terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

ANTÓNIO CAVACAS, TERMINADA UMA “MISSÃO IMPOSSÍVEL”

A animação portuguesa, na esquina dos séc. XX / XXI, perdeu um dos seus melhores timoneiros.

Não consta que António Cavacas alguma vez se tenha preocupado em fazer um desenho ou animá-lo, mas sabemos como soube assumir como missão a força da animação.

Jurista, com um longo passado na banca, chega à Cooperativa Nascente e ao Cinanima e é ali que acontece o encontro modelar com o cinema de imagem a imagem.

De uma entrega total, transportou consigo o rigor da lei e das finanças em cada um dos seus múltiplos passos, ajudando a que Espinho se tenha assumido durante anos, como a centralidade do devir da animação portuguesa.

Sempre presente, longe da ribalta, pugnando continuamente pela verdade dos acontecimentos, ajustando e consertando conflitos, promovendo aproximações, o seu trabalho infindável foi marcante e crucial para que a excelente equipa de trabalho do mais antigo festival de cinema em Portugal, se pudesse manter numa atividade cimeira, inspiradora e reconhecida.

O seu papel conciliador, sempre atento e construtivo, ajudou a manter o Cinanima, mesmo quando forças políticas teimavam aberrantemente em remar para outro lado. 

No site do seu festival, marcadamente se lê:

“Homem culto, leitor assíduo de autores clássicos e contemporâneos, a par de cinéfilo e grande conhecedor do cinema de animação, era pessoa de trato fácil e desprovida de pretensões que nada acrescentariam às suas naturais competências pessoais e aos seus notórios princípios humanistas.

Membro de diversas associações espinhenses, foi no âmbito da Cooperativa Nascente que mais e melhor deu provas das suas capacidades, tendo contribuído decisivamente para a implantação e desenvolvimento desta entidade cultural, desde a década de 80 do século passado.

Aqui exerceu as mais diversas funções e assumiu múltiplas responsabilidades, que aumentaram com a morte de António Gaio, de quem foi colaborador direto durante muitos anos e nas mais variadas áreas da Nascente, em particular no grande desafio anual de garantir a realização de sucessivas edições do CINANIMA, acabando por vir a assumir a direção executiva do Festival durante anos.”

Já nos anos 90 e na primeira década do novo século, António Cavacas trouxe igualmente estes seus princípios de missão para a Cartoon Portugal.

A chegada do Programa MEDIA da Comunidade Europeia teve fortes repercussões no cinema de animação e implicou a criação de um novo vínculo para os animadores portugueses. Em tempos difíceis e recusando a presidência, António Cavacas dinamizou a atividade desta entidade, que nasceu como ponte da animação portuguesa com Bruxelas.

Na altura, todos lhe sublinhámos o poder da palavra seriedade e a justeza do seu compromisso de missão.

Na viragem do milénio, o seu trabalho incansável permitiu a concretização de uma nova animação portuguesa, onde passaram a caber mais autores, mais animadores e onde os filmes se foram multiplicando.

António Cavacas acompanhou e suportou parte significativa desta crucial mudança.

Fez, como sempre tinha feito na sua entrega cívica à sua cidade. Os que, com ele tiveram o privilégio de trabalhar, sabiam que as reuniões tinham um tempo preciso, porque logo de seguida António Cavacas já estaria a correr para os Bombeiros ou outra agremiação para quem a sua presença também era imprescindível.

Tinha 77 anos, uma saúde que se vinha a debilitar e que nos últimos anos o obrigaram a ter de adiar constantemente a presidência do júri do Festival de Cinema AVANCA.

Teria sido esta uma primeira homenagem...

quarta-feira, 22 de dezembro de 2021

DESAPARECEU AMÉRICO SOARES, O PRIMEIRO PRESIDENTE DO INSTITUTO NACIONAL DE CINEMA DE MOÇAMBIQUE

Faleceu hoje em Avanca, com 69 anos, Américo Soares que foi o primeiro Presidente do Instituto Nacional de Cinema de Moçambique.

Sobre a égide do governo de Samora Machel, Américo Soares foi o grande obreiro de um Instituto de Cinema que em Maputo reuniu um dos raros laboratórios de cinema em África e uma forte estrutura que controlava a exibição e a produção cinematográfica de todo o país.

Foi este Instituto que permitiu a formação dos cineastas moçambicanos, organizando em Maputo ações de formação com realizadores como Godard ou Ruy Guerra. Apostados em transformar os guerrilheiros em operadores de câmara, foram estes novos técnicos que se espalharam por todo o país e permitiram filmar o mais icónico jornal de atualidades cinematográficas de todo o continente africano.

Chamado “Kuxa Kanema”, esta série de filmes de 20 a 30 minutos tinham texto do escritor Luís Patraquim, direção de Fernando Silva e a locução era do próprio Américo Soares. 

Deslocando-se durante toda a vida numa cadeira de rodas, estudou na Escola Comercial de Lourenço Marques, tendo passado pelos jornais e movimentos políticos e revolucionários de então.

Embarcou para Portugal e empreendeu uma destemida viagem, a salto, num triciclo motorizado com que atravessou toda a Europa, tendo chegado á Suécia, onde foi exilado político.

Personalidade carismática, após mais de seis anos à frente dos destinos do cinema em Moçambique, regressa a Portugal e em Avanca inicia uma bem sucedida carreira de empresário, tendo construído uma rede de lojas de revelação rápida de fotografia por todo o país, uma outra de emolduramentos e uma pequena distribuidora de filmes em vídeo.

Alargando os negócios ao Brasil e mais tarde também a Moçambique e África do Sul, mais recentemente dirigia uma editora online que foi pioneira na impressão digital de livros em Portugal. 

Numa das primeiras edições do Festival Internacional de Cinema AVANCA, Américo Soares pode contar um pouco da sua história e da sua riquíssima experiência de vida, tendo colaborado sempre com o Cine Clube de Avanca.

O funeral realiza-se quinta-feira dia 23 ás 15h na Igreja Matriz de Avanca, no Concelho de Estarreja e Distrito de Aveiro.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

CINE CONCERTO “DENTRE” NO CINEMA VIDA EM OVAR


O guitarrista e cineasta Joaquim Pavão estará na noite da próxima sexta-feira dia 17 no Cinema Vida em Ovar onde irá acontecer o Cine Concerto DENTRE.

Acompanhado pelo músico Xavier Marques e a atriz Isabel Fernandes Pinto, o espetáculo inicia-se às 21h15 com a projeção do novo projeto DENTRE e a atuação em palco dos autores deste projeto.

Em DENTRE, três músicos dialogam com um registo cinematográfico onde a violência está na desconstrução ética da mentira para com esta estabelecer as bases de um sistema opressor.

DENTRE põe em confronto a banalização da violência com algumas feridas abertas e reais.

Estar sem habitar. Como se pudéssemos atravessar a vida incólumes. 

O projeto é também um modo de perguntar: Como normalizamos o sofrimento do outro?

Destinado a um público maior de 16 anos, este Cine Concerto é a mais recente obra cinematográfica de Joaquim Pavão que, anteriormente, viu o seu filme “Antes que a noite venha: falas de Antígona” ser distinguido com 22 prémios em festivais de todo o mundo.

Também a curta metragem “Entre sonhos” foi premiada e a sua primeira longa-metragem “Sonhos” aguarda estreia nas salas de cinema do país.

Compositor, a obra musical de Joaquim Pavão está espalhada por diversos filmes onde assinou a autoria da banda sonora, nomeadamente de realizadores como Janek Pfeifer, Artur Correia, Cláudio Jordão, Patrícia Figueiredo, Miguel Gonçalves Mendes, Igor Parfenov ou Alfonso Palazon.

A sua música acompanhou "A Sesta" da coreografa Olga Roriz, a performance "Medea" de Helena Botto e a animação em tempo real "Tropisme" do realizador canadiano Pierre Hebert.

Entre o cinema e a música, Pavão tem dado concerto de guitarra em diversos festivais da Europa e América do Sul. 

Tendo gravado em 2017 o seu primeiro álbum a solo "Avenidas", lançou mais recentemente o álbum "Antes que a noite venha: falas de Antígona" com Xavier Marques, sendo a banda sonora do filme que dirigiu. A sua obra de composição musical é publicada pela AVA MUSICAL EDITIONS.

O Cinema Vida, que integra o Centro Comercial de igual nome em Ovar, faz parte da rede EUROPA CINEMAS e programa cinema de qualidade com o apoio do ICA / Ministério da Cultura.

segunda-feira, 22 de novembro de 2021

ANTÓNIO SOUTO APRESENTA NOVO LIVRO EM ANGEJA

António Souto, escritor e professor, irá apresentar a o seu novo livro “Não há volta a dar” no sábado 27 de novembro às 16h, no Solar do Alambique em Angeja.

Editado pela “Debatevolution”, integrando a coleção crónicas, este novo livro reúne 30 textos que o autor considera ser “Coisas miúdas de um quotidiano fértil de casos e descasos, algumas reflexões em torno da escola e de quem nela anda – à mistura com recordações de uma infância talhada de muitos apertos e de muitos sonhos -, alguns soluços abatidos neste nosso tempo confinado de pandemia”.

Tendo anteriormente publicado, na mesma editora, os livros “Ex Abrupto” e “Dupla Expressão” que também reúnem outras crónicas que António Souto tem publicado em blogues e outras publicações, no novo livro, “De tudo se compõem as crónicas que dão forma a este florilégio laçado de verdades e devaneios, de palavras cheias e de silêncios, porque assim é a Vida, Não há volta a dar.”

António Souto, sendo sobretudo poeta com vários livros publicados, nomeadamente a antologia “O Milagre do Entardecer” e a sua mais recente obra poética “A Seiva dos Dias – e outros poemas”, 

Natural de Angeja, Albergaria-a-Velha, onde nasceu em 1961, António Souto é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas pela Universidade de Lisboa e pós-graduado em Teoria e Criação Literária pela Universidade Autónoma de Lisboa. Tem uma relevante carreira como professor, em Portugal e em França – desenvolve a sua atividade em Lisboa, sendo que lecionou igualmente em Estrasburgo, na Universidade de Ciências Humanas, atual Universidade de Estrasburgo, no Instituto de Tradutores, Intérpretes e Relações Internacionais e na Universidade Popular Europeia.

Exerceu, no XIV Governo Constitucional, as funções de assessor e de chefe de gabinete no Ministério do Trabalho e da Solidariedade.

A capa do livro reproduz uma fotografia de Mariana Souto, sua filha.



A apresentação do livro contará a«com a presença do autor, da Dra. Helena Vidinha, anfitriã, que tem vindo a acompanhar a obra do poeta, e do editor António Costa Valente

O livro terá também uma prévia apresentação em Lisboa no Auditório da Escola Secundária de Camões (antigo Liceu Camões).


quinta-feira, 18 de novembro de 2021

“EU & EU” DE PASSOS ZAMITH DISTINGUIDA COM 8 PRÉMIOS NA ÍNDIA


A curta-metragem “Eu & Eu” de Passos Zamith tem sido selecionado para diversos festivais de cinema e acaba de ser distinguido com nova distinção, desta vez no “Golden Sparrow International Film Festival” com o Prémio da Crítica deste festival indiano.

Anteriormente o filme tinha sido distinguido, também na Índia, no “Aranmanai International Film Festival” com o prémio para a melhor curta metragem internacional e no “White Unicorn International Film Festival” com o prémio para a melhor curta metragem da edição de inverno. Recebeu ainda o prémio especial do júri do “Chaplin Independent Film Festival”, o prémio para melhor curta metragem no “Zero Degree Film Contest” e foi também distinguido no “RIFF - Rameshwaram International Film Festival” e “Short-filmz”.

Protagonizado pelo ator  Diogo Tomaz, também ele foi distinguido com o prémio para a melhor interpretação no “Eurasia Inter. Film Festival”.

Tendo participado recentemente no "Entre Olhares, Mostra do Cinema Português", evento ainda a decorrer, “Eu & Eu” está também selecionado para o “Festival Curta Açores” que irá acontecer no início de dezembro no Teatro Ribeiragrandense na Ilha açoriana de São Miguel.   

O filme retrata a ansiedade. Um jovem e todos os desconfortos, tristezas e histerias que parecem perseguir a sua geração são o espaço e o tempo que focalizam o drama do filme.

Uma viagem de um jovem à procura um lugar inóspito e remoto onde a vida ficará “no fio da navalha”.

Com argumento de Passos Zamith e Mariana Bento Lopes, que assinam também a produção, o filme teve direção de fotografia de João Oliveira, direção de som de Álvaro Melo, direção artística de Maria de Sá, coprodução de Artur Barros Moreira e montagem de João Oliveira, Mariana Bento Lopes e Passos Zamith.

“Eu & Eu” é a terceira curta-metragem do realizador e argumentista Passos Zamith, que com o seu filme de estreia foi distinguido com 4 prémios em diversos festivais de cinema. Todos os seus filmes têm tido a sua estreia no Festival de Cinema AVANCA e “Eu & Eu” foi um dos filmes em competição na edição deste ano.

Produzido pela Filmógrafo e Opposite Records, com o apoio do Cine Clube de Avanca, este filme foi filmado em maio de 2021 na Barragem de Vilarinho das Furnas, Concelho de Terras de Bouro no Gerês, com o apoio do Município local.

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

NOVA IORQUE PREMEIA “ENTRE SONHOS”

O filme “Entre Sonhos” de Joaquim Pavão acaba de ser distinguido com o Prémio “Best Surrealism Short Film” do “Retro Avant Garde Film Festival” de Nova Iorque nos EUA.

Tendo sido distinguido anteriormente com o Prémio Melhor Realizador Janeiro 2021 no 3rd Assurdo Film Festival em Itália, e com o Prémio Melhor Filme Experimental no “Festival Internacional de Cine sobre Ufología y Fenómenos Paranormales”, que decorreu no Museo Nacional de Bellas Artes (MNBA) de Neuquén, na Argentina. “Entre sonhos” passou anteriormente por festivais de cinema na Argentina, Birmânia, EUA, Itália, Japão, México e Portugal.

“Entre Sonhos” decorre num mundo pós-capitalista em que todas as decisões dos humanos estão determinadas por uma universal “vontade correta”, via pela qual se estabelece a resolução dos conflitos e se atinge um hipotético equilíbrio pacífico. Esse equilíbrio é posto em causa através dos sonhos das personagens que, nesse universo onírico, resgatam o seu livre arbítrio. Será possível conciliar a liberdade individual com a “vontade correta”?

Em algumas personagens, a busca da sua identidade leva-as a colocar em causa todo o sistema social em que vivem. Esses são catalogados pelo sistema como “Instáveis” e serão convidados a sair. Fora de uma sociedade organizada, o indivíduo confronta-se, então, com fortes condicionalismos como a sobrevivência e o livre arbítrio.

Nascido no MIEC -  Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso, o filme foi produzido pela Fugir do Medo, Filmógrafo, Cine Clube de Avanca e com a participação do Festival de Cinema AVANCA. Rodado em Santo Tirso, este filme viria também a incluir filmagens realizadas no decorrer do Festival de Cinema de AVANCA 2019.

Partindo de um conjunto de composições musicais do guitarrista Óscar Flecha, o realizador e também guitarrista Joaquim Pavão, em coautoria com a atriz Isabel Fernandes Pinto, desenvolveu o projeto cinematográfico com o apoio no desenho de Gil Moreira, nos figurinos de Tucha Martins, na imagem de José Oliveira, no som de Xavier Marques, na produção executiva de Tiago Vouga, na produção de António Costa Valente e na curadoria de Álvaro Moreira.

Entre dezenas de figuras, no filme participaram atores como: Aleksandar Ćurčić, Anders Skriver, Andreia Silva, Ângelo Castanheira, Bernardo Santo Tirso, Bruna Herculano, Carlos Loureiro, Catarina Gomes, Catarina Santos, Eduardo Queirós, Filipe Gaspar, Igor Daniel, Inês Neiva, Isabel Fernandes Pinto, Isilda Mesquita, Joana Ratola Soares, Joel Sines, José Silva, Madalena Aragão, Maria Avelãs, Maria João Mata, Miguel Henriques, Patrícia Lima, Rebeca Cunha, Rui Oliveira, Rui Pena, Sara Gonçalves, Susie Filipe, Teresa Chaves e Victor Valente.

O filme foi entretanto escolhido para a competição oficial dos festivais “Cine Luso Espírito Mundo International Film Festival” que irá decorrer no final de novembro em Bruxelas, e será igualmente exibido no “3in1 Film Fest” em Samora Correia.

“Entre Sonhos” resulta de uma participação e apoio maioritário do Município de Santo Tirso e do seu MIEC -  Museu Internacional de Escultura.


sexta-feira, 22 de outubro de 2021

DESAPARECE FUNDADOR DO CINE CLUBE DE AVANCA


Faleceu Mário Andrade Amaral, um dos fundadores e ativistas do Cine Clube de Avanca.

Tendo nascido há 75 anos na freguesia de Matriz, concelho da Horta nos Açores, formou-se em engenharia e ingressou nos quadros de uma multinacional de alimentação, que teve em Avanca a sua primeira fábrica em Portugal. Mário Amaral dirigia um departamento desta unidade fabril, quando no final dos anos 70 participou nas reuniões e na atividade do que viria a ser mais tarde o Cine Clube de Avanca.

Com a esposa Maria Manuela Correia da Rosa Amaral, também natural da freguesia açoriana de Matriz e entretanto já falecida, viriam ser uns dos signatários da fundação do cineclube a 18 de novembro de 1982.

Pintor, desenvolveu ao longo da sua vida uma obra plástica muito própria, que de forma continuada foi evoluindo por entre a força das cores e da forte presença do ato de pintar. O óleo e o acrílico acompanharam sempre cada uma das suas obras, fortemente expressivas.

Uma das suas primeiras participações em eventos públicos de arte, viria a ser a exposição “Artistas de Avanca” que decorreu nos anos 70 na Casa Museu Egas Moniz. Esta mostra marcou o início de uma atividade no domínio das artes plásticas que sempre acompanhou a atividade do cineclube local.

Preparando-se para comemorar no próximo ano 40 anos de fundação e 45 de efetiva e ininterrupta atividade, a associação cultural sem fins lucrativos que Mário Amaral ajudou a criar, tem hoje uma implantação local e internacional assinalável. Organizando desde 1997 o festival “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, que este ano teve a sua 25ª edição, o Cine Clube de Avanca tem tido também uma intensa atividade na produção cinematográfica com mais uma centena e meia de obras produzidas e exibidas em mais de 70 países. Foi em Avanca que se produziu “Até ao Tecto do Mundo”, o primeiro filme de longa-metragem do cinema de animação português, a longa-metragem de ficção “Uma Vida Sublime”, a mais premiada da ficção portuguesa, e o conjunto dos filmes produzidos foram distinguidos com cerca de 400 prémios em festivais dos cinco continentes. Entre o cinema e as artes, o cineclube tem voltado a sua atenção particularmente para a formação artística e para constantes atividades de dinamização cultural.

O funeral realiza-se dia 23 pelas 10h30 da Igreja Paroquial de Santo António de Nova Oeiras para o cemitério de Oeiras.