segunda-feira, 19 de novembro de 2012

LIECHTENSTEIN PREMEIA FILMES DE AVANCA



A 18ª edição do "Videogranprix 2012", um festival que se realiza anualmente no Principado do Liechtenstein, acaba de distinguir o filme “Estátua” de Carlos Silva e António Costa Valente com o prémio do melhor filme experimental e “Falha do Sistema” de José Miguel Moreira com o prémio do melhor filme profissional.

Os prémios agora atribuídos vão permitir a sua transmissão televisiva nos canais “TV Sendern” do Liechtenstein e da região austríaca do Vorarlberg.

Também o “RIOS – Festival internacional de Cinema Documental e Transmedia”
que decorreu em Vila Real na UTAD (Universidade de Trás-os Montes e Alto Douro), atribuiu ao filme “A ria, a água, o homem...” o “Prémio Olhares e Enquadramentos”.

Co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca / Filmógrafo, todos estes filmes são curtas-metragens que, tendo sido exibidas no Festival de Cinema AVANCA, estão a percorrer festivais de cinema de todo o mundo.

Estátua” é um filme experimental que parte de uma escultura de Gracinda Leite para uma integração / confronto com um espaço da mesma matéria da obra de arte. Este filme tinha anteriormente sido distinguido com Menção Especial do “Prémio Nacional Multimédia” e distinções no Festival de Cinema de Arouca e na competição vídeo Sé/Algarve 2012.


Falha do Sistema” é uma ficção com os atores Gracinda Nave, Pedro Lamares e José Pinto, produzida por Vasco Josué no ESMAE/IPP e decorre numa sociedade controlada pelo SISTEMA (uma variante nazi do “Big Brother” que limita a privacidade dos cidadãos).


A UTAD, em Vila Real, volta a distinguir o filme “A ria, a água, o homem...”

A ria, a água, o homem...”, com textos de Raúl Brandão, música de Debussy, desenhos e realização de Matos Barbosa e a voz do ator Joaquim de Almeida, este filme reinventa a Ria de Aveiro num inesperado desenho animado a preto e branco. Tendo sido várias vezes premiado em festivais de cinema de diversos países, este filme foi alvo de homenagens do Museu da Cidade de Aveiro e Museu Regional de Oliveira de Azeméis.

Os filmes foram produzidos com diversos apoios, nomeadamente do ICA / Ministério da Cultura.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

O ADEUS A SYLVIA KRISTEL


No crepúsculo dos holofotes de uma presença e fama planetária, Sylvia Kristel esteve em Portugal a convite do festival de cinema AVANCA 2006.
O tempo de actriz dava nessa altura espaço à memória criativa no espaço do cinema de animação.
Nesse ano, o festival abriu com a exibição do filme “Topor e Moi”, um inesperado e surpreendente filme que marcava a estreia de Sylvia Kristel na realização e também no mundo dos desenhos animados. Ali se recria a memória da cena artística de Paris no início da sua carreira.
Hugo Claus, W.F.Hermans, Vadin e obviamente Roland Topor, que tinham já ganho vida nos quadros de Sylvia Kristel (Topor foi seu professor de pintura), são de novo recriados neste filme pleno de sensibilidades, memórias e reflexões que marcaram o seu olhar maduro.
A uma pintura plena de corpos, rostos e cores de quase meia estação, juntou-se o cinema como potenciador gráfico, impulsionador dos movimentos perceptíveis e narrador das histórias que lhe eram urgentes contar.
O cinema parecia ter mudado de estação para Sylvia Krystel.
Em Avanca, a actriz experimentou algo novo - orientar um workshop.
Dirigindo em Avanca “Cinema e pintura – um espaço criativo para protagonistas” Sylvia procurou, à semelhança do seu filme, contar histórias de protagonistas por entre as práticas do cinema, da pintura e da liberdade que juntas, estas artes potenciam.
Kristel, protagonista do papel da mais célebre personagem do cinema erótico europeu, viu o seu êxito rapidamente transposto para a escala global num dos raros momentos em que o cinema europeu ocupou o lugar cimeiro da exibição cinematográfica planetária, ultrapassando rapidamente a mítica fasquia dos 100 milhões de espectadores.
A personagem “Emmanuelle” deu origem a uma sequela de filmes. O primeiro, realizado por Just Jaekin, consolidou um género cinematográfico de que este filme é a sua maior expressão.
Por entre dezenas de personagens que Sylvia Kristel foi protagonizando ao longo de uma carreira com mais de meia centena de filmes, um destaque muito especial para “Alice” de Claude Chabrol, onde tem uma das suas melhores interpretações.
Nos últimos anos, participou sobretudo em produções holandesas, nomeadamente com Dorna van Rouveroy e Ruud Den Dryver, produtores das suas incursões na realização cinematográfica e sobretudo seus amigos.
Sylvia faleceu esta noite.
No apagar da luz, certamente que por entre o crepúsculo, uma nova estrela nos dirá que o eros não é palavra vã e participa na liberdade de voar com que se escreve cada uma das nossas vidas.
Do AVANCA, um adeus e palmas a Sylvia Kristel.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

JOVENS CINEASTAS DE AVANCA PREMIADOS NA GEÓRGIA


O filme de animação “O Circo”, realizado por jovens estudantes do Agrupamento de Escolas de Avanca e co-produzido pelo Cine-Clube de Avanca, acaba de receber uma Menção Especial do Júri do “The 4th International Festival of Animated Film TOFUZI 2012” que terminou recentemente na cidade georgiana de Batumi, na República Autónoma de Ajara.
Depois da República Checa e da Argentina, esta é a terceira distinção internacional que este filme recebe.

O filme, acaba igualmente de ser seleccionado para a competição oficial do “10th International Animated Film Festival TINDIRINDIS” que se realiza no final deste mês em Vilnius, capital da Lituânia.

Também outro filme realizado por jovens cineastas de Avanca, “Terram - terra e mar” acaba de ser igualmente seleccionado para o “IV Festival Internacional Video Poesia 2012” que se realiza no início de Dezembro em Buenos Aires, capital da Argentina. Esta obra, realizada à volta de uma escultura de Helena Homem de Melo, é uma abordagem experimental ao espaço e paisagens de Avanca.

Numa acção conjunta do Agrupamento de Escolas e do Cine-Clube de Avanca, com apoio do programa VER - MC/ICA, os filmes “O Circo” e “Terram – Terra e Mar”, integram a formação em cinema que o Cine-Clube de Avanca tem vindo a realizar em diversos estabelecimentos de ensino, com natural preponderância para o Agrupamento de Escolas de Avanca.

Os alunos Orlando Sá Silva, Filipe Matos, Ricardo Matos, Maria Manuel Sousa, Victoria Alici, Yuliana Alici, André Rodrigues e João Pedro Silva foram os responsáveis pela realização deste filme, todo ele feito em recortes de papel desenhado e pintado.
O realizador Vitor Lopes coordenou e supervisionou todos os trabalhos, com o apoio de Carlos Silva, J. Paulo e sobretudo Rui Teixeira.

O Circo” é um filme sem palavras que faz descobrir ao espectador um especial e fantástico dia no circo, onde a música tem um papel fundamental. A obra musical “L`Apprenti Sorcier” de Paul Dukas foi inspiradora do trabalho de animação desenvolvido pelos alunos da Escola de Avanca. Este é mesmo um projecto que se iniciou com o apoio da Casa da Música, por sugestão do Prof. Paulo Rodrigues, tendo Nuno Peixoto ajudado a descobrir esta peça musical.

Estreado no AVANCA 2011, este filme foi já exibido na selecção oficial de festivais internacionais de cinema no Brasil, Canadá, Chile, Reino Unido, Eslovénia, Hungria e, por diversas ocasiões, em Portugal.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

CINEMA E PINTURA


UMA EXPOSIÇÃO DE DESENHOS ANIMADOS DE AVANCA NA AVEIRO-ARTE

O Círculo Experimental dos Artistas Plásticos de Aveiro, normalmente conhecido por AveiroArte, com  Galeria ao lado do Museu de Aveiro, inaugura na próxima quinta-feira dia 4 pelas 21.30h, uma exposição de desenhos e pinturas de 4 filmes de animação produzidos em Avanca.
Esta mostra exibe trabalhos gráficos de realizadores como Vítor Lopes, J. Fazenda e André Marques.
Até 24 de Outubro, será possível ver produção gráfica das curtas-metragens “Timor Loro Sae”, “Café”, “O acidente” e da primeira longa-metragem do cinema de animação português “Até ao tecto do Mundo”. Este filme é também o primeiro filme produzido em todo o mundo com uma nova tecnologia de animação vectorial 2D utilizando estruturas de animação, com um contexto tecnológico de produção que foi objecto de investigação no Departamento de Comunicação e Arte da Universidade de Aveiro.
Desde os anos 80 que em Avanca um estúdio de cinema de animação produz filmes de desenhos animados. Entre curtas-metragens e séries de animação são quase uma centena de filmes, que foram exibidos em televisões e festivais de cinema de todo o mundo. Um deles foi o festival de cinema de Aveiro, que no século passado exibiu filmes dos países onde se fala português.
De cada filme ficaram desenhos de personagens, desenhos de ambientes, desenhos de narrativas, desenhos e pinturas de um exercício fílmico que aproxima as artes.
DESENHOS ANIMADOS DE AVANCA 01 é um primeiro espreitar da AveiroArte para filmes construídos a dois passos de Aveiro e produzidos pelo Cine-Clube de Avanca.
A Galeria do AveiroArte ocupa o edifício Morgados da Pedricosa (Av. Santa Joana nº8, em Aveiro) e é um espaço da Câmara Municipal de Aveiro programado pela AveiroArte.
Esta associação, fundada em 1971, com mais de duzentos sócios, reúne artistas plásticos da região de Aveiro, com preocupações pela experimentação, pela criatividade, pela modernidade e pela afirmação estética contemporânea.
A exposição, cuja curadoria é da responsabilidade de Acácio Rodrigues e A. Valente, pode ser visitada todos os dias das 10 às 12.30h e das 14.30h às 19h

terça-feira, 25 de setembro de 2012

CLÁUDIA JACQUES APRESENTA NOS AÇORES AS PRIMEIRAS IMAGENS DO FILME “A PAREDE”



Cláudia Jacques que protagoniza com António Capelo e o jovem Miguel Moreira o filme de longa-metragem “A Parede”, vai estar no Teatro Ribeiragrandense, na Ilha de S. Miguel (Açores), na próxima sexta-feira dia 28, onde irá apresentar as primeiras imagens do filme, a convite do “III Festival de Curtas-metragens da Ribeira Grande”.

Realizado por Carlos Costa e produzido pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, este filme foi rodado integralmente no Porto, onde a actriz reside.
“A Parede” aborda as questões da violência doméstica e do “bulling” numa história de amizade entre dois personagens divididos por quase tudo. Cláudia e Miguel, confidentes um do outro, vitimas de agressões, mostram-nos uma realidade que o mundo onde vivemos gosta de esquecer. Uma realidade exposta por uma parede, “a única parede que parece dar ouvidos”.

Cláudia Jacques tem aqui o seu primeiro papel no cinema, depois de ter feito televisão.
Licenciada em Línguas e Literaturas Modernas pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, foi manequim, empresária ligada à moda e comentadora social na Sic. Actualmente desenvolve o trabalho nas áreas de relações públicas, moda, publicidade e televisão. Autora de artigos sobre beleza, saúde e bem-estar, tem dado apoio a várias causas e organizações de solidariedade social. Escreveu em co-autoria com Sérgio Figueira o livro “O Meu Segredo”, publicado em 2011 que inspirou também o lançamento de uma coleção de jóias em parceria com o joalheiro Eugénio Campos. Nesse mesmo ano participou no programa da Tvi “Perdidos na Tribo”, publicando já em 2012 o relato dessa experiência no livro “Perdida na Etiópia”.

A decorrer até domingo dia 30, o III Festival de Curtas-metragens da Ribeira Grande (Açores), exibe 42 filmes destinados a várias faixas etárias: pré-escolar, infanto-juvenil, juvenil e sénior, para além das sessões programadas para o público em geral.
A iniciativa, que decorre no Teatro Ribeiragrandense e em escolas do concelho, é organizada pela Câmara Municipal, em parceria com o Clube de Cinema da Ribeira Grande, Cineact - produções audiovisuais e multimédia e CCA. Visa, essencialmente, traçar uma perspetiva global da contemporaneidade no cinema, na televisão e no vídeo, bem como promover uma cultura cinematográfica na comunidade.

O evento exibe filmes da Alemanha, Bélgica, Bulgária, China, Espanha, Estónia, Grécia, Holanda, Irlanda, Roménia e Venezuela, além de Portugal. Os filmes seleccionados concorrem aos prémios “Fuso de Basalto”, sendo possível assistir á exibição de várias curtas-metragens portuguesas como “50 pesos argentinos” de Bernardo Cabral, “A parideira” e “Falha do sistema” de José Miguel Moreira, “Prescrição” de Marco Miranda e “Lágrimas de um palhaço” de Cláudio Sá.

Um dos convidados do festival é o director de fotografia Francisco Vidinha, que sendo o responsável pela imagem do filme “A parede”, irá orientar um workshop durante o festival.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

CINEASTAS DE AVANCA ORIENTAM WORKSHOP DE CINEMA NO “FESTARREJA”



Carlos Silva, António Fonseca e António Osório, são os 3 cineastas do Cine-Clube de Avanca que no próximo sábado dia 29 irão orientar o workshop de cinema “Fazemos um filme em Estarreja?”.
Carlos Silva é um dos realizadores do filme “Estátua” que na passada semana ganhou o Prémio Melhor Filme Experimental no Festival Internacional de Curtas-metragens de Arouca.
Os três são autores da curta-metragem “Terram - Terra e mar”, um filme que acontece a partir de uma escultura de Helena Homem de Melo. Conjuntamente, os 3 cineastas têm uma larga experiência em dezenas de filmes onde foram responsáveis pela imagem, o som, a montagem, os efeitos especiais e a animação.
No dia 29, durante todo o dia, a partir das atuais instalações do Cine-Clube em Avanca, ir-se-á construir um pequeno filme utilizando o espaço do Concelho de Estarreja.
Este curso, que se integra no evento FESTARREJA, pretende elaborar um projeto de filme em contexto prático de aprendizagem e reunir competências e experimentar práticas de cinema e vídeo. Os conteúdos programáticos desta formação são: criar um Projecto de filme; a gramática aplicada da realização cinematográfica; preparar a rodagem de um filme; contextualizar o trabalho de uma equipa de cinema; filmar com uma câmara HD; gravar som direto, enquanto se filma; a organização do espaço e dos elementos na rodagem; a montagem de cinema, princípios e práticas; a pós-produção e as etapas de finalização de um filme.
As inscrições, gratuitas, podem ser feitas para o email festarreja@cm-estarreja.pt
O workshop está limitado a 12 elementos.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

ARGENTINA PREMEIA FILME “O CIRCO”, DE JOVENS CINEASTAS DE AVANCA



O filme de animação “O Circo”, realizado por jovens estudantes da Escola Egas Moniz de Avanca acaba de ganhar ex-aequo o “Prémio Nueva Mirada para a melhor obra de animação” do “11º Festival Internacional de Cine NUEVA MIRADA para la Infancia y la Juventud”, Buenos Aires (Argentina).
 
Numa acção conjunta do Agrupamento de Escolas e do Cine-Clube de Avanca, com apoio do programa VER - MC/ICA, o filme O CIRCO integrou a formação em cinema que o Cine-Clube de Avanca tem vindo a realizar em diversos estabelecimentos de ensino, com natural preponderância para o Agrupamento de Escolas de Avanca.
 
“O Circo” é um filme sem palavras que faz descobrir ao espectador um especial e fantástico dia no circo, onde a música tem um papel fundamental. A obra musical “L`Apprenti Sorcier” de Paul Dukas foi inspiradora do trabalho de animação desenvolvido pelos alunos da Escola de Avanca. Este é mesmo um projecto que se iniciou com o apoio da Casa da Música, por sugestão do Prof. Paulo Rodrigues, tendo Nuno Peixoto ajudado a descobrir esta peça musical.

Os alunos Orlando Sá Silva, Filipe Matos, Ricardo Matos, Maria Manuel Sousa, Victoria Alici, Yuliana Alici, André Rodrigues e João Pedro Silva foram os responsáveis pela realização deste filme, todo ele feito em recortes de papel desenhado e pintado. 
O realizador Vitor Lopes coordenou e supervisionou todos os trabalhos, com o apoio de Carlos Silva, J. Paulo e sobretudo Rui Teixeira.
 
Estreado no AVANCA 2011, este filme foi já premiado na República Checa e seleccionado para festivais internacionais de cinema no Chile, Reino Unido, Eslovénia, Hungria e Portugal.
 
O festival NUEVA MIRADA, que se realizou na capital da Argentina durante a primeira semana de Setembro, é o evento internacional dedicado ao cinema para a infância e juventude mais conhecido do continente sul-americano.

Com este prémio, é a segunda vez que na mesma semana, filmes produzidos pelo Cine-Clube de Avanca são distinguidos em festivais de cinema. Na noite de sábado passado tinha sido a vez de Luís Diogo receber o Prémio Melhor Filme no “Festival Quinta Praia” em Famalicão com a ficção “Noite Gélida em Castelo Branco”.