

O Prémio Curta Metragem foi para “Terra Amarela” de Dinis M. Costa e a animação, “Playing House” de Özgül Gürbüz e Cenk Köksal  da Turquia, foi distinguida com o Prémio Melhor Animação.

O júri cinema foi constituído pelo jornalista Germano Campos e pelos cineastas Angelique Muller (Malta), Masoud Soheili (Irão), Simone Saibene (Itália, Espanha), Lolo Arziki (Cabo Verde) e José Carlos de Oliveira.

Entre as categorias mais esperadas esteve a “Competição Avanca”. Reunindo obras produzidas ou co-produzidas na região, foi distinguida a curta metragem “5 cigarrilhas” de Passos Zamith, o documentário “Casa Amarela” de Ana Luísa Lopes e o Prémio Estreia Mundial foi para “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Musoni.
“Uma Vida Sublime” de Luís Diogo foi distinguido com o Prémio Melhor Longa Metragem, sendo já o 11º prémio que este filme recebe em 2018.
O júri foi constituído pelo cineasta Bernardo Cabral, pelo crítico de cinema Nuno Reis e pelos programadores Pedro Meireles e Judite Barros da Costa.

O documentário “Intraterrestrial. A Fleeting Contact" de Alexander e Nicole Gratovsky (Espanha) venceu o Prémio Televisão.
A obra portuguesa “No Momento" de Rui Martins recebeu o Prémio Estreia Mundial Televisão.
“Cru” de Carlos Ruiz foi distinguida com uma Menção Honrosa.
O júri foi constituído pelo realizador Rui Nunes, o argumentista Henrique Vaz Duarte, os poetas António Souto e Manuel Freire, o ator Carlos Rico, o jornalista Fernando Pinho e os cineastas Manuel Matos Barbosa e Manuel Paula Dias.

O prémio vídeo foi atribuído a “Night Sea Journey” de Sara Stäuble (Suiça). O júri deste prémio foi constituído pelos programadores e cineastas Ana Miranda, André Spencer, pela investigadora Cláudia Martins e pelo crítico Nuno Reis.

O Prémio Cineasta Júnior, para realizadores até 30 anos, foi atribuído a “Impessoal” de Marianne Harlé, tendo ainda sido atribuída uma Menção Especial a “No Final da Linha” de Rita Morais.
O júri destes prémios foi constituído pela jornalista Ana Teresa Silva, a artista plástica Cibele Saque, o crítico Nuno Reis e a arquiteta Cláudia Bordalo.

A competição “Trailer in Motion” distinguiu o trailer “Por Detrás da Moeda” de Luís Moya (Portugal) e o videoclipe “La Más tierna” de Alberto Martinez Arpa (Espanha). O júri, constituído pelo músico Sérgio Ferreira e pela cineclubista Fátima Cabral, atribuiu ainda uma Menção Especial ao trailer “Urban Sniper 2” do português Gustavo de Luís.

Entretanto, na “AVANCA|CINEMA, Conferência Internacional Cinema – Arte, Tecnologia, Comunicação”, o Prémio Eng. Fernando Gonçalves Lavrador, em homenagem póstuma a um dos mais relevantes investigadores portugueses na área da semiótica, estética e teoria do cinema, distinguiu o investigador Jesús Ramé López da Universidad Rey Juan Carlos (Espanha) e atribuiu uma Menção Honrosa a Kristian Feigelson da Université de Paris (França).
O júri deste prémio foi constituído pelos académicos Alice Fátima Martins (Brasil), Alfonso Palazon (Espanha), Szilvia Ruszev (EUA) e os portugueses Adriano Rangel, Anabela Oliveira, José Ribeiro e José Marta.

No total, 9 júris constituídos por 37 individualidades de 11 países atribuíram 17 prémios e 8 menções especiais.

O AVANCA acontece todos os anos em Avanca e é uma organização do Cine-Clube de Avanca e do Município de Estarreja com o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, Junta de Freguesia e Paróquia de Avanca, Agrupamento de Escolas de Estarreja, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.



terça-feira, 24 de julho de 2018

22º FESTIVAL DE CINEMA “AVANCA 2018” COM 18 ESTREIAS MUNDIAIS E FORTE PRESENÇA DO CINEMA PORTUGUÊS

O 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018 abre esta quarta-feira dia 25, pelas 21h45 no Auditório Paroquial de Avanca, com a cerimónia de entrega de prémios do ano anterior e com a estreia de duas curtas metragens dos cineastas Moisés Rodrigues e Paulo Araújo. A forte presença do cinema português é mais uma vez uma marca deste festival que anualmente acontece na última semana de julho.

O filme “Marias da Sé” de Filipe Martins é um dos finalistas para o Prémio Longa Metragem deste ano. Rodado na baixa da cidade do Porto e protagonizado por habitantes da zona da Sé, entre o documentário e a ficção, esta obra marca a entrada no formato maior do cinema de Filipe Martins. Este cineasta tinha anteriormente rodado nos workshops do AVANCA o filme “Landing”, várias vezes premiado e nomeado em festivais internacionais.

Este é um dos 18 filmes em estreia mundial no AVANCA 2018, a que se juntam todos os restantes filmes da seleção competitiva, que serão exibidos em estreia nacional.

Também nomeados para o Prémio Longa Metragem, estão os filmes “A Floresta” de Roman Zhigalov (Rússia), “Ivan” de Janez Burger (Eslovénia) e “O Rei dos Belgas” de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica) que serão exibidas nas noites de quinta e sexta-feira.

A presença portuguesa na seleção internacional acontece com as curtas metragens “Punição” de Paulo Araújo e “Terra Amarela” de Dinis M. Costa, com os documentários “Cru” de Carlos Ruiz, “A aldeia solitária” de Carlos Silveira, “No Momento” de Rui Martins, “Hélice” de Tiago Silva e com os vídeo expeimentais “Sombra” de Rui Filipe Torres e “Memórias da Vida Moderna” de Inês Soares.

O AVANCA 2018 será ainda o momento de estreia de vários filmes produzidos na região. Assim, serão exibida a longa metragem “Uma Vida sublime” de Luís Diogo e o documentário “Pretu Funguli” de Costa Valente e Monica Mussoni (uma coprodução com a Guiné-Bissau).
Nas curtas metragens serão exibidos os filmes “5 cigarrilhas” de Passos Zamith, “Em vez de palavras, o vento” de Tiago Damas, “Avesso” de Francisco Colombo (uma coprodução com o Brasil), “Casa Amarela” de Ana Luísa Lopes e a animação “Rodar” de Moisés Rodrigues.

Este ano o Prémio Cineasta Júnior, atribuido a um realizador com menos de 30 anos, reúne além de obras de cineastas estrangeiros, 15 filmes de realizadores portugueses. O Prémio Cineasta Sénior, para realizadores com mais de 60 anos, reúne este ano 3 filmes.

Paralelamente, serão exibidas mostras panorâmicas do cinema de países como o Japão, França, Malta, Turquia e naturalmente Portugal.

A noite de entrega de prémios será transmitida via internet, num direto assegurado por alunos de televisão e vídeo da Escola Profissional Val do Rio, de Oeiras.

Organizado pelo Cine Clube de Avanca e pelo Município de Estarreja, o festival decorre até dia 29 e tem o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Turismo do Centro, Junta de Avanca, DeCA / Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, UTAD, ESAP, ESAD, Academia Portuguesa de Cinema, Federação Internacional de Cineclubes, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

UMA VIDA SUBLIME VENCE FESTIVAL DE CINEMA EM ESPANHA

O filme “Uma Vida Sublime” de Luís Diogo foi o grande vencedor do Festival Internacional de Cine de Calzada de Calatrava, realizado na terra de nascimento de Pedro Almodóvar que apoia o festival através da sua produtora EL DESEO.

O filme venceu quatro dos seis prémios para que estava nomeado, incluindo o prémio maior do festival, o de Melhor Filme.

Eric da Silva venceu o prémio de Melhor Ator, repetindo o prémio que já havia ganho na Semana dos Realizadores do Fantasporto.

Rui Oliveira ganhou o prémio de Melhor Ator Secundário, sendo também o segundo prémio que ganha com este filme depois de ter vencido o prémio de Melhor Ator no Darbhanga Internacional Film, na Índia.

Finalmente Luís Diogo, o realizador do filme Uma Vida Sublime, venceu o prémio de Melhor Argumento.

Estes quatro prémios juntam-se aos seis já ganhos pelo filme, num total de dez prémios em 16 festivais.

Uma Vida Sublime conta a história do Doutor Ivan, um médico que tem uma vida perfeita, em que a única coisa que o incomoda é ver que nem todos têm uma vida tão sublime quanto a sua. Assim, ele usa dois métodos extremos para que pessoas tristes possam voltar a ser felizes novamente.

Produzido conjuntamente com o Cine Clube de Avanca e Filmógrafo, “Uma Vida Sublime” irá ser exibido no 22º AVANCA Festival Internacional de Cinema onde parte deste filme foi filmado em 2016. Entretanto está prevista a sua estreia nos cinemas portugueses no dia 4 de Outubro, seguindo-se uma estreia na Rússia a 11 de Outubro.


Algumas notícias nos jornais espanhóis sobre o triunfo de Uma Vida Sublime:
https://www.eldiario.es/clm/triunfadora-Festival-Cine-Calzada-Calatrava_0_795470511.html
http://agencias.abc.es/agencias/noticia.asp?noticia=2876062&titulo=%27Una+vida+sublime%27+acapara+cuatro+premios+en+Festival+de+Calzada+de+Calatrava
https://www.lanzadigital.com/tag/una-vida-sublime/

domingo, 8 de julho de 2018

JOVENS APRENDEM A FAZER CINEMA NO FESTIVAL “AVANCA 2018”

CINENTERTAINMENT 7, um espaço dos 6 aos 17 anos

Desenvolver uma história e concretizar um filme é o desafio que jovens de várias idades vão encontrar de novo este ano no 22º Festival de Cinema AVANCA 2018.
Pelo sétimo ano consecutivo a organização do festival preparou um espaço destinado aos mais jovens.

Durante os dias 25 a 29 de julho, enquanto os adultos assistem ás competições de filmes vindos de todos os continentes, enquanto participam em conferências e em workshops profissionais, os mais jovens têm o seu espaço.

São jovens que acompanham os pais na deslocação ao AVANCA, mas também são os jovens da região com vontade de experimentar a arte de fazer um filme.

Dois grupos de jovens cineastas, um com idades entre os 6 e os 12 e outro grupo com idades entre os 13 e os 17 anos, aprendem e experimentam fazer um filme.
A história, o storyboard, o guião, a localização, os técnicos, os atores... tudo isso durante 3 dias intensivos para sentirem o ambiente e o trabalho de uma equipa de produção fílmica!

As crianças e jovens que vão experimentar filmar na paisagem de Avanca, darão aqui em muitos casos, os seus primeiros passos no cinema de animação ou na realização de cinema de ficção.

O que é o cinema, como é feito e quem o faz, são algumas das premissas para 3 dias a usar uma câmara vídeo e explorar a animação imagem-a-imagem.

Histórias, livros, lendas e contos a saírem do papel e da cabeça, para ganharem uma vida em movimento, com som, iluminação e tudo o resto que faz falta. Vai-se idealizar, planear, desenhar, interpretar, editar, sempre com divertimento a acompanhar.

É esta a proposta do CineEntertainment 2018, no festival de Avanca, uma oportunidade para os mais novos, não-adultos, experimentarem o mundo do cinema e dos filmes, em contexto relaxado, animado e integrando um festival de cinema.

A coordenação e acompanhamento está a cargo de Ivo Prata, arte-educador, actor, tecnólogo e mentor do CineEntertainment. Amigo do "Avanca" desde 1998, trabalha com crianças, jovens e adultos em contextos artísticos informais de aprendizagem natural, com filosofia "hands-on".
Obrigatório trazer ideias, vontade e quem conseguir, um brinquedo que filme.

As inscrições estão já disponíveis na página do festival (www.avanca.com), onde bastará procurar a ficha de inscrição em “cinentertainment 7”.

O 22º Festival Internacional de Cinema AVANCA 2018 é uma organização do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja, com o apoio do ICA / Ministério da Cultura, IPDJ, Região de Turismo do Centro, Junta de Avanca, DeCA / Universidade de Aveiro, Universidade de Coimbra, UTAD, ESAP, ESAD, Academia Portuguesa de Cinema, Federação Internacional de Cineclubes, Agrupamento de Escolas e Paróquia de Avanca, para além de várias entidades locais.

O Verão em AVANCA começa frame a frame!