quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

PRÉMIOS EGAS 2015 PREMEIAM O CINEMA DE AVANCA

Na noite de terça-feira dia 29 de dezembro, 14 cineastas portugueses vão ser distinguidos com os Prémios EGAS 2015 Cinema.
Numa organização do Cine-Clube de Avanca, cineastas que em 2014 viram os seus filmes na seleção oficial de mais de cinco festivais internacionais de cinema que decorreram no estrangeiro, são agora distinguidos nesta primeira edição. Este é um prémio que procura recordar, assinalar e distinguir os que, envolvendo a região, foram capazes de ter um sinal “mais” na produção cinematográfica local.
A primeira edição dos Prémios EGAS 2015 irá decorrer no Auditório da Junta de Freguesia de Avanca, Concelho de Estarreja.
Os cineastas distinguidos são Artur Correia, Bernardo Cabral, Carlos Silva, Cláudio Sá, Helena Caspurro, João Costa, José Miguel Moreira, Luís Diogo, Luís Oliveira Santos, Marco Miranda, Maria Raquel Atalaia, Nuno Fragata, Patrícia Figueiredo e Pedro Carvalho de Almeida.
De entre todos, um destaque especial para o decano do cinema de animação português Artur Correia, cujo último filme “A Nau Catrineta” foi objeto de variadíssimas exibições. Nascido em 1932, Artur Correia foi o primeiro cineasta português premiado em Annecy, considerado como o maior evento do cinema de animação mundial.
Também com cinema de animação, cineastas como Claúdio Sá e o seu filme “Lágrimas de um palhaço”, Carlos Silva, Helena Caspurro e Pedro Carvalho de Almeida com “Navegar” e “Palui”, Maria Raquel Atalaia com “A minha casinha”, Nuno Fragata com “Só” e Patrícia Figueiredo com “Foi o fio.”, viram os seus filmes nomeados em competições de todo o mundo.
Luís Diogo com “Pecado fatal” foi o filme português de longa-metragem de ficção mais premiado no estrangeiro na história do cinema português em 2014, integrando a lista do TOP 10 do cinema lusófono.
Na ficção, serão ainda distinguidos os cineastas Bernardo Cabral autor de “50 pesos argentinos”, João Costa com “X & Y”, José Miguel Moreira com “Falha do sistema” e Marco Miranda com “Prescrição”.
No documentário, Luís Oliveira Santos será distinguido pela sua obra “A luz da terra antiga”.
Procurando pontos de convergência entre culturas, geografias e a região, no Cine-Clube de Avanca o cinema tem sido o mote para aproximar e concretizar projetos, explorações das artes e confrontar visões humanistas sem fronteiras.
Na demanda da abrangência, a sua atividade estende-se pelo país mas mantém no Concelho de Estarreja o seu nódulo concretizador.
Entre os que aqui trabalham, participam, projetam, coordenam, produzem, divulgam, constituiu-se um espaço crítico a que os Prémios EGAS 2015 Cinema procuram dar visibilidade aos melhores momentos que 2014 nos deixou.
Os Prémios EGAS tomam como patrono o nome da maior figura de Avanca e Prémio Nobel, Prof. Doutor Egas Moniz, na senda do que foi, como empreendedor e criador.

Com o apoio do IPDJ, este evento conta igualmente com a participação e apoio de várias entidades e empresas locais.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O CINEMA DOLCE VITA DE OVAR CELEBRA O DIA DA CURTA-METRAGEM

Segunda-feira dia 21 de dezembro, em Ovar comemora-se o DIA da CURTA-METRAGEM com uma maratona de exibições contínuas de cinema de animação para todas as idades.

O Dia da Curta-Metragem foi criado em França em 2011. A data escolhida corresponde ao dia mais curto do ano, conhecido pelo solístico de Inverno. Neste dia o objetivo é celebrar a curta–metragem. São vários os festivais de cinema e os países que aderem organizando iniciativas de comemoração, estima-se que o evento seja celebrado em mais de 50 países.

O Cinema Dolce Vita de Ovar em parceria com o Festival de Avanca, um dos festivais que pertence à Euroshorts, uma rede europeia de festivais de cinema que nos últimos anos tem celebrado a data com exibições especiais um pouco por toda a Europa, decidiu assinalar a data com exibições únicas.

No dia 21 desde as 10h15 até às 22h15, com sessões de 30 em 30 minutos e com o preço especial de 20 cêntimos, todo o público está convidado a fazer parte da celebração.

Serão exibidas duas curtas-metragens de animação portuguesas.
“Zé e o Pinguim” realizado por Francisco Lança, conta a história do Zé uma criança que vive atormentada pelas contínuas discussões dos pais, tendo como único amigo um pinguim de peluche que ganha vida quando estão sozinhos.
Sendo um verdadeiro filme de aventura numa inesperada feira popular, foi um dos filmes portugueses com mais exibições internacionais em festivais dos 5 continentes. Esta obra contou com a música do Maestro António Vitorino d'Almeida e teve a sua estreia no festival de cinema AVANCA 2003, onde foi distinguido.

A acompanhar teremos o filme “Um gato sem nome” de Carlos Cruz, que nos conta a história da Menina Cláudia que, na véspera do seu aniversário, formula um desejo: gostava de ser mosca para poder ouvir as conversas da sua família e assim saber quais os presentes que lhe vão dar.
Baseado no livro infantil "Um Gato sem Nome" de Natércia Rocha, com música do compositor americano Nik Phelps, este filme foi finalista dos prémios “16th Shanghai TV Festival – China”, Prémio Animação no “CUBANIMA – Festival Int.l de animación para los ninez y la adolescencia – Cuba”, Menção Honrosa do “Festival Prix Jeunesse Iberoamericano – Brasil” e teve estreia no Festival de Cinema AVANCA 2009, onde foi distinguido.

Ambos os filmes foram produzidos pelo Cine-Clube de Avanca e com a participação da RTP e do ICA/Ministério da Cultura.

Assim, em Ovar, celebramos o dia da curta-metragem com obras marcantes do cinema de animação e com um preço bem especial!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

FESTIVAL DE CINEMA DE AVANCA NO EUROSHORTS NA BULGÁRIA

“Killies” será o representante português no Euroshorts Album

O Festival de Cinema AVANCA 2016, integrando o Euroshorts, vai estar presente no “IN The Palace Sofia International Short Film Festival” que decorre entre 9 e 13 de dezembro na Bulgária.

O AVANCA 2016 é um dos festivais parceiros do Euroshorts, uma rede europeia de 9 festivais de cinema voltados para a curta-metragem, da qual fazem parte também os seguintes festivais: In The Palace International Short Film Festival (Bulgária), Filmhafizasi (Turquia), Tabor Film Festival (Croácia), Glasgow Short Film Festival (Reino Unido), Sedicicorto (Itália), BuSho Film Festival (Hungria), Reus European Short Film Festival (Espanha) e Wiz-Art - Lviv International Short Film Festival Wiz-Art (Ucrânia).

A rede Euroshorts estará presente no mercado de filmes, apresentando os 9 festivais pertencente à rede assim como as 8 curtas-metragens através do seu álbum Euroshorts.

O filme “Killies” realizado por David Rebordão e coproduzido pelo Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo, será o representante português presente nesta seleção de curtas europeias.
“Killies” fala de um novo conceito de entretenimento ultra-violento. Um plano bem engendrado que contém todos os ingredientes para se tornar num banho de sangue, transmitido em "livestream", para que todos possam assistir. Um filme que promete chocar e que terrivelmente parece muito atual.

O álbum conta ainda com os filmes: ARTUN de Gudmundur Arnar (Islândia), DIRECTED BY TWEEDIE de Duncan Cowles (Reino Unido), GETTING FAT IN A HEALTHY WAY de Kevork Aslanyan (Bulgária), ICE CREAM de Serhat Karaaslan (Turquia), MOM’S CALLING de Deyan Bararev (Bulgária), STY de Árpád Hermán (Hungria) e THE RUNNER de Peter Cerovšek, Nataša Čiča, Toma Zidić (Eslovénia, Croácia).

Além da participação no mercado de filmes, o festival AVANCA 2016 estará representado por Rita Capucho num júri do festival “In the Palace”.

O AVANCA 2016, que irá decorrer na última semana de julho, comemorará nesse ano a sua edição número 20. Sendo uma organização do Cine-Clube de Avanca e Câmara Municipal de Estarreja, tem tido o apoio do ICA/Ministério da Cultura, Instituto Português do Desporto e da Juventude, Região de Aveiro, FCT, Junta de Freguesia, Paróquia e Escola Egas Moniz de Avanca, para além de várias organizações internacionais e entidades locais.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

“PECADO FATAL” E “MIRAGEM” EM CONCERTO NAS NOITES DO CINECÔA 2015

Os filmes “Pecado Fatal” e “Miragem”, ambos co-produzidos pelo Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo, vão estar não só em exibição no CINECÔA 2015, como serão o mote para os cine-concertos das noites deste 5º Festival Internacional de Cinema de Vila Nova de Foz Côa.
Este festival, que este ano homenageia o produtor de cinema Tino Navarro, responsável por alguns dos maiores sucessos do cinema português, decorre entre 20 e 22 de novembro no Grande Auditório desta cidade “Património da Humanidade”.

“Pecado Fatal” de Luís Diogo, que acaba de receber o seu 10º prémio no Brasil, distinguindo o trabalho da atriz Sara Barros Leitão, será exibido na noite de sábado dia 21.
Após a exibição do filme, subirá ao palco Daniela Galbin com a sua banda para um concerto pela noite dentro.

Daniela Galbin, sendo cantora e autora portuguesa a viver e a atuar em Londres, viu o seu último trabalho integrar a banda sonora do filme “Pecado Fatal”. Para esta obra cinematográfica, Daniela recebeu uma nomeação para a melhor canção original com “Unforgettable” nos Prémios SOPHIA 2015.
As suas canções receberam ainda uma “Menção de Melhor Contributo Técnico-Artístico” na competição de melhor longa-metragem europeia do “Overlook 2014¬5th CinemAvvenire Film Festival” que decorreu em Roma (Itália).
Daniela é igualmente atriz e interpreta o papel de “Sara” em “Pecado Fatal”. Daniela Galbin lançou anteriormente dois álbuns: “Back to Simple” e “Between the Covers”, trabalhando agora no seu terceiro álbum, procurando intensificar as suas letras fortes, maduras e sempre um som novo.

No domingo dia 22, a noite de encerramento do festival será marcado com um cine-concerto pelo compositor, guitarrista e cineasta Joaquim Pavão. A partir do seu último filme “Miragem”, as imagens e os sons irão invadir o palco do Grande Auditório de Foz Côa.
Joaquim Pavão constrói o seu cine-concerto à volta de um conjunto de filmes onde anteriormente teve intervenção. Serão exibidos os filmes “A Sesta” da coreografa Olga Roriz, excertos de “Onde o Céu é a terra que pisamos” com Isabel Fernandes Pinto, “Tropisme” com Pierre Hebert, excertos de “Es.Col.A” e finalmente “Miragem”.
“Miragem” é um filme premiado que intervém fortemente no seu universo familiar.
Para além de cineasta, como compositor, Joaquim Pavão compôs a banda sonora dos filmes “A Sesta” de Olga Roriz, “Foi o fio...” de Patrícia Figueiredo, “A Nau Catrineta” de Artur Correia, “15 Bilhões de Fatias de Deus” de Cláudio Jordão, “(re)Volta e Meia” e “Quatro Elementos” de Janek Pfeifer.  Deste último filme, a Universidade de Aveiro/Academia de Artes Digitais editou um DVD com a orquestra de cordas, interpretado pela Filarmonia das Beiras.
Escreve habitualmente para concerto e teatro e as suas obras são publicadas pela Ava Musical Editions.

Com uma seleção oficial internacional onde os realizadores apresentarão os seus filmes, no espaço dos Auditórios do CINECÔA estará também presente uma exposição de desenhos originais do filme “Até ao tecto do Mundo”, a primeira longa-metragem do cinema de animação português, produzida pelo Cine-Clube de Avanca.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

SARA BARROS LEITÃO GANHOU NO BRASIL, PREMIO DE MELHOR ATRIZ

Este é o décimo prémio para o filme “Pecado Fatal”, que este mês volta a ser exibido no CineCôa

A atriz Sara Barros Leitão que protagonizou o filme “Pecado Fatal”, acaba de ser distinguida com o Prémio Melhor Atriz no FESTICINI – Festival Internacional de Cinema Independente que acaba de acontecer no estado de São Paulo no Brasil.

A longa-metragem PECADO FATAL de Luís Diogo, produzida em parceria com o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo recebe assim a sua décima distinção, depois de ter sido a longa-metragem da ficção portuguesa, mais premiada em 2014. Tendo integrado o TOP 10 da cinematografia lusófona, as distinções foram chegando de festivais internacionais no Brasil, Bulgária, Cabo Verde, Canadá, Croácia, Itália, São Tomé e Príncipe, para além de Portugal.

Sara Barros Leitão já anteriormente tinha sido nomeada para os Prémios SOPHIA e GLOBOS DE OURO de melhor atriz, pelo papel de Lila no filme PECADO FATAL.
Tendo-se formado em interpretação pela Academia Contemporânea do Espectáculo, começou a sua carreira na série Morangos com Açúcar onde interpretou o papel de Jennifer Brown.
A sua carreira tem acontecido entre o teatro e a televisão, nomeadamente nas séries “Olhos nos Olhos” (TVI), “Sentimentos” (TVI), “Laços de Sangue” (SIC), “Doida por Ti” (TVI), “Mundo ao Contrário” (TVI), “I Love It” (TVI), “Bem-Vindos a Beirais” (RTP), “Água de Mar” (RTP), “Jardins Proibidos” (TVI) e “Poderosas” (SIC).
PECADO FATAL é a sua primeira participação de fundo no cinema.

Este filme, que será exibido proximamente no CINECÔA – 5º Festival Internacional de Cinema de Vila Nova de Foz Côa, teve argumento e realização de Luís Diogo que prepara novo filme, para o qual o Cine-Clube de Avanca e a Filmógrafo procuram financiamentos.

Entretanto outro filme com produção do Cine-Clube de Avanca e Filmógrafo acaba de ser premiado. Trata-se da longa-metragem documental “Povo Inventado de Cabo-Verde - Ecos de Cabo Verde” de Juan Meseguer Navarro. Esta co-produção com Espanha e Cabo Verde foi distinguida com o Prémio Documentário da competição internacional do São Tomé FestFilm – Festival Internacional de Cinema de São Tomé e Príncipe.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

FONSECA E COSTA, ASSUMPTA SERNA E O FESTIVAL DE CINEMA AVANCA

Em 2000 o Festival de Cinema de AVANCA recebeu a atriz Assumpta Serna num inesperado desafio que haveria de transformar a sua carreira.

Assumpta era nessa altura uma das grandes atrizes espanholas com repercussão internacional. Em 1986 tinha protagonizado o filme “Matador” de Pedro Almodovar e logo no ano seguinte vem a Portugal rodar um filme baseado numa obra literária de José Cardoso Pires “A Balada da Praia dos Cães”.

Esta atriz, que voava entre filmes e séries de televisão, com mais de uma centena de participações entre protagonista e papéis diversos de projetos fílmicos europeus e americanos, um dia escreveu um livro. Essa obra chegou aos escaparates das livrarias portuguesas com o título “O trabalho do ator de cinema”, onde a autora procurou dissecar as etapas do trabalho interpretativo a partir de folhas de papel e do próprio corpo, uma identidade inventada, coerente, convincente e atrativa para o espectador. Este era um livro inesperadamente diferente, cujo teor transbordava em contínuos vasos comunicantes por entre a sua vivência pessoal, os momentos marcantes da sua experiência e a importância das pessoas que marcaram o seu trabalho.

No festival de cinema de Avanca dirigiu pela primeira vez um workshop para atores, num trabalho incansável e de grande fulgor que depois disso, veio a repetir continuamente a ponto de dirigir uma conhecida academia de atores em Madrid. Na altura, acompanhando este seu novo trabalho, fez no repleto Auditório de Avanca, a apresentação do seu livro traduzido para a língua de Camões.

Este livro, editado pelo Cine-Clube de Avanca, tem na capa a atriz Assumpta Serna, num momento da rodagem em Portugal do filme “A Balada da praia dos Cães”, onde surge com o realizador do filme José Fonseca e Costa.

Assumpta propôs esta capa para a edição portuguesa do seu livro, quase como um abraço a um realizador luso com quem muito tinha gostado de trabalhar.

José Fonseca e Costa estava a realizar a sua sexta longa-metragem e na sua esteira tinham ficado obras como “O Recado” (1972), “Os Demónios de Alcácer Quibir” (1977), Kilas, o Mau da Fita (1980), o documentário “Música, Moçambique” (1981) e “ Sem Sombra de Pecado” (1983).
Em todos os filmes parece ter deixado portas abertas a que os seus atores o ajudassem a contar uma nova história, a procurar que o filme se abeirar-se mais dos espectadores.

Depois da “Balada da Praia dos Cães”, filmaria “A Mulher do Próximo” (1988), “Os Cornos de Cronos” (1991), “Cinco Dias, Cinco Noites” (1996), “O Fascínio” (2003), “ Viúva Rica Solteira Não Fica” (2006) e preparava-se para terminar “Axilas”.

O tempo finado levou um realizador de atores, mas também um homem de cinema protagonista de muitas lutas, intervenções, uma voz forte com que o cinema português foi crescendo nestas últimas seis décadas.


O livro “O trabalho do ator de cinema” continua nas livrarias com a imagem quase terna de Assumpta e o seu realizador José Fonseca e Costa.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

FILMES “FOI O FIO” E “MIRAGEM” DISTINGUIDOS INTERNACIONALMENTE


Os filmes coproduzidos pelo Cine-Clube de Avanca e pela Filmógrafo “Foi o Fio” e “Miragem” foram selecionados pelo júri para o “Top 10” na Bulgária do “Façade Video Festival 2015”.

Para além dos 2 filmes portugueses, o “Top 10” inclui filmes da Alemanha, Colômbia, Finlândia, França, Itália, Reino Unido, Polónia e Ucrânia, num festival que irá editar em DVD estes filmes, fazendo a sua distribuição na Bulgária.

“Foi o fio” de Patrícia Figueiredo é um filme de animação que envolve essencialmente 3 mulheres:
uma mulher novelo, uma velha mulher que passa os dias a olhar pela janela e uma vendedora de roupa caída dos estendais. Todas estão unidas por um fio. As três conduzem as ações de outras personagens e o inevitável destino de uma mulher com o marido às costas.

Este filme foi já alvo de outras 6 distinções, a última das quais foi o Prémio para Melhor Animação no “Divercine – Festival Internacional de Cine para Niños y Jovenes” que decorreu recentemente em Montevideo, Uruguai.

A música deste filme é da autoria de Joaquim Pavão que por sua vez é o autor do filme “Miragem”, também ele integrante do “Top 10” do festival búlgaro. Este filme procura no princípio de que “somos bisnetos, netos, filhos e mais tarde pais” para provocar imagem ou imagens com insinuados desvios em relação às recordações que se viveu. São quase frases soltas do que também se é.

Distinguido anteriormente no Algarve e nos Açores, este filme teve a sua estreia mundial no festival de cinema AVANCA 2014. “Miragem” conta com a participação de Isabel Fernandes Pinto, Tucha Martins, Andrea Gabilondo, Joaquim Pavão e Nuno F. Santos.

“Miragem” é uma co-produção que envolve a “Fugir do Medo” e trata-se de um projeto independente.

“Foi o Fio” foi realizado no estúdio de cinema de animação do Cine-Clube de Avanca, com produção Filmógrafo, participação do MIA do IPCA-Instituto Politécnico do Cávado e do Ave e apoio financeiro do ICA da Secretaria de Estado da Cultura, com cofinanciamento da RTP, Radiotelevisão Portuguesa.

Entretanto, durante setembro outras obras coproduzidas pelo Cine-Clube de Avanca foram distinguidas. É o caso de “Luz Clara” de Miguel Lima e Vasco Vieira que recebeu o Prémio Melhor Documentário do Festival de Cinema de Arouca e “Percepção Delicada de Um Raio de Luz” de Gustavo dos Santos que foi distinguido com uma Menção Honrosa Curta Metragem no Festival Figueira Film Art.