A convite do BANJALUKA 2019 - International Animated Film Festival, o cinema de animação produzido em Avanca está em exibição na Bósnia Herzegovina.
Numa retrospetiva do cinema português de animação, o festival exibe 9 filmes que marcam diferentes momentos da criação cinematográfica que tem acontecido em Avanca. Do desenho animado à animação 3D, os filmes foram realizados por 10 realizadores entre 2008 e 2016.
Acompanhando o evento e a convite de Goran Dujaković, diretor do festival, António Costa Valente fará uma contextualização do cinema português de animação e apresentará os filmes de que foi produtor.
O festival de BANJALUKA comemora este ano a sua 12ª edição enquanto evento deste país, mas dá continuidade a outro festival de cinema de animação da ex Jugoslávia. O cinema de animação sempre teve uma forte presença nos países dos Balcãs e esta mostra é a confirmação da grande qualidade do cinema que tem sido produzido em Avanca.
Premiado esta semana num novo festival do Faial, Açores, com o prémio de melhor animação, o filme realizado por Raquel Felgueiras “Sendas” é um dos filmes que será exibido.
Também de realizadoras, serão exibidos os filmes “A Minha Casinha” de Maria Raquel Atalaia e “Foi o Fio” de Patrícia Figueiredo. Ambas as realizadoras têm um percurso entre o cinema de animação e a ilustração.
De Cláudio Jordão será exibido o seu filme “15 Bilhões de Fatias de (-t)+Deus”, obra produzida em tempo de crise e sem qualquer apoio apesar de o seu filme anterior ter sido o mais premiado da animação produzida em Portugal. Esse filme, “Conto do Vento” que realizou com Nelson Martins, também irá ser exibido. Recorde-se que Nelson Martins escreveu o argumento desta obra como resultado de um workshop num dos festivais de cinema AVANCA.
“O Acidente” de André Marques e Carlos Silva trás-nos uma comunicação de um singular acidente à companhia de seguros. Um filme que afirma o desenho e a animação como se o filme não tivesse sido acabado.
“Lágrimas de um Palhaço” é o primeiro filme sem palavras de Cláudio Sá, um dos cineastas mais novo e mais prolifero da animação portuguesa
“Um Gato sem Nome” de Carlos Cruz (que assina como Charlie Blue), é uma adaptação de uma obra da escritora Natércia Rocha e conta com música de Nick Phelps.
Por último o filme “A Ria, a Água, o Homem” de Manuel Matos Barbosa, um cineasta com um longo e significativo percurso no cinema, sobretudo na animação e no documentário.
Este filme é uma adaptação de textos de Raul Brandão e conta com a voz do ator Joaquim de Almeida.
São 9 filmes que demonstram a diversidade e qualidade da animação portuguesa, permitindo abrir janelas e provocar um novo encontro com o cinema que se tem feito em Avanca e Portugal.
sábado, 26 de outubro de 2019
domingo, 20 de outubro de 2019
FILMES DE AVANCA NA COMEMORAÇÃO DA EDIÇÃO 70 DO FESTIVAL DE CINEMA DE CURTAS METRAGENS MAIS ANTIGO DO MUNDO
4 filmes produzidos pelo Cine Clube de Avanca e pela Filmógrafo participam nas comemorações da edição 70 do Festival Internacional de Cinema de Curta Metragem de Montecatini em Itália.
Este festival é o mais antigo de todos os eventos de curtas metragens em atividade no mundo.
Nascido nesta conhecida cidade termal da Toscana italiana, ao longo do seu historial foi sendo um ponto de encontro do cinema independente italiano com o cinema de todo o mundo. Presidido desde há alguns anos por Marcelo Zeppi, este festival tem a particularidade de ter sido criado pela Federação Italiana de Cineclubes (Fedic).
Os filmes de Avanca vão ser apresentados em Itália por Júlia Rocha, do Cine Clube de Avanca e que assim integra as comemorações transalpinas.
Entre as obras escolhidas, estará a curta metragem de José Miguel Moreira “Carnaval Sujo”, filme rodado em Ovar e cuja trama acontece num cenário onde se referência uma antiga tradição carnavalesca desta cidade.
“5 Cigarrilhas” é outro dos filmes seleccionados, da autoria de Passos Zamith que se encontra a rodar um novo filme, cujas filmagens na região serão alvo de apoio do novo AVANCA Film Fund.
Francisco Colombo é outro dos autores com filme presente em Itália. Trata-se da coprodução luso-brasileira “Avesso”, uma ficção que reúne vários bandidos. Francisco, conjuntamente com Marcia Paraiso, está a finalizar um novo filme com o Cine Clube de Avanca. Trata-se do documental de longa-metragem “Sobre Sonhos e Liberdade”. que também será uma coprodução luso-brasileira.
O último filme é um documentário de curta metragem realizado por Gustavo dos Santos e intitulado “Magister”. Neste filme é possível acompanhar o trabalho do encenador teatral do Porto, Júlio Cardoso.
A estes filmes juntam-se 2 curtas metragens realizadas por estudantes de cinema e que tiveram a sua estreia nas últimas edições do “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”. Este festival tem uma parceria de longa data com este festival italiano e este ano atribuiu um Prémio Amizade a Marcello Zeppi, assinalando assim este significativo aniversário.
As curtas metragens são “Passage” de Hugo Neves, Filipe Teixeira, Vasco Gonçalves, António Riboira e “20.06.2018” de Daniel Silva, Filipe Mendonça, Nelson Sousa, Tiago Faria.
Montecatini escolheu este ano Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia como países convidados nesta sua comemoração.
Este festival é o mais antigo de todos os eventos de curtas metragens em atividade no mundo.
Nascido nesta conhecida cidade termal da Toscana italiana, ao longo do seu historial foi sendo um ponto de encontro do cinema independente italiano com o cinema de todo o mundo. Presidido desde há alguns anos por Marcelo Zeppi, este festival tem a particularidade de ter sido criado pela Federação Italiana de Cineclubes (Fedic).
Os filmes de Avanca vão ser apresentados em Itália por Júlia Rocha, do Cine Clube de Avanca e que assim integra as comemorações transalpinas.
Entre as obras escolhidas, estará a curta metragem de José Miguel Moreira “Carnaval Sujo”, filme rodado em Ovar e cuja trama acontece num cenário onde se referência uma antiga tradição carnavalesca desta cidade.
“5 Cigarrilhas” é outro dos filmes seleccionados, da autoria de Passos Zamith que se encontra a rodar um novo filme, cujas filmagens na região serão alvo de apoio do novo AVANCA Film Fund.
Francisco Colombo é outro dos autores com filme presente em Itália. Trata-se da coprodução luso-brasileira “Avesso”, uma ficção que reúne vários bandidos. Francisco, conjuntamente com Marcia Paraiso, está a finalizar um novo filme com o Cine Clube de Avanca. Trata-se do documental de longa-metragem “Sobre Sonhos e Liberdade”. que também será uma coprodução luso-brasileira.
O último filme é um documentário de curta metragem realizado por Gustavo dos Santos e intitulado “Magister”. Neste filme é possível acompanhar o trabalho do encenador teatral do Porto, Júlio Cardoso.
A estes filmes juntam-se 2 curtas metragens realizadas por estudantes de cinema e que tiveram a sua estreia nas últimas edições do “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”. Este festival tem uma parceria de longa data com este festival italiano e este ano atribuiu um Prémio Amizade a Marcello Zeppi, assinalando assim este significativo aniversário.
As curtas metragens são “Passage” de Hugo Neves, Filipe Teixeira, Vasco Gonçalves, António Riboira e “20.06.2018” de Daniel Silva, Filipe Mendonça, Nelson Sousa, Tiago Faria.
Montecatini escolheu este ano Portugal, Espanha, Rússia e Ucrânia como países convidados nesta sua comemoração.
quarta-feira, 18 de setembro de 2019
CINEMA DE FICÇÃO DO CINE CLUBE DE AVANCA ENTRE OS AÇORES E O CAZAQUISTÃO
Estando o Festival CURTA AÇORES a comemorar a sua décima edição, dois filmes produzidos em parcerias pelo Cine Clube de Avanca vão estar em competição. Trata-se das curtas metragens de ficção “Carnaval sujo” de José Miguel Moreira e “A Tua Vez” de Cláudio Jordão.
Exibido fora de competição, a longa metragem de Luís Diogo “Pecado fatal” integra a programação de um novo festival que está a marcar a indústria cinematográfica da Ásia.
“Almaty Film Festival” está a decorrer na maior cidade do Cazaquistão, reunindo convidados e filmes de todo o mundo. António Costa Valente do Cine Clube de Avanca integra o júri internacional que é presidido pelo cineasta vencedor de vários oscares Hugh Hudson (“Chariots of Fire”), pela atriz Samal Yeslyamova (Palma de Ouro Melhor Atriz em Cannes 2018), Takeo Hisamatsu (Presidente do Festival de Tóquio) e pela produtora russa Natalya Ivanova.
Entretanto terminou o Festival Internacional de Cinema de Arouca onde a curta metragem de ficção “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith ganhou o Prémio de Melhor Argumento.
Também recentemente terminado, no Reino Unido o “Out of the Can Film Festival” viu a atriz Isabel Fernandes Pinto e o compositor Joaquim Pavão serem nomeados respetivamente para melhor atriz e melhor música pelos seus trabalhos no filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona”.
Este filme foi igualmente exibido no evento “Dos Modos Nascem Coisas 2019” de Albergaria-a-Velha.
Joaquim Pavão acaba de ser também nomeado para o prémio de melhor música, com este seu filme, no “5º Open World Toronto Film Festival”, que irá decorrer em novembro próximo no Canadá.
Os filmes “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith, “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” de Joaquim Pavão, “A Tua Vez” de Cláudio Jordão, “Carnaval sujo” de José Miguel Moreira e “Pecado fatal” de Luís Diogo, marcam uma recente aposta na coprodução de filmes de ficção.
Nestes filmes intervieram várias entidades, nomeadamente o ICA, o IPDJ, Junta de Avanca, Frazão, Paços de Ferreira e os municípios de Castelo Branco, Celorico de Basto, Estarreja, Ovar, Paços de Ferreira e Vila do Conde.
Exibido fora de competição, a longa metragem de Luís Diogo “Pecado fatal” integra a programação de um novo festival que está a marcar a indústria cinematográfica da Ásia.
“Almaty Film Festival” está a decorrer na maior cidade do Cazaquistão, reunindo convidados e filmes de todo o mundo. António Costa Valente do Cine Clube de Avanca integra o júri internacional que é presidido pelo cineasta vencedor de vários oscares Hugh Hudson (“Chariots of Fire”), pela atriz Samal Yeslyamova (Palma de Ouro Melhor Atriz em Cannes 2018), Takeo Hisamatsu (Presidente do Festival de Tóquio) e pela produtora russa Natalya Ivanova.
Entretanto terminou o Festival Internacional de Cinema de Arouca onde a curta metragem de ficção “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith ganhou o Prémio de Melhor Argumento.
Também recentemente terminado, no Reino Unido o “Out of the Can Film Festival” viu a atriz Isabel Fernandes Pinto e o compositor Joaquim Pavão serem nomeados respetivamente para melhor atriz e melhor música pelos seus trabalhos no filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona”.
Este filme foi igualmente exibido no evento “Dos Modos Nascem Coisas 2019” de Albergaria-a-Velha.
Joaquim Pavão acaba de ser também nomeado para o prémio de melhor música, com este seu filme, no “5º Open World Toronto Film Festival”, que irá decorrer em novembro próximo no Canadá.
Os filmes “5 Cigarrilhas” de Passos Zamith, “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” de Joaquim Pavão, “A Tua Vez” de Cláudio Jordão, “Carnaval sujo” de José Miguel Moreira e “Pecado fatal” de Luís Diogo, marcam uma recente aposta na coprodução de filmes de ficção.
Nestes filmes intervieram várias entidades, nomeadamente o ICA, o IPDJ, Junta de Avanca, Frazão, Paços de Ferreira e os municípios de Castelo Branco, Celorico de Basto, Estarreja, Ovar, Paços de Ferreira e Vila do Conde.
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
FILME “PRETU FUNGULI” DISTINGUIDO EM KIEV
O documentário “PRETU FUNGULI” com o artista plástico guineense Nú Barreto, de Costa Valente e Monica Musoni, acaba de ser distinguido com um “Diploma do Júri” no 16º Kinolitopys – Festival Internacional de Cinema Documental de Kiev na Ucrânia, "pela divulgação da vida de pessoas criativas na sociedade".
O festival Kinolitopys decorreu na Casa do Cinema, no centro da capital ucraniana.
PRETU FUNGULI é um filme sobre o encontro da criação artística com as descriminações sociais.
“Funguli” é uma expressão crioula usada de maneira discriminatória. Este termo foi revivido pelo artista visual guineense Nú Barreto, que o transformou num conceito visual.
Sendo de um dos países mais pobres do mundo, Nú Barreto tem hoje uma grande crescente projeção internacional no espaço das artes visuais. O filme acompanha o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau e Paris, onde vive e trabalha. Somos convidados a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive o artista.
Tendo tido a sua estreia no festival de cinema AVANCA 2018, o filme teve imagem de António Osório, A. Valente, Aminata Embalo, a montagem do filme é de Alex Cepile e Monica Musoni que assina igualmente a autoria do documentário.
Exibido recentemente em Cabo Verde e no México, este filme tem sido acompanhado por debates onde a arte e as questões sociais se cruzam fortemente. Com a intervenção dos realizadores, o filme tem sido exibido não só no âmbito de festivais, mas também em universidades e centros de cultura onde o tema do filme tem permitido amplas e preocupadas abordagens.
Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie AEO, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na Ecole Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos. Faz da condenação dos atos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo.Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América. Em 1998, participou na Exposição Universal de Lisboa; em 2013, participou pela segunda vez na exposição L’Art pour la Paix à l’Unesco, em Paris. Tem também integrado exposições coletivas: no Centro Cultural Franco-moçambicano, em Maputo; no Museu Nacional de Belas Artes no rio de Janeiro; na Bienal de Dakar; no Luxemburgo; em Berlim; no Museu Vieira da Silva, em Lisboa.
Este filme foi produzido pela Filmógrafo, Cine-Clube de Avanca, Água Triangular e TonTon Communication (Bélgica), tendo sido apoiado pelo ICA, Ministério da Cultura, entre várias entidades de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Macau.
O festival Kinolitopys decorreu na Casa do Cinema, no centro da capital ucraniana.
PRETU FUNGULI é um filme sobre o encontro da criação artística com as descriminações sociais.
“Funguli” é uma expressão crioula usada de maneira discriminatória. Este termo foi revivido pelo artista visual guineense Nú Barreto, que o transformou num conceito visual.
Sendo de um dos países mais pobres do mundo, Nú Barreto tem hoje uma grande crescente projeção internacional no espaço das artes visuais. O filme acompanha o artista pelo Brasil, Guiné-Bissau, Macau e Paris, onde vive e trabalha. Somos convidados a mergulhar na sua vida e obra, a fim de entender o seu processo criativo e os conflitos em que vive o artista.
Tendo tido a sua estreia no festival de cinema AVANCA 2018, o filme teve imagem de António Osório, A. Valente, Aminata Embalo, a montagem do filme é de Alex Cepile e Monica Musoni que assina igualmente a autoria do documentário.
Exibido recentemente em Cabo Verde e no México, este filme tem sido acompanhado por debates onde a arte e as questões sociais se cruzam fortemente. Com a intervenção dos realizadores, o filme tem sido exibido não só no âmbito de festivais, mas também em universidades e centros de cultura onde o tema do filme tem permitido amplas e preocupadas abordagens.
Nú Barreto nasceu em 1966, em São Domingos, no norte da Guiné-Bissau. Instalou-se em Paris em 1989, onde vive e trabalha atualmente. Interessa-se inicialmente pela fotografia, tendo realizado formação na Ecole de Photografie AEO, em Paris, em 1993. Concluiu os seus estudos na Ecole Nationale des Metiers d’Image, em Paris, em 1996. Artista pluridisciplinar, procura interpelar o espectador através das suas pinturas, fotografias, desenhos e vídeos. Faz da condenação dos atos de opressão do nosso mundo o tema principal da sua obra, denunciando, em particular, a miséria e o sofrimento que atingem o continente africano. Introduz nas suas obras uma linguagem feita de formas, de cores simbólicas e de motivos portadores de forte simbolismo.Tem realizado exposições em França, em Portugal, em Espanha, em Macau e nos Estados Unidos da América. Em 1998, participou na Exposição Universal de Lisboa; em 2013, participou pela segunda vez na exposição L’Art pour la Paix à l’Unesco, em Paris. Tem também integrado exposições coletivas: no Centro Cultural Franco-moçambicano, em Maputo; no Museu Nacional de Belas Artes no rio de Janeiro; na Bienal de Dakar; no Luxemburgo; em Berlim; no Museu Vieira da Silva, em Lisboa.
Este filme foi produzido pela Filmógrafo, Cine-Clube de Avanca, Água Triangular e TonTon Communication (Bélgica), tendo sido apoiado pelo ICA, Ministério da Cultura, entre várias entidades de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil e Macau.
domingo, 25 de agosto de 2019
CINEMA DE ANIMAÇÃO DE AVANCA NA CINEMATECA NACIONAL
Pela primeira vez a Cinemateca Portuguesa exibe um conjunto significativo de filmes de animação que foram produzidos pelo Cine Clube de Avanca,
Marcando a reabertura em setembro das atividades da Cinemateca Portuguesa, os filmes serão exibidos na segunda feira dia 2, pelas 18h30, numa sessão especial que contará com a presença de vários dos realizadores das obras a exibir.
Esta deslocação de filmes e pessoas a Lisboa, tem um particular significado para a produção cinematográfica de Avanca, onde o cinema de animação produzido tem uma marca forte na história do cinema de animação português.
Foi em Avanca que se produziu a primeira e até agora única longa metragem da animação portuguesa e também a curta metragem “Conto do Vento” de Cláudio Jordão e Nelson Martins, a mais premiada de entre os filmes da animação produzidos exclusivamente no nosso país.
Este será um dos filmes a exibir na Cinemateca, e também o filme de ficção científica “15 bilhões de fatias de (-) + Deus” que foi realizado em 2012, o ano em que o cinema português não teve qualquer apoio estatal. Este filme inscreve por isso um especial agradecimento à crise e também ao Nobel neurocirurgião Egas Moniz pelo seu sentido inspirador.
A paisagem à volta de Avanca estará representada no filme “A ria, a água, o homem...”, que no apurado desenho de Manuel Matos Barbosa, permite um mergulho na memória e nas ancestrais atividades da apanha do moliço e da pesca na ria.
Entre os filmes em exibição estará “Um gato sem nome”, uma surpreendente realização de Carlos Cruz e “Lágrimas de um palhaço” de um dos mais profícuos e independentes realizadores da animação portuguesa Cláudio Sá.
As realizadoras têm uma forte presença nesta seleção que inclui “A Minha Casinha” de Maria Raquel Atalaia, “Foi o fio...” de Patrícia Figueiredo, “Mulher sombra” de Joana Imaginário e “Sendas”, o mais recente filme de Raquel Felgueiras.
A mostra inclui ainda o video musical “Navegar” com Helena Caspurro e de Carlos Silva e Pedro Carvalho de Almeida e a animação produzida durante um dos festivais de cinema AVANCA, da autoria de Moisés Rodrigues, “Rodar”.
Refira-se que a totalidade dos filmes foram exibidos no festival “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, que este ano completou 23 edições, e no qual a maioria dos filmes tiveram a sua estreia mundial.
Produzidos no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, em colaboração e parceria com diversas entidades e produtoras (nomeadamente a Filmógrafo, Kotostudios, Animegas, Mulher Avestruz, Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, DeCA da Universidade de Aveiro), os filmes espelham uma diversidade autoral que sempre foi apanágio do cinema de AVANCA.
O Cine-Clube de Avanca, conjuntamente com a Filmógrafo é uma das produtoras de cinema mais distinguidas na Península Ibérica, tendo os seus filmes recebido cerca de 400 prémios e menções.
Alguns dos filmes tiveram apoio do ICA, Ministério da Cultura, participação da RTP, do IPDJ, do Município de Estarreja e da Junta de Freguesia de Avanca.
Marcando a reabertura em setembro das atividades da Cinemateca Portuguesa, os filmes serão exibidos na segunda feira dia 2, pelas 18h30, numa sessão especial que contará com a presença de vários dos realizadores das obras a exibir.
Esta deslocação de filmes e pessoas a Lisboa, tem um particular significado para a produção cinematográfica de Avanca, onde o cinema de animação produzido tem uma marca forte na história do cinema de animação português.
Foi em Avanca que se produziu a primeira e até agora única longa metragem da animação portuguesa e também a curta metragem “Conto do Vento” de Cláudio Jordão e Nelson Martins, a mais premiada de entre os filmes da animação produzidos exclusivamente no nosso país.
Este será um dos filmes a exibir na Cinemateca, e também o filme de ficção científica “15 bilhões de fatias de (-) + Deus” que foi realizado em 2012, o ano em que o cinema português não teve qualquer apoio estatal. Este filme inscreve por isso um especial agradecimento à crise e também ao Nobel neurocirurgião Egas Moniz pelo seu sentido inspirador.
A paisagem à volta de Avanca estará representada no filme “A ria, a água, o homem...”, que no apurado desenho de Manuel Matos Barbosa, permite um mergulho na memória e nas ancestrais atividades da apanha do moliço e da pesca na ria.
Entre os filmes em exibição estará “Um gato sem nome”, uma surpreendente realização de Carlos Cruz e “Lágrimas de um palhaço” de um dos mais profícuos e independentes realizadores da animação portuguesa Cláudio Sá.
As realizadoras têm uma forte presença nesta seleção que inclui “A Minha Casinha” de Maria Raquel Atalaia, “Foi o fio...” de Patrícia Figueiredo, “Mulher sombra” de Joana Imaginário e “Sendas”, o mais recente filme de Raquel Felgueiras.
A mostra inclui ainda o video musical “Navegar” com Helena Caspurro e de Carlos Silva e Pedro Carvalho de Almeida e a animação produzida durante um dos festivais de cinema AVANCA, da autoria de Moisés Rodrigues, “Rodar”.
Refira-se que a totalidade dos filmes foram exibidos no festival “AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia”, que este ano completou 23 edições, e no qual a maioria dos filmes tiveram a sua estreia mundial.
Produzidos no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, em colaboração e parceria com diversas entidades e produtoras (nomeadamente a Filmógrafo, Kotostudios, Animegas, Mulher Avestruz, Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, DeCA da Universidade de Aveiro), os filmes espelham uma diversidade autoral que sempre foi apanágio do cinema de AVANCA.
O Cine-Clube de Avanca, conjuntamente com a Filmógrafo é uma das produtoras de cinema mais distinguidas na Península Ibérica, tendo os seus filmes recebido cerca de 400 prémios e menções.
Alguns dos filmes tiveram apoio do ICA, Ministério da Cultura, participação da RTP, do IPDJ, do Município de Estarreja e da Junta de Freguesia de Avanca.
quarta-feira, 21 de agosto de 2019
LAS VEGAS PREMEIA FILME QUE JOAQUIM PAVÃO RODOU NO FESTIVAL AVANCA
Os Vegas Movies Awards atribuíram Prémio de Excelência à Música Original de Joaquim Pavão e ao Produtor António Costa Valente. Distinguiram ainda o filme com os Prémios de Prestígio para a Melhor Curta Metragem Independente, Melhor Montagem de Joaquim Pavão, Melhor Guarda Roupa de Tucha Martins, Melhor Fotografia de José Oliveira e Melhor Atriz para Isabel Fernandes Pinto.
Construído sobre o texto “Antes que a noite venha” de Eduarda Dionísio, este filme revela uma mulher que nos acompanha há vinte e cinco séculos, desde que Sófocles a apresentou à democracia ateniense, nas Grandes Dionisíacas. O filme transporta-nos à intimidade da mulher que ousou desafiar um déspota, na defesa da lei suprema do amor, revelando-nos contornos prováveis do Estado Democrático.
Tendo sido protagonizado pela atriz Isabel Fernandes Pinto, que agora recebe a sua terceira distinção com esta obra, e pelo atores Rui Pena e Claudinei Garcia, o filme conta também com um “Coro”, constituido por Alfaia Dinoparlar, Angelo Castanheira, Bruna Herculano, Carolina Ferreira, Carolina Rodrigues, Daniela Cardoso, Inês Lopes, Isilda Mesquita, Ivan Pinho, Joana Madureira, Laure Givily, Lídia Roca Almor, Luciana Teixeira, Natália Costa, Paula Santos, Sandra Pereira e Susana Santos.
Tendo sido o filme de abertura do 22º Festival internacional de Cinema AVANCA 2018, esta obra tinha sido rodado dois anos antes, durante a vigésima edição deste mesmo festival, tendo sido filmado no calor do verão, num amplo espaço de cultivo e nos limites de um pinhal em Avanca. Possuindo uma imagem particularmente expressiva que se transforma na pós-produção onde ganha negros impressionantes, tira especial partido da luminosidade captada no final de julho, justificando assim as cinco distinções atribuídas à imagem do filme em competições nos EUA, Reino Unido, Polónia e Portugal.
Tendo sido seleccionado e exibido em diversos festivais de cinema, o filme “Antes que a noite venha – Falas de Antígona” acumula um total de 19 prémios e uma Menção Honrosa, a que se junta a nomeação para os Prémios SOPHIA na categoria de curta metragem de ficção.
Entretanto Joaquim Pavão está a rodar um novo filme com curadoria de Álvaro Moreira e no contexto do Museu Internacional de Escultura de Santo Tirso. Sendo uma longa metragem, “Sculp” tem envolvido o trabalho de várias dezenas de atores e técnicos numa abordagem a uma narrativa que se entre-cruza com um espaço onírico onde as esculturas do Museu ganham uma expressividade inusitada.
Joaquim Pavão procura ainda voltar ao texto de Eduarda Dionísio e filmar “Medeia”, uma forma de sequenciar o projeto que agora voltou a ser premiado e sobretudo explorar novos contextos estéticos de abordagem filmica.
quinta-feira, 8 de agosto de 2019
FOTOGRAFIA PORTUGUESA EM ESTARREJA, DEPOIS DO FESTIVAL DE CINEMA AVANCA 2019
Na Galeria de Arte da Casa da Cultura de Estarreja e até 31 de agosto, decorre a exposição Coletiva de Fotografia de Autores Portugueses.
Esta mostra reúne obras de 25 autores portugueses com propostas de arte fotográfica que espelham a diversidade criativa da fotografia contemporânea.
Com curadoria e organização de Olga Santos, arquiteta e galerista, e de Domingos Júnior, arquiteto e artista plástico, esta exposição é uma organização conjunta do 23º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia que decorreu no final de julho em vários locais da região.
A mostra reúne trabalhos de Adelino Marques, Ana Pinheiro, André Gigante, António Teixeira, Filipe Carneiro, Flávio Andrade, Hugo Almeida, Jean Pierre de Aguiar, João de Medeiros, João Pelicano Paulos, João Paulo Sottomayor, Jorge Pedra, Júlio Matos, Luís Coelho, Luís Romba, Malica C., Manuela Vaz, Maria Vasconcelos, Marta de Aguiar, Nuno Calvet, Pedro Malheiro, Pedro Mesquita, Rosa Ramos, Rui Morão e Rui Pedro Bordalo.
Sendo a segunda vez que uma coletiva de arte fotográfica faz a ponte entre o Festival de Cinema e este espaço exposicional da Casa da Cultura de Estarreja (a primeira aconteceu em 2017), permite transportar as preocupações da criação artística que envolve as imagens e que de forma tão comum se encontram tanto nas imagens em movimentos como nas imagens fixas.
A presente mostra permite assim um reflexão mais ampla da abordagem à luz e das suas interseções com as preocupações autorais de alguns dos artistas que têm pontuado os últimos anos da arte fotográfica portuguesa.
A mostra ficará aberta ao público no horário diário deste espaço que integra um histórico e marcante edifício sobranceiro à praça central da cidade de Estarreja.
A mostra e o Festival de Cinema, são resultado da parceria organizativa do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja.
Esta mostra reúne obras de 25 autores portugueses com propostas de arte fotográfica que espelham a diversidade criativa da fotografia contemporânea.
Com curadoria e organização de Olga Santos, arquiteta e galerista, e de Domingos Júnior, arquiteto e artista plástico, esta exposição é uma organização conjunta do 23º AVANCA – Encontros Internacionais de Cinema, Televisão, Vídeo e Multimédia que decorreu no final de julho em vários locais da região.
A mostra reúne trabalhos de Adelino Marques, Ana Pinheiro, André Gigante, António Teixeira, Filipe Carneiro, Flávio Andrade, Hugo Almeida, Jean Pierre de Aguiar, João de Medeiros, João Pelicano Paulos, João Paulo Sottomayor, Jorge Pedra, Júlio Matos, Luís Coelho, Luís Romba, Malica C., Manuela Vaz, Maria Vasconcelos, Marta de Aguiar, Nuno Calvet, Pedro Malheiro, Pedro Mesquita, Rosa Ramos, Rui Morão e Rui Pedro Bordalo.
Sendo a segunda vez que uma coletiva de arte fotográfica faz a ponte entre o Festival de Cinema e este espaço exposicional da Casa da Cultura de Estarreja (a primeira aconteceu em 2017), permite transportar as preocupações da criação artística que envolve as imagens e que de forma tão comum se encontram tanto nas imagens em movimentos como nas imagens fixas.
A presente mostra permite assim um reflexão mais ampla da abordagem à luz e das suas interseções com as preocupações autorais de alguns dos artistas que têm pontuado os últimos anos da arte fotográfica portuguesa.
A mostra ficará aberta ao público no horário diário deste espaço que integra um histórico e marcante edifício sobranceiro à praça central da cidade de Estarreja.
A mostra e o Festival de Cinema, são resultado da parceria organizativa do Cine-Clube de Avanca e Município de Estarreja.
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